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sexta-feira, maio 23, 2008

Peniche faz a dobradinha

CC Ansião 2 - GD Peniche 6 Jogo no Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria.
Árbitro: Luciano Gonçalves.
Assistentes: Gracindo Vieira e Luís Calado.
4º árbitro: Romão Santos.

GD Peniche - Hélio; Nhau, Laranja e Rui João; Silvestre (Marinho, 80 m); Ruben, Vasco (cap.) e Emanuel (Silva, 68 m); Paulinho (Babá, 75 m) e Márcio.
Jogadores não utilizados: João Miguel, Diogo, Bruno Costa e Vando.
Treinador: Alberto Bastos Lopes.

CC Ansião - Aguiar; Poquinha, Rogério, Samuel e Jorge Fazenda (cap.- Ruizito, 63 m); Zé António; Paulo Neves, Bajedas, Pernadas (Bispo, 52 m) e Edu; Robson (João Pedro, 77 m).
Jogadores não utilizados: Marco, Telmo, Rui Valente e Linas.
Treinador: Ricardo Silva.
Ao intervalo: 1-0.Golos: 1-0, por Márcio, aos 40 m; 2-0, por Rogério (p.b.), aos 56 m; 3-0, por Márcio, aos 60 m; 4-0, por Ruben, aos 66 m; 5-0, por Márcio, aos 68 m; 5-1, por Bajedas, aos 83 m; 6-1, por Nhau, aos 86 m; 6-2, por Pedro Neves (g.p.), aos 90+3 m.
Acção disciplinar: cartão amarelo a Silvestre (60 m), Paulinho (71 m), Nhau (86 m) e Hélio (90+2 m).
O Grupo Desportivo de Peniche (GDP), um histórico do futebol distrital e mesmo nacional, que regressou esta época ao terceiro escalão do futebol português, encontrou na pela frente na final o Clube Caçadores de Ansião (CCA), colectividade mui nobre da zona norte do distrito de Leiria, que, infelizmente, desceu à I Divisão Distrital.O resultado final pendeu naturalmente para a equipa da cidade piscatória, havendo a registar o hat-tric de Márcio, o melhor marcador do campeonato com mais de três dezenas de golos marcados e, ainda, outros tentos de antologia que aconteceram no Municipal de Leiria.Cedo deu para entender que as forças eram diferentes, com o Peniche mais senhorial, com o seus jogadores a movimentarem-se com maestria, fazendo passes que confundiam os seus adversários, que optavam por um futebol mais directo, procurando tirar partido da velocidade de Robson.Aos oito e 20 minutos, Emanuel podia ter aberto o activo, mas no primeiro remate Aguiar defendeu, já no segundo a bola passou a rasar o poste direito da baliza do nº 1 ansianense.Márcio aos 22 minutos podia ter também inaugurado o marcador mas a bola enviada de cabeça foi às malhas laterais.Curiosamente, aos 23 minutos, num passe longo, Robson isolou-se, contornou Hélio, mas Laranja evitou o golo. Também aos 38 minutos, num centro vinda da direita causou alguns calafrios, mas Silvestre de cabeça tirou o ´pão da boca` a um atacante ansianense, enviando a bola para canto.Até que aos 40 minutos, a centro do ´maestro` Vasco, Márcio numa rotação perfeita, de cabeça obteve um golo de bandeira.No segundo tempo foi até o Ansião que criou um lance de perigo aos 46 minutos, mas um defensor da casa resolveu da melhor maneira pontapeando a bola para longe.Um minuto depois surgiu o lance crucial do jogo, Laranja centrou para a área adversária, Rogério com grande infelicidade introduziu a bola na sua própria baliza, devido ao terreno já estar muito encharcado pois choveu em todo o segundo tempo.Ricardo Silva, faz duas alterações na tentativa da reviravolta do resultado, mas o cobertor era curto e se tapou a cabeça deixou os pés de fora.Os pupilos de Alberto Bastos Lopes, ficaram como ´peixe na água` desenvolveram o seu futebol de alto nível e os golos surgiram com naturalidade, alguns de antologia, como foi o 3º, 5º com excelente jogada de Silva, recém entrado e o 6º de Nhau num livre directo, superiormente executado.Paulinho também aos 57 minutos enviou uma bola ao poste, quando havia 2-0.O Ansião marcou aos 83 minutos através de Bajedas e aos 88 podia ter marcado, mas obteve o segundo golo numa grane penalidade que não chegámos a compreender.Excelente arbitragem com o senão da grande penalidade através referida.
A opinião dos técnicos:Bastos Lopes (Peniche): “O Ansião bateu-se bem, com grande brio só que o Peniche foi superior. Houve boas jogadas e bons golos”, declara.
Ricardo Silva (Ansião): “Não esperava ser goleado, mas o Peniche é a melhor equipa de sempre dos distritais da AFL e provou isso neste jogo. O 2º golo que sofremos quebrou animicamente a minha equipa”, remata.

Tuna Caranguejeiro (Diário Leria)

segunda-feira, maio 12, 2008

Vitória natural


Estádio do Grupo Desportivo, em Peniche.
Árbitro: Paulo Ferraz, de Leiria
Assistentes: Ruben Capela e Miguel Paramos
GD Peniche: Hélio (Pejapes, aos 87m); Diogo, Laranja, Ricardo Viola e Rui João; Marinho, Paulo Neves e Vasco; Márcio, Ruben (Vando, aos 67m) e Paulinho (Baba, aos 45m).
Suplentes não utilizados: Ferreira, Bruno Costa, Silvestre e Emanuel.
Treinador: Bastos Lopes.
Avelarense: João Pedro; Eduardo (André Dias, aos 31m), Gonçalo (Tito, aos 52m), Pedro e Silvério; Rafael, Laranjas (Paulo António, aos 45m) e Pedro Jacó; Góis, Neto e Tiago.
Suplente não utilizados: Pedro Silva, Sérgio, Diogo e Normando.
Treinador: Fernando Silva
Ao intervalo: 3-0
Golos: 1-0 por Márcio, aos 6m; 2-0 por Márcio, aos 26m; 3-0 por Marinho, aos 30m; 4-0 por Paulo Neves, aos 77m.
Acção disciplinar: amarelos para Eduardo (6m), Neto (26m), Márcio (49m), Tito (59m) e Rui João (75m).
Em termos de campeonato foi a despedida com um triunfo sobre o Avelarense que já tinha o traçado o destino de regressar à I divisão. Tratou-se por isso de uma vitória natural a que apenas faltou o ambiente de festa previsto mas cancelado devido ao falecimento da mãe de um dos atletas do plantel penichense, Silva, e que marcou de tristeza todo o grupo de trabalho. Momentos de dor sentidos por todos. Ao atleta um abraço de carinho e coragem nesta hora difícil..
Perante as circunstâncias, as equipas praticaram um jogo aberto, na procura do golo. E pode dizer-se que a equipa do Avelarense apresentou-se a jogar de igual para igual e sem cuidados extremos em termos defensivos. Mas a superioridade penichense bem cedo ficou marcada na transformação de uma grande penalidade, apontada por Márcio, a castigar derrube de Eduardo a Paulo Neves, logo aos 6 minutos. O mesmo Márcio voltaria apontar outra grande penalidade, ao minuto 26, desta vez por carga sobre Ruben. Começava a desenhar-se mais uma vitória natural e fácil e que, ainda antes do intervalo, seria aumentada com um golo apontado por Marinho. Ruben trabalha bem na esquerda, cruza para a área onde o médio centro apenas teve de empurrar para o fundo das redes..
Após o intervalo, manteve-se a toada de maior preponderância dos locais que seria coroada com um excelente golo de Paulo Neves, apontado aos 77 minutos. Quanto ao resto do jogo, dir-se-á que pouco mais há a dizer, tal foi a diferença de valores dos dois conjuntos. A vitória e os números espelham bem o que se passou no relvado, frente a um Avelarense que nem chegou a assustar a defensiva local. Agora é tempo de preparar a meia final da Taça, num encontro derby regional, frente ao Gaeirense, tentando marcar presença na final a realizar no Estádio Magalhães Pessoa em Leiria..
Boa arbitragem.

sexta-feira, maio 02, 2008

Peniche goleia Fig.Vinhos

Estádio do Grupo Desportivo, em Peniche.
Árbitro: Bruno Lopes, de Leiria

GD Peniche: João Miguel; Ferreira, Laranja, Ricardo Viola e Rui João; Marinho (Silvestre, aos 26m), Baba e Vasco (Paulo Neves, aos 51m); Márcio, Ruben (Bruno Costa, aos 72m) e Silva.
Treinador: Bastos Lopes

Figueiró dos Vinhos: Eduardo; Renato, Napoleão, Tó Alves e Futre; Matine, Rafael e João Ribeiro (Paulo Nunes, aos 64m); Paulo Martins (Alexandre Gomes, aos 58m), Tiângelo e Bruno Rosa.
Treinador: João Almeida

Golos: 1-0 por Ruben, aos 15m; 2-0 por Baba, aos 25m; 3-0 por Márcio, aos 32m(gp); 4-0 por Silva, aos 55m; 5-0 por Márcio, aos 60m; 6-0 por Silva, aos 66m; 7-0 por Silvestre, aos 68m; 8-0 por Márcio, aos 75.
Acção disciplinar: amarelos para Rafael (30m) e Renato (32m).

Após terem assegurado a subida de divisão na jornada anterior, a equipa penichense merecia uma festa assim, perante o seu público. E tudo correu da melhor forma. Houve público entusiasta, muitos golos (a maior goleada da época), hattric do seu melhor marcador, Márcio, e no final a festa no relvado com muitas camisolas, cachecóis e bolas para o público. Uma festa vibrante, cheia de colorido neste ensolarado 1º de Maio.Quanto ao jogo, dir-se-á que pouco há a dizer, tal foi a diferença de valores dos dois conjuntos. A vitória e os números espelham bem o que se passou no relvado, frente a um Figueiró que só ao minuto 19 assustou verdadeiramente a defensiva local, com Futre a desperdiçar excelente oportunidade para o empate. E não passou desse pormenor, pois nunca mais a equipa visitante foi capaz de dificultar os locais, não só pelo fraco futebol exibido, como pela extrema ineficácia dos seus avançados. O domínio penichense passou então a ser total e, a espaços, quase sufocante com Silva a bisar e Márcio, com três golos, a confirmar a veia goleadora. O conjunto de João Almeida mostrou-se intranquilo e incapaz de responder às adversidades. Assim, o desaire não surpreende e se os homens de Bastos Lopes têm apertado um pouco mais, o resultado bem podia ter sido mais desnivelado.

segunda-feira, abril 28, 2008

Peniche de regresso à terceira divisão

Vieirense 1 - GD Peniche 2
Estádio Albano Feteira, em Vieira de Leiria.
Árbitro: Eduardo Gaspar, de Leiria

Vieirense: Ramusga; Léo, Gata (Vladimir, aos 76m), Daniel e Pedro Rodolfo( Leal, aos 57m); João Duarte, Parreira e Nuno Rodrigues (Luís Loureiro, aos 66m); João Pinto, Rogério e Hugo Mata.
Treinador: Daniel, Gata e Botelho

GD Peniche: Hélio; Laranja, Silvestre, Ricardo Viola e Rui João; Paulo Neves, Marinho (Baba, aos 76m) e Vasco; Silva (Ruben, aos 54m), Paulinho (Ferreira, aos 86m) e Emanuel.
Suplentes não utilizados: João Miguel, Diogo, Bruno Costa e Márcio.
Treinador: Bastos Lopes

Golos: 0-1 por Laranja, aos 51m; 0-2 por Silvestre, aos 63m; 1-2 por João Pinto, aos83m

Saúde-se o regresso do Peniche às competições nacionais. Afinal tudo não passou de uma passagem efémere pelos distritais e com muito empenho e dedicação de jogadores, técnicos e dirigentes, o objectivo foi alcançado. Foi um final de jogo com uma envolvência fantástica de festa e colorido, com o público penichense entusiasta no apoio à sua equipa. Uma vitória e a garantia da subida de divisão, num jogo repleto de emoções pela importância do que estava em causa. Uns porque queriam subir e outros porque necessitavam de pontos para a manutenção. E foi neste ambiente vibrante que as duas equipas se entregaram à luta, com o Vieirense muito ansioso e pouco atrevido, ante um Peniche mais tranquilo, cauteloso e expectante, com a partida a desenrolar-se demasiado a meio campo e, por isso, as oportunidades de golo escasseavam. Os locais eram um adversário forte que procurava surpreender através de contra-ataques. E essa atitude ainda chegou a causar problemas à defensiva penichense. E, nesta primeira parte, pertenceriam aos locais as duas mais flagrantes oportunidades de golo. A primeira surge aos 26m, através de João Duarte que remata forte mas ligeiramente ao lado, e aos 39m, a segunda oportunidade, quase tirada a papel químico, mas o interveniente seria João Pinto. Numa primeira parte, nem sempre bem jogada, é justo que se diga que os locais levaram vantagem mas faltou finalização.Na segunda parte, tudo foi diferente. Os comandados de Bastos Lopes entraram determinados e quiseram fazer jus à situação de líder. O golo de Laranja acabou por ser uma consequência daquilo que se antevia e foi uma importante contribuição para a vitória final. Os locais ainda reagiram bem com a entrada de dois reforços e, aos 60 minutos, tem uma excelente oportunidade. Mas ao magnífico remate de Hugo Neto responde, com a grande defesa da tarde, o guardião Hélio. Era uma boa resposta dos locais mas com poucos resultados práticos. Bastos Lopes faz entrar Ruben e a equipa continuou a manter maior consistência, maior serenidade e viria a confirmar o triunfo com o golo de Silvestre, ao minuto 63, num livre bem executado e onde o guardião local não está isento de responsabilidades. Ainda havia meia hora para jogar pelo que os atletas não se fizeram rogados, construindo oportunidades de golo. Pena foi que a concretização não tivesse sido a mais eficiente. Já com Baba em campo, seriam os penichenses a desperdiçarem outra oportunidade com Paulinho a não dar sequência a bom trabalho de Ruben pela esquerda. Os locais não se dão por vencidos, reagem bem e o golo apontado por João Pinto, aos 83m, relançou a emoção dentro de campo, com um final empolgante. Os locais carregavam na procura do empate, valendo, então, a concentração e cabeça fria da defensiva penichense na segurança da preciosa vantagem. Pela segunda parte, valeu a pena assistir ao encontro porque aconteceu futebol pela entrega de ambos, todos merecendo mais golos.

terça-feira, abril 22, 2008

Peniche cada vez mais próximo da subida


Estádio do Grupo Desportivo, em Peniche.
Árbitro: Carlos Brites, de Leiria

GD Peniche: Hélio; Ferreira, Silvestre, Ricardo Viola e Rui João; Paulo Neves, Baba (Silva, aos 45m) e Vasco; Márcio, Marinho (Paulinho, aos 45m) e Emanuel (João Fernandes, aos 81m). Suplentes não utilizados: Pejapes, Diogo, Bruno Costa e Laranja.
Treinador: Bastos Lopes .
Biblioteca: Rogério; Pombinha, Telmo, Ganau e Nuno Jorge; Bruno Conde, Gonçalo (Pedro Joel, aos 75m) e Gapo (Mourato, aos 57m); Tropa, Victor Pombinha (Nuno Gala, aos 57m) e Carlos Carapau.
Suplentes não utilizados: Nuno Saraiva, Louro e Valter
Treinador: Paulo Ribeiro

Golos: 1-0 por Silvestre, aos 18m; 2-0 por Márcio, aos 43m; 3-0 por Emanuel, aos 48m; 4-0 por Ricardo Viola, aos 76m (g.p.).
Acção disciplinar: amarelo para Ganau (19m).

Nada a opor à vitória do Peniche que, ao longo dos 90 minutos, fez um bom jogo e poderia ter selado o triunfo por números mais expressivos. Mas afinal, para além dos quatro golos, acrescente-se algumas bolas na trave, boas movimentações e as mãos que iam aquecendo, quanto mais não fosse pelos aplausos aos protagonistas que falhavam oportunidades sobre oportunidades e, aos mesmo tempo, as emoções ajudavam a esquecer o intenso frio. De resto, diga-se, a vitória ajusta-se perfeitamente à equipa de Bastos Lopes. Foi superior a todos os níveis. Mais madura e inteligente, evidenciou as razões de ser líder. E logo após o apito inicial, foi fácil constatar que o futebol do estádio do GDP só tinha um sentido, ou seja, a baliza de Rogério. A equipa desenvolvia um futebol objectivo e apoiado, com Paulo Neves, Vasco e Marinho a dominarem totalmente o meio-campo e a tentarem servir os seus colegas mais avançados Baba à direita, Emanuel à esquerda e Márcio pelo meio. E logo ao minuto 2, Silvestre falha o golo, num cabeceamento ligeiramente acima da barra. Um minuto depois, é a vez de Márcio, por duas vezes, a errar o alvo. E ainda, aos 12 minutos, seria Vasco a testar a capacidade de reflexos do guardião Rogério ao evitar a abertura do marcador.Perante tal domínio, faltava apenas o golo. E tal ia tardando, não só por alguma sorte mas também pela concentração defensiva apresentada, a espaços com bom controlo de bola mas algo “partida” quando pretendia partir para a ofensiva, sendo presa fácil para os locais. A pressão aumentava e o golo surgiria em breve. Na sequência do sétimo canto apontado por Vasco, Silvestre antecipa-se aos centrais e bate o guardião. Era uma fase de autêntico sufoco em que os homens do Biblioteca não conseguem sair do seu meio terreno e só aos 41 minutos, surgem pela primeira vez na área de Hélio mas Ganau não consegue dar a melhor sequência e remata muito ao lado. Dois minutos depois, Vasco trabalha bem na esquerda, servindo o goleador Márcio que não desperdiça a oportunidade. Uma vantagem escassa perante o domínio exercido.Na segunda parte, o Peniche cedo aumenta a vantagem com um belo golo de Emanuel, parecendo partir para um outro resultado mas tal não viria a acontecer, ficando-se apenas por mais um golo, na transformação de uma grande penalidade através de Ricardo Viola. Com as substituições, o Biblioteca tornou-se mais afoito, foi começando a equilibrar a partida e beneficiando de algum abrandamento dos locais. Mesmo assim, pertenceriam aos locais as melhores oportunidades para aumentar o score, perante um Biblioteca muito aquém do esperado, sendo por vezes uma equipa perdida em campo, sem imaginação, dando a ideia de que pouco mais sabia fazer. Mas sabemos que tem capacidade para muito mais e cumprirá, de certeza, os objectivos da manutenção.A arbitragem mal se deu por ela. Jogo fácil, não complicou…excelente

segunda-feira, abril 07, 2008

Quem quer “tramar” o GD Peniche?

Estádio do Grupo Desportivo, em Peniche.
Árbitro: Márcio Ferreira, de Leiria.
Assistentes: Carlos Silva e Nuno Rodrigues

GD Peniche: Hélio; Ferreira (Marinho, aos 68m), Silvestre, Ricardo Viola e Rui João; Paulo Neves, Baba (Paulinho, aos 57m) e Vasco; Márcio, Ruben e Emanuel.
Suplentes não utilizados: João Miguel, Laranja, Diogo, Magnusson e Vando.
Treinador: Bastos Lopes

A Beneditense CD: Paulo; Zé Manuel, Alex, Rodrigo e Danny; Penas, Dário (Mauro, aos 72m), Batuto e Nelson (Serrazinha, aos 60m); Simões e Gonzaga (João Silva, aos 82m).
Suplentes não utilizados: Edgar, Costinha, Asdrúbal e Bruno Silva.
Treinador: Mauro
Ao intervalo: 0-0
Acção disciplinar: amarelos para Alex (51m), Vasco (52m), Batuto (62m), Rodrigo (77m), Serrazinha (85m), Marinho (85m), Paulinho (86m), João Miguel (90m) e Simões (90m). Cartão vermelho directo para Ruben (89m).
Assistindo aos últimos encontros deste Peniche, versão 2007/2008, fico preocupado com alguns factos. Se se pode dizer que algumas prestações não terão sido as melhores, ou se os adversários se suplantaram perante o líder incontestado, também não é menos verdade que as arbitragens têm primado pela falta de qualidade e sobretudo rigor e isenção na condução das partidas e análise de alguns lances, quer técnica quer disciplinarmente.
Já o afirmei, a propósito de um outro jogo, que não é fácil a tarefa do homem do apito e, como tal, teremos de reconhecer que não é fácil o seu trabalho. Mas, hoje em dia, o seu trabalho de formação já seria minimamente suficiente para poderem “fugir” a pressões quer de público quer de atletas ou dirigentes, o que por vezes parece não acontece. E se nas partidas anteriores, houve condescendência em excesso em prejuízo dos atletas do Peniche, levando mesmo a inferioridade física e impedindo-os de actuar nas partidas seguintes, neste encontro, de novo, não houve um critério uniforme no capítulo disciplinar. É que, para além de ter havido faltas por marcar, houve outras em que a sanção disciplinar primou pela ausência.
Se, na primeira parte, abusou do apito, não dando a lei da vantagem e prejudicando ambas as equipas, na segunda não teve um critério disciplinar uniforme e aí prejudicando claramente os locais. A expulsão, provavelmente por palavras, evitar-se-ia se algumas faltas dos visitantes tivessem obtido a devida sanção.
Esta é a pior maneira de iniciar a análise a uma partida de futebol mas sentia este imperativo de consciência, no sentido de não cair em “saco roto”, situações que podem defraudar a verdade desportiva. Gostaria que também ficasse bem claro que tudo não passa de uma mera apreciação, também ela susceptível de conter algum juízo de valor errado. Nem nunca se poderá considerar que o erro é intencional. A decisão é tomada em fracções de segundo e, por isso, torna-se difícil, mas tal não impede de todos contribuirmos para que o erro seja cada vez menor.
E quando tal acontece, todos ficam a ganhar. E principalmente, a arbitragem que também precisa de ser apoiada. Como tal, os erros também devem servir para reflectir e corrigir.
No que respeita ao jogo, a formação comandada por Bastos Lopes teve tudo a seu favor para vencer o encontro mas a falta de sorte pesou em excesso. Mais uma vez se pode dizer que o futebol tem destas coisas: nem sempre a equipa que joga melhor consegue vencer.
Os locais, ao longo de toda a segunda parte, dispuseram de várias oportunidades desperdiçadas e acabam por empatar, perante um adversário que mostrou empenho, luta e organização.
Pode dizer-se que o Peniche quis agarrar a partida desde o início, imprimindo velocidade na circulação de bola, antecipação em todos os lances e criação de situações perigosas junto da área.
Um excelente mote dos locais que remetem o adversário para o seu meio campo defensivo mas os lances de verdadeiro perigo, para o experiente guardião Paulo, escasseavam perante a boa organização defensiva. Pode dizer-se que apesar do esforço e da forma aguerrida como o Peniche encarou a partida, os lances de verdadeiro perigo e as situações de golo contam-se pelos dedos de uma só mão.
Aos 21m, no seguimento de um bom cruzamento do lado direito de Ferreira, Emanuel remata bem mas ao lado. Com boa ligação entre sectores e com supremacia a meio campo, com destaque para o trabalho de Ruben, Paulo Neves e Vasco, a equipa aumentou a pressão ofensiva a partir da meia hora. Primeiro e Ruben que, após insistência à entrada da área, isola-se mas Paulo evita o golo. Depois é o mesmo Ruben que, na sequência de um livre, vê Paulo a desviar por cima.
Na sequência do canto, Silvestre falha o golo por centímetros. Embora dono e senhor do jogo e com oportunidades criadas, falhavam na concretização. Os pupilos de Mauro só sobre os 45m conseguem incomodar o guardião Hélio, na sequência de um livre.
No regresso dos balneários, o Peniche apresentou-se mais agressivo e cedo mostrou o seu inconformismo com Vasco, ao minuto 56, a ser solicitado em profundidade, a isolar-se mas a falhar a recepção nas melhores condições. O Beneditense aparecia um pouco mais aberto e o jogo tornou-se mais emotivo.
Com a entrada de Serrazinha, o contra-ataque surgia com mais frequência e a equipa de Mauro conseguiu mesmo equilibrar a partida. A partir dos vinte minutos, Bastos Lopes aposta tudo no sector ofensivo, com as entradas de Marinho e Paulinho. Todavia, os avançados continuavam com a pontaria desafinada, uma vez que as muitas oportunidades de golo criadas não eram concretizadas.
A equipa da Benedita apostava, então, tudo na sua retaguarda, recorrendo à falta sempre que necessário e, aqui, nem sempre a arbitragem esteve à altura, como já foi dito. Apesar de nem sempre apresentarem um futebol ofensivo continuado, os locais mostraram, em especial na segunda parte, uma superioridade que não foi aproveitada da melhor forma apesar de todo o esforço dos atletas que, com mais frequência, jogavam pelos flancos com a bola a aparecer muitas vezes no coração da área mas o golo acabaria por não aparecer.
Ao minuto 87, Márcio ainda atira ao poste mas o resultado parecia que não seria desfeito. E o pior poderia ter surgido para os locais ao minuto 93. Hélio evitou a derrota, ao suster o remate do isolado Mauro.
O árbitro Márcio Ferreira esteve mal disciplinarmente, com mais prejuízo para os locais.
José Monteiro - Peniche on-Line

segunda-feira, março 31, 2008

“Vidreiros” é mesmo espinha encravada



Campo do Tojal, em Picassinos.
Árbitro: Carlos Amado, de Leiria
Assistentes: Ricardo Morgado e Artur Louceiro




Ao intervalo: 2-2
Golos: 0-1 por Silvestre, aos 5m; 1-1 por Fábio, aos 10m; 1-2 por Paulo Neves, aos 37m; 2-2 por Chico, aos 45m.
Acção disciplinar: amarelos para Caça (31m), João Paulo (37m), Chico (49m), João Luís (53m), Vasco (74m), Cláudio (78m) e Marrazes (90m).


Vidreiros: Nuno Salgueiro; Cláudio, Fragoso (João Paulo, aos 20m), João Domingues e Daniel, Marrazes, Caça (Ruben, aos 74m), João Luís (Edgar, aos 85m) e Chico; Dilson e Fábio.
Suplentes não utilizados: Radar, Vitinho e Tiago.
Treinador: Vitor Gato

GD Peniche: João Miguel; Laranja (Vando, aos 74m), Silvestre, Ricardo Viola e Rui João; Paulo Neves, Baba (Marinho, aos 78m) e Vasco (Bruno Costa, aos 82m); Márcio, Ruben e Emanuel.
Suplentes não utilizados: Hélio, João Fernandes e Diogo.
Treinador: Bastos Lopes

Decididamente, a equipa do Peniche não se conseguiu entender com o conjunto de Picassinos. Apesar de ocupar a última posição, foi até agora uma autêntica espinha encravada para o GDP. Há uma semana atrás, obrigou os pupilos de Bastos Lopes a horas extras para seguir em frente na Taça e agora, para o campeonato, impõe um empate a duas bolas. Razão para tudo isto não é fácil encontrá-las. Mas sempre avançamos que afinal tudo não passa da essência do futebol: não sendo ciência exacta, tudo é possível ou não seria a bola redonda. Mas outras razões poderão ser assumidas. Por um lado, a grande entrega e abnegação dos locais frente ao líder e, por outro lado, algumas dificuldades em reconstruir o eixo defensivo em virtude de algumas ausências. E por último, apenas diremos que aconteceu futebol.Para Vitor Gato, técnico dos locais, tratou-se de um excelente tónico para as jornadas finais no sentido de alterar a classificação e poder aspirar a uma eventual manutenção. Para o Peniche, acaba por ser um resultado imprevisto até tendo em conta a forma como iniciou a partida, dominando em todos os sectores e com o marcador a ganhar expressão bem cedo, com Silvestre a apontar o primeiro golo, na sequência de um pontapé de canto. Era o corolário lógico do maior domínio da equipa, que apresentava grandes níveis de confiança e um futebol solto e ao primeiro toque, parecendo que seria mais fácil que o encontro anterior. Mas tudo se esfumaria rapidamente, com os locais a reagir e a chegar ao golo ao minuto 10. Uma falha defensiva permite que a bola ressalte para Fábio que se desmarca pela direita e, ainda fora da área, desfere um forte remate, sem hipóteses para João Miguel. Um momento importante, qual tónico para o aumentar dos níveis de confiança. A partir dos vinte minutos, o futebol decaiu de qualidade e rareavam as situações de golo. E seria preciso esperar pelos minutos finais da primeira parte, para que a emoção voltasse ao campo do Tojal. Primeiro, seria o Peniche a mostrar toda a qualidade do seu futebol, numa triangulação entre Ruben, Vasco e Paulo Neves com este último a concretizar o segundo golo. Tudo parecia encaminhado para o resultado previsível mas, eis que no deambular dos descontos da primeira parte, nova desatenção defensiva e os Vidreiros a chegarem ao empate, através de Chico. Canto apontado, a bola sobrevoa toda a defensiva penichense, lenta a aliviar, e o avançado a não perdoar.E se para a etapa complementar, alguém pudesse esperar facilidades para os líderes, tudo não voltaria a passar de pura ilusão. E apanham mesmo o primeiro susto, ao minuto 48, com Fábio a entrar na área e a rematar ligeiramente ao lado, quando já todos pensavam que o golo seria o corolário lógico. Passado o susto, o Peniche retomam o domínio e parecem dispostos a alterar o rumo dos acontecimentos e, bem cedo, dão o mote ao desperdiçarem soberana oportunidade aos 55 minutos, com Paulo Neves a atirar à trave. A trave voltaria a ser amiga dos locais, desta vez cabendo a Márcio a proeza da pontaria. A juntar à melhor atitude competitiva, o técnico Bastos Lopes mexe na equipa, fazendo entrar Vando para o lugar do lesionado Laranja, e ganha em agressividade atacante. Os Vidreiros passaram por um período de dificuldade mas souberam ter cabeça fria e aproveitar bem o adiantamento do adversário para lhe causar alguns calafrios que poderiam ter tido outras consequências. Que o diga Chico que, bem desmarcado pela direita, entra na área mas remata demasiado ao lado. Era uma tarde menos feliz para um Peniche que esteve muito abaixo do que lhe é habitual, sobretudo sentindo dificuldades defensivas. A equipa ainda tentou um pressing final que não surtiria efeito uma vez que, por um lado, o acerto da defensiva local não permitia a criação de oportunidades e, por outro, a contra-ofensiva local acabou por criar situações embaraçosas para o guardião João Miguel. No final, é justo que se diga que o resultado se aceita e premeia a abnegação e entrega dos locais.Arbitragem sem problemas.




José Monteiro, Peniche Online - desporto

sábado, março 22, 2008

“Vidro” demasiado duro para o líder


Campo do Tojal, em Picassinos.
Árbitro: Paulo Marques, de Leiria
Assistentes: Gracindo Vieira e Flávio Ferreira




Ao intervalo: 0-0
Golos: 0-1 por Silvestre, aos 115m.
Acção disciplinar: amarelos para Cláudio (10 e 70m), João (49m), Inácio (50 e 51m), Ruben (73m), Paulinho (87 e 109m), Márcio (88m), Paulo Neves (90m), Caça (97m), João Luís (100m), Silvestre (110m) e Silva (118m).

Vidreiros: Nuno Salgueiro; Daniel, João, Marrazes e Cláudio; Vitinho, Edgar (João Paulo, aos 45m), Inácio e Fragoso; Fábio (João Luís, aos 90m) e Dilson (Caça, aos 77m).Suplente não utilizado: Quedas.Treinador: Vítor Gato
GD Peniche: Hélio; Ferreira (Márcio, aos 63m), Ricardo Viola, Laranja e Rui João; Paulo Neves, Baba (Paulinho, aos 69m) e Vasco; Silva, Ruben (Silvestre, aos 84m) e Emanuel.Suplentes não utilizados: João Miguel, Vando, João Fernando e Marinho.
Treinador: Bastos Lopes
Num jogo em que o favoritismo ia para os líderes do campeonato, a equipa de Vítor Gato apresentou-se a querer discutir o resultado, procurando jogar de igual para igual. O conjunto “vidreiro”, com poucas opções no banco, surpreendeu pela positiva e coube-lhes mesmo os primeiros minutos de perigo, com um meio campo bem povoado e com Fábio e Dilson a tentarem abrir alguns espaços na defensiva visitante. Os homens da beira-mar respondiam e, ao minuto 7, dispõem da primeira oportunidade através de Silva que falha o remate para o golo, na sequência de um cruzamento de Ruben. A equipa parecia querer prometer, com rápidas transições da defesa para o ataque mas tudo não passou das intenções pois a equipa não conseguia entrar com perigo na área contrária, com muitos passes transviados.Para tal, não só contribuiu a boa organização defensiva local mas o bem povoado meio campo, onde raça e agressividade não faltavam. E aqui surge a outra dificuldade com que os homens de Bastos Lopes se tiveram de bater: a demasiada agressividade dos locais, por vezes a roçarem o extremo que poderia pôr e perigo a integridade física dos seus jogadores. E tudo isto perante a complacência do árbitro da partida que não esteve à altura do encontro no capítulo disciplinar. Não tendo autoridade nos momentos em que se impunha acabou por complicar mais tarde, não só com as expulsões mas também com as imensas discussões e quezílias a que os jogadores se permitiam. Mas voltando ao jogo, é justo que se diga que os locais, mantendo sempre dois homens mais avançados, a equipa ia espreitando o contra-ataque mas a defensiva penichense, sempre atenta, não permitia quaisquer veleidades. Numa toada de equilíbrio e sem situações flagrantes de golo, foi preciso esperar pelo minuto 30 para que os espectadores despertassem para o jogo e esquecessem o intenso frio que se fazia sentir. Primeiro é Fábio que, com um forte remate, assusta Hélio, e depois é Vasco que, com espaço, atira enrolado e ao lado da baliza de Nuno Salgueiro.A equipa penichense reassume o comando da partida, instala-se no meio contrário e cria, então, várias situações de perigo junto à área local. Mais velocidade na circulação de bola e antecipação em todos os lances e novas oportunidades de golo. Minuto 38, bom trabalho entre Paulo Neves e Ruben e este a escapar-se aos defesas mas a atirar ao lado. Aos 40m, Emanuel corresponde bem a cruzamento de Rui João e atira à trave. Um futebol mais prático e objectivo mas faltava a eficácia concretizadora, deitando por terra oportunidades que poderiam ter ditado, bem cedo, um outro resultado. Os rapazes de Picassinos suportaram essa pressão e conseguiram manter, até ao intervalo, o nulo no marcador.Após o descanso, os locais entram melhor, subindo no terreno na tentativa de incomodar a defensiva contrária mas tal não passou de meras intenções e tudo se complicaria ao minuto 51. Inácio reage mal à exibição do cartão amarelo e vê o segundo. A partir daí, o domínio do Peniche foi quase total, obrigando o técnico local a acertos nas marcações com o intuito de manter até onde pudesse a resistência da sua equipa, mantendo toda a entrega e abnegação. E pode dizer-se que o conseguiu, mesmo quando, com a expulsão de Cláudio, se viu reduzido a nove. Perante o domínio e superioridade do Peniche, a equipa local recuava mas mantinha a mesma concentração táctica. Bastos Lopes aposta tudo no ataque mas, à equipa, voltaria a faltar a pontaria nas várias oportunidades de que dispôs. Muitas oportunidades desperdiçadas e, como tal, alguma inquietação se apodera da equipa, baixando o nível do seu futebol no último quarto de hora mas disso não se aproveitaram os locais que apenas ao minuto 89 criam algum perigo junto à área de Hélio. Nos minutos finais, o líder esteve sempre mais perto da baliza contrária mas o resultado não se alteraria, obrigando ao período suplementar.E foi preciso esperar pelas horas extraordinárias para presenciar o sabor do golo, já que as expectativas, no que ao golo diziam respeito, tinham até aí saído defraudadas. E apesar de um ou outro fôlego dos homens da casa na procura do golo, o Peniche defendeu bem e tudo fez para chegar ao golo, que aconteceu ao minuto 115, após cruzamento de Márcio para Vasco que amortece para Silvestre que não perdoou. Morria aqui o sonho dos Vidreiros, ciente de que complicou a vida ao líder e agora há que lutar pelo objectivo do campeonato. O Peniche vence de forma justa, mas diga-se que era escusado sofrer tanto.Da arbitragem já se disse o essencial. Reconhecendo que não é fácil o trabalho dentro de campo também não é menos verdade que se de exigir maior rigor nos critérios disciplinares e, talvez, se pudessem evitar os excessos dos jogadores para bem do espectáculo. Neste capítulo haverá muito a rever.
José Monteiro, Peniche Online - desporto

segunda-feira, março 17, 2008

Nem sempre quem joga melhor ganha

GD Peniche 1-CD Pataiense 1

Estádio do Grupo Desportivo, em Peniche.
Árbitro: Luciano Gonçalves, de Leiria

GD de Peniche: João Miguel; Ferreira (Marinho, aos 70m), Laranja, Silvestre e Rui João (Silva, aos 57m); Paulo Neves, Vasco e Paulinho; Márcio (Vando, aos 82m), Ruben e Emanuel.
Suplentes não utilizados: Hélio, Ricardo Viola, João Fernandes e Baba.
Treinador: Bastos Lopes

CD Pataiense: Emanuel; Pedro Rosa, Telmo, Mesquita e João Costa; Dário (Celso, aos 60m), Pedro Jorge e Serrão; Bertolino, Nascimento e Kikó.
Suplentes não utilizados: Celso, Gatuso, Osvaldo, Picamilho, Manó e Fred.
Treinador: José Carlos

Marcadores: 0-1 por Serrão, aos 26m; 1-1 por Silva, aos 90+5m.
Acção disciplinar: amarelos para Silvestre (41m), Telmo (52m), Nascimento (54m), Vasco (56m), Emanuel (61m), Silva (65m), João Costa (66m), Serrão (74m), Ruben (88m) e Laranja (90m).
O futebol tem destas coisas: nem sempre a equipa que joga melhor consegue vencer. O Peniche realizou uma das suas melhores exibições, tendo um domínio total de jogo, nada fazendo prever um desfecho tão penalizador. E foi já em período de compensação, quando o adversário se preparava para festejar a vitória, que Silva empurrou para o golo do empate. É verdade que a formação comandada por Bastos Lopes teve tudo a seu favor para vencer o encontro mas há outras incidências do jogo que nos permitem afirmar que o empate se aceita. Primeiro, o Pataiense apresentou-se com um futebol de contenção, muito organizado, com determinação e colectivismo, apostando apenas e só no erro adversário e com resultados positivos. Na primeira parte, na primeira e única vez que vão à baliza de João Miguel marcam e, depois, no último quarto de hora poderiam ter cimentado a vitória por duas vezes. Depois, nota máxima para o guardião Emanuel, o melhor em campo, defendendo tudo até onde pôde. Quanto aos locais, a falta de sorte em excesso na finalização foi determinante a que se associou um demasiado “anti-jogo” por parte dos visitantes que se dispensava e era desnecessário.Efectivamente, os pupilos de Bastos Lopes entraram balanceados ao ataque, procurando contrariar a estratégia de contenção adversária, mostrando vontade de jogar futebol apoiado, com princípio, meio e fim. Velocidade na circulação de bola, antecipação em todos os lances e criação de situações perigosas junto da área. Todavia, as muitas oportunidades flagrantes de golo com o guardião a evitar o que parecia impossível. A par das suas boas intervenções, o guardião ainda veria a bola embater no poste por duas vezes. Uma falta de eficácia concretizadora que deita por terra uma mão cheia de oportunidades que poderiam ter ditado, bem cedo, um outro resultado. E esta superioridade só foi contrariada aos 26m, numa falha defensiva, bem aproveitada por Serrão, que marcou o desfecho final.Na segunda parte, os locais reentraram dispostos a alterar cedo o rumo dos acontecimentos e, nos primeiros quinze minutos, voltaram a dominar por completo a partida com a equipa visitante a recuar mas a manter a mesma concentração táctica. Bastos Lopes aposta tudo no ataque, com as alterações introduzidas mas à equipa voltaria a faltar a pontaria nas várias oportunidades de que dispôs. Com os locais balanceados no ataque, começam a surgir os espaços aos visitantes que poderiam ter matado o jogo, por Bertolino, aos 81m. Nos minutos finais, a pressão local acentuou-se com a equipa a acreditar até ao final, vindo a ser premiada com o golo de Silva.Arbitragem irregular.

José Monteiro, Peniche Online – Desporto

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