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terça-feira, janeiro 12, 2010

Entrevista de André Gameiro ao blog da UD Caranguejeira

Em entrevista exclusiva ao blog UDC / NC, André Gameiro (Salsicha) mostrou-se muito feliz pelo regresso à titularidade no jogo frente ao Pilado-Escoura a contar para a Taça da AF Leiria, mas mostrou-se triste com algumas situações e apontou soluções.
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No regresso à titularidade foste feliz ao marcar o golo que quase colocou a Caranguejeira na eliminatória seguinte da Taça Distrital. Como te sentiste?
Senti-me bem, feliz por voltar a jogar, por ter recuperado a lesão. Foi um voto de confiança que o treinador me deu e eu penso que correspondi da melhor forma. Marquei um golo com a ajuda de toda a equipa. Todos trabalhámos para isso, eu apenas apareci para finalizar. Claro que me senti feliz por poder voltar a ajudar a equipa.
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Apesar de tudo o golo não evitou a derrota e o afastamento da equipa desta competição. O que é que faltou?
Faltou-nos ter um pouco mais de cabeça fria, sobretudo nos últimos minutos. Não podemos voltar a sofrer um golo em casa, sobretudo um golo destes a 5 minutos do fim quando estávamos a ganhar por uma bola. No prolongamento jogamos com mais um e sofremos mais um golo. Isto não pode acontecer. Notou-se muita ingenuidade, temos jogadores muito novos, com pouca experiência. O pessoal corre muito, mas não corre de forma correcta, e isso é um grande problema que a nossa equipa tem.
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Alguma falta de sorte também?
Sim, mas atribuo o problema mais à muita ingenuidade da nossa equipa.
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Sentes-te integrado no grupo? Sentes que a tua presença no centro do terreno pode dar uma outra dinâmica de jogo e, ao mesmo tempo, mais segurança na transposição defesa/ataque?
Sim. Penso que a minha presença pode dar um pouco mais de qualidade. Digo isto sem retirar a qualidade aos meus colegas, senão não estariam na equipa connosco. No entanto, penso que tenho um pouco mais de experiência que eles. É-me mais fácil lidar com certas situações que acontecem dentro de campo. Contudo, tudo isto parte da aprendizagem, e neste aspecto noto muitas vezes que quando se chama a atenção a algum jogador, às vezes nos próprios treinos da equipa, eles ficam chateados, e isso não pode acontecer. Têm que saber ouvir uma reprimenda quando tem que ser, para o erro não voltar a acontecer. Estas situações como a de hoje são o reflexo do treino.
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Sentes que a tua presença, e a do Tó Mané, enquanto jogadores com bastante experiência, podem colmatar os problemas do centro do terreno?
Penso que os problemas são ao nível central-defensivo, lateral esquerdo, e as muitas situações de finalização que não conseguimos concretizar. Ganhar oito ou nove zero é fácil. Mas quando jogamos com um adversário directo temos muita dificuldade em fazermos golos. Penso que tem de partir da felicidade de jogadores individuais.
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O que julgas ser necessário melhorar na equipa?
Penso que o necessário é todos virem treinar em todos os treinos, e não acontecer estarmos seis ou sete a treinar num dia, oito ou nove no outro, e no último dia treinarem 16 ou 17. Isto não pode acontecer. O treinador não pode fazer nada se eles não vierem treinar. Esse é o grande aspecto a melhorar.
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E em termos de espírito de grupo?
Acho que há um bom grupo de trabalho, mas o pessoal pode unir-se mais. Quem foi ao estádio no Domingo sentiu a muita juventude que estava lá: os juvenis, iniciados, etc. Por exemplo, para os juvenis, foi importante ver a entrega que eu tive no jogo. Ao verem o meu exemplo percebem melhor aquilo que lhes transmito em treinos e jogos, e assim sentem que se não trabalharem, correrem, se não tiverem bola não conseguem fazer jogo. Foi também uma grande motivação extra que tive, o apoio que tive do público, e em especial do treinador a quem dediquei o golo pela confiança depositada.
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Entrevista e Foto de Orlando Marques - Blog da UD Caranguejeira

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