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sexta-feira, abril 14, 2023

Bruno Daniel Agostinho Quitério

Nome Completo: Bruno Daniel Agostinho Quitério
Alcunha: BD
Data de Nascimento:
Posição: Médio
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Percurso:
2019-2020: Ginásio Clube de Alcobaça -
2018-2019: Ginásio Clube de Alcobaça - 9ºClassificado na Divisão de Honra da AF Leiria.
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quinta-feira, abril 02, 2020

Amor à camisola

Esta história podia ser a de Francesco Totti (Roma), Valter Neves (Benfica), João Matos (Sporting) ou tantos outros jogadores que marcaram a história dos seus clubes, mas é a de Vasco Luís (HC Turquel), Bruna Santos (Cister SA), Hugo Santos (GD Martingança), Bruno Daniel (Ginásio) e Espanhol (CCRD Burinhosa). Em modalidades que se praticam de formas tão diferentes há um denominador comum: o amor à camisola.
“Isto é como uma relação amorosa, uma vez dá-se a mão e outra vez recebe-se, e no fim quem ganha é o amor”, foi esta a forma que Espanhol, capitão da Bury, utilizou para descrever ao REGIÃO DE CISTER a década em que está ao serviço do clube da aldeia de futsal. “Nestas 10 temporadas vivi na primeira pessoa o fantástico trajeto até à 1.ª Liga”, conta o fixo/ala, que é o único jogador do plantel burinhosense a ter participado nesta subida “alucinante”. “Tinha 19 anos quando o mister Kitó Ferreira me convidou para integrar o projeto do clube e desde então o sentimento pelo clube foi crescendo cada vez mais”.
”Quando reuni pela primeira vez com o técnico e presidente do clube perguntaram-me quanto é que pretendia auferir e a minha resposta foi ‘nada’”, confessa o leiriense, que à parte do futsal gere um ginásio na Marinha Grande. “Não é o dinheiro que me move pelo que dificilmente iria sair do Burinhosa”, afirma o líder do balneário.
Mas se Espanhol está “só” há dez temporadas no clube o mesmo não podem dizer Vasco Luís e Bruno Daniel, que representam os Brutos dos Queixos e os azuis, há 28 e 21 anos, respetivamente.
“Tinha quatro anos quando calçei pela primeira vez os patins para treinar, não foi a melhor experiência, mas fui ganhando o jeito com o tempo”, relembra Vasco Luís, que nunca conheceu outro amor que não o do HC Turquel. “Nasci aqui, cresci aqui e é aqui que sou feliz”, destaca o capitão turquelense, que no início nem era dos mais habilidosos com os patins e com o stick. “Não era muito versátil mas consegui desenvolver as minhas capacidades e chegar à equipa sénior com apenas 18 anos”, conta o turquelense.
Apesar de no final de cada temporada os adeptos lhe pedirem camisolas, e até os stick e joelheiras… o goleador turquelense nota que o desporto já não se vive da mesma forma. “Quando eu era dos mais novos da equipa sentia-me nervoso quando jogava com os mais experientes, mas agora as coisas são diferentes”, realça. “Quando sobem do escalão de juniores a seniores os meninos já estão muito mais à vontade”, diz o experiente jogador relembrando alguns momentos. “Houve meninos que tinham de se equipar noutro balneário porque os capitães pediam que assim fosse. Era praxe”.
Este à vontade é também apontado por Bruno Daniel que iniciou a formação no Ginásio com 7 anos. “Já não existe a mística de outros tempos, o desporto mudou muito e hoje troca-se um clube por mais uns trocos ou por objetivos um bocadinho superiores”, desabafa o capitão dos azuis. “Há uns anos os jogadores que jogavam pela equipa do escalão acima eram muito mais contidos e por vezes nem falavam muito nos treinos” descreve o médio, acrescentando que apesar da timidez “via-se que estavam muito felizes por estar ali”.
O líder do balneário no Municipal de Alcobaça é experiente em jogar nos escalões acima, não raras as vezes o fez, e hoje, aos 29 anos, já não pensar em subir na carreira. “Quero apostar na minha formação profissional”, afirma, revelando que todos as épocas recusa propostas para deixar o Ginásio. “O dinheiro não é tudo e prefiro jogar ao lado daqueles com quem me sinto realmente bem e feliz”, destaca Bruno Daniel.
Mais complicada é a vida de Bruna Santos, jogadora das seniores do Cister SA e que veste de amarelo e azul há 11 épocas consecutivas. A menina, de apenas 19 anos, frequenta o curso de Bioquímica em Coimbra, mas não abdica de regressar a Alcobaça todos os fins de semanas para representar o clube do coração. “É um esforço que vou continuar a fazer enquanto me sentir bem a jogar”, conta a jovem, acrescentando que no clube há muito companheirismo e ainda se “respira” o símbolo que se enverga ao peito.
A central que tinha como referência a jogadora Adriana Raimundo partilha agora a quadra com a conterrânea alcobacense e nota que jogar pelo clube proporcionou-lhe amizades para a vida.
O sentimento é partilhado por Hugo Santos, jogador que se iniciou no voleibol do GD Martingança há cinco épocas, mas que já tinha representado o clube no escalão de infantis em futsal…”Representar o GD Martingança é ter ao peito o símbolo da minha terra e do clube do meu coração”, reitera o distribuidor, de 21 anos, que estuda Ciência Farmacêuticas em Covilhã e que só treina uma vez por semana.  “Nem sempre sou a primeira opção do técnico, mas nem isso me faz abdicar deste esforço semanal”, assevera o martingancense. “Alguns dos melhores amigos fiz naquele clube e só posso retribuir com dedicação e empenho”.
Se Espanhol desse a “stickada final” e Vasco Luís pisasse os relvados, se Bruno Daniel jogasse com as mãos enquanto Bruna Santos serve para fechar o set e Hugo Santos marca o livre de 10 metros, é garantido que o fariam como exemplos de amor à camisola. Afinal, numa relação uma vez tem de se dar uma parte de nós para que noutra se receba. Só assim nasce um verdadeiro amor.

Rafael Raimundo - Região de Cister

sexta-feira, abril 26, 2019

Bruno Daniel festeja golo 1.000 do Ginásio na Honra

Bruno Daniel, capitão do Ginásio, entrou para a história do clube como o marcador do golo 1.000 dos azuis na Divisão de Honra distrital. O feito foi alcançado, este domingo, no empate a duas bolas com o Boavista.
Para atingir o milésimo golo no escalão, o clube precisou de disputar 506 jogos, o que perfaz uma média de cerca de dois golos por jogo. 
O golo 500 havia sido apontado por Marco Pidocha na vitória sobre Arcuda, por 0-5, na época 2004/05, tendo o golo 100 sido da autoria do antigo defesa Vitamina na vitória diante do Alfeizerense, por 4-0, em 1994/95.
A marca histórica, contudo, não representa o momento da equipa de Leandro Santos no campeonato, dado que não vence há dez jogos. A última vitória data de 27 de janeiro, quando derrotou o Maceirinha, por 0-1.

in Região de Cister

segunda-feira, dezembro 03, 2018

A Honra de Bruno Daniel

Bruno Daniel está a uma partida de entrar no “top 5“ dos jogadores com mais jogos pelo Ginásio na Lizsport Divisão de Honra distrital. 
O médio, de 27 anos, soma já 137 jogos pelos azuis naquele escalão e, tudo indica, deve tornar-se no quinto mais utilizado de sempre dos azuis e igualar Luís Silva. O capitão não esconde a... honra de representar o clube do coração e ainda tem mais recordes para quebrar: se perfizer 15 dos 20 jogos restantes da temporada ficará no 2.º lugar da lista, apenas atrás de Ilídio Ferreira, que, curiosamente, jogou ao lado do seu pai: “Chico“ Daniel.  “BD“ - como é conhecido no mundo do futebol - cumpre a 20.ª época no Municipal de Alcobaça, sem nunca ter passado por outro clube, e em entrevista ao REGIÂO DE CISTER, mostrou-se “orgulhoso e honrado“ por integrar um leque restrito de jogadores que fizeram história naquele “grande clube“.  O médio assume que praticamente todas as épocas tem convites para integrar novos projetos, “alguns deles mais interessantes a nível económico e desportivo“, mas o “dinheiro não é tudo“. O médio conta até que numa época que recebeu “uma das melhores propostas, para campeonatos superiores“, acabou por ser campeão no Ginásio.  Nos primeiros anos de sénior “o sonho era jogar na 2.ª e na 1.ª Divisão nacional, mas com o decorrer dos anos esse sonho foi decrescendo“, tanto que agora o ataijense não pensa em sair, quer “dignificar ao máximo a camisola do clube, ser um exemplo para os mais novos e transmitir-lhes a mística do Ginásio, que é um dos clubes mais titulados do distrito“. Bruno Daniel sente-se “concretizado“, apesar de “ambicionar ver o Ginásio nas competições nacionais e não nas distritais“.  Os treinadores que mais o marcaram até à data foram Nuno Damas, Gonçalo Raimundo e Filipe Faria, tendo sido “muito importantes“ na carreira do capitão, que, “por agora” não pensa em ser treinador de futebol. “Para isso é preciso vocação, não é só querer”, e “de momento“ o médio não tem “essa ambição“.  O momento que mais o marcou foi “a estreia pelos seniores do clube”, num jogo disputado no Municipal, ainda com idade de júnior.  Caso complete mais duas épocas de azul ao peito, Bruno Daniel tornar-se-á, naturalmente, no jogador com mais jogos pelo Ginásio na Divisão de Honra.

Região de Cister

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