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domingo, junho 28, 2020

Manuel Nunes: "A aposta passa pelos jogadores formados localmente"

A temporada 2019/2020 fica marcada pelo cancelamento dos campeonatos distritais devido à Covid-19. Ao REGIÃO DE CISTER, o presidente da Associação de Futebol de Leiria explica o impacto que a pandemia teve nos clubes e na competição, antevendo o regresso à nova normalidade.
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REGIÃO DE CISTER (RC) > Já há data para o regresso das competições?
Manuel Nunes (MN) > A Associação de Futebol de Leiria está a seguir as normas da Federação Portuguesa de Futebol e só vai avançar para as datas de regresso quando estiverem reunidas todas as condições impostas pela Direção Geral de Saúde.
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RC > Algumas associações distritais estão a implementar subidas de divisão e alargamento dos campeonatos. É um cenário em cima da mesa na AFL?
MN > Assim como a FPF, a AF Leiria decidiu cancelar os campeonatos e não aplicar regimes de subidas e descidas porque não haveria verdade desportiva. Ainda faltavam cumprir-se algumas jornadas e não seria justo atribuir vencedores ou descidas de divisão precocemente.
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RC > Mas há clubes, como o Bombarralense, que vão subir à Divisão de Honra Lizsport…
MN > São casos excecionais em que há equipas do distrito que foram convidadas a participar nas competições nacionais. Desta forma, as vagas são ocupadas pelas equipas com o melhor coeficiente de pontos nas divisões inferiores. Uma vez que o GRAP ac
eitou o convite para integrar o Campeonato de Portugal, a vaga terá de ser ocupada por uma equipa da 1.ª distrital. Foi feita uma proposta de reajustamento que não alterou os critérios de desempate e neste sentido o Bombarralense  poderá vir a subir de divisão por ser a equipa com melhor coeficiente de pontos na Desportiva 1.ª Divisão distrital. No futsal a situação é idêntica caso se confirme a inscrição do NS Pombal na 2.ª Divisão nacional.
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RC > Desta forma, os juniores do Nazarenos também sobem à Divisão de Honra…
MN > Os critérios são claros e face à desistência de uma equipa no escalão principal justifica-se a subida de outra. Se a equipa tem o melhor coeficiente na 1.ª Divisão distrital vamos dar cumprimento ao que está estabelecido nos regulamentos.
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RC > Que medidas estão a ser estudadas para apoiar os clubes para a próxima temporada?
MN > A AFL recebeu um empréstimo de 90 mil euros da Federação Portuguesa que vão ser aplicados de forma idêntica a todos os clubes do distrito. A estratégia passa por subtrair esse valor no pagamento das inscrições de jogadores na próxima época, reduzindo o custo de inscrições aos clubes. Da mesma forma estamos a preparar uma carta aos municípios para que possam fazer um financiamento extraordinário às entidades desportivas que permita a continuidade da prática desportiva federada.
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RC > Já houve clubes a desistir das competições federadas?
MN > Oficialmente não. Há sim a preocupação com o futuro financeiro dos clubes, dado que a grande maioria deles é financiado pelos patrocinadores. As empresas dos ramos da construção civil, da restauração, entre outros, foram fortemente afetadas por esta pandemia e por isso muitos clubes questionam a possibilidade de continuarem a formar jovens jogadores e a potenciar outros. Não se avizinham tempos fáceis.
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RC > O impacto da pandemia vai acelerar a aposta dos clubes nos jogadores formados localmente…
MN > Tenho essa convicção. Com as dificuldades financeiras que se já se fazem sentir, os clubes vão ficar obrigados a recrutar dentro de portas e a potenciar os seus jovens para mais tarde também serem opções nas equipas seniores. A aposta passa pelos jogadores formados localmente e acredito que no futuro muitas equipas vão beneficiar com isso. Talvez haja até muito bons jogadores ou jogadoras a jogarem menos minutos porque há muita escolha.
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RC > Como antevê o regresso aos treinos e à competição?
MN > Neste momento já há clubes a fazer treinos ao ar livre cumprindo as normas de segurança, embora seja uma fase muito primordial do regresso. Os exercícios são individuais e para manter a forma física dos atletas. Os espaços desportivos certamente vão sofrer alterações, nomeadamente no horário de treinos, e no caso do futsal é necessário ter em conta as outras modalidades que também utilizam as mesmas infraestruturas. Numa fase inicial recomendar-se-á aos atletas que não utilizem os balneários e que haja um maior controlo da limpeza e higienização dos espaços entre cada sessão de treino.
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RC > Ainda existe a possibilidade de cumprir a época de futebol de praia?
MN > É uma possibilidade, mas teremos que aguardar indicações da Direção Geral de Saúde, do Governo e da FPF. A compatibilidade com os campeonatos de futebol também é um tema que estamos a analisar.
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RC > Os concelhos de Alcobaça e da Nazaré já têm três equipas certificadas com a Bandeira da Ética (Ginásio, Alfeizerense e Sótão). É um selo de qualidade…
MN > Naturalmente, é uma certificação em que cada vez mais clubes estão a apostar. Um clube que garante a certificação cumprindo uma série de requisitos está mais apto a receber jovens talentos e tem uma vantagem relativamente aos outros clubes que não têm. Um encarregado de educação que esteja recetivo entre dois clubes tem neste certificado mais um importante critério de escolha. A Associação de Futebol de Leiria tem mais de meia centena de clubes certificados, o que nos motiva mas também obriga a querer que mais clubes reúnam todas as condições para obter a Bandeira da Ética. Na temporada 2019/2020 houve mais 200 clubes certificados, o que demonstra a importância deste projeto junto dos agentes desportivos e dos clubes.
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RC > Vê nesta região de Cister (Alcobaça, Nazaré e Porto de Mós) uma das referências da AF Leiria?
MN > Pelo histórico nas competições da AF Leiria é notório. Apesar de Leiria, Caldas da Rainha e Pombal terem uma forte presença nas competições distritais, não é demais recordar estes três concelhos. O Ginásio com uma história muito rica, por exemplo, e  também por algumas das maiores rivalidades do distrito acontecerem entre alcobacense e nazarenos. O contributo destes três concelhos na dinamização do futebol distrital tem sido muito relevante e no futebol de praia não podemos esquecer a aposta do município da Nazaré. A vila é um dos pontos privilegiados da modalidade e prova disso é ser  uma das referências para a organização de provas europeias.

Rafael Raimundo - Região de Cister

quinta-feira, outubro 17, 2019

Presidente da AF Leiria lamenta falta de apoio ao futebol distrital

O desempenho económico do escalão distrital da Associação de Futebol de Leiria (AFL) na temporada 2012/13 rondou oito milhões de euros, revela o livro elaborado pelo presidente do organismo, que é apresentado hoje.
"Na altura tínhamos 134 clubes, 688 equipas e 10.354 praticantes e todo aquele movimento durante o ano gerou um volume de negócios de oito milhões de euros, dos quais 1,5 representam impostos para o Estado. Em contrapartida, o financiamento directo do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) não foi proporcional e até existem outras associações bastante mais fortes que a nossa", explicou Manuel Nunes à Lusa.
Na área de jurisdição da AFL, o dirigente nota que cada euro de apoio estatal à prática federada do futebol amador significou 317 euros de despesa directa na economia do distrito leiriense, o que reflecte "a falta de investimento nesta área e um erro estratégico grave do ponto de vista político, técnico e desportivo".
"Portugal tem cerca de 200.000 futebolistas e só 5.000 são profissionais. Queremos chamar a atenção para a importância de um outro mundo do futebol, que mexe com milhões de pessoas e concentra muitos pequenos clubes por todo o país, que têm desempenhado um trabalho excepcional, mas precisam de resolver problemas", considerou.
As conclusões advêm do livro ‘O Valor Económico do Futebol Distrital’, que dá continuidade a um estudo introdutório executado em 2007/08 e procura adicionar uma nova camada de conhecimentos e experiências para fomentar o debate das dificuldades estruturais da modalidade, que "continuam na moda" sete épocas depois.
Entre os assuntos a resolver, Manuel Nunes destaca a necessidade de campos relvados sintéticos e o decréscimo do custo anual de inscrição de equipas, que se fixou em 1.032 euros no escalão sénior masculino em 2012/13.
"A maioria dos clubes tem entre 15 e 20 equipas e um ou dois campos para treinar. A inscrição na associação ou na federação nem é muito cara, mas as exigências legais obrigam-nos a fazer um seguro por cada atleta no início da época, com um valor muito elevado para a realidade nacional", referiu.
Além do impacto económico estimado a nível distrital, Manuel Nunes frisa ainda o número de postos de trabalho criados através do futebol amador e a existência de directores que participam "de forma benévola" no trabalho dos clubes, sem retirar vantagens. "Devia haver um estatuto do agente desportivo benévolo, com apoio em termos de bonificação do IRS ou para efeitos de reforma. O agente benévolo está a acabar e já deu muito de si ao Estado", defendeu.
Encarando a prática federada do futebol como um factor gerador de riqueza para o distrito, o presidente da AFL lamentou a manutenção do IVA a 23% na aquisição de material e equipamentos e nos bilhetes dos espectáculos desportivos face a outras actividades.
O dirigente recordou também a omissão do debate sobre políticas desportivas no período pré-eleitoral, bem como a manutenção do modelo do desporto escolar e do "papel insuficiente" da educação física na saúde das populações jovens.
O livro vai ser apresentado hoje por Manuel Nunes, às 18h30, no Espaço Ó, no âmbito do Festival Literário Internacional de Óbidos. A sessão contará com presenças de Vítor Pataco, presidente do IPDJ, Júlio Vieira, director da Federação Portuguesa de Futebol, e Margarida Reis, vereadora da Câmara Municipal de Óbidos.|

terça-feira, agosto 16, 2016

Manuel Mendes Nunes é o novo presidente da AF Leiria

Júlio Vieira, presidente da Associação de Futebol de Leiria nos últimos 17 anos, foi cooptado como membro da Direção da Federação Portuguesa de Futebol, onde vai trabalhar na área do desenvolvimento, liderada por Fernando Gomes. Júlio Vieira renunciou ao cargo de presidente da AF Leiria, a fim de iniciar desde já funções na Cidade do Futebol, mas os órgãos sociais da associação permanecem em funções.
Manuel Mendes Nunes passa agora a exercer as funções de Presidente da Direcção da A.F. Leiria, conforme determinam os estatutos.

Gazeta das Caldas

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