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terça-feira, abril 21, 2020

Pedro Solá poderá estar de saída da AD Portomosense

Numa entrevista concedida ao Programa Desporto 40, de Marco Pedrosa, o técnico Pedro Solá afirmou que "nas condições que tenho neste momento, não vou continuar na AD Portomosense". 
O técnico afirmou que a equipa técnica sente pouco apoio, e que apesar de todos os esforços da equipa técnica e jogadores, faz falta uma estrutura mais próxima da equipa que possa dar um outro tipo de apoio, pelo que deixa o futuro em aberto e indefinido.

quinta-feira, abril 09, 2020

Clubes de futebol do concelho de Porto de Mós não prevêem futuro fácil

Treinadores falam do que pensam da paragem das competições e de que forma mantêm contacto com os jogadores.
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-Associação Desportiva Portomosense
Pedro Solá, técnico do Portomosense confessa que a pandemia trouxe ao balneário um sentimento de «incerteza», não sendo logo claro para todos «a gravidade da situação». Foram ouvindo as notícias mas não esperavam que a evolução fosse «tão galopante». Hoje, apesar de tudo continuar uma «incerteza» já lhe parece certo que existem poucas chances de que os treinos e as competições retomem. A equipa, considera, estava «numa fase boa» e tinha feito «alguns ajustes para atacar a última fase do campeonato e da taça distrital» e uma paragem destas não é nada benéfica. 
«Isto é como pararmos nas férias, embora façamos planos de treinos para ir dando aos atletas, que não são profissionais, não vivem disto, nunca vamos ter a certeza que eles o fazem, ainda para mais quando há incerteza relativamente ao recomeço das competições». Pedro Solá diz mesmo que uma paragem como esta é como «voltar à estaca zero», havendo apenas a vantagem «dos jogadores já se conhecerem uns aos outros e já terem uma ideia de jogo, mas que em todo o caso, na condição física, níveis de confiança, na rotina normal do jogo ao domingo, tudo se vai perder». 
O contacto com os jogadores tem-se mantido através das redes sociais e apesar de não conseguir ter o tal controlo sobre as rotinas dos jogadores, acredita no seu espírito de responsabilidade, reconhecendo que de momento há outras coisas que ocupam «a cabeça» dos atletas «por muita responsabilidade que eles tenham». O técnico frisa ainda que «há jogadores que são oriundos de outros países e neste momento a mente deles está lá, pensando no que se possa estar a passar com as famílias». 
Em nenhuma dimensão competitiva, frisa Pedro Solá, os jogadores «estão preparados» para lidar com esta situação. O treinador deseja que tudo «seja ultrapassado rapidamente» e diz que nada vai voltar a ser o mesmo. No mundo desportivo, o técnico acredita que muitos «clubes vão acabar» devido às consequências económicas.
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-CCR Alqueidão da Serra
O treinador do Alqueidão da Serra, Filipe Faria, assume que «numa primeira fase» a equipa técnica e os jogadores não pensaram que o problema «fosse tão expansivo» mas acataram as ordens da Associação de Futebol de Leiria e suspenderam de imediato os treinos. Agora todos estão «apreensivos e preocupados», sabendo que o que inicialmente previam – estar de volta à competição em duas ou três semanas – não se irá realizar. O técnico prevê consequências competitivas mas também económicas que o novo coronavírus vai provocar, não só na equipa que comanda, mas a nível
nacional: «Uma paragem deste tipo acarreta dificuldades físicas aos atletas e elevados custos ao clube». A equipa técnica e a direção mantém-se em «contacto constante, duas ou três vezes por semana» com os jogadores, não só para perceber «se está tudo bem e se precisam de alguma coisa» mas para enviar «o plano de treinos» semanal para «eles poderem realizar dentro de casa». Aqui também as redes sociais e os e-mails são aliados, é através destes meios que são enviadas todas as informações sobre os treinos, que apesar de serem coletivos, depois «podem ser adaptados a cada atleta, dependendo quer do material de que dispõem, quer do espaço que têm para treinar em casa ou junto à casa». O treinador lembra que alguns destes atletas se mantêm em teletrabalho e por isso esta conjugação não é fácil, no entanto considera que tem «uma equipa muito responsável, que está a ter os maiores cuidados de segurança [para evitar o contágio] e também está a realizar o plano de treinos». «Éramos um grande grupo no balneário e fora do balneário, muito unido e muito forte e apesar de estarmos longe, continuamos a ser e estamos aqui para nos ajudarmos uns aos outros», reforça Filipe Faria. 
O treinador frisa também que esta é uma situação «muito mais importante que o futebol, diz respeito à saúde de todos nós» e que a união será sempre a máxima da sua equipa.
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-União Recreativa Mirense
Pedro Cordeiro estava apenas há «três semanas» no comando técnico do Mirense quando a pandemia da COVID-19 afetou Portugal e obrigou à suspensão das competições. «É uma situação, para quem está no futebol, que está muito longe de ser desejável até porque eu entrei no dia 18 de fevereiro, tivemos apenas três semanas de treinos e dois jogos», frisa o treinador.
O profissional acredita que ninguém, «nem os portugueses em geral» nem a equipa do Mirense, percebeu que o novo coronavírus ia ter um impacto tão grande.
Já depois da decisão da Associação de Futebol de Leiria (AFL) ter sido tomada e por já se encontrarem nas instalações do clube quando souberam da suspensão das competições, a equipa do Mirense ainda treinou.
O objetivo do treinador, admite, era continuar «a treinar duas vezes por semana» até saber desta decisão da AFL e ter «uma real noção» dos níveis de propagação em causa. O treinador diz que «mesmo para os jogadores profissionais» não é fácil manter os níveis físicos, mais difícil é quando se trata de jogadores amadores. Quanto à «componente tática e técnica» não há qualquer hipótese de ser mantida sem os treinos em campo e com bola. Pedro Cordeiro diz que é possível amenizar as questões físicas, tentando «manter uma boa capacidade muscular e cardiovascular» com alguns exercícios que está a passar aos jogadores com quem mantém também contacto diário. No entanto, o técnico considera que isto «não é fácil» de cumprir, «seja  por uma questão de motivação, seja por uma questão de tempo ou do material que têm disponível». O treinador lembra que tem uma dificuldade acrescida, o facto de ter entrado há pouco tempo no Mirense não lhe permitiu «fazer uma avaliação dos jogadores» para saber, individualmente, quais as maiores necessidades físicas de cada atleta. Pedro Cordeiro quer passar para essa fase, utilizando os meios possíveis de momento, para tentar perceber «o que sente cada jogador que tem que trabalhar» e assim adaptar o treino. 

O Portomosense

sábado, setembro 21, 2019

Pedro Solá: “Os nossos adeptos têm sido incansáveis”


Quais são os objetivos do Portomosense para a época que vai agora começar?
Os objetivos passam por fazer um campeonato competente, pensando sempre em apresentarmo-nos dentro de campo com uma dinâmica forte e um futebol positivo. Acredito que temos todas as condições para sermos competitivos, mas teremos que trabalhar afincadamente porque a nossa meta é pensar nas coisas jogo a jogo e não mais que isso.

Como caracteriza o plantel que construiu?
Temos um plantel que alia jogadores com uma vasta experiência com jovens que têm um potencial tremendo. É uma mescla que agrada a qualquer treinador, mas, acima de tudo, interessava-me ter um plantel de homens comprometidos com o projeto e que sentissem o emblema. Acho que isso foi conseguido.

Que comentário lhe merece o sorteio do calendário?
Vejo o calendário com alguma relatividade porque a verdade é que vamos ter que jogar contra todos e o nosso principal foco é estarmos preparados para cada desafio.

O primeiro jogo é em casa frente ao Ansião. Quais são as expectativas?
O facto de jogarmos o primeiro jogo em casa é importante porque vamos poder contar com o carinho dos adeptos. Contudo vamos defrontar uma equipa com bons valores individuais e que é muito bem orientada pelo Ricardo Silva. Será certamente um bom espetáculo de futebol e que possamos estar a um bom nível que nos permita vencer.

Que importância vão ter os adeptos para a presente temporada?
Os nossos adeptos têm sido incansáveis e estão ao nosso lado em todos os momentos. O que podemos pedir mais? Os jogadores sentem que do lado de fora do campo contam com essa ajuda extra, uma força que os leva a dar um pouco mais de si próprios.

Que promessa pode deixar aos adeptos?
A única promessa que se pode fazer nesta altura é que tudo iremos fazer para dignificar este clube histórico e que vamos trabalhar arduamente para o concretizar.

Plantel AD Portomosense 2019-2020
Guarda-redes: Jonathan (ex-Inter Lages, Brasil), Caio Moreira e Makê
Defesas: Ilyas (ex-jun. UD Leiria), Farruba, Alexandre Trindade (ex-Académica), João Faustino
Médios: Hugo Romana (ex-jun. Oliveirense), Rica, Igor Cambraia (ex-Lajeadense, Brasil), Bóris, Elton Cruz, Filipe Santiago
Avançados; Luiz Fernando (sem clube), Rodrigo Rivas, Kiko (ex-Mirense), Zé Sousa, Miguel Velosa (ex-jun. Sporting), Tiago Lúzio (ex-Mirense), Afonso Feteiro, Vilson Soares (ex-Carção)
Treinador: Pedro Solá
Treinador-adjunto: João Sousa
Treinador de guarda-redes: Tiago Santos
Preparador Físico: Armando Nava

quinta-feira, fevereiro 14, 2019

Vitória sofrida na estreia de Pedro Solá

Na tarde de domingo, a AD Portomosense deslocou-se a Figueiró dos Vinhos e após duas reviravoltas no marcador acabou por vencer (3-2) na estreia de Pedro Solá aos comandos da equipa.
Entrou mais forte a equipa visitante, a querer mandar no jogo e bem cedo chegou à vantagem, por Félix Carvalho, na conversão de uma grande penalidade que o próprio ganhou.
Os homens da casa responderam e empataram pouco depois, após perda infantil da defesa visitante, Mica atirou de fora da área, colocado e com intenção de fazer o golo, mas Makê desviou para a trave e, na recarga, Xano não perdoou.
O Portomosense voltou a crescer na partida e a ter mais bola, mas falhava sempre o último passe, assim o Figueiró aproveitou um rápido contra-ataque finalizado por Xano para se colocar em vantagem.
Na etapa complementar voltou a entrar melhor o conjunto forasteiro, que podia ter empatado logo a abrir num livre lateral de Cepeda mas valeu a atenção de Patrick que com uma palmada tirou a bola da cabeça de Félix Carvalho.
De seguida, uma excelente combinação no meio campo permitiu que Testas servisse Junior Seidi que, na cara do guardião da casa, atirou muito perto do poste. Pouco depois, numa rápida transição Rodrigo Rivas isolou Testas, mas o guarda-redes do Figueiró saiu rapidamente e evitou o pior para a sua baliza.
O empate chegou pouco depois em mais uma jogada bem trabalhada e finalizada por Rodrigo Rivas, que atirou de cabeça à figura de Patrick, mas o guardião não conseguiu segurar e Félix Carvalho aproveitou para fazer o seu segundo golo na partida.
O golo da vitória não demorou a aparecer tal era o domínio do Portomosense. Canto batido por Cepeda, o guarda-redes ainda evitou o canto olímpico, mas ao segundo poste estava Carlos Cruz que, de cabeça, assistiu Farruba para o 2-3 final.
Até ao final, o Figueiró ainda introduziu a bola na baliza, mas o lance foi anulado por falta sobre Makê, numa jogada que deixou muitas dúvidas.
Arbitragem razoável de Henrique Brites e seus pares.|

AD Figueiró Vinhos 2
Patrick; Flechas, Daniel Ferreira (Gonçalo Rosa, 68’), Kineta, Darsen; Pimenta, Vidrinhos, Beto (c) (Ivan, 74’); Mica, José Torres (Luís Paulo, 72’), Xano.
Não jogaram: Nelson Lopes, Matine, João Batista, Jeta.
Treinador: Fernando Gonçalves.

AD Portomosense 3
Makê; Caracol, Carlos Cruz, Farruba, Diogo Dinis (Junior Seidi, 35’); Filipe Carvalho (Cepeda, 42’), Rica, Elton Cruz (c); Rodrigo Rivas, Testas, Félix Carvalho (Boris, 84’).
Não jogaram: Caio Moreira, Amaro, Zé Sousa, Afonso Feteiro.
Treinador: Pedro Solá.

Estádio Municipal Afonso Lacerda, Figueiró dos Vinhos
Árbitro: Henrique Brites. Assistentes: Fábio Monteiro e Leonardo Dias.
Espectadores: 100. Ao intervalo: 2-1.
Golos: 0-1 Félix Carvalho (7’, p.), 1-1 Xano (10’), 2-1 Xano (33’), 2-2 Félix Carvalho (66’), 2-3 Farruba (69’).
Disciplina: Amarelo a Patrick (6’), Darsen (21’), Vidrinhos (52’), Xano (81’), Mica (88’). Vermelho directo a Vidrinhos (90+2’).

Texto: Pedro Sousa - Diário de Leiria
Foto: Fernando José/Arquivo

sexta-feira, fevereiro 08, 2019

Pedro Solá é o novo treinador da AD Portomosense

Depois da saída de Miguel Pinto, já é conhecido o nome do seu sucessor. Trata-se de Pedro Solá, técnico que conta com passagens pelo GRAP, CCR Alqueidão da Serra, GD Peniche, UD Leiria (Coordenação da Formação) e AC Marinhense. O técnico volta assim ao activo, depois de na última temporada ter orientado o AC Marinhense no Campeonato Nacional, clube do qual acabou por sair, coma época a decorrer. Em declarações ao nosso site, o técnico confirmou o seu ingresso no clube, acrescentando "estou orgulhoso de poder representar uma instituição com a história que tem a AD Portomosense. Prometemos muita paixão e trabalho, para honrarmos o símbolo que representamos". O técnico confirmou ainda ao FD Leiria, que Tiago Santos e João Sousa serão os seus adjuntos.

quinta-feira, julho 21, 2016

Pedro Solá: “Construção da academia pode alavancar a formação da UD Leiria”

Pedro Solá, o novo homem forte da formação da UD Leiria, promete dar continuidade ao que de melhor se fez no clube nas camadas jovens.

Diário de Leiria - O que o levou a aceitar ser coordenador técnico do futebol de formação da UD Leiria?
Pedro Solá - Aceitei pelo facto de tratar-se de um projecto aliciante. A UD Leiria é um clube com nome, história e uma grande projecção a nível nacional, e quando se recebe um convite para trabalhar num clube desta dimensão, é difícil virar as costas. Para além disso, neste projecto terei a possibilidade de dar o meu cunho pessoal a uma formação que tem dado cartas, mas que eu acredito que se possa fazer ainda melhor.

Como foi deixar em suspenso a carreira de treinador?
Em pouco tempo consegui construir uma carreira de treinador que considero interessante, com algumas conquistas, e o meu objectivo era prosseguir esse caminho. Contudo, não acho que a minha carreira de treinador esteja suspensa porque, como coordenador técnico, 'treino' 14 treinadores com quem trabalho directamente. Agora surgiu esta oportunidade onde vou dar o meu melhor, mas nunca se sabe o dia de amanhã porque o futebol é o momento.

Herdou um cargo que durante muito tempo foi ocupado por Fernando Encarnação que conseguiu resultados de relevo na formação. É uma responsabilidade extra?
Os resultados do trabalho desenvolvido pelo Fernando Encarnação falam por si. Podemos mesmo dizer que, na formação da UD Leiria, há um antes e um depois de Fernando Encarnação. Da nossa parte, queremos manter tudo aquilo que foi feito de bom e mudar os aspectos que achamos que podem ser melhorados.

Quais são os seus projectos para a área da formação da UD Leiria?
Em primeiro lugar, é importante que as nossas equipas de formação tenham uma identidade e uma matriz que seja transversal a todo o clube. Quero que as nossas equipas tenham um fio condutor em comum, com princípios de jogo claros e que os jogadores adquiram características como a intensidade, o rigor, a disciplina, a inteligência táctica, a dinâmica, entre outros. Além disso, é importante sublinhar que também estamos a formar homens para a vida. Por outro lado, na vertente desportiva, iremos tentar voltar a colocar as equipas de juvenis e de iniciados nas fases finais dos campeonatos nacionais, e que a equipa de sub-13 possa lutar pela revalidação do título distrital. Acima de tudo, o objectivo é dar uma imagem de qualidade e rigor à formação da UD Leiria.

A UD Leiria optou pela manutenção das equipas técnicas que estavam previamente estabelecidas pela anterior direcção. Porquê?
Não fazia sentido estar a mudar as coisas quando já havia compromissos com os treinadores e havia um planeamento de uma época que já estava em andamento. Além disso, confiamos nas nossas equipas técnicas e nas suas capacidades, portanto quando as coisas estão bem não faz sentido mudar.

A UD Leiria está limitada ao nível de espaços físicos para treinar. Nesse sentido, a construção de uma nova academia, como está projectada, pode ser um ponto de viragem no clube?
Sem dúvida. Um clube como a União Desportiva de Leiria, com o número de atletas que tem e com a sua responsabilidade, não pode estar limitado a um campo de futebol de 11 e outro de 5. Esta situação não seria sustentável por muito mais tempo. Vemos clubes à nossa volta com capacidade para criar boas infra-estruturas e para se renovarem. É altura da UD Leiria fazer o mesmo, sempre dentro das suas possibilidades, para não ficar pelo caminho. A construção de uma academia no campo dos Pinheiros pode alavancar a nossa formação para outros patamares e é um projecto que trará grandes benefícios, não só para a UD Leiria, mas também para a União de Freguesias de Marrazes e Barosa.

José Roque - Diário de Leiria

terça-feira, junho 21, 2016

Treinadores: Pedro Solá com "fome de bola"

Depois de uma temporada de sonho na primeira época ao leme do GD Peniche, onde ganhou tudo o que havia para ganhar e ascendeu ao CNS, a segunda temporada de Pedro Solá ao serviço do GD Peniche não correu como desejado, e depois de uma surpreendente primeira fase, onde chegou mesmo a ameaçar a luta pela subida à Segunda Liga, o clube presidido por João Viola, acabou relegado aos distritais. Questionado em encontrar uma justificação para uma segunda fase menos conseguida, e para este desfecho, o técnico Pedro Solá optou por não se alongar em explicações, afirmando apenas que " internamente todos sabem o que e passou e isso é sempre o mais importante, haver consciência do que falhou na segunda fase".

O não alcançar dos objectivos propostos, levou à sua saída do GD Peniche, mas o técnico tem pressa em voltar ao activo e voltar a fazer o que mais gosta: "Eu vou trabalhar para qualquer lado de certeza. Quero trabalhar, vou trabalhar. Seja em que campeonato for, ou escalão, estou disposto a trabalhar pois é esta a paixão que me move, é o oxigénio que me faz respirar...". O técnico conclui, afirmando o que pretende para o seu próximo projecto: "Vou levar as minhas ideias para onde as quiserem muito, quem as quiser mais é quem as vai ter. Gosto de estar onde me querem verdadeiramente, e preciso de objectivos altos para dar o máximo. Quero trabalhar num clube com responsabilidades, numa competição difícil, não quero um campeonato fácil, nem objectivos fáceis e dentro dessas possibilidades a realidade é que não há muitas opções que me satisfaçam...sublinhou".

quinta-feira, junho 05, 2014

Seniores : GD Peniche aposta forte na subida com Pedro Solá

Depois de ter falhado a subida na presente época, o Peniche acredita que Pedro Solá é o treinador certo para a conquista da Divisão de Honra e da Taça.
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Pedro Solá está confirmado como treinador do Grupo Desportivo de Peniche para a próxima época, em que o objectivo é  a subida de divisão e a conquista da Taça Distrital, depois de uma temporada em que a formação do Sul do distrito se ficou pelo segundo lugar na Honra, a dez pontos do campeão SC Pombal. A confirmação foi dada ao Diário de Leiria pelo presidente do GD Peniche, João Viola, que diz ter encontrado a pessoa certa para devolver o clube aos campeonatos nacionais.
" Tenho em mente não só um projecto a pensar na subida de divisão, mas também no Campeonato Nacional de Seniores. Para isso é preciso um treinador jovem, ambicioso e com conhecimento do futebol distrital. Fui recolhendo informações a partir do momento em que deixámos matematicamente de poder subir e a escolha recaiu no Pedro Solá porque reúne todas as características que queríamos, para além de ser um treinador disciplinador, algo importante nos clubes de praias, em que os jogadores são mais rebeldes", sublinhou João Viola.
Recorde-se que o técnico Pedro Solá começou a sua carreira ao serviço do Grap onde alcançou o quinto lugar depois de ter pegado na equipa a meio da época. No ano seguinte, levou o clube dos Pousos, ao quarto lugar da Divisão de Honra e, na passada temporada, deixou o Grap à sexta jornada, pegando pouco depois no Alqueidão da Serra que ocupava o 15ºlugar, acabando em sexto.
"Aceitei o convite do GD Peniche porque senti-me desejado e porque me apresentaram um projecto ambicioso", assumiu Pedro Solá, acrescentando que se identifica com o objectivo de subida de divisão, deixando, contudo, um alerta: "vai requerer muito trabalho e dedicação de todos".
Em relação ao plantel para a próxima temporada, João Viola garante que "a base da equipa será mantida", tendo já falado com alguns dos jogadores do actual elenco, e só a partir da próxima semana, é que tanto presidente como treinador irão discutir as caras novas, sabendo de antemão que será um plantel curto - " de 20 jogadores " - onde será dada a oportunidade a atletas "das camadas jovens". "Será um investimento controlado, sem entrar em loucuras", garante João Viola.
Em relação a Vasco Oliveira, técnico que conduziu esta época o GD Peniche, o presidente salienta que a decisão da sua despensa foi "penosa". "Os elementos da equipa técnica são todos meus amigos e foi difícil tomar esta decisão e só tenho a agradecer a forma como trabalharam, desejando-lhes muita sorte", concluiu.

José Roque - Diário de Leiria


quinta-feira, maio 29, 2014

Seniores : Confirmada a saída de Pedro Solá do CCR Alqueidão da Serra

É oficial, o técnico Pedro Solá está de saída do CCR Alqueidão da Serra. Em conversa mantida com o nosso blog, o jovem técnico confirmou a saída "sim, é verdade, na próxima época não serei eu o treinador do Alqueidão da Serra. Só tenho é a agradecer os meses em que tive o privilégio de trabalhar ali, onde todos foram inexcedíveis comigo, mas agora o caminho é outro". Quando questionado por onde passará o seu futuro na próxima temporada, o técnico optou por não se alongar e deixar para mais tarde a resposta a esse tema.

terça-feira, novembro 19, 2013

Alqueidão nas nuvens com dedo de Pedro Solá

Aldeia do Desporto, Marrazes
Árbitro: Élio Simões.
Auxiliares: Daniel Nicolau e Diogo Amado.
Espectadores: 200.

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SCL Marrazes 1
Marcelo, Órfão, Renison, Miranda, Junior Perez, Boris, Neto, Yago (Paulo Sérgio, 58 min.), Nelson (Ednilson, 55 min.), Pedro Mirre, Paulo
Não jogaram: Carlos, Cláudio, Frade, Eusébio, Tozé.
Treinador: Rui Bandeira.
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Alqueidão da Serra 3
Domingos, Paulo, André, Crouch, Norberto, Capucho (Zé Carlos, 38 min.), Miranda (Fula, 65 min.), Manuel (Telmo, 74 min.), Conca, Xavi, Jackson.
Não jogaram: Donny, Rodrigo, Galinha.
Treinador: Pedro Solá.
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Ao intervalo: 0-0.
Golos: 0-1 por Xavi (54 min.); 0-2 por Zé Carlos (57 min.); 1-2 por Neto (65 min.); 1-3 por Conca (75 min.).
Acção Disciplinar: Amarelo a Rodrigo (39) Gustavo (63).
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Pedro Solá não poderia ter tido uma estreia mais auspiciosa à frente do comando técnico do Alqueidão da Serra ao conquistar os três pontos na deslocação a Marrazes, num jogo em que a formação do concelho de Porto de Mós foi quase sempre melhor, justificando a vitória (1-3).
Tendo como curiosidade o facto de as duas equipas se terem defrontado no último fim-de-semana para a Taça Distrital (vitória do Marrazes por 2-1), o jogo começou equilibrado, com algum ascendente do Alq. Serra, mas sem conseguir criar reais situações de perigo, contra um Marrazes sem ideias.
Foi preciso esperar até ao minuto 31 para se ver alguma emoção na partida quando Xavi aproveitou uma perda de bola infantil do sector mais recuado do Marrazes para atirar de fora de água com o esférico a embater com estrondo na barra. Na recarga, Miranda atirou muito por cima.
No segundo tempo esperava-se um Marrazes mais acutilante, mas foi o Alqueidão a chegar à vantagem numa recuperação de bola de Conca que serviu de bandeja Xavi que só teve que encostar para o golo.
Três minutos volvidos, o Alq. Serra voltou a marcar numa boa jogada de combinação em que Xavi, à primeira, permitiu uma grande defesa de Marcelo, mas, à segunda, Zé Carlos não perdoou (0-2).
Foi preciso estar a perder para o Marrazes esboçar uma reacção passando a jogar com maior intensidade no meio campo adversário, aproveitando o desgaste físico que alguns jogadores do Alqueidão já denotavam. Deste ‘forcing’ marrazense resultou um golo após cruzamento de Junior Perez em que Neto cabeceou para o fundo da baliza, dando uma réstia de esperança à formação de Rui Bandeira.
Quando se pensava que iriamos ter um final de partida diabólico, eis que Conca tira da cartola um golo de antologia. O médio veterano, a 30 metros da baliza, rematou de primeira para um golo de fazer levantar qualquer estádio.
Com o 1-3 no marcador, o Marrazes não mais conseguiu incomodar um Alqueidão da Serra que venceu com toda a justiça já que esteve quase sempre por cima, perante uma equipa da casa que praticamente não criou situações de golo. De realçar ainda a expulsão, em cima do minuto 90 de Paulo, por acumulação de amarelos. Trabalho positivo do árbitro Élio Simões apesar de não estar isento de erros.
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 Texto e foto: José Roque (Diário de Leiria)


quinta-feira, novembro 14, 2013

Entrevista a Pedro Solá , treinador do CCR Alqueidão da Serra

FD Leiria - Depois de uma época brilhante de 2012-2013, o GRAP teve um início de época 2013-2014 bastante apagado. O que mudou de uma época para a outra que tenha levado a esta situação?
Pedro Solá - O que mudou foi a preparação da época. Sabia à partida que alguns jogadores, depois da época que fizeram, iriam receber convites interessantes. Com a saída desses jogadores, não conseguimos colmatar as mesmas em sectores importantíssimos. Para além disso, também assumo a responsabilidade de não ter conseguido promover um crescimento rápido a atletas que estão em fase de crescimento.
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FDL - Quem via a equipa de fora ficava com a ideia que era uma equipa bastante jovem, com boas trocas de bola, mas com muitas insuficiências a nível de finalização e a quem faltavam mais maturidade. Concorda com esta análise?
PS - A equipa era bastante jovem, composta de jogadores com boa técnica individual. Sabemos que uma equipa jovem está sempre em crescimento. Com o decorrer dos minutos eles irão crescer. Concordo que criávamos situações de golo, mas na hora da finalização faltava por vezes gelo nas veias. E os resultados também não ajudaram para os jogadores ganharem confiança neles próprios.
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FDL - Depois de alguma especulação, o Pedro Solá acabou mesmo por sair do GRAP. A que se deveu esta decisão? Foi apenas pelos maus resultados?
PS - Não sei de onde veio essa especulação. Quando um treinador sai de um clube é por causa dos resultados, mas, no meu caso, não foi só esse o motivo. Foi também um assunto interno, no qual todos estavam a par da situação no clube. Tinha de haver uma mudança e sei que, neste momento, a minha saída fez parte da solução, pois o clube é mais importante do que qualquer individualidade.
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FDL - O GRAP é uma equipa com uma afirmação nas ultimas duas épocas no futebol distrital. Não teme que com toda esta instabilidade, mudança de direcção, mudança de treinador, o clube volte a perder protagonismo no futebol distrital?
PS - Não me cabe a mim fazer essa avaliação tendo em conta que já não represento o GRAP. Como adepto do futebol, posso dizer que o clube está a ser gerido por pessoas muito competentes e com grande paixão e quero acreditar que vai continuar a ser referência no distrito.
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FDL - Entretanto foi conhecido o seu sucessor, Bruno Veloso, um técnico com trabalho reconhecido nas camadas jovens. Acha que é uma boa aposta?
PS - Não conheço o Bruno. Os responsáveis do clube tinham um perfil traçado, e com certeza que foi em consciência que tomaram a melhor opção para o GRAP. Aproveito para desejar as maiores felicidades ao Bruno.
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FDL - Uma  semana depois de ter saído do GRAP, o Pedro Solá é o novo treinador do CCR Alqueidão da Serra. Estava à espera de aparecer um convite assim tão rápido?
PS - Tinha recebido uma abordagem a meio da semana passada para um projeto da 1.ª divisão distrital. Agora, sinceramente não estava à espera de uma proposta tão rápida de um clube da divisão de honra, quanto mais por parte de um clube com a história do Alqueidão. Posso dizer que é com um enorme orgulho, honra e responsabilidade que abracei o projecto do Alqueidão da Serra.
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FDL -  Com ainda pouco tempo de Alqueidão da Serra, e numa breve análise, que impressão tem do ambiente e do plantel do seu novo clube? Vai reforçar a equipa?
PS - A impressão que tenho é que tenho um plantel com uma enorme vontade de dar a volta à situação. Encontrei um ambiente tranquilo e sério. Quanto a reforços ainda vamos analisar.
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FDL - Alqueidão foi uma equipa que nos últimos anos teve em grande destaque no futebol distrital. Tendo sido já eliminado da Taça Distrital de Leiria, quais os objectivos para este campeonato?
PS - Os objectivos são os normais para qualquer treinador, em qualquer circunstância: ganhar sempre o próximo jogo.
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FDL - Muito se falou que esta seria provavelmente a melhor Divisão de Honra de sempre. Apesar disso, nota-se que clubes históricos como o Marinhense e Beneditense estão longe de ter equipas como já tiveram antes, e equipas mais desconhecidas, como a Moita do Boi, estão a surpreender. Que análise faz ao atual campeonato?
PS - Irá ser um campeonato muito disputado. Há planteis muito fortes e acredito que iremos assistir a algumas surpresas em jogos que 'teoricamente' ninguém questionava quem seria o vencedor.
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FDL - A um nível geral, que equipas aponta como favoritas na luta pela subida?
PS - Pela regularidade, aponto o Alcobaça, o Pombal e o Peniche. Mas esta analise é feita hoje porque no dia de amanhã nunca se sabe.

quarta-feira, novembro 06, 2013

Seniores : Pedro Solá deixa GRAP sem treinador

Pedro Solá já não é treinador do Grupo Recreativo Amigos da Paz (GRAP). O técnico informou a direcção do clube na última terça-feira por achar que não estavam reunidas as condições para levar a

equipa à realização de um bom campeonato, tendo em conta que, em seis jornadas, a formação dos Pousos somou apenas uma vitória, ocupando o 13.º lugar na Divisão de Honra com quatro pontos.
“A decisão foi minha. Optei por deixar o GRAP única e exclusivamente a pensar no clube”, sublinhou Pedro Solá, admitindo já não sentir-se “motivado” para continuar as suas funções. Para além dos resultados que ficaram aquém do expectável, nomeadamente a derrota no terreno do Pataiense na última jornada (4-0), o técnico aponta algumas carências no plantel que precipitaram este desfecho.
“Há três meses foram identificadas carências que podiam impedir a realização de um bom trabalho. Houve esforços para contratar mais jogadores, mas não foi possível. Os jogadores que faziam a base da equipa e que saíram do clube no final da época não foram substituídos consoante aquilo que se pretendia e os resultados não apareceram porque há falta de competitividade no plantel actual, apesar de haver qualidade”, sublinhou.
Pedro Solá adiantou ainda que a decisão de sair já tinha sido tomada após a derrota diante do Vieirense, mas “por respeito a algumas pessoas e pelas promessas feitas” decidiu continuar até este desfecho que já se adivinhava. Apesar de tudo, o técnico diz que não sai com “mágoa” dos dirigentes do clube, antevendo que irá esperar por um projecto aliciante para dar continuidade à sua carreira de treinador.
“Nos próximos tempos irei sentir falta da rotina, mas vou aguardar por projectos. Sou uma pessoa ambiciosa e com uma grande paixão pelo que faço. Não ando à procura de protagonismos, mas sim que o meu trabalho seja reconhecido”, referiu o técnico que representou o emblema dos Pousos durante 16 anos como jogador e perto de dois anos como treinador.

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Substituto de Solá ainda não é conhecido

 Para já ainda não é conhecido o substituto de Pedro Solá no comando técnico do GRAP, apesar de o clube já ter feito algumas abordagens. “O Pedro Solá entendeu que não tinha condições para continuar e nós aceitámos a sua decisão. Agora vamos trabalhar no sentido de encontrar um treinador que possa fazer um bom trabalho. Já fizemos alguns contactos mas ainda nada está definido e, por isso, não podemos apontar uma data para a apresentação do novo treinador”, sublinhou o presidente do GRAP, Rui Fonseca.
Em relação ao futuro, o responsável garante que o GRAP ainda vai a tempo de recuperar vários lugares na classificação. “Ainda é muito cedo e temos qualidade no plantel. Por isso estamos confiantes”, concluiu.

 Texto: José Roque (Diário de Leiria)
Foto: Luís Filipe Coito
 


quinta-feira, janeiro 03, 2013

Pedro Solá: “O GRAP não tem uma obsessão pelo primeiro lugar”

Depois de quase 25 anos como jogador, Pedro Solá assumiu o comando técnico do GRAP em Novembro de 2011, levando o clube a um patamar que o coloca como uns dos mais fortes candidatos ao título na Divisão de Honra Distrital. Aos 36 anos, o técnico ambiciona chegar ao topo no futebol português
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Diário de Leiria (DL): No início da época disse que o GRAP não era candidato ao título na Divisão de Honra Distrital. Após várias jornadas nos primeiros lugares já se assume como candidato?
Pedro Solá (PS): O GRAP é candidato a ganhar em qualquer campo. Entra sempre com a ambição de ganhar todos os jogos. Foi assim desde o primeiro dia e assim será enquanto for treinador. Não contemplo entrar em campo para defender ou jogar para o empate. Houve equipas que investiram para subir de divisão, nós investimos para ganhar. Trabalhando bem, diferente, e sendo psicologicamente fortes.

DL: A equipa já não vence há um mês, tendo sido ultrapassada pelo Marrazes na última jornada. A que se deve esta série de resultados negativos?
PS: O GRAP não ganha hà três jogos, empatando dois e perdendo um. No futebol há três resultados possíveis, e posso dizer que o GRAP entrou e trabalhou sempre da mesma forma como nos jogos anteriores. Nesses jogos em que não ganhámos, criámos mais situações de golo, tivemos mais posse de bola e tudo fizemos para ganhar os jogos já que a atitude dos jogadores foi a melhor, apesar de ter sido condicionada pelas contingências do próprio jogo. Os nossos adversários estão sempre muito motivados porque estavam a jogar contra o líder.

DL: O GRAP tem tido jogos em que os seus jogadores têm sido sistematicamente expulsos. Considera a sua equipa indisciplinada? Como explica, por exemplo, em dois jogos seguidos, ter acabado esses jogos com apenas nove jogadores?
PS: O GRAP é uma equipa de jogadores fortes psicologicamente e com personalidades fortes. Indisciplinados? Isso não. A arbitragem é um assunto que faz parte do jogo, e eles sabem que é um trabalho que não é o nosso. Foram quatro expulsos porque o árbitro mostrou o cartão vermelho. Agora tenho a certeza que os quatro jogadores se deitaram de consciência tranquila.

DL: Acredita que o GRAP tem sido prejudicado pelas arbitragens?
PS: Não falo de arbitragens. Tento fazer o meu trabalho o melhor possível, e peço aos jogadores a mesma coisa. Sabemos que, se trabalharmos bem todos os jogos, poderemos ultrapassar todos os obstáculos, mesmo quando nos sentimos injustiçados.

DL: Quais as equipas que são as principais candidatas ao primeiro lugar na Honra?
PS: As que se reforçaram bem no defeso e que querem subir de divisão, como é o caso do Portomosense e do Marrazes. O Guiense e a Pelariga também poderão ter uma palavra a dizer na luta pelo primeiro lugar.

DL: Muita gente mostrou-se surpreendida com a qualidade exibicional da sua equipa em vários jogos na presente época. A que se deve essa qualidade?
PS: Acima de tudo treino. Depois vem a crença e o acreditar que a organização e concentração é meio caminho para se jogar bem. E a equipa saber que todos têm um potencial grande, bastando acreditar neles próprios. Quero, acima de tudo, que os jogadores sejam felizes e que a responsabilidade e compromisso que assumimos seja fazer o que se gosta, e saber que o facto de se jogar bem é motivante e que, assim, teremos mais probabilidades de ganhar.

DL: O próximo jogo do GRAP é contra o Pataiense, no domingo. O que se pode esperar dessa partida?
PS: Vai ser mais um jogo, onde iremos entrar com a mesma ambição e responsabilidade. Espero um jogo contra uma equipa organizada e que joga bom futebol, tendo boas individualidades e com uma grande estatura física, à imagem da equipa da Pelariga. Tem um treinador com nome, títulos, e acima de tudo experiência. Espero um bom jogo entre duas equipas a jogar olhos nos olhos. O detalhe irá resolver este jogo, mas o Pataiense jogará aquilo que o GRAP deixar jogar.

DL: Até ao final da primeira volta, para além do Pataiense, o GRAP vai defrontar o Guiense e o Marrazes, algumas das equipas mais fortes da Divisão de Honra. Considera estes jogos decisivos?
PS: Depende do que considere decisivo. Traçámos objectivos internos no seio do grupo e que passam por ganhar sempre o próximo jogo dentro dos nossos princípios e alheios a tudo e todos. Agora, ainda faltam 18 jogos, mais de metade do campeonato. Acredito que poderá ser decisivo para outros clubes que vivem na 'obsessão' de serem primeiros. Nós não temos essa obsessão. Só queremos ganhar o próximo jogo e será sempre esse o nosso objectivo.

DL: Deixou de jogar futebol para assumir a posição de treinador a meio da última época. Como foi essa transição? Ainda tem vontade de saltar para o campo e ajudar a equipa?
PS: A transição foi difícil. Não estava preparado para deixar de jogar, e tinha medo de não ser capaz de treinar os meus colegas. Era suposto ser treinador durante um ou dois jogos até a direcção encontrar um substituto, mas depois houve a proposta de ficar até ao fim. Gostei da experiência e agora respiro, transpiro, como e bebo futebol. Não tenho vontade de saltar para dentro de campo pois acho que tenho mais jeito nesta função de treinador do que dentro de campo, e, para mais, todos os jogadores sabem como penso e o que quero, e isso é como se estivesse lá dentro.

DL: Que objectivos tem como treinador para a presente época e para o futuro?
PS: Ganhar, ganhar e ganhar. Quero ser reconhecido pelo meu trabalho e que falem bem das equipas que oriento. Quero que os jogadores gostem de trabalhar comigo e acreditem em mim, e que, quando falarem de mim, o façam com orgulho. Para o futuro, obviamente, quero mais, muito mais. Quero chegar o mais longe possível, e se chegar ao topo quero continuar a ganhar. Para mim não basta chegar ao topo, é preciso ganhar onde quer que se esteja.

DL: Falou-se nos 'bastidores' que o Pedro teria sido contactado por elementos da União de Leiria no sentido de saber a sua disponibilidade para ir treinar a União de Leiria SAD. Confirma que houve contactos? Se sim, por parte de quem?
PS: Se a União de Leiria não assume o que fez, não vou ser eu a assumi-lo. Gosto de transparência e que as coisas sejam contadas como são e quando nós, agentes do futebol, condenamos as notícias e comentários falsos e especulativos, temos de assumir as nossas culpas porque, muitas vezes, as pessoas não mentem, mas fogem à realidade. A única coisa que posso dizer é que o Carlos Martins [presidente do GRAP] esteve a par de toda situação.

DL: Estaria tentado em aceitar o desafio de assumir uma equipa da II Divisão Nacional?
PS: É aliciante para quem tem ambição aceitar um desafio mais alto, particularmente numa divisão mais competitiva, com mais horas treino, mais disponibilidade temporal e uma outra organização. Para mim, trabalhar na II ou na I Divisão tem a mesma responsabilidade de estar no GRAP. O clube já é referência em termos de organização directiva e, por isso, obriga a um trabalho "profissional" dos seus técnicos. Iria manter a minha forma ‘diferente’ de encarar o treino e manter a mesma ambição enquanto treinador, pois quem ganha nas distritais também ganha nos nacionais.

DL: Vai tentar reforçar a equipa nas próximas semanas?
PS: Sinceramente, estou muito satisfeito com plantel que tenho. Tenho homens humildes, corajosos, crentes e com uma personalidade fortíssima. Gostam de trabalhar comigo e eu com eles. Precisava de um ponta de lança, pois só temos um [Ferraz], mas se não encontrarmos um com os requisitos para pertencer a este grupo, também não vou deixar de dormir por causa disso.

DL: Também ao nível da formação tem somado sucessos…
PS: Estou com um grupo de jogadores no GRAP, que agora são benjamins, há quatro anos. No ano passado tivemos um percurso de 35 jogos e 35 vitórias. Todos os torneios foram ganhos e ficámos nos quartos-de-final na Liga Zon Kids no Estádio do Dragão. Com vitórias contra alguns dos melhores clubes do país, como aconteceu no Torneio de Porto de Mós em que vencemos o Sp. Braga e, na final, o Sporting Clube de Portugal. É um trabalho que já tem quatro anos e que muito me satisfaz aperceber-me da evolução destes miúdos tanto a nível desportivo, como na sua formação socioeducativa.


José Roque - Diário de Leiria

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