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segunda-feira, agosto 31, 2020

Nazareno Ricardo Esgaio no 11 ideal da Liga NOS

Ricardo Esgaio (Sp. Braga) integra a "equipa ideal" da Liga NOS 2019/2020. Os resultados foram divulgados, na noite desta sexta-feira, na gala Kick-Off que teve lugar na Real Companhia Velha, em Vila Nova de Gaia.
O nazareno surge como "dono" da lateral direita e na equipa do ano tem a companhia do colega Paulinho.
O defesa é um dos jogadores-chave da formação bracarense, sendo um dos capitães de equipa, e na última temporada somou 49 jogos e um golo pelos minhotos, festejando ainda a conquista da Allianz Cup após derrotar o FC Porto, por 1-0, em janeiro. 
O lateral-direito, que se iniciou no Nazarenos, deverá iniciar a quarta temporada ao serviço dos bracarenses e no currículo conta ainda com a conquista da Taça de Portugal pelo Sporting em 2014/15.
A equipa do ano é: Marchesín (FC Porto), Ricardo Esgaio (Sp. Braga), Pepe (FC Porto), Rúben Dias (Benfica) e Alex Telles (FC Porto); Pedro Gonçalves (Famalicão), Otávio (FC Porto) e Pizzi (Benfica); Corona (FC Porto), Taremi (Rio Ave) e Paulinho (Sp. Braga).

Rafael Raimundo - Região de Cister

segunda-feira, junho 22, 2020

Confira os eleitos do Diário de Leiria para o melhor onze do ano

Numa época verdadeiramente atípica devido à pandemia da covid-19 que obrigou inclusivamente ao cancelamento de todas as competições de futebol a nível distrital, a eleição do melhor onze da Divisão de Honra não só é ingrata como também injusta para todos os protagonistas e agentes desportivos, já que foram privados dos últimos meses de prova. Ainda assim, o Diário de Leiria decidiu manter a tradição e, pelo oitavo ano consecutivo, destaca os jogadores que mais se notabilizaram e brilharam na época 2019/2020. 
O melhor onze eleito pelo Diário de Leiria conta com um lote de jogadores muito heterogéneo, estando nove clubes representados na selecção final, e só mesmos os dois primeiros classificados da tabela na altura na interrupção é que conseguiram eleger dois jogadores. Isto mostra a competitividade e o equilíbrio de forças na Divisão de Honra, ao mesmo tempo que prova que a qualidade individual dos atletas esteve espalhada por vários campos.
Mais uma vez, a eleição do melhor onze do Diário de Leiria contou com o contributo e votação da maioria dos treinadores da Divisão de Honra e dos colaboradores de Desporto do Diário de Leiria. Confira então o melhor onze, mais o banco de suplentes e o melhor treinador (no topo da página).
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Ruben Lopes (ID Vieirense) 
Se o Vieirense estava a realizar uma época tranquila a meio da tabela, muito o deve agradecer ao guarda-redes Ruben Lopes que voltou a mostrar mais uma vez ter qualidade acima da média. Com 24 anos, Ruben Lopes já apresenta uma maturidade e uma personalidade assinaláveis entre os postes, transmitindo segurança e tranquilidade aos seus colegas da defesa. Com grande parte da formação feita no Marinhense, Ruben Lopes começa também ele a justificar outros voos.
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Daniel Gregório (GDR Boavista) 
Depois de uma primeira época ao serviço do GDR Boavista a um bom nível, Daniel Gregório surgiu na época 2019/2020 com a confiança redobrada, sendo dono e senhor do lado direito da defesa. Apresentando sempre uma velocidade em alta rotação, Daniel Gregório não só se mostrou muito competente a nível defensivo, como chegou a ser determinante em diversas ocasiões nas movimentações ofensivas da equipa. É aquilo que se pode chamar de um ala moderno, que joga, faz jogar e é extremamente competente em todas as fases do jogo.
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Wellington (GC Alcobaça)
Vindo directamente do seu país natal (Brasil), Wellington Silva foi uma das boas surpresas do campeonato e não demorou muito tempo para mostrar toda a sua qualidade. Com 27 anos, o defesa central mostrou ser muito forte na marcação e bom no posicionamento, aliando a uma velocidade assinalável. Além disso, foi determinante para a sua equipa já que mostrou sempre muito competência no jogo aéreo tanto a nível defensivo como ofensivo. Por tudo isto, não é de estranhar que esteja a ser cobiçado por vários clubes com objectivos mais ambiciosos.
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Gonçalo Fidalgo (SC Pombal) 
O defesa central do SC Pombal entrou no melhor onze com todo o mérito já que para além da época muito consistente que assinou, foi o jogador mais utilizado naquela que era a defesa menos batido do campeonato até à interrupção. Aos 25 anos e depois de regressar a uma ‘casa’ que tão bem conhece, Fidalgo mostrou ser um jogador de confiança para qualquer treinador pela sua postura e competência dentro das quatro linhas. 
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Vieirinha (GRAP) 
Foi uma das boas surpresas do campeonato, especialmente a actuar no lado esquerdo da defesa. No início da época parecia que Vieirinha seria uma opção de recurso para esse lugar tendo em conta que é como extremo que se sente como peixe na água, mas rapidamente provou que o lugar seria seu por mérito próprio, rubricando exibições muito positivas jogo após jogo, principalmente pela sua apetência para ajudar os colegas de ataque com assistências para golo. Aos 23 anos, Vieirinha voltou a mostrar que está a crescer e só resta saber até onde é que isso o poderá levar. 
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Alex Diliberto (AC Marinhense B)
O que dizer de um jogador que na sua primeira época de sénior já se estreou no Campeonato de Portugal? O médio francês proveniente da Académica de Coimbra, desde cedo começou a espalhar magia pelo Marinhense B e também cedo se percebeu que teria ‘pedalada’ para outros andamentos. Ainda assim, foi determinante para a boa campanha dos vidreiros na Divisão de Honra, mostrando sempre uma inteligência acima da média, aliado a uma leitura de jogo só ao alcance de alguns. Com o futuro pela frente, é importante ficar de olho neste talento puro.
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Luís Pinto (GD Peniche)
É daqueles jogadores que não sabe jogar mal e, por isso mesmo, é um ‘habitué’ nestas eleições dos melhores do ano. Com apenas 26 anos, é ele o verdadeiro líder da equipa, respeitado por todos no balneário pelo seu carácter, mas sobretudo por tudo aquilo que faz dentro de campo, onde mostra sempre personalidade, bom posicionamento e leitura de jogo, para além de ter um pulmão incansável. Esta época Luís Pinto mostrou ser um dos jogadores mais fiáveis do distrito, emprestando toda a sua experiência e competência em prol da equipa. 
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Miguel Velosa (AD Portomosense)
Foi chegar, ver e vencer. Miguel Velosa chegou a Porto de Mós rotulado de craque pelos largos anos que passou na formação do Sporting. Apostado em relançar a carreira, fez uma época de estreia como sénior ao mais alto nível. Fruto da tenra idade, foi algo inconsistente nas suas exibições, mas muitas das vezes mostrou-se um autêntico diabo à solta nos relvados, fazendo da sua técnica individual, velocidade e irreverência as suas principais armas. Por isso mesmo, não foi de estranhar que o AC Marinhense, do Campeonato de Portugal, o tivesse ido ‘pescar’. 
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Dany Marques (GRAP) 
Mais uma vez Dany Marques voltou a mostrar que é um valor seguro para qualquer equipa da Divisão de Honra, clamando até uma oportunidade em patamares mais elevados já que a qualidade e o potencial está todo lá. Aos 29 anos, voltou a ser determinante para a boa campanha do GRAP no campeonato já que foi um dos melhores goleadores da prova. Contudo, Dany Marques não se limitou a mostrar faro pelo golo, já que muitas vezes foi ele quem pegou na batuta da equipa, emprestando requinte e eloquência ao futebol ofensivo da turma dos Pousos.
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Marcos Santos (AC Marinhense B) 
É daqueles jogadores que não engana. Já desde tenra idade que tinha vindo a provar que tinha um potencial gigantesco e depois de várias épocas muito regulares, este ano Marcos Santos ‘explodiu’ de vez, sendo um dos principais pilares para a boa época do Marinhense B. Boa técnica individual, velocidade, irreverência e capacidade de liderança transformaram Marcos Santos num avançado completo e, fruto disso mesmo, teve uma época recheada de golos que levaram a sua equipa ao topo. Por tudo isto, não foi de estranhar que o Caldas SC o tivesse resgatado.
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Ruben Araújo (CCR Alqueidão da Serra) 
Desconhecido por muitos, Ruben Araújo fez uma época notável a todos os níveis. Depois de vários anos a destacar-se na formação do Caldas e do NS Rio Maior, o avançado ‘explodiu’ em Alqueidão da Serra, onde se transformou num artilheiro temido por qualquer defesa. O seu futebol perspicaz e acutilante fez dele um avançado com um faro incrível pelo golo, tendo sido a principal revelação da época, ajudando a sua equipa a colocar-se durante muito tempo no pelotão da frente na luta pelo título. Com apenas 21 anos, trata-se de um avançado que merece ser seguido com muita atenção. 
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Melhor treinador: Vítor Duarte (AC Marinhense B)
Depois de ser levado o Marinhense B à subida de divisão, Vítor Duarte voltou este ano a pegar numa equipa recheada de jovens para surpreender tudo e todos ao levá-la ao topo da classificação. Um treinador com selo de qualidade.
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BANCO DE SUPLENTES: 
 David Santos (Marinhense B)
 Zé Ricardo (Marinhense B)
 Luís Gonçalves (GD Peniche)
 Rica (AD Portomosense)
 Elton Lopes (Marinhense B)
 Pedro Domingues (GRAP)
 Vasco Gonçalves (CCR Alqueidão da Serra)

quarta-feira, junho 10, 2020

Iniciados C do Caldas Sport Clube 2019-2020


Seniores da UR Mirense 2019-2020



Plantel da União Recreativa Mirense 2019-2020
Guarda-redes: Ivo Cristo (ex-Almeirim) e Nuno Caetano
Defesas: Gonçalo Crespo, Gonçalo Alves, Kévin Miranda, Diogo Caetano, Tomás Guerreiro (ex-jun. Fátima), Edu Ferreira, Diogo Fonseca
Médios: Mário Susano, Fojo, Rodrigo Damasceno, Rafael Matias, Fernando Pedreiro (ex-Alcanenense), Edgar (ex-Torres Novas), João Matias, Igor Marcon
Avançados; Testas, Rafa (ex-Torres Novas), Leandro Daniel, Pedro Pereira (ex-jun. Vasco da Gama), Victor Popescu
Treinador: César Carvalho
Treinador-adjunto: Pedro Martins
Treinador de guarda-redes: Fábio Oliveira
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Seniores do Grupo Desportivo da Ilha 2019-2020


Plantel Grupo Desportivo da Ilha 2019-2020
Guarda-Redes: Bruno Santos e Telmo Gaspar 
Defesas: Dima, Francisco Santos, João Gonçalves, Alexandre Teixeira, Diogo Pedrosa, Francisco Silva Santos, Alexandre Carvalho, David Olaio, Rúben Sousa, Jimmy Santos e João Ferreira
Médios: Vasco Couto, Guilherme Mendes, André Fernandes, Eduardo Francisco, Fábio Esperança e Delmar Alberto
Avançados: Francisco Loureiro, Diogo Fernandes (Skender), João Alves (Jota), Joni Alberto, David Fernandes, Diogo Anselmo, Diogo Francisco, Rúben Soares e Rodrigo Graça. 

Seniores do GC Alcobaça 2019-2020

Ginásio Clube de Alcobaça
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Plantel 2019-2020
Guarda Redes: Bruno Estrelinha
Defesas: João Túlio, 
Médios: Bertolino (ex-ACR Maceirinha), Bruno Daniel, 
Avançados: Pedro Pimenta
Treinador: Leandro Santos
Adjunto:
Directores:
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Apresentação dos Seniores do Beneditense 2019-2020


Plantel 2019-2020
Guarda Redes:
Defesas:
Médios:
Avançados:
Treinador: Dário Catarino.
Adjuntos:
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Seniores do CCR Alqueidão da Serra 2019-2020

Plantel CCR Alqueidão da Serra 2019-2020
Guarda-redes: André Tavares e Miguel Santos
Defesas: Tiago Cerejo, Luís Correia, Sérgio Neves, David Marques, Fábio Lúzio (ex-Ouriense), João Francisco (ex-jun. Marinhense), Guilherme Graça (ex-Ouriense)
Médios: Conca (ex-Marrazes), Leandro Gaspar, Rudy, João Matos, Chiquinho (ex-Marrazes)
Avançados: Dady, Nuno Colaço, Vasco Gonçalves, Rúben Araújo (ex-Caldas), André Simões (Fitas), José Correia, Ciro Costa
Treinador: Filipe Faria 
Treinador-adjunto: Nuno Coito 
Treinador de guarda-redes: Fábio Giroto 
Preparador Físico: Carlos Pereira 
Diretor: José Marto

quinta-feira, maio 28, 2020

As saudades do cheiro da relva aumentam mas a forma física é para manter

Foi no dia 30 de Abril que se confirmou aquilo que já se suspeitava nos bastidores do futebol português: a II Liga não iria retomar. Esta decisão do Governo, em conjunto com os responsáveis da Liga, atirou centenas de jogadores profissionais para um cenário nunca antes imaginável devido à necessidade que confinamento provocado pela pandemia de Covid-19. Ainda assim, muitos jogadores tentaram manter-se activos para um eventual regresso à normalidade que ainda vai tardar em acontecer. É o caso de vários futebolistas de Leiria que representam clubes da II Liga e que se viram obrigados a encontrar soluções para se manterem em forma… mesmo dentro de casa.
 “O objectivo é não parar porque quando começar a pré-época quero estar ao mais alto nível”, adiantou Igor Rodrigues, guarda-redes natural de Leiria que o Benfica emprestou ao Desp. Chaves na época 2019/­2020.
 O guardião de 25 anos admite que o fim da II Liga foi “frustrante” para os jogadores, mas garante que vai-se “adaptar” a esta nova realidade. Como? Treinando todos os dias da semana, nos Pousos, com o treinador de guarda-redes do GRAP António Dias, enquanto da parte de manhã trabalha a parte física com um personal trainer.
 Quem também faz um trabalho idêntico é a larga comitiva leiriense que compete no Vilafranquense. Filipe Oliveira, Pepo, Diogo Izata e João Vieira começaram por ter treinos ‘online’ dados pelo clube através da plataforma Zoom. Contudo, com a confirmação do cancelamento da II Liga, os jogadores passaram a ter de gerir eles próprios a sua condição física, sempre sob a orientação do clube.
 “Eu, o Pepo e o João Vieira fazemos treinos conjuntos. Como o Pepo está a tirar Desporto em Leiria é ele que nos tem orientado e treinamos juntos três vezes por semana”, conta Filipe Oliveira. O médio centro leiriense, de 26 anos, acrescentou ainda que faz várias vezes treinos sozinho, já que o mais importante é “manter a condição física”.
 Quem também treina várias vezes sozinho num ginásio improvisado que montou em casa é Diogo Izata. O médio defensivo de 23 anos segue à risca os planos de treino do clube, mas adianta que não é a mesma coisa. “Faz falta treinar em campo com os colegas. Até do cheiro da relva e do balneário sentimos falta. O objectivo é estarmos minimamente preparados para quando arrancar a pré-época mas claro que não é a mesma coisa”, concluiu.
 Igor Rodrigues, Filipe Oliveira e Diogo Izata têm ainda em comum terem visto interrompida uma época que estava a correr de feição a nível profissional, em que eram peças influentes no xadrez das suas respectivas equipas. Por isso mesmo, o amargo de boca é ainda maior. 
 “A época estava a correr-me bem, estava num bom momento e isto complicou”, contou Diogo Izata. Pelo mesmo diapasão seguiu Filipe Oliveira que estava a ter a oportunidade de jogar “com maior regularidade” ao serviço do Vilafranquense no sentido de revigorar a sua carreira. “Esta pandemia vai ter repercussões porque muitos clubes vão passar mal”, disse o médio leiriense que abre a porta a ficar em Vila Franca de Xira na próxima época.
 Com o futuro mais indefinido está Igor Rodrigues que vai falar brevemente com os responsáveis do Desportivo de Chaves e do SL Benfica para definir o seu futuro que é ainda uma incógnita. Certo é que o guardião acredita que “seria possível” retomar a II Liga como vai ser feita na I Liga, enquanto Filipe Oliveira continua a estranhar a “diferença” de tratamento para com os profissionais da I e II Ligas. |

José Roque

quinta-feira, abril 16, 2020

SU Alfeizerense mostra-se um clube solidário e envia mensagem de esperança para o futuro

Emblema do concelho de Alcobaça movimenta uma centena de atletas e procura marcar pela diferença, apostando em iniciativas que procuram mobilizar a sociedade para o combate à pandemia. Além de vídeos motivacionais, o Alfeizerense lançou um desafio aos atletas para desenharem a mascote da escola de futebol e está a ultimar o lançamento do site, bem como de um jornal do clube.
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O Sport União Alfeizerense tem sido um dos clubes mais empenhados no jogo que opõe o desporto à pandemia de covid-19, através de iniciativas que visam dar uma mensagem de esperança. O emblema do concelho de Alcobaça decidiu doar uma verba de 500 euros ao Centro Hospitalar de Leiria, um contributo para a aquisição de um ventilador, que custa 11800 euros (+IVA). E desafiou a população a contribuir.
 “Agora que não podemos sair para ir ao café, se juntássemos o dinheiro que gastaríamos em cafés, poderíamos ajudar o Hospital de Leiria. Se cada um de nós ajudasse com 12 euros, mil pessoas da nossa região poderia oferecer em ventilador ao Hospital”, pode ler-se na promoção da campanha.
 Contudo, o Alfeizerense não se ficou por aqui. Além de publicar diversos vídeos motivacionais nas redes sociais, o clube convidou os jovens atletas a participarem num concurso da mascote, está  a ultimar o lançamento do novo site e tem pronta a 1ª edição do jornal do SUA, que só não foi já publicado devido aos impactos do coronavírus.
 Todas estas acções resultam, sobretudo, do processo de certificação que o clube encetou e cujos resultados começam a ser mais visíveis.
 “Temos um estagiário, que está à frente da comunicação e é o responsável da ética. Como ele tem facilidade em trabalhar com estas ferramentas, decidimos criar uma nova imagem e apostar nesta vertente”, explica o coordenador-técnico, Carlos Manuel, que está no clube desde 2013.
 Com certificação de Centro Básico por parte da FPF, o Alfeizerense tem denotado particular atenção às questões médicas. Daí que possua um director-clínico Pedro Sousa, que trabalha em Leiria, e que tem pós-gradução em medicina desportiva e é presidente da Assembleia de Freguesia de Alfeizerão.
 “Esta época conseguimos ter um massagista a tempo inteiro e isso foi muito importante”, explica Carlos Manuel, mostrando confiança de que o clube “vai continuar a melhorar” nos próximos tempos. “O clube está no caminho certo. Estruturámos o Alfeizerense desde baixo e não nos interessa crescer em número de atletas. O objectivo é melhorar a nossa estrutura”, frisa o antigo treinador do G. Alcobaça e Caranguejeira, que lidera um clube com sete equipas e 110 atletas e que não quer ficar por aqui.

NOVOS PROJECTOS
 Entre os novos projectos do Alfeizerense está a construção de um piso por cima do café do Campo 5 de Outubro, além de novos balneários.
 “Já apresentámos estes projectos, esperamos obter apoios para os concretizarmos, mas aguardamos que as entidades se pronunciem. São medidas importantes para estabilizar o clube”, frisa Carlos Manuel, que acredita que o regresso dos jovens atletas aos relvados “ainda poderá acontecer esta temporada”.
 “Mesmo sem competições oficiais, ainda acredito que podemos voltar aos treinos”, remata o responsável técnico, de um clube que procura marcar pela diferença.

Joaquim Paulo - Gazeta das Caldas

quinta-feira, abril 09, 2020

Veteranos do Ginásio de Alcobaça e empresa alcobacense doam álcool desinfetante a instituições de solidariedade social

A Associação dos Veteranos do Ginásio Clube de Alcobaça e a empresa Lemos Figueiredo Lda., uniram-se através de uma parceria com o objetivo de apoiar e proteger os mais frágeis neste momento difícil, tendo procedido, durante os dias 4 e 6 de abril, à oferta de várias unidades de gel desinfetante, essenciais na prevenção do contágio.
 A distribuição decorreu em diversas IPSS, centros sociais e associações de bombeiros do concelho de Alcobaça, numa dádiva que ascendeu ao valor de cerca de 25000 euros. Entre estas, contaram-se inúmeros centros sociais e misericórdias de localidades como Cela, Maiorga, Pataias, Alpedriz, Bárrio, Vimeiro, Benedita, Alfeizerão, assim como os bombeiros voluntários de Alcobaça, Benedita, Pataias e São Martinho do Porto, e ainda o CEERIA

Andrés Madrid: “Quando te dizem que o melhor é ires embora porque se calhar vão deixar de pagar ordenados, o que é que fazes? Fazes as malas e vais embora”

Foi jogador de Sporting de Braga, FC Porto e Nacional e, depois de uma curta passagem pelo futebol angolano, regressou a Portugal para jogar no Mirandela e acabar a carreira no Vianense. Andrés Madrid é argentino mas já se sente português, “mais do que muitos portugueses”. Tem 38 anos e é agora um jovem treinador à procura de oportunidades, finda a relação com o Marinhense. O jornal “Record” esteve à conversa com ele.
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Um Andrés argentino, português que passou por Braga
“Já vou fazer 16 anos em Portugal. Devo ser mais português do que alguns portugueses. (…) Casei por aqui, tenho duas filhas e vivo em Viana do Castelo, porque a minha mulher tem um negócio e também optei por não sair porque as meninas já têm os amigos das escolas.”
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A adaptação a Portugal
“É muito fácil para um sul-americano, até ao nível da cultura e dos hábitos das pessoas. O povo português, no geral, é muito simpático e sabe receber bem quem vem de fora. Foi o meu caso, vim em 2004 e por aqui estou.”
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O futebol parado, duplamente no caso pessoal
“As coisas até não estavam a correr mal, mas entretanto o investidor saiu do clube e não havia forma de suportar as despesas. Foi-me comunicado que o Marinhense teria de dispensar os meus serviços. Não foi algo desportivo, mas o futebol hoje em dia é um pouco assim. Falta o dinheiro, acabam logo com os projetos.”
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Uma novidade que não é bem nova
“Atenção que isto não é exclusivo do Marinhense, pois já há muitos anos que acontece isto em muitos clubes. Os investidores entram com algum dinheiro, dão muita esperança às pessoas, mas depois quando as coisas não estão a correr bem desportivamente, ou falta o dinheiro, vão embora com a mesma velocidade a que chegaram. Às vezes basta um objetivo estar em causa que acaba logo tudo e, claro, no meio disto tudo os treinadores e os jogadores acabam por ser muito penalizados. Quando te dizem que o melhor é ires embora porque se calhar vão ter de deixar de pagar os ordenados o que é que fazes? Fazes as malas e vens embora!”

in Tribuna Expresso

quarta-feira, abril 08, 2020

Covid-19. FPF cria fundo de €4,7 milhões para apoio ao futebol não-profissional: "Garantir os compromissos com jogadores e treinadores"

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) anunciou hoje a criação de um fundo de apoio ao futebol e futsal não-profissionais no valor de 4,7 milhões de euros (ME), para ajudar a minimizar os efeitos da pandemia de covid-19.
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"A direção da FPF decidiu criar um fundo de apoio às associações e aos clubes de futebol e futsal das competições nacionais não-profissionais de seniores masculinos e femininos, no valor de 4,7 ME", refere a FPF em comunicado, após reunião, "por teleconferência, com as associações distritais e regionais”.
A FPF anunciou hoje o cancelamento dos campeonatos seniores não profissionais de futebol e futsal da época 2019/20, já depois de ter sido também decretado, em 27 de março, o final dos campeonatos de futebol e futsal dos escalões de formação.
Este fundo de apoio soma-se "à linha de crédito de um milhão de euros que a FPF abriu em 19 de março, também destinada aos clubes não profissionais de futebol e de futsal", sendo que "as regras de acesso ao fundo serão conhecidas em breve".
"O objetivo da iniciativa é garantir que os clubes cumprem com os compromissos estabelecidos para esta época com jogadores e treinadores", salientou a FPF, acrescentando que vai igualmente "reforçar a sua participação no Fundo de Garantia Salarial" e manterá com o Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol e a Associação Nacional de Treinadores de Futebol monitorização permanente da situação dos jogadores que competem nas provas nacionais não-profissionais seniores e dos treinadores que exercem atividade nestas competições".
O presidente da FPF, Fernando Gomes, considerou que a FPF tem o "dever e obrigação estatutárias de ajudar" associações e clubes.
"Fazemo-lo com a clara consciência de que não resolveremos todos os problemas que enfrentamos, mas também dando um claro sinal de que esta é uma batalha que travaremos em conjunto e de que é urgente cumprir os compromissos com treinadores e jogadores", afirmou Fernando Gomes.
O presidente do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF), Joaquim Evangelista, referiu que "a decisão do cancelamento da competição era inevitável", perante o problema de saúde pública que o mundo está a enfrentar, sublinhando que a situação financeira de vários clubes "é muito grave" e que "a prioridade devem ser os jogadores, as equipas técnicas e os funcionários".
Da mesma forma, o presidente da Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF), José Pereira, referiu que o fundo criado pela FPF "salvaguarda alguns clubes, que terão mais dificuldades em cumprir as suas obrigações" e, por conseguinte, "também todos os seus funcionários, incluindo treinadores".
Os campeonatos seniores não profissionais de futebol e futsal da época 2019/20 foram hoje cancelados pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF), devido à pandemia de covid-19, sendo que o organismo anunciou "dar por concluídas, sem vencedores, todas as suas competições seniores que se encontram nesta data suspensas, não sendo atribuídos títulos nem aplicado o regime de subidas e descidas".
As competições profissionais, I Liga e II Liga, continuam suspensas, após 24 das 34 jornadas, bem como a Taça de Portugal, que tem Benfica e FC Porto como finalistas.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 82 mil. Dos casos de infeção, cerca de 260 mil são considerados curados.

GRAP desmente que tenha sido consultado para comunicado posto a circular


Última Hora: FPF dá por concluído Campeonato de Portugal

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) reuniu-se, esta quarta-feira, por teleconferência, com as associações distritais e regionais para análise do impacto da pandemia de Covid-19 no futebol sénior não profissional».
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«A Federação entende que continuam a não estar reunidas as condições de saúde pública para que clubes com estruturas amadoras, como é próprio das provas em que participam, possam treinar e competir em segurança. Vigora em Portugal o Estado de Emergência, pelo menos, até ao dia 17 de abril, sendo possível a sua prorrogação. Estas circunstâncias impedem o normal decurso das competições, sendo imprevisível antever quando e se tais condições de saúde pública estarão reunidas ainda durante esta época desportiva», lê-se no comunicado emitido pela FPF. 
E esclarece a resolução no que a classificações diz respeito: «Assim, a Direção da FPF entendeu dar por concluídas, sem vencedores, todas as suas competições seniores que se encontram nesta data suspensas, não sendo atribuídos títulos nem aplicado o regime de subidas e descidas. A FPF analisará e comunicará com a maior brevidade possível de que forma serão indicados os dois clubes que acedem à II Liga de futebol, bem como os representantes de Portugal na Liga dos Campeões de futebol feminino e de futsal masculino. A FPF continuará a estudar com as associações distritais e regionais os moldes em que decorrerão as competições nacionais não-profissionais na época 2020/2021.»

segunda-feira, abril 06, 2020

Tiago Esgaio estreou-se a marcar na Liga NOS num dia de grandes emoções

O dia 28 de setembro de 2019 vai ficar para sempre marcado na memória de Tiago Esgaio. De manhã, soube da morte da sua avó e ao fim do dia foi brindado com o nascimento da filha Maria e estreou-se a marcar na Liga NOS, na derrota do Belenenses com o Famalicão, por 1-3. O nazareno fez o primeiro golo no principal escalão nacional pelo Belenenses SAD naquele que será para sempre o golo mais bonito da sua carreira. 
Uma hora antes de ter início a partida diante do, até então, líder  do campeonato, o lateral -direito soube do nascimento da filha. “Foi um dia cheio de emoções e sabia que a qualquer momento ela podia nascer”, conta ao REGIÃO DE CISTER, acrescentando que foi informado quando estava a equipar-se para fazer o aquecimento. “A minha mulher já me tinha dito que queria que eu jogasse, pois iria ser a minha estreia a titular pelo Belenenses na Liga NOS”, revela o nazareno, afirmando que, apesar de lamentar não ter assistido ao parto, comemorou o momento com um golo muito especial.
“Era muito provável que a minha filha nascesse naquele dia e passei o dia a comentar com os meus colegas que ia marcar um golo”. Dito e feito.
Tiago Esgaio deu um salto na carreira no defeso de verão após trocar o Torreense, que atua no Campeonato de Portugal, pelo Belenenses SAD, que milita na 1.ª Divisão nacional. “Foi o salto que precisava para ganhar mais competitividade”, nota o nazareno, que no Campeonato de Portugal era uma das peças chave da formação de Torres Vedras, jogando em todos os encontros.
Mas antes da primeira aventura no primeiro escalão, o nazareno cumpriu cinco épocas naquele escalão: duas ao serviço do Caldas, clube pelo qual se estreou enquanto sénior, e três pelo Torreense. Uma carreira consistente que lhe valeu a chamada ao plantel então orientado por Silas. “O mister conversava várias vezes comigo e elogiava o meu desempenho, mas a minha oportunidade só surgiu com a chegada do treinador Pedro Ribeiro” conta o jogador, de 24 anos.
O destaque, contudo, não surgiu enquanto médio, posição em que sempre jogou até esta temporada. Tiago Esgaio assumiu a titularidade como lateral-direito, dado que as duas opções para aquele lugar estavam indisponíveis. “Foi por falta de opções, mas foi na lateral que acabei por ganhar o meu lugar”, reitera o menino entre os grandes, que até já foi considerado por três vezes o “Homem do jogo” pelo site GoalPoint, que analisa a performance individual de cada jogador.
A história de Tiago remonta a 2003/2004 quando começou a jogar pelo escalão de escolas do Nazarenos, clube que representou durante seis temporadas, mas desde os 5 anos que se habituou a jogar com os mais velhos, nomeadamente com o irmão Ricardo Esgaio (Sp. Braga). “Nasci rodeado de futebolistas na família pelo que só podia ser futebolista”, nota.
Em 2009/2010 reforça a equipa de iniciados da U. Leiria, pelo qual fez a estreia em campeonatos nacionais, e, volvidas quatro épocas termina a formação ao serviço do Rio Ave. O lateral começou a escrever a sua história por vários clubes de todo o País desde muito cedo, pelo que é esperado que o continue a fazer. No Estádio Nacional ou em novos desafios.
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Irmão Ricardo Esgaio é a referência na carreira…
Tiago Esgaio cumpre esta época a primeira aventura na 1.ª Liga, mas é no irmão que tem a referência. Ricardo Esgaio é o capitão do Sp. Braga e já atua há oito temporadas no principal escalão. “Desde pequenos que o vejo como exemplo e ainda hoje o tenho como referência”, disse Tiago, relembrando os jogos em que jogou do lado oposto ao seu ídolo.
O primeiro embate entre os irmãos Esgaio foi num encontro do nacional de juvenis pela U. Leiria, em que Ricardo (Sporting) levou a melhor, e o segundo desafio foi já esta temporada com a vitória a sorrir novamente a Ricardo Esgaio, por 1-7, ao serviço dos Guerreiros do Minho.
Os irmãos Esgaio, assim como Stephen Eustáquio, ao serviço do Paços de Ferreira, são os únicos representantes dos concelhos da região na Liga NOS e Tiago assume o desejo de jogar com o irmão. “É um sonho partilhar o mesmo balneário com o meu irmão” atira o jovem lateral, sublinhando que “algum vai ter de se readaptar”. É que ambos são laterais direitos e no 11 titular só há lugar para um. “Não interessa em que posição seja, mas tínhamos de estar os dois em campo”, destaca.
Para já, e enquanto são adversários, Tiago Esgaio tem uma “desforra” por completar.

Rafael Raimundo - Região de Cister

LÍDERES DOS DISTRITAIS PEDEM SUBIDA AO CAMPEONATO DE PORTUGAL

Os líderes das classificações das diferentes associações distritais pretendem subir ao Campeonato de Portugal, se a temporada for dada como encerrada por força do Covid-19.
Numa altura em que o futebol amador vive dias de (maior) incerteza, os emblemas não querem ser prejudicados. A maioria dos campeonatos estava em fase de conclusão antes da pandemia do novo coronavírus provocar a suspensão, e alguns clubes já tinham assegurado matematicamente a ascensão ao Campeonato de Portugal, como o Rabo de Peixe, da Associação de Futebol dos Açores.
O comunicado é assinado por 21 clubes: Tirsense e Salgueiros (Porto); Pevidém (Braga), Pêro Pinheiro (Lisboa); São João de Ver (Aveiro); Mortágua (Viseu); GRAP (Leiria); Rabo de Peixe (Açores); Carapinheirense (Coimbra); Almeirim (Santarém); Vianense (Viana do Castelo); Oriental Dragon (Setúbal); Moncarapachense (Algarve); Juventude Évora (Évora); Camacha (Madeira); Moura (Beja); Meda (Guarda); Mondinense (Vila Real); Alcains (Castelo Branco); Vimioso (Bragança) e Crato (Portalegre).
O comunicado seguiu para as associações e os clubes esperam depois entendimento com a Federação.

quinta-feira, abril 02, 2020

GD Peniche não concorda com decisão da FPF e da AF Leiria

Num comunicado enviado à Federação Portuguesa de Futebol e à Associação de Futebol de Leiria, e que também é público na sua página de Facebook, o Grupo Desportivo de Peniche mostra o seu desagrado pela decisão das entidades oficiais, em terminar a época desportiva, sem que daí resulte qualquer classificação desportiva. Veja o oficio na íntegra:

" A Direcção do Grupo Desportivo de Peniche vem por este meio manifestar o seu profundo desagrado pela decisão da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), emitida no seu comunicado de dia 27-03-2020, de “dar-se por concluídas as competições nacionais de todos os escalões de formação de futebol e futsal, masculinas e femininas, não resultando das mesmas qualquer efeito desportivo imediato”.
Entendemos e corroboramos os motivos para a suspensão de todas as competições, decidida em 10-03-2020, situação que viria a ser imposta pela decretação do Estado de Emergência em Portugal, contudo, tal situação não implicaria este desfecho. Pensamos que foi uma decisão precipitada e que não teve em consideração a opinião dos clubes que, embora representados pelas suas associações, deveriam ter sido ouvidos dada a singularidade da situação.
Com o País em suspenso pelo drama que vivemos, as escolas a aguardar para decidir como vão terminar o ano lectivo, não terá a FPF se precipitado para resolver uma situação cuja equação é tão complexa?
Decidir pelo cancelamento da competição foi adoptar a solução mais fácil, mas também mais injusta, foi enfiar a cabeça na areia e fingir que não se passou nada entre Julho/2019 e Março/2020. Mas passou, e muito, os clubes investiram muito dinheiro para pagar a treinadores, fisioterapeutas, equipamentos, viagens, inscrições de jogadores, multas (injustificadamente elevadas para as realidades e dificuldades dos clubes), etc… e sem que tivessem oportunidade de dar a sua opinião é-lhes subtraído o resultado de todo este esforço. Para além dos prejuízos para os clubes esta decisão afecta também as famílias e, acima de tudo, os Jovens jogadores que ao longo de mais de dois terços da época deram tudo, em todos os jogos, para obter as vitórias que conduzissem as suas equipas à melhor classificação possível. Isto é defraudar as suas expectativas!
Em todas as actividades devemos premiar o mérito, para incentivar ao esforço e dedicação para melhorar o desempenho, e estes valores devem ser transmitidos aos mais jovens para que se vão consolidando ao longo da vida. Ora, esta decisão da FPF vai contra estes princípios, pois acaba por beneficiar os clubes que em cada competição e escalão estariam em pior situação e provavelmente com perspectivas de descida de divisão, em detrimento dos que estariam no primeiro lugar e em melhores condições de se sagrarem campeões e consequentemente subirem de divisão.
É evidente que o que todos desejaríamos era que o drama que está a abalar o Mundo, nunca tivesse acontecido, mas infelizmente isso é uma realidade que temos que enfrentar com todas a nossas forças, mas não coloquemos sobre estes jovens outro drama que, não sendo comparável, vem aumentar as consequências do primeiro.
Todas as equipas disputaram o mesmo número de jogos e certamente que os seus jogadores deram tudo em todos eles para obterem a vitória, pelo que a classificação actual traduz quem foi melhor nesse conjunto de jogos que representam pelo menos 2 terços da competição.
Face ao exposto, e na impossibilidade de se conseguirem terminar as competições suspensas, o GDP defende que as competições devem terminar com as classificações que se registavam à data da suspensão. Esta decisão, não sendo a mais desejável, concederia alguma justiça ao trabalhado desenvolvido pelos clubes e, acima de tudo, premiaria o mérito desportivo que tanto se apregoa.
O GDP coloca-se à disposição da FPF e da Associação de Futebol de Leiria (AFL) para em conjunto com os restantes clubes se encontrar uma solução mais justa e que satisfaça, pelo menos, a maioria, pois é certo que não se finalizando as competições dificilmente se encontrarão consensos.
Na esperança que a FPF e AFL revejam esta situação e voltem atrás nesta decisão, ficamos a aguardar resposta a este nosso manifesto". 

Amor à camisola

Esta história podia ser a de Francesco Totti (Roma), Valter Neves (Benfica), João Matos (Sporting) ou tantos outros jogadores que marcaram a história dos seus clubes, mas é a de Vasco Luís (HC Turquel), Bruna Santos (Cister SA), Hugo Santos (GD Martingança), Bruno Daniel (Ginásio) e Espanhol (CCRD Burinhosa). Em modalidades que se praticam de formas tão diferentes há um denominador comum: o amor à camisola.
“Isto é como uma relação amorosa, uma vez dá-se a mão e outra vez recebe-se, e no fim quem ganha é o amor”, foi esta a forma que Espanhol, capitão da Bury, utilizou para descrever ao REGIÃO DE CISTER a década em que está ao serviço do clube da aldeia de futsal. “Nestas 10 temporadas vivi na primeira pessoa o fantástico trajeto até à 1.ª Liga”, conta o fixo/ala, que é o único jogador do plantel burinhosense a ter participado nesta subida “alucinante”. “Tinha 19 anos quando o mister Kitó Ferreira me convidou para integrar o projeto do clube e desde então o sentimento pelo clube foi crescendo cada vez mais”.
”Quando reuni pela primeira vez com o técnico e presidente do clube perguntaram-me quanto é que pretendia auferir e a minha resposta foi ‘nada’”, confessa o leiriense, que à parte do futsal gere um ginásio na Marinha Grande. “Não é o dinheiro que me move pelo que dificilmente iria sair do Burinhosa”, afirma o líder do balneário.
Mas se Espanhol está “só” há dez temporadas no clube o mesmo não podem dizer Vasco Luís e Bruno Daniel, que representam os Brutos dos Queixos e os azuis, há 28 e 21 anos, respetivamente.
“Tinha quatro anos quando calçei pela primeira vez os patins para treinar, não foi a melhor experiência, mas fui ganhando o jeito com o tempo”, relembra Vasco Luís, que nunca conheceu outro amor que não o do HC Turquel. “Nasci aqui, cresci aqui e é aqui que sou feliz”, destaca o capitão turquelense, que no início nem era dos mais habilidosos com os patins e com o stick. “Não era muito versátil mas consegui desenvolver as minhas capacidades e chegar à equipa sénior com apenas 18 anos”, conta o turquelense.
Apesar de no final de cada temporada os adeptos lhe pedirem camisolas, e até os stick e joelheiras… o goleador turquelense nota que o desporto já não se vive da mesma forma. “Quando eu era dos mais novos da equipa sentia-me nervoso quando jogava com os mais experientes, mas agora as coisas são diferentes”, realça. “Quando sobem do escalão de juniores a seniores os meninos já estão muito mais à vontade”, diz o experiente jogador relembrando alguns momentos. “Houve meninos que tinham de se equipar noutro balneário porque os capitães pediam que assim fosse. Era praxe”.
Este à vontade é também apontado por Bruno Daniel que iniciou a formação no Ginásio com 7 anos. “Já não existe a mística de outros tempos, o desporto mudou muito e hoje troca-se um clube por mais uns trocos ou por objetivos um bocadinho superiores”, desabafa o capitão dos azuis. “Há uns anos os jogadores que jogavam pela equipa do escalão acima eram muito mais contidos e por vezes nem falavam muito nos treinos” descreve o médio, acrescentando que apesar da timidez “via-se que estavam muito felizes por estar ali”.
O líder do balneário no Municipal de Alcobaça é experiente em jogar nos escalões acima, não raras as vezes o fez, e hoje, aos 29 anos, já não pensar em subir na carreira. “Quero apostar na minha formação profissional”, afirma, revelando que todos as épocas recusa propostas para deixar o Ginásio. “O dinheiro não é tudo e prefiro jogar ao lado daqueles com quem me sinto realmente bem e feliz”, destaca Bruno Daniel.
Mais complicada é a vida de Bruna Santos, jogadora das seniores do Cister SA e que veste de amarelo e azul há 11 épocas consecutivas. A menina, de apenas 19 anos, frequenta o curso de Bioquímica em Coimbra, mas não abdica de regressar a Alcobaça todos os fins de semanas para representar o clube do coração. “É um esforço que vou continuar a fazer enquanto me sentir bem a jogar”, conta a jovem, acrescentando que no clube há muito companheirismo e ainda se “respira” o símbolo que se enverga ao peito.
A central que tinha como referência a jogadora Adriana Raimundo partilha agora a quadra com a conterrânea alcobacense e nota que jogar pelo clube proporcionou-lhe amizades para a vida.
O sentimento é partilhado por Hugo Santos, jogador que se iniciou no voleibol do GD Martingança há cinco épocas, mas que já tinha representado o clube no escalão de infantis em futsal…”Representar o GD Martingança é ter ao peito o símbolo da minha terra e do clube do meu coração”, reitera o distribuidor, de 21 anos, que estuda Ciência Farmacêuticas em Covilhã e que só treina uma vez por semana.  “Nem sempre sou a primeira opção do técnico, mas nem isso me faz abdicar deste esforço semanal”, assevera o martingancense. “Alguns dos melhores amigos fiz naquele clube e só posso retribuir com dedicação e empenho”.
Se Espanhol desse a “stickada final” e Vasco Luís pisasse os relvados, se Bruno Daniel jogasse com as mãos enquanto Bruna Santos serve para fechar o set e Hugo Santos marca o livre de 10 metros, é garantido que o fariam como exemplos de amor à camisola. Afinal, numa relação uma vez tem de se dar uma parte de nós para que noutra se receba. Só assim nasce um verdadeiro amor.

Rafael Raimundo - Região de Cister

Diogo Izata: «Para o meu desenvolvimento tático foi determinante ter jogado em várias posições»

Diogo Izata joga pela primeira vez na carreira um escalão profissional. O capitão do Vilafranquense, de apenas 23 anos, cumpre a quarta temporada seguida pelos ribatejanos e explicou o que pensa sobre a diferença entre o Campeonato de Portugal e Liga Pro.
"Existe uma diferença entre provas. Na Segunda Liga, todos os jogadores têm muita qualidade e o jogo é mais intenso. Há que dizer que todos os campos têm boas condições", vincou em declarações ao portal 'Fútbol Portugués desde España'. Izata chegou a Vila Franca de Xira em 2016, após passar na formação pela U. Leiria, FC Porto e Sp. Braga. Com a camisola do Vilafranquense, o jogador natural de Leiria atuou quase sempre a médio-defensivo mas em 2019/20 já o vimos como defesa-central ou lateral-direito, polivalência que Izata garantiu ser benéfica.
"Penso que para o meu desenvolvimento tático foi determinante o facto de ter jogado em posições diferentes ao longo da carreira. Isso fez-me crescer em todos os aspetos, principalmente a nível tático e na interpretação do jogo", vincou o camisola 6 às ordens de Armando Evangelista.
O topo do futebol português está no horizonte para o jogador que conta 19 internacionalizações pela seleções jovens lusas: "Tenho confiança de que vou chegar mais longe, ambiciono chegar à primeira divisão no futuro."

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