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terça-feira, julho 12, 2016

Nazarenos reforça aposta na formação

O Grupo Desportivo "Os Nazarenos" vai reforçar a aposta na formação, tendo apresentado publicamente, há dias, o projeto de criação do Centro de Formação Vieirinha, numa homenagem ao treinador que criou, no clube, a primeira escola de jogadores do País. O treinador Joaquim Paulo será o diretor do centro de formação e acredita que "há todas as condições" para que o Nazarenos "volte a ser uma referência na formação de jogadores", sendo para tal fundamental "estancar a sangria de jovens jogadores para clubes de concelhos vizinhos".
"Queremos potenciar o jogador nazareno, tirando partido das suas qualidades inatas e dando-lhe valores desportivos, sociais e humanos que o valorizem. É importante acabar com a imagem negativa que se criou em torno do jogador nazareno e isso só se consegue fazer através de uma aposta muito séria na melhoria das condições de treino, na qualificação dos treinadores, no envolvimento dos pais no processo formativo e, obviamente, apostando nos nossos jovens", refere o técnico, que nos últimos cinco anos esteve ao serviço da Biblioteca e, agora, cumpre "um sonho antigo": "Há quem tenha ambição de treinar um dos três grandes do futebol nacional, eu tinha o sonho de servir o meu clube. Estou habituado a fazer coisas com significado e estou seguro que, apesar de reconhecer as dificuldades, vamos ter sucesso, desde que os verdadeiros adeptos do clube, os atletas e os pais se juntem a nós. Todos juntos somos mais fortes. Todos juntos somos Nazarenos".
O técnico explica que a criação do Centro de Formação Vieirinha "só é possível porque a Câmara Municipal apadrinhou o projeto desde o início. "Sentimos um apoio manifesto da autarquia, que será um parceiro essencial. A colocação do sintético é um passo decisivo para a melhoria das condições de trabalho dos atletas e dos treinadores, cabendo ao clube a responsabilidade de fazer rentabilizar esses investimentos. Queremos que os nossos jovens pratiquem desporto na nossa terra. Temos de deixar de ver o talento nazareno abastecer clubes de concelhos vizinhos, cujas escolas se limitam a aproveitar o trabalho de outros clubes para disputar os campeonatos nacionais. É importante que os pais reflitam sobre estas questões. Os nossos jovens terão, a partir de agora, iguais ou melhores condições para desenvolver a prática desportiva e, em pouco tempo, se todos remarmos no mesmo sentido, tenho a convicção que vamos voltar aos campeonatos nacionais", diz o treinador, completando: "Não há razões para um jovem praticante sair do concelho, porque o futebol evoluiu de tal maneira que todos os jovens de todos os clubes, em todos os escalões, são observados por olheiros. Portanto, um jogador tem tantas possibilidades de chegar a um grande se jogar no Nazarenos do que se jogar noutro clube qualquer das redondezas. Basta ver quantos jogadores de clubes de concelhos vizinhos chegaram ao topo do futebol português e recordar quantos jogadores formados no Nazarenos lá chegaram para perceber que as vantagens de ficar em casa são muito superiores às de jogarem noutros clubes", refere Joaquim Paulo, cujo projeto tem "o total apoio da Direção".
"O convite do presidente Carlos Delgado encheu-me de orgulho e eu não podia dizer não ao meu clube do coração. Estou aqui para servir o Nazarenos com total empenho, vamos dotar o clube de organização, investir nas condições de treino, nomeadamente criando um ginásio de apoio às equipas, na qualificação dos treinadores e no fortalecimento das equipas", revela o técnico, assinalando que nas próximas semanas "haverá novidades" sobre os treinadores dos vários escalões e sobre o arranque de época. "Queremos apostar pela diferença em relação aos outros e, por isso, estamos imbuídos de um espírito de arrancar a época 2016/17 em grande, organizando iniciativas que vão valorizar os nossos jogadores e procurando o envolvimento dos pais. Sem esse envolvimento é muito mais difícil levar esta nau a bom porto", concluiu o treinador, que promete o "regresso de grandes figuras da história do clube" aos alvinegros, em funções "diversas".

Foto: Joaquim José Paparrola
Texto: Região da Nazaré

domingo, novembro 22, 2015

Jogo GD "Os Nazarenos" - Beneditense esteve interrompido cerca de 15 minutos devido a lesão grave

O jogo da 8.ªJornada entre o GD "Os Nazarenos" e o Beneditense disputado esta tarde na Nazaré teve que ser interrompido já perto do final devido a uma lesão grave do jogador do Beneditense, Joaquim Vinagre. O atleta sofreu uma lesão grave, tendo motivado de imediato fortes reacções dos seus colegas e adversários, ao verem o estado em que se encontrava a perna do jogador. Após todos os cuidados necessários, e com uma interrupção de cerca de 15 minutos, o jogador foi removido do campo pelos Bombeiros, os quais com os seus conhecimentos evitaram males maiores. Após ter sido transportado para o Hospital de Leiria, veio a confirmar-se o pior cenário, e o clube acaba de confirmar na sua página de Facebook que o atleta sofreu fractura do perónio, da tíbia e ruptura de ligamentos do tendão de aquiles.
Resta-nos desejar rápidas melhoras e que o atleta volte rapidamente ao que mais gosta de fazer, praticar futebol.

Foto: Joaquim Paparrola

terça-feira, junho 12, 2012

Entrevista a Paulo Brites (AC Marinhense)

Região da Nazaré – Depois de ter conseguido a subida de divisão aos nacionais dos juvenis do Marinhense como treinador, conseguiu posteriormente vencer a taça distrito, fazendo assim a dobradinha, que balanço faz desta temporada de grande nível da sua equipa?
Paulo Brites- Não posso estar mais feliz com a excelente época que realizei eu e todo o grupo de trabalho. É um grupo que estamos juntos a três anos e culminou com a conquista máxima a este nível juvenil taça e campeonato, consegui moldar os jogadores a minha maneira de jogar, e estes foram trabalhados para quando fossem chamados pudessem responder positivamente e assim foi. Tinha 21 jogadores todos motivados e com muito sacrifício obtivemos este êxito, digo sacrifício porque saíram dois jogadores importantes no esquema da equipa, um para o Leiria outro para a Académica. Comecei a época com algumas experiências recebi três jogadores que pouca utilização tinham nos clubes anteriores e que vieram a  revelar-se como muito importantes no sistema que queria para a época. Comecei a treinar na Moita devido ao campo da Portela só receber o sintético em Janeiro, tive 2 derrotas nos dois primeiros jogos por motivos diferentes. A partir dai nunca mais perdi até final de época, foram 20 vitorias seguidas mais 5 jogos da taça até á final, ao todo fizemos 106 golos na época, uma média de quatro golos marcados por jogo penso que além dos troféus conquistados foi também as boas exibições que a equipa realizava em qualquer campo. Muita gente me abordava a dar os parabéns pela forma como actuava-mos. Quem me conhece sabe que não sou um treinador defensivo, talvez influencia de como eu era como jogador sempre no pensamento a baliza adversária. O meu maior gozo foi lutar contra quem á 2ª jornada já não acreditava na minha equipa ou seja aproveitei isso para estimular e motivar a equipa fechei o grupo e demos as mãos os jogadores director e meu adjunto e foi uma chapada sem mão a muita gente.
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R.N – O facto de ter jogadores naturais da Nazaré na sua equipa ajudou de alguma forma no desenrolar da época, e se estes são compatíveis com aquilo que pretendeu incutir no seu grupo de trabalho?

P.B- Claro sem sombra de duvidas. A ajuda foi enorme. O Riky e o Sílvio foram jogadores importantíssimos para o que eu pretendia assim como todo o plantel. Eles já tinham sido meus jogadores nos sub 12 e sub 13 do GD "Os Nazarenos" e tínhamos já algumas conquistas juntos mas foram situações diferentes. O Riky já era jogador do AC Marinhense, mas juvenil de primeiro ano e devido a sua qualidade eu puxei-o para os “A” . Já o Sílvio apareceu na Marinha e pediu para treinar mais outro colega da Nazaré que acabou por não aparecer no treino seguinte e achei que poderia ser uma mais-valia para o plantel, assim como veio a revelar-se positivamente. Pelo facto de serem da Nazaré foram tratados de maneira diferente para mim o jogador tem que me provar nos treinos que merece jogar no próximo jogo com entrega com atitude com garra e responsabilidade no que esta a fazer e nisso eles foram excelentes. O jogador nazareno tem essa característica,  pena é que a mentalidade do jogador se fixe só num objectivo e não procure outros. Mas não foram só eles,  tive  21 jogadores com uma alma enorme, e todo o mérito vai para os jogadores eles mereceram estas conquistas .
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R.N- Pensa continuar a treinar este grupo que subiu de divisão, ou tem outros projectos para a nova temporada, se sim quais são?

P.B- Não vou treinar este grupo nem vou treinar no AC Marinhense este ano pelo menos. Tive o convite da parte da direcção para ir treinar os juvenis para o campeonato nacional, iria dedicar-me de corpo e alma ao grupo e iria fazer uma boa campanha porque têm uma boa equipa e com reforços que se pudessem ir buscar. Mas foi um fechar de um ciclo de três anos,  agora vão ter outro treinador outros métodos faz-lhes bem , eu para o ano com esta equipa seria um sério candidato á subida novamente, disso não tenho duvidas estes jogadores estão preparados para mais conquistas e sempre lutar pela vitória não se refugiando no que vai acontecer é uma equipa de ataque mesmo que algum jogador influente saia . Quanto a outros projectos por enquanto não vou falar em nada,  até pode ser que fique sem treinar e agarrar-me a minha profissão com mais afinco. O bichinho do futebol está sempre presente e não vou estar muito tempo sem treinar desde que me queiram, claro.
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R.N- Até onde quer ir o treinador Paulo Brites no futebol, prefere continuar na formação de jovens jogadores, ou pensa vir a treinar escalões seniores?

P.B- Não foi por esta época que eu vou ser diferente, claro que me dá mais visibilidade mas não estou agarrado a isso. Sei a minha vida,  tive a uns anos convite para ir com um treinador para a Arábia Saudita, porém devido ao trabalho não aceitei, mas agora o pensamento é outro, mas não estou obcecado em ser um treinador de topo, penso como em tudo na minha vida, o que tenho tem sido conquistado e é á minha custa com muita dedicação sem favores de ninguém, é assim que tenho educado os meus dois filhos, e são um exemplo de humildade e se assim não for não se conquista nada, a vaidade e a arrogância não leva a lado nenhum. Tenho um desejo que espero concretizar, ser treinador do meu filho, Marco, daqui a 3/ 4 anos podendo assim ser um orgulho ter treinado os meus dois filhos. Quanto a treinar seniores,  penso que estou preparado, nunca treinei seniores mas devido á minha experiencia de jogador profissional durante 15 anos e conhecimentos que vou adquirindo um dia pode surgir,  mas vai ser uma coisa natural não vou andar obcecado por isso quando acontecer um convite estou cá para analisar e ver se é um bom projecto. A todas as pessoas que têm carinho por mim e a todos os que foram meus jogadores e um dia poderão ser outra vez, um muito obrigado por me ajudarem a crescer como treinador. Grande abraço a todos.

Joaquim José Paparrola - Região da Nazaré

quinta-feira, agosto 20, 2009

"Jogar no pelado já não motiva ninguém"

Região da Nazaré - Que balanço faz da sua equipa em relação à época que terminou ?
Paulo Ganau - Olhando para a classificação não foi positivo, mas quem esteve por dentro sabe os factores que levaram a essa má classificação. Começamos a época com duas derrotas, mas na 10ªjornada éramos 3º e depois foram azares atrás de azares com lesões que nos privaram de jogadores importantes até ao fim da época e chegamos a ter jogos com 12 disponíveis e isso fez se ressentir na equipa. Mas valor existia tanto que vencemos o 1º e 3º classificados antes de surgirem tantos azares.
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R.N- A Biblioteca tem condições para voltar à divisão de honra?
P.G- A única condição que nos falta é um campo digno para disputar essa divisão. Não é fácil cativar jogadores para praticar futebol no campo do Valado, é desmotivante treinar neste pelado. Para quem não sabe em 2005 quando subimos à honra foi nos dito que iríamos ter um campo condizente mas estivemos lá três anos e tudo continua na mesma. Quando esse campo existir a Biblioteca tem todas as condições para disputar essa divisão.
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R.N- Quais os projectos para a nova temporada?
P.G- Sim. Se não tivermos os azares da época findada e com alguns reforços vamos lutar pelos primeiros lugares e eu vejo isso nos jogadores que cá ficam que querem demonstrar que a época passada foi um percalço e vão demonstrar todo o valor que possuem. As pessoas que trabalham para que haja futebol, merecem esse esforço da nossa parte.

Joaquim José Paparrola (www.regiaodanazare.com)

quarta-feira, agosto 19, 2009

"Espero dar mais alegrias aos sócios do CD Pataiense"

Região da Nazaré - Que balanço faz da sua equipa na temporada que terminou à pouco?
Walter Estrela -sinceramente esperava muito mais e toda a responsabilidade da época é minha. Não nos podemos esquecer que tínhamos uma equipa extremamente jovem e sem muita experiencia nesta divisão e com estas equipas não e fácil...contratamos dois jogadores de qualidade e experiencia (Zeca e Chanoca) e mais meia dúzia de jovens que eram ex. Juniores (Pedro, Alex, Baxana,Tan, Cláudio e Vítor) alem de recuperarmos o Tavares que esteve dois anos sem jogar. Em contrapartida perdemos vários jogadores que davam qualidade e experiencia (Emanuel, Pedro Rosa, Dário, Nélinho,Pedro JJ, Leandro) que eram só todos titulares. Lançámos também alguns jovens dos juniores, em especial o Diogo que fez vários jogos e muito boas exibições. Apesar de todas as razões apontadas podíamos e deveríamos fazer mais e melhor, já que alguns jogadores não estiveram no melhor rendimento ao longo da época. Com tudo isto digo que o cego não é aquele que não vê mas aquele que não quer ver...
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R.N- Como encontrou o CD Pataiense a nível organizativo, e quais as lacunas do mesmo?
W.E- É claro que estes clubes têm muitas lacunas, mas não foi por isso que a nossa prestação foi menos conseguida, pois nada nos faltou...a nível organizativo temos que trabalhar mais em grupo e não tão isoladamente como no passado. Temos que ser mais fortes em termos de blindagem de balneário não só da parte dos directores mas também da parte dos jogadores. As "pedras" têm que estar melhor arrumadas para não existir qualquer tipo de dúvida em relação a nada. Neste capítulo penso que podemos estar no bom caminho.Uma das maiores lacunas do C.D.Pataiense é o facto de todos os escalões utilizarem o mesmo campo. Faz-se das tripas coração para que tudo bata certo e às vezes é muito difícil.
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R.N- Quais os projectos para a nova temporada?
W.E-Na próxima temporada vamos tentar, e repito tentar ser mais fortes quer a nível individual quer a nível colectivo. Espero poder dar mais alegrias aos sócios e simpatizantes do Pataias, mas para isso há que ser mais responsável, ambicioso e ter um espírito de sacrifício fora do vulgar para podermos atingir objectivos mais altos e classificações mais agradáveis para todos

Joaquim José Paparrola (www.regiaodanazare.com)

sexta-feira, julho 24, 2009

" Entramos sempre em campo com os olhos postos na vitória"


Gonçalo Raimundo, técnico do GC Alcobaça em entrevista ao REGIÃO DA NAZARÉ

RN - Na sua opinião o que faltou para o Ginásio conseguir a subida de divisão?
GR - Desde o primeiro minuto desta época ninguém da parte do Ginásio Clube de Alcobaça, onde a equipa técnica se inclui assumiu uma candidatura a subir de divisão, por alguns aspectos fundamentais que nos levaram a não assumir mais do que lutar em cada jogo pelos três pontos. Muitos clubes desceram infelizmente para o futebol do distrito, o que tornou a divisão de Honra na mais equilibrada de sempre até ao momento. Variadas equipas com maior estrutura, e poder financeiro, assumiram a candidatura há subida de divisão. Uma transição da época passada no clube onde até á sexta Assembleia do clube não se conseguiu encontrar uma direcção. Desse modo, só muito tarde o clube conseguiu encontrar liderança para a passada temporada. Quando a nova direcção assumiu funções muitos clubes tinham começado a nova época. Pouco tempo para definir as estratégias para a nova época. Alguns atletas do clube e possíveis aquisições estavam comprometidos. Por isso um plantel reduzido e feito em muito pouco tempo. Mas uma palavra de apreço para os atletas e restante estrutura que esperou pelo bom desfecho em relação á estrutura directiva que neste momento dirige o clube. Por estes aspectos penso que o Ginásio Clube de Alcobaça dentro da realidade que neste momento á no clube, fez um grande campeonato, ficando a três pontos do campeão Portomosense que foi um justo vencedor, pois quem mais pontos fazem é sempre quem fica mais a cima. A nossa época começou desse modo muito mal, com resultados negativos e depois só com o empenho, dedicação e valor de todos conseguimos, reverter os resultados de forma a conseguir terminar a época em segundo lugar. Sendo o jogo decisivo em relação às contas do campeonato perto do final em que não fomos felizes perante o Portomosense e de possível liderança ficamos com as contas praticamente arrumadas em relação ao campeonato, onde demonstramos sempre que tínhamos valor para ganhar a qualquer adversário.
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RN - Como viu a competitividade deste campeonato, foi forte ou fraco?
GR - O campeonato foi muito competitivo, como toda a gente esperava, mas por aquilo que aconteceu, consegue-se analisar que tirando o Portomosense que andou sempre um pouco mais acima e a Ilha que andou sempre mais por baixo, o campeonato foi de um equilíbrio muito grande, muito derivado também de muitas das melhores equipas do futebol distrital se encontrarem na divisão de Honra, uma delas desde logo se destacou, o domínio não foi nota dominante, pois todas as equipas estavam muito bem apetrechadas em termos de plantéis. Tendo muita qualidade nos mesmos, joga-se melhor futebol e de um forma mais equilibrada.
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R.N- Vai ficar como treinador do Ginásio? Se sim, quais os objectivos para a próxima temporada?
GR - A direcção do Ginásio Clube de Alcobaça convidou a equipa técnica, constituída por mim e pelo Horácio Luís, para renovar contrato, que aceitámos. Os objectivos para a próxima temporada são os de conseguir fazer com que o Ginásio Clube de Alcobaça tenha condições para entrar em todos os jogos com capacidade para ganhar.

Joaquim Paparrola (www.regiaodanazare.com)

domingo, junho 28, 2009

"Falta a grande mística de outros tempos ao clube"

Região da Nazaré - Qual a sua opinião sobre a temporada realizada pelo “Os Nazarenos”?
José Carlos - O balanço a nível desportivo não é positivo, e não é, porque nós entendemos que estavam reunidas todas as condições para que pudéssemos fazer melhor. Claro está que isto vem no contexto do que o clube (equipa) fez no ano anterior, os jogadores estavam conscientes nalguma expectativa que teriam de igualar ou fazer melhor que a época transacta e isso foi fatal. Podem-me dizer tudo e mais alguma coisa, não me digam é que nessa temporada “Os Nazarenos” ganharam algo, o clube ficou em segundo lugar mas nada ganhou, esta é a grande realidade. Quando entrámos para este campeonato com objectivos exclusivamente traçados por mim, quando dizem que “Os Nazarenos”, podiam ter feito uma temporada melhor que a passada, perfeitamente de acordo com todas essas opiniões, mas em relação a uma possível subida de divisão que fique bem esclarecido que a direcção do GDN nada me exigiu a não ser empenho e trabalho que são os meus principais ingredientes, e foi nitidamente por esses factores que tentámos levar a cabo um trabalho sério. È óbvio que não tendo corrido da forma que mais desejávamos e dentro daquilo que nós perspectivávamos e dentro de muitos problemas que nós tivemos ao longo do ano, no meu ponto de vista não foi um trabalho tão negativo assim. As pessoas têm todo o direito de dizer que “Os Nazarenos” derivado ao historial e estatuto que possuem, poderiam de uma certa forma querer fazer mais, mas nunca coisa estou certo, em cem por cento á noventa e tal pessoas estão perfeitamente de acordo com aquilo que vou dizer, “Os Nazarenos” não têm a mística que tiveram noutros tempos. E foi essa mesma mística que tentei introduzir logo no inicio, mas que não foi recebida de imediato pelo plantel. Quero salientar também que este campeonato foi o mais competitivo dos últimos anos, senão vejamos: o Pataiense onde eu estive até a quatro jornadas do fim na época transacta ficou em 4º lugar, nesta temporada ainda mais reforçado lutou para não descer de divisão. O Guiense que tinha sido 3º classificado lutou também para não descer nesta época .
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R.N -Sendo um treinador de fora, como sentiu a mentalidade nazarena e o seu balneário?
J.C- Há duas vertentes no meu entender que fizeram com que a nossa equipa não pudesse superar as expectativas que foram tiradas em redor delas. 1ª Situação: A filosofia que estava implantada, que é completamente diferente da minha, ou seja, a equipa tinha processos que no meu entender não eram os mais indicados para o grupo que tinham não quero com isto dizer que não tenham feito um belíssimo campeonato na temporada anterior á minha chegada. A outra vertente tem nitidamente a ver com a pessoa que estava (treinador) e com a pessoa que veio (eu), as identidades são completamente diferentes. Nas palavras dos jogadores e eles são soberanos, comigo “Os Nazarenos” ganharam disciplina organização e rigor, três ingredientes que complementam e unem um grupo de trabalho, algo que o grupo não tinha. Não sou cobarde, não me escondo nem invento desculpas, por não ter conseguido atingir aquilo que eu programei para a temporada darei sempre a cara nos bons e maus momentos. Tenho a certeza que para “Os Nazarenos” o ideal é ser um treinador de fora, quer seja eu ou não, pois no inicio da época foi complicado já que tive de eliminar muitos vícios que estavam implantados no balneário e em nada abonam este clube, foi como um vírus que invade um programa e que deve ser tratado o quanto antes para não dignificar o sistema, admito que foi difícil, pois para tudo na vida é preciso tempo mas consegui eliminar os mesmos. Quais os vícios? De momento fica só para quem os exterminou “eu”.
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R.N- Vai continuar no comando técnico dos seniores do Nazarenos?
J.C- Fui convidado para continuar a ser o treinador, pelo Carlos Delgado que vai apresentar uma lista às eleições do clube. Se ele vencer terei o maior prazer em dar continuidade a um projecto que o mesmo sabe qual é Para terminar esta entrevista gostaria de agradecer e dizer que foi e espero que continue a ser um orgulho enorme em ser o treinador deste grande clube. Uma palavra de agradecimento aos meus colaboradores, pela disponibilidade.

Joaquim José Paparrola (www.regiaodanazare.com)

sábado, agosto 30, 2008

" Falhámos todos e eu em primeiro lugar"

Região da Nazaré - Custou muito a digerir a descida de divisão do ginásio depois de um campeonato bem positivo?
Gonçalo Raimundo -Custou e ainda custa muito digerir uma situação em que toda a gente teve a noção que nunca aconteceria se não fosse existir uma segunda fase onde ninguém sabia ao certo as regras que foram várias vezes alteradas durante e as seis jornadas finais e com critérios perfeitamente incompreensíveis numa prova que se diz de regularidade. O Ginásio Clube de Alcobaça fez uma primeira fase muito boa atendendo ao facto de termos 14 clubes e só os seis primeiros se conseguirem ver livres da despromoção automaticamente, pois jogavam para subir em 10 jornadas e os últimos 8 dividiam-se em duas sub séries de quatro jogaram entre si e desses quatro em cada sub-séries, duas desciam automaticamente, só o primeiro e o segundo se mantinham, apuravam-se 12 equipas onde os pontos realizados na 1ª fase não contariam para nada. O que aconteceu foi que conseguimos fazer 39 pontos e um sexto lugar, com algumas percas de jogadores importantes no plantel, tivemos de nos desenrascar na fase seguinte com alguns atletas juniores, o que culminou nesta situação.

R.N- o que falhou para que a tua equipa não conseguisse a manutenção na III Divisão?
G.R- Falhámos todos, eu em primeiro lugar, nunca fujo ás minhas responsabilidades, o resto da equipa técnica, direcção, atletas e corpo técnico, não colocámos tudo o que deveríamos ter colocado ao serviço e em prol de um clube com largos pergaminhos no futebol, distrital e nacional. A maior parte destes jogadores bem sabe o que nos custou para nos mantermos três anos consecutivos na III divisão nacional.
R.N - Como vês o actual estado do clube, e o facto de ter andado um pouco à deriva a nível directivo?
G.R – Acho que cada vez mais estas situações vão acontecer em clubes e associações onde não à profissionais, todos temos que dar um pouco de nós a estas de forma a que se possa avançar, e o G.C Alcobaça não é excepção. Depois de longos anos na direcção o Armando Bragança resolveu parar para descansar e tiveram que se alertar as forças vivas da terra para o facto de o clube continuar o seu caminho, como decerto se irá proporcionar.

R.N - Pensas continuar como treinador da equipa sénior do Ginásio, ou tens outras propostas em mente?
G.R - Neste momento posso confirmar que tanto eu como o Horácio Luís vamos continuar como treinadores da equipa sénior do Ginásio. Depois do impasse directivo fomos convidados a permanecer no clube, o qual aceitámos de bom grado e com sentido de responsabilidades de forma a continuar o trabalho que vem sendo realizado de algum tempo a esta parte: Sabendo das dificuldades económicas do país e do clube em particular, sabemos que muitas atletas não vão aceitar os subsídios (prémios), mas decerto que conseguiremos com a ajuda de todos arranjar um plantel que dignifique a cidade, e que lute pela vitória em todas as partidas. Se me é permitido gostaria mais uma vez de agradecer ao jornal Região da Nazaré a oportunidade dada para expressar as opiniões pedidas, estando sempre disponível para tal quando solicitado

Joaquim José Paparrola (www.regiaodanazare.com)

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