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quarta-feira, setembro 10, 2008

Dia 17 de Setembro Ansião defronta Peniche na Supertaça

O Clube Caçadores de Ansião (CCA) defronta o Peniche no próximo dia 17 de Setembro para encontrar o vencedor da Supertaça Distrital de Leiria, referente à última época. Apesar de viverem actualmente experiências competitivas diferentes, o CC Ansião quer fazer uma gracinha... O CCA têm-se afirmado nos últimos anos no panorama futebolístico distrital, nomeadamente na disputa de troféus importantes. Ganhou a Taça Distrital há dois anos e foi finalista vencido na última época. Pelo meio obteve ainda a façanha de passar a primeira eliminatória da Taça de Portugal, derrotando o 'nacional' Sp. Pombal. Agora é a vez de disputar a Supertaça referente à última época. Pela frente terá o Peniche, equipa que passeou classe na efémera passagem pelos distritais, arrebatando campeonato e taça e derrotando os ansianenses nos três jogos que disputaram.Mas esta diferença de poderio não amedronta Ricardo Silva, jovem treinador dos ansianenses. "O CC Ansião orgulha-se de participar neste tipo de jogos, que dão troféus e ultimamente temos disputado vários. Sabemos da diferença de valores entre as equipas, mas no futebol não há vencedores antecipados", refere. Apesar de achar o Peniche "ainda mais forte que na última época", o treinador diz que "o CC Ansião encarará o jogo de forma bastante séria e "bastará uma pontinha de sorte para poderemos surpreender". Sobre o adversário deste jogo, Ricardo Silva diz mesmo que será um dos candidatos à subida à II.ª Divisão. Para já, entrou no campeonato em grande estilo
Jornal Horizonte

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Estendam a passadeira

Peniche 2-Nazarenos 0
Campo Municipal de Peniche
Árbitro: João Mendes (AF.Leiria)

GD Peniche: João Miguel; Ferreira, Laranja, Silvestre e Emanuel; Paulinho (Rui João, aos 74m), Paulo Neves e Vasco; Márcio (Baba, aos 85m), Ruben e Silva (Marinho, aos 68m).
Suplentes não utilizados: Hélio, Magnuson, Diogo e Vando.
Treinador: Bastos Lopes.
GD «Os Nazarenos»: João Carlos; Vidinha, Hilário, Álvaro e Rui Codinha; Fabinho, Cláudio Mafra e Mendes (Tiago Viana, aos 82m); Nuno Robalo, Cristiano (Zezinho, aos 74m) e Pedro Morais (Hugo, aos 82m).
Suplentes não utilizados: Pistolas, Nelson Dias, Ivo e Emanuel.
Treinador: Joaquim Trindade

Ao intervalo: 1-0
Marcadores: 1-0 por Márcio, aos 32m; 2-0 por Laranja, aos 78m.
Acção disciplinar: amarelos para Paulo Neves (21m), Ruben (23m), Hilário (32m) e Mendes (63m).

Ora, façam o favor de estender a passadeira que o líder quer o “Óscar” da subida de divisão. E este conjunto pretende não só esse objectivo mas, claramente, caminha para outro sonho: atingir uma pontuação record em campeonatos distritais. E é caso para dizer que ninguém pára o Peniche. Num jogo disputado sobre forte intempérie e num relvado que, com o decorrer do tempo, foi ficando muito escorregadio, os três pontos sorriram aos locais com todo o mérito, com a equipa a mostrar capacidade e vontade para superar qualquer dificuldade. Durante os 90 minutos, o Nazarenos esteve aquém de produzir uma exibição consistente, enquanto que a turma da casa apresentou um belo futebol, tapou bem os caminhos para a sua baliza e polvilhou tudo com dois golos.Os locais entraram bem na partida, dominando a toda a largura do terreno revelando atitude, capacidade física e sobretudo alma e futebol. Minuto 8, é Márcio que recebe de Ruben, foge aos centrais mas remata ao lado e, ao minuto 10, é Vasco que vê os centrais negarem-lhe um golo que parecia certo. Uma entrada dominadora que baralhou os visitantes que só aos 14 minutos chegam à área de João Miguel, num livre de fraca execução. Era uma fase mais equilibrada e com melhor reacção forasteira, embora tímida e desajeitada, e nem o lance mais perigoso ao minuto 31 conseguiram quebrar a tarde tranquila de João Miguel. O cruzamento da direita era bom mas Nuno Robalo cabeceou muito mal. E, dois minutos depois, o inevitável Márcio abriria o activo. Excelente jogada de entendimento entre Ferreira e Vasco, o toque precioso do capitão para o goleador atirar de primeira, sem hipótese para João Carlos. Era o corolário lógico do maior domínio da equipa de Bastos Lopes.Os visitantes reentraram dispostos a alterar o rumo dos acontecimentos e, bem cedo, dão o mote ao desperdiçarem soberana oportunidade aos 46 minutos. O remate de Pedro Morais é forte mas sai ligeiramente ao lado. Parecia que os visitantes iriam obrigar o Peniche a recuar, mas tal não passou de meras intenções e não durou mais de cinco minutos e sem ocasiões de golo flagrantes. Ao contrário, seria o Peniche a reassumir o comando da partida, sendo mesmo uma equipa mais forte que na 1ª parte, libertando-se mais no terreno, ganhando confiança e procurando outro golo. O Nazarenos não conseguia responder e num instante perdeu todas as esperanças de sair de Peniche com um resultado positivo. Estávamos à passagem do minuto 68, quando Laranja cabeceia para o 2-0, após a marcação de um canto. E se as coisas já estavam difíceis, a partir daí o campo inclinou por definitivo, com o Peniche a controlar totalmente a partida. O resultado do encontro espelha o futebol apresentado por ambos. Os visitantes, com momentos de boa reacção, foram incapazes de contrariar um Peniche que se apresentou forte e a mostrar todo o perfume do seu futebol, consciente que a passadeira estará agora estendida rumo à subida de divisão.Arbitragem segura tecnicamente, mas pouco criteriosa disciplinarmente.

José Monteiro, Peniche Online - Desporto

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Ansianenses só não resistiram aos pormenores

Ansião 1 - GD Peniche 3

Jogo no Campo da Mata em Ansião
Arbitragem: Ricardo Martinho

CC ANSIÃO: Marco; Poquinha, Samuel (cap.), Rogério Fazenda e Edu; Telmo, Palhais e Pernadas (Bispo, 81’); João Pedro (Ruizito, 58’), Robson (Bajedas, 69’) e Aguiar.
TR: RICARDO SILVA
Não utilizados: Pierre, Linas, Jorge Fazenda e Pedro Neves.

GD PENICHE: João Miguel; João Ferreira, Laranja, Nhau e Rui João (Baba, 74’); Silvestre, Vasco (cap.) e Paulo Neves (Silva, 64’); Emanuel, Ruben e Márcio (Paulinho, 90’+2’).
TR: BASTOS LOPES
Não utilizados: Hélio, Magnusson, Diogo e Mário.

Golos: 0-1, Vasco (33’); 1-1, Aguiar (43’); 1-2, Laranja (88’); 1-3, Ruben (90’+4’).
Disciplina: Cartão amarelo a Samuel (90’+2’) e Poquinha (90’+4’); Ruben (9’), Rui João (34’), Vasco (49’), Silvestre (64’), Nhau (71’), Silva (77’), João Ferreira (79’) e Márcio (80').
O Grupo Desportivo de Peniche passou incólume pelo concelho de Ansião, e depois da vitória da passada semana em Avelar, desta feita voltou a somar os três pontos em Ansião. Uma vitória tão importante quanto difícil, pois pela frente o Peniche encontrou uma equipa abnegada, que controlou quase todos os seus pontos fortes. Faltaram as bolas paradas e foi dessa forma que o Peniche voltou a sorrir, conquistando a vitória já à beirinha do fim. Mas já lá vamos... Primeiro convém abordar alguma da história de um jogo bem vivo.Quando logo aos 6 minutos Emanuel fez a bola esbarrar na trave dos ansianenses, na sequência de canto e depois vários defensores do Ansião evitaram o golo inaugural, oferecendo repetidamente o corpo à bola, pensava-se que seria esse o cariz do jogo: o Peniche a massacrar e o Ansião a defender-se como podia. Puro engano! Este lance foi registo único dos penichenses na primeira meia hora. Do outro lado ainda menos... O primeiro remate dos ansianenses teve a assinatura do brasileiro Robson quando o relógio já passava dos 20 minutos.De facto o jogo foi muito fechado e Peniche nunca conseguiu praticar o seu futebol habitual, primeiro porque não se adaptou às exíguas dimensões do campo, depois porque Ricardo Silva tinha a lição bem estudada e tentou secar os municiadores do goleador Márcio, que pouca bola teve nos pés. Telmo lutava com Silvestre, Palhais era a sombra do influente Ruben e Márcio, esse, esbarrava em Rogério Fazenda.Sobravam, para resolver os problemas do Peniche, as bolas paradas ou algum rasgo individual. No entanto aos 33 minutos o capitão Vasco abria o activo, concluindo excelente centro largo de João Ferreira, com um cabeceamento pouco ortodoxo, mas altamente eficaz.Respondia o Ansião e dez minutos volvidos surgia o empate. Aguiar, muito lesto, aproveita ressalto à entrada da área e desfere remate rasteiro e colocado. O resultado ao intervalo era justo.Na segunda parte o Peniche voltou a entrar bem, mas Márcio, talvez na única oportunidade que teve, rematou à trave após centro de Paulo Neves.O jogo passou depois por um período incaracterístico, com a bola a não ser muito bem tratada e os jogadores a entrarem em despiques demasiado estéreis. O Peniche parecia intranquilo e o Ansião começava a acreditar cada vez mais na conquista do ponto. Aguiar, do meio da rua, testou a atenção de João num livre directo, mas pouco mais houve em termos atacantes, apesar das entradas dos irreverentes Ruizito e Bispo.Do outro lado a ordem era para o jogo directo, mas a defensiva ansianense impunha-se nas calmas. Até que já quase no final do tempo regulamentar os pormenores voltaram a fazer a diferença. Dois lances de bola parada, dois golos para o Peniche. Primeiro é o central Laranja a aparecer solto ao segundo poste e cabecear com êxito na sequência de canto. Depois Ruben, a fechar com chave de ouro, na transformação de um livre directo.Em suma, vitória certa de um Peniche que soube sofrer, perante um CC Ansião que deu brilhante réplica e a quem “só” faltou mais agressividade no último terço do terreno.A arbitragem de Ricardo Martinho foi muito contestada por ambos os lados, sobretudo no aspecto disciplinar. Sem lances difíceis de índice técnico para resolver o árbitro tentou ao máximo evitar recorrer ao cartão, o que gerou alguma contestação, levando a que a maioria dos cartões fossem exibidos por palavras. Fora pequenos detalhes, o seu trabalho foi positivo.

domingo, janeiro 20, 2008

Muito Peniche para pouco Avelarense

Avelarense 1 - GD Peniche 5 Parque de Jogos Manuel Antunes Pintassilgo, Avelar
Arbitragem: Márcio Ferreira, auxiliado por Nuno Rodrigues e Cristiano Pereira
AC AVELARENSE: João Pedro; Estarola, Tiago Sardinha, Eduardo (Tito, 49’) e Laranjas (Pedro Ferreira, 52’); Luís Borges (Paulo António, 68’), Neto e Pedro Almeida; Luís Silveiro, Rafael e Pedro Jacob (cap.).
TR: FERNANDO SILVA
Não utilizados: Michael, Flávio, Sérgio e Pedro Moreira.

GD PENICHE: Hélio; João Ferreira (Magnusson, 75’), Laranja, Nhau e Rui João; Paulo Neves (cap.), Silvestre e Elísio; Emanuel (Valter, 81’), Bábá e Ruben (Paulinho, 77’).
TR: BASTOS LOPES
Não utilizados: João Miguel, Márcio, Vasco e Diogo.
Disciplina: Amarelos a Eduardo (8’) e Tito (62’); Ruben (43’), Elísio (45’) e Laranja (84’).Golos: 0-1, Emanuel (11’); 1-1, Pedro Jacob (20’); 1-2, Ruben (33’); 1-3, Ruben (35’); 1-4, Paulo Neves (59’) e 1-5, Paulo Neves (75’).
O GD Peniche voltou às vitórias, depois de um tropeção na última jornada. E que melhor do que um Avelarense em crise, para um Peniche ávido de mostrar que o Guiense foi um mero acidente de percurso?A equipa de Bastos Lopes voltou a mostrar um futebol dinâmico, envolvente e por vezes demasiado cruel frente a um Avelarense que deu boa réplica no início mas foi baixando de produção ao ritmo dos golos adversários.Um Peniche que nem precisou de utilizar o seu goleador Márcio, que assistiu do banco de suplentes à construção de uma goleada onde sobressaíram Ruben e Paulo Neves, ambos a bisarem no encontro.O primeiro a facturar foi Emanuel, à passagem dos 11 minutos através de um livre directo frontal, marcado de forma irrepreensível. Golo que “feriu” os avelarenses que davam boa réplica e também atacavam. Prova disso, aos 20 minutos surge a igualdade com Pedro Jacob a cabecear na pequena área para o fundo das redes, um centro magnífico de Estarola. Galvanizados, os avelarenses cresciam. Ao minuto 24 oportunidade clamorosa para Pedro Jacob bisar, mas este preferiu rematar de pronto, em vez de entrar mais na área. A bola, essa, passou a centímetros da trave.No minuto 33 o Peniche volta à vantagem e novamente em lance de bola parada. Ruben bate livre lateral de muito longe e coloca a bola no ângulo da baliza de João Pedro, com culpas no lance, apesar das dificuldades causadas pelo sol...Escassos momentos depois o 3-1. Defesa avelarense completamente parada a pedir fora de jogo a Elísio, e o veloz ala a arrancar para a baliza e a oferecer o golo a Ruben, que só teve de encostar. Dois golos num curto período que abalaram as esperanças dos da casa.Na segunda parte acentuaram-se as diferenças entre as equipas, nomeadamente a nível físico. Este facto aliado às alterações dos da casa, a apostar tudo no ataque, trouxe muitos espaços para o Peniche, que geriu a posse de bola como quis. Depois de Nhau ter ameaçado na sequência de livre, Paulo Neves surge solto na área e aumenta para 4-1. O mesmo jogador fecharia a contagem num disparo indefensável de fora da área. Pelo meio uma oportunidade para o Avelarense com Neto a proporcionar bom golpe de rins a Hélio.Até final uma chance para cada lado. Jacob bem colocado dispara por cima e Paulinho, recém entrado estoira de fora da área à trave.O resultado é totalmente justo e premeia uma equipa com futebol para outras andanças. Joga a toda a largura do terreno, tem elementos acima da média e trabalha bem as bolas paradas. O Avelarense vai disfarçando as suas limitações com muita entrega, mas isso não está a chegar nesta divisão...Trabalho regular de Márcio Ferreira e seus pares, que tiveram a tarefa facilitada pela postura correcta de ambas as equipas. Alguns equívocos em pequenas faltas, mas no geral não houve lances de grande polémica.
Jornal Horizonte

domingo, novembro 25, 2007

Erro fatal dá vitória ao líder

Beneditense 0 - G.D.Peniche 1
Parque de Jogos Fonte da Senhora, na Benedita
Árbitro: Carlos Amado, de Leiria
Assistentes: Ricardo Morgado e Artur Louceiro
Beneditense - Paulo; Penas (Paciência, aos 74m), Costinha, Max e José Manuel (Rodrigo, aos 45m); Batuto, Gonzaga e Dário; Batuto, Gonzaga e Dário; Nelson, Simões e Bruno Silva (João Silva, aos 45m)
Suplentes não utilizados: Bruno, Asdrúbal, Gonçalo e Serrazina
Treinador: Mauro

Peniche - Hélio; Ferreira, Laranja, Ricardo Viola e Rui João; Silvestre, Baba (Paulinho, aos 65m) e Vasco (Paulo Neves, aos 90m); Márcio (Silva, aos 78m), Ruben e Emanuel
Suplentes não utilizados: João Miguel, Magnusson, Diogo e Valter
Treinador: Bastos Lopes
Ao intervalo: 0-0
Golos: 0-1 por Ruben, aos 69m
Acção disciplinar: amarelos para Batuto (23m), José Manuel (27m), Rui João (40m), Nelson (57m), Max (60m), Vasco(89m) e Silva (90m). Cartão vermelho para Paciência (85m)
O equilíbrio foi a nota predominante deste derby do distrito. Os homens de Bastos Lopes estiveram melhor na primeira parte mas acabam por obter o prémio já no período complementar. Os locais, mal na primeira parte e muito melhor na segunda cometeram um erro que lhes seria fatal. ao minuto 69. E aí, pode dizer-se que os deuses da fortuna nada quiseram com a equipa local mas também não deixaram de evidenciar alguma ansiedade e muito atabalhoamento na construção de jogo. O Peniche com mais serenidade, maior maturidade e bom entrosamento entre sectores mostrou os “galões” de líder, adaptando-se bem à dificuldade do jogo e sabendo torneá-la. Com muitas cautelas de ambos os lados, foi preciso esperar pelo minuto 8 para encontrarmos a 1ª situação de algum perigo, na sequência de um pontapé de canto a favor do Peniche, com a bola a bater no poste. E com o jogo adormecido a meio campo, o despertar só voltaria a soar, ao minuto 24. Ruben teve ensejo para adiantar a sua equipa mas, perante Paulo, atirou muito por cima da baliza. Com um jogo muito incaracterístico e lento a meio campo, os locais não conseguiam criar verdadeiras situações de perigo, excepção feita aos últimos dez minutos. Aí a equipa de Mauro soltou-se mais e, em dois minutos, poderia ter chegado ao golo. Ao minuto 39, ninguém aparece a cabecear após um canto e, ao minuto 41, é Laranja quem evita que a bola tenha a melhor direcção. Desta forma, as equipas recolhem aos balneários em branco, com ambos os técnicos a precisar de dar outra dinâmica ao futebol dos seus conjuntos, tão incaracterístico que foi nestes 45 minutos.Com as alterações efectuadas pelo técnico Mauro, o Beneditense veio com mais dinamismo mas, apesar do domínio ser mais intenso, faltava alguma clarividência na zona de finalização. E aqui as razões podem distribuir-se, umas vezes pela “azelhice”na tentativa de querer fazer bem e depressa, outras pelo azar e ainda outras pelo bom desempenho da defensiva visitante. Aceitando essa maior pressão, os penichenses controlavam as operações, espreitando, sempre que possível, explorar os espaços vazios. Para os locais, ia desaparecendo a lucidez, sobrando o atabalhoamento junto da baliza contrária e, por arrastamento, o golo sofrido numa altura em que talvez não fosse previsível. Perda de bola a meio campo, recuperação de Ruben que, mais lesto e dotado de bons argumentos físicos e técnicos, arrancou pelo flanco direito e, de ângulo difícil, remata forte sem hipóteses para Paulo. O Beneditense reagiu bem e, num pressing final, dispõe de oportunidades para o empate. Aos 81m, João Simões falha a emenda de cabeça e a mais flagrante surge ao minuto 84, em que no meio da confusão da área penichense, a bola caprichosamente não entra. Falava então mais o coração que a razão e a essa descoordenação juntavam-se alguns erros de arbitragem que enervavam os locais. Com a expulsão de Paciência e com os passes a continuarem a não sair nas melhores condições, o Peniche soube segurar a vitória, contando não só com a sorte mas sobretudo com a serenidade, a maturidade, o entrosamento e, obviamente, alguma astúcia. Argumentos que o adversário não pôde ou não soube explorar.Arbitragem de fraca qualidade, quer disciplinar quer tecnicamente, com mais prejuízo para os locais.
José Monteiro (O Derbie)

quarta-feira, novembro 14, 2007

Pataiense regressa às vitórias...

Jogo disputado no Campo da Floresta
Árbitro: Hugo Pires (AFLeiria)
CDPataiense: Celsp, Telmo, Pedro Rosa, Kikó, Gonçalo (Celso, 42´), Mesquita (Gattuso, 47´), Serrão, Leandro (João Orfão, 90´), Nascimento (cap.), João Costa e Bertolino.
Suplentes não utilizados: Rui, Sandro, Osvaldo e Igor.
Treinador: José Carlos
GDPeniche: Hélio, João Ferreira, Laranja (Vasco, 45´), Nhau, Rui João (Silvestre, 75´) Emanuel, Paulo Neves, Paulinho, Márcio, Ruben e Silva (Baba, 60´).
Suplentes não utilizados: João Miguel, Magnuson, Bruno Costa, Vando.
Treinador: Alberto Lopes
Ao intervalo: 1-0
Golos: 1-0 Bertolino; 2-0 Bertolino e 2-1 Telmo (p.b)
Acção Disciplinar: Cartão Amarelo – Ruben (11´), Leandro (14´), Kikó (51´), Rui João (65´), Serrão (68´) e João Costa (71´).

Previa-se um jogo complicado para a equipa da casa, visto que, iria defrontar o líder Peniche, mas tal não se confirmou e a surpresa aconteceu, com a equipa visitante, a sofrer a primeira derrota no campeonato. No primeiro tempo, o jogo foi equilibrado e muito bem disputado no meio campo. Ambas as equipas beneficiaram de oportunidades para abrir o activo, mas o esférico “teimava” em não entrar. À passagem da meia hora, Bertolino inaugurou o marcador e colocou a sua equipa em vantagem. Após o golo, o Peniche tentou responder imprimindo mais velocidade ao jogo e criando mais perigo mas, dada a consistência defensiva da equipa da casa, só conseguiu chegar à baliza adversária por intermédio de livres, cantos e algumas jogadas individuais. Ao minuto 45´, mesmo a terminar o primeiro tempo, Paulinho teve uma soberana oportunidade de igualar a partida pois encontrava-se isolado frente ao Guardião Celso, mas este estava atento e evitou o golo com uma excelente defesa.A equipa da casa iria para o intervalo a ganhar pela margem mínima.
No segundo tempo a equipa do Peniche assumiu as “despesas” do jogo e instalou-se no meio campo adversário obrigando a formação de Zé Carlos a recuar no terreno. Aos minutos 10´ e 13´ o capitão Márcio teve oportunidade de igualar o marcador e aos minutos 21´e 34´ Ruben em dois lances de bola parada tentou chegar ao golo, mas sem suceso. Perante esta dificuldade de obter um golo, o técnico Alberto achou por bem fazer 2 alterações na equipa, nomeadamente as entradas de Baba e Vasco que intensificaram as jogadas de ataque e deram mais ritmo ao jogo. Com estas duas alterações a equipa visitante, dava indicações de que a qualquer momento poderia chegar ao golo, porém, denotavam-se falhas na concretização. Apesar de toda esta pressão ofensiva, a formação da casa não descurou os contra-ataques e conseguiu construir boas jogadas e desta forma, incomodar o guardião Hélio. E quando menos se esperava, ao minuto 38´, Bertolino aproveita o ligeiro adiantamento de Hélio e faz um chapéu ao guardião ampliando a vantagem para 2-0. A equipa visitante nem queria acreditar no que estava a acontecer. Já o jogo se encontrava nos descontos, quando depois de uma confusão na área do pataiense a bola bate num defesa e por infelicidade entra na baliza.. Os visitantes não perdiam tempo e entregavam-se de alma e coração na busca do golo da igualdade, mas o pataiense continuava implacável na defensiva, fechando todos os caminhos para a sua baliza e tentando segurar a vantagem até ao apito final de Hugo Pires.
O resultado final seria a vitória do pataiense por duas bolas a uma, embora o desfecho pudesse ser outro. Gostaria de frisar que a equipa da casa encarou o jogo da melhor maneira, mostrando-se muito bem organizada em termos defensivos e foi bastante eficaz . Ao invés a equipa do Peniche foi penalizada pelo facilitismo que demonstrou em algumas jogadas, pelos erros cometidos e pela atitude adoptada, denotava-se que os jogadores estavam bastantes confiantes na sua superioridade. É de salientar as excelentes defesas do guardião Celso, que mostrou estar numa tarde inspirada.
O trio de arbitragem teve uma prestação razoável.

quinta-feira, novembro 01, 2007

Divisão de Honra / Séniores - Jogo em atraso da 1ªJornada

G.D.Peniche 2 (Márcio 2) - C.C.Ansião 0
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Classificação
1º G.D.Peniche - 18 Pontos
2º Nazarenos - 12 Pontos
3º S.C.L.Marrazes - 11 Pontos
4º Beneditense - 10 Pontos
5º Alq. Serra - 10 Pontos
6º Biblioteca- 10 Pontos
7º Avelarense - 9 Pontos
8º Guiense - 9 Pontos
9º Maceirinha - 9 Pontos
10º C.C.Ansião - 8 Pontos
11º Fig. Vinhos - 8 Pontos
12º Pataiense - 6 Pontos
13º Alvaiázere - 6 Pontos
14º Vieirense - 4 Pontos
15º Pedroguense - 2 Pontos
16º Vidreiros - 1 Ponto

segunda-feira, outubro 29, 2007

Vitória com exibição "quanto baste"

Pedroguense 0 - Peniche 2

6ªJornada da Divisão de Honra da A.F.Leiria
Árbitro: Valter Oliveira
Árbitros Auxiliares: Eduardo Ferreira e André Gaspar
RECREIO PEDROGUENSE: Valente; Ricardo Coelho, Paulo Jorge, Miguel, Luís Filipe; Tatá “Capitão”, Tiago, Madeiras, Hélder Vaz, João Texas (Eléctrico, 84’) e Jeta (Godinho, 69’).
Suplentes não utilizados: Samuel; Coelho, Capitão, Osvaldo.
Treinador-Jogador: Miguel

PENICHE: Hélio; Laranja (Diogo, 91’), Nhau, Silvestre, Rui João, Paulo Neves, Paulinho, Silva (Bábá, 86’), Ruben (Hugo, 92’), Emanuel e Márcio
Suplentes não utilizados: João Miguel; Vasco, Bruno Costa e Magnusson.
Treinador: Alberto Bastos Lopes.
Embora sem acelerar muito, entrou melhor a equipa visitante e, à meia hora de jogo já tinha enviado um remate á barra (Márcio aos 25’) e outro ao poste (Paulo neves, 29’).Apenas aos 31’ surgiu o primeiro remate da equipa da casa, ainda assim sem qualquer perigo para a baliza de Hélio.Nesta altura o Pedroguense começava a reagir ao domínio visitante e, aos 39’, Tiago desfere um potente remate junto ao poste da baliza adversária, quando Hélio já pouco poderia fazer. Passados apenas dois minutos, o mesmo Tiago – com uma excelente abertura - descobriu Texas na área adversária, mas este não teve calma para alvejar a baliza contrária e perdeu-se ali a melhor oportunidade da equipa pedroguense.O empate que se registava ao intervalo aceitava-se pelos derradeiros 15 minutos dos pupilos de Miguel e penalizavam o facilitismo da equipa visitante, demasiado confiante na sua superioridade.Com o início da segunda parte, veio o primeiro golo do Peniche, logo no segundo minuto. Márcio, “estacionado” na pequena área adversária concluiu da melhor maneira um centro falhado de Silva que embateu na barra e ressaltou para o oportuno Márcio – o “homem do jogo”.Os pedroguenses pediram fora de jogo que nós – honestamente, dada a colocação da cabine de imprensa a meio-campo – não podemos ajuizar. Mas, ficaram muitas dúvidas.A equipa da casa acusou o golo e os visitantes, mais pressionantes e a preencherem todo o campo, dada a sua maior mobilidade e colocação no terreno fruto – certamente fruto de um “puxão de orelhas” do seu técnico - dominavam por completo. Valente, era, nesta altura, o jogador mais em destaque com um punhado de excelentes defesas.A partir do primeiro quarto de hora o Recreio Pedroguense equilibrou a partida tendo, inclusive exercido algum domínio, sem – no entanto – criarem oportunidades de golo. Aos 60’, surge a melhor jogada da equipa da casa, com uma excelente abertura de Tiago para Texas que vai á linha centra e o mesmo Tiago surge na área, mas não acreditou que o defesa contrário falhasse o corte, perdendo-se, assim, a oportunidade. Contra a corrente o jogo, surge aos 75’ o 0-2. Um golão de Márcio mas, diga-se, também fruto de uma falha de Paulo Jorge, que até estava a fazer um jogo certinho.Até ao final, os visitantes controlaram sempre o jogo, dando a posse de bola à equipa da casa, mas dispondo sempre das melhores oportunidades, ficando a ideia que terá feito uma exibição “qb” – quanto baste.Na equipa da casa, realce para Valente (sem hipótese nos dois golos) e para Tiago. A defesa, com o Treinador-Jogador Miguel fica mais coesa.Nos visitantes, destaque para Silvestre (um senhor na defesa e na forma como sempre soube transpor o jogo para o ataque), Ruben e Márcio, claro.
Muito boa a arbitragem de Valter Oliveira, se bem que tenham ficado dúvidas no primeiro golo…
Carlos Santos (Jornal A Comarca)

domingo, outubro 21, 2007

Sem margem para dúvidas

Estádio do Grupo Desportivo, em Peniche.
Árbitro: Sandro Soares, de Leiria
Assistentes: Rodolfo Deyllot e Nelson Salgueiro
Peniche - Hélio; Ferreira, Laranja, Ricardo Viola e Emanuel; Baba (Silvestre, aos 66m), Paulo Neves (Márcio, aos 77m) e Bruno Costa; Paulinho, Ruben e Silva (Rui João, aos 71m).
Suplentes não utilizados: João Miguel, Vasco, Magnusson e Hugo.
Treinador: Bastos Lopes
Alqueidão da Serra - Domingos; Énio, Norton, Rui Oliveira e Renato (Lamicha, aos 60m); Stroga, Rachida e Nine; Pimenta, Silva e Pauleta (Bruno Sardinha, aos 54m).
Suplentes não utilizados: Ricardo, Spala, Joel e Plim.
Treinador: João Carvalho
Ao intervalo: 4-0
Golos: 1-0 por Paulo Neves, aos 12m; 2-0 por Paulinho, aos 15m; 3-0 por Baba, aos 36m; 4-0 por Paulinho, aos 44m; 4-1 por Pimenta, aos 51m; 5-1 por Márcio, aos 87m.
Acção disciplinar: amarelos para Oliveira (54m), Énio (68m), Silvestre (69m) e Estroga (82m).
Não há dúvida que a “nau penichense” entrou a todo o vapor, baralhando, bem cedo, toda a estratégia da “armada” contrária que, quando tentava a reorganização, já tinha dois “rombos” para remendar. Efectivamente, à passagem dos quinze minutos a equipa de Bastos Lopes já tinha uma vantagem de dois golos. Ao minuto 12, Baba marca o canto e, em lance estudado, Paulo Neves escapa a todos e cabeceia para o golo. Três minutos depois, novo teste e, de novo, nota máxima. Ruben marca o livre e Paulinho a dizer sim à bola e Domingos sem nada poder fazer. Os comandados de João Carvalho tentavam libertar-se desta pressão inicial mas denotavam muita dificuldade em fazê-lo. É verdade que, por alguns minutos, ainda subiram mais no terreno mas também não souberam ou não puderam empurrar o adversário na tentativa de reequilibrar pelo que a preocupação da defensiva local era mínima e Hélio não passava de mero espectador. Não foi por isso de admirar que, a partir da meia-hora, os locais recuperam o ritmo inicial e voltámos a assistir a jogadas bem gizadas que, nem sempre, conheceram o final desejado. Baba que muito tinha porfiado, finalmente chegava ao terceiro golo. Um excelente trabalho de Ruben pela direita, coroado com um excelente golo. Cruzamento perfeito e Baba só teve de dizer “sim” à bola. E a primeira parte só pararia ao quarto golo, apontado por Paulinho, mas não sem que faltassem momentos para ampliar os números. No segundo tempo tudo foi diferente. Ou porque não havia necessidade de continuar a um ritmo tão elevado por parte dos locais, ou porque houve reajustamentos nos visitantes, a segunda parte teve outra história. E diremos que houve os dois condimentos. O primeiro vai para a atitude do Alqueidão que regressou como se nada tivesse acontecido e Pimenta, logo ao minuto 49, atira estrondosamente à barra, falhando o primeiro golo. Mas o prémio desta postura não tardaria e, dois minutos, o mesmo jogador marca mesmo. Boa jogada pela esquerda, passa os centrais e, perante Hélio, apenas teve de escolher o melhor lado. O momento permitiu novo fôlego e ainda criou alguns embaraços à defensiva local que, então, mostrou que também sabe ter cabeça fria e muita serenidade neste sector. Afinal, Bastos Lopes tem, efectivamente, um bom colectivo que mostra boa saúde. De realçar que os visitantes nunca viraram a cara à luta, demonstrando grande garra e estando mais próximos do seu valor no que à segunda parte diz respeito. Só que o golo obtido não passou de um mero acidente para os locais que voltaram não a dominar a partida mas a controlá-la. O encontro estava decidido e o Peniche, mais tranquilo, limitou-se a gerir o tempo e, apesar de uma ou outra oportunidade, apenas ao minuto 87 o marcador voltaria a funcionar. E o prémio seria para o goleador Márcio, entrado minutos antes. Os locais foram convincentes e inteligentes na construção do triunfo frente a um Alqueidão sem grandes soluções de banco, nesta partida, por parte do seu técnico.Boa arbitragem.

quinta-feira, outubro 11, 2007

Grande jogo já mexe...

...Os Nazarenos vs Peniche, é o grande jogo da jornada (4º). Duas equipas com tradições nos nacionais.

Os confrontos históricos entre as duas equipas de vilas pescatórias, oferecem sempre jogos emotivos, com raça e empenho, imagem essa, que retrata as sociedades pescatórias e que se reflectem nestes confrontos que vão para além das quatro linhas e extravassam mar a dentro...

1980-81....---
1981-82....2-1...Os Nazarenos
1982-83....2-0...Os Nazarenos
1983-84....---
1984-85....---
1985-86....---
1986-87....---
1987-88....---
1988-89....---
1989-90....---
1990-91....0-3...Peniche
1991-92....---
1992-93....---
1993-94....---
1994-95....---
1995-96....---
1996-97....---
1997-98....0-2...Peniche
1998-99....---
1999-00....---
2000-01....---
2001-02....---
2002-03....2-3...Peniche
2003-04....---
2004-05....2-4...Peniche
2005-06....---
2006-07....---

No que se refere aos confrontos entre ambas as equipas; nos anos oitenta, dois jogos e duas vitórias para a equipa da Nazaré, era uma época em que Os Nazarenos, davam cartas na 2º Divisão, relativamente ao Peniche, a equipa estava num momento de crise e regressão (descidas e subidas entre 2ºDiv e 3ºDiv.) em relação aos doirados anos setenta, com quase promoções à 1º Divisão.

Apartir dos anos noventa a equipa do Peniche estabiliza na 2ºDivisão com alguma descidas pelo meio até à complicada 3ºDivisão, onde casualmente defronta Os Nazarenos que depois de deixar a 2ºDivisão tem sido um saltimbanco entre 3ºDivisão (equipa fraca) e Distrital (equipa forte).

O resultado está à vista, desde 1982-83 que a equipa caseira não ganha em casa perante o vizinho de terra e mar.

domingo, agosto 26, 2007

Peniche já com bom entrosamento

Estádio do Grupo Desportivo de Peniche
Árbitro: Sérgio Nobre

Peniche: João; Cristóvão, Nhau, Magnuson e Diogo; Valter, Hugo , Paulo Neves e Vando; Leto e Silva.
Jogaram ainda: Ferreira, Silvestre, Rui João, Vasco, Paulinho, Emanuel, Laranja e Márcio.
Treinador: Bastos Lopes

Trafaria: Luz; Chaves, Conceição, Zé Manel e João Paulo; Rodrigo,, Reiziger e Tiago; Xana, Bana e Careca.
Jogaram ainda: Vítor, Heleno, Narciso, Kiko, Nunes, Steve, Pedro e Roger.
Treinador: Carlos Saraiva

Marcaram pelo Peniche: 1-2 por Vasco, aos 54m; 2-2 por Márcio, aos 63m; 3-2 por Leto, aos 83m.
Acção disciplinar: nada a assinalar.

Inserido na fase de preparação, tendo em vista a época 2007/2008, as equipas de Peniche e da Trafaria mediram forças, mostrando os da casa melhor entrosamento e preparados para o campeonato. Mas tudo isto só aconteceu na segunda parte, com Bastos Lopes a estar mais próximo do que será a sua equipa base. Estando em fase de acertos, era importante que o técnico testasse os jogadores mais jovens, também eles cruciais e necessários ao longo do campeonato. É necessário mostrar que se conta com eles e nesse capítulo, Bastos Lopes merece o elogio e o aplauso dos adeptos. No cômputo geral, os locais mostraram coesão, grande espírito de entre ajuda, e souberam criar ocasiões de golo, concretizando o suficiente para justificarem a reviravolta no resultado. Quanto aos lisboetas, souberam aproveitar bem alguns erros locais durante a primeira parte mas, nos segundos 45 minutos, estiveram mais apagados e nunca conseguiram reagir da melhor forma à superioridade evidenciada pelo opositor. E numa ou outra oportunidade de que disfrutaram (56 e 78 minutos) é de realçar que encontraram pela frente um guardião que dá pelo nome de João que revelou confiança e coordenação do sector defensivo.
No final, podemos dizer que apesar de alguns erros, o conjunto local já revela um bom colectivo prometendo ser uma equipa que lutará pelas primeiras posições. De realçar, a prestação de Leto, um jogador vinculado ao Mafra e que está à experiência, revelando qualidades de goleador..
A equipa da Trafaria iniciou o jogo com vontade de jogar futebol apoiado, com princípio, meio e, se possível, fim. Jogavam um futebol característico, no qual a vontade e o querer são armas de referência e dispõem inclusive, ao minuto 5, de uma excelente oportunidade para marcar. Era um primeiro aviso do que viria a acontecer com a equipa a aproveitar bem os lapsos locais e atingir o intervalo com a vantagem de dois golos.
Na segunda parte, ambos os conjuntos procederam às habituais alterações de início de época, sendo os locais mais fortes com a entrada de prováveis titulares. A equipa manteve a mesma coesão e o mesmo ritmo, mas foi mais eficaz na finalização. Passaram a jogar quase sempre no meio campo adversário, tendo então pela frente um adversário menos consistente no aspecto da ligação inter-sectores, e por isso passam a dispôr de boas oportunidades, valendo não só a defensiva visitante mas também o guardião Luz que foi evitando o avolumar do resultado mais cedo. E entre várias oportunidades, saliente-se a excelente visão do capitão Vasco, ao minuto 54, a inaugurar o marcador para a sua equipa. Depois do quarto de hora é a vez de Márcio mostrar os dotes de goleador e, finalmente, é a vez do estreante Leto fazer o resultado final com um golo de bela execução. O Peniche realizou uma exibição agradável, mostrando já estar preparada para iniciar o campeonato. Uma equipa que mostrou conjunto com alguns jogadores a mostrarem bons apontamentos num misto de experiência e as promessas de gente “nova” que deram boas indicações ao técnico Bastos Lopes.

José Monteiro

terça-feira, agosto 07, 2007

Peniche empata em jogo de apresentação

O G.D.Peniche empatou a 2 golos com o C.F. "Os Belenenses" em jogo de apresentação aos seus associados. Num jogo bem disputado, o G.D.P dominou a primeira parte e chegou à vantagem por Márcio através de um cabeceamento bem colocado e sem hipóteses para o guarda-redes Marco. Com uma equipa composta por elementos menos utilizados e jogadores da equipa júnior, o Belenenses equilibrou a segunda parte e virou o resultado através de 2 golos de Marinho, ex-jogador do G.D.Peniche. A 15 minutos do final, Fábio faz a igualdade e repõe a justiça no resultado final.

segunda-feira, julho 30, 2007

G.D.Peniche apresenta-se aos sócios dia 6 de Agosto

O Peniche tem marcado para dia 6 de Agosto, pelas 17 horas, o seu jogo de apresentação aos sócios, e no qual terá como adversário o C.F."Os Belenenses".
Entretanto, o clube, que é o mais sério candidato a subida aos nacionais, tem o seu plantel praticamente definido:
Permanências - João Ferreira; Rui João; Laranja; Bruno Castro; Emanuel; Cristóvão; Paulinho; Márcio; Paulo Neves; Vasco
Aquisições - João (ex-Ponterrolense); Valter (ex-Ponterrolense); Silvestre (ex-Bombarralense); "Nhau" (ex-Bombarralense); Bruno Costa (ex-Gaeirense); Vando (ex-Atouguiense); Silva (ex-Lourinhanense); Diogo (ex-Júnior); Hugo (ex-Júnior); Vítor (ex-Júnior)
Treinador - Alberto Bastos Lopes
Treinador Adjunto - Vasco Oliveira
Treinador Guarda-Redes - João António

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