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segunda-feira, abril 13, 2009

Avelarense derrota Pedroguense e relança campeonato

Parque de Jogos Manuel Antunes Pintassilgo, Avelar
Árbitro: Rui Figueiredo (AF.Leiria)

AVELARENSE: Hélder; Paulo António, Sardinha, Torrelhas e Paulo Miguel; Luís Borges, Boavida e Pedro Almeida (cap.); Pimenta (André Dias, 84’), Rafael (Neto, 71’) e Normando (Ferreira, 79’).
Treinador: Nuno Oliveira.
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PEDROGUENSE: Miguel; Rafael (Filipe, 79’), Marco Ferreira, Toni e Sérgito; Caló, Dani e Poeta; João Raposo, Hélder Vaz (cap.) e Ricardo Silva.
Treinador: João Almeida
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GOLOS: 1-0, Pedro Almeida (9’); 2-0, Torrelhas (30’); 3-0, Rafael (54’); 3-1, Hélder Vaz (70’).
DISCIPLINA: Amarelos a Sardinha (32’), Boavida (42’), Pedro Almeida (48’) e Rafael (54’); Marco Ferreira (18’) e Sérgito (33’).
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O Avelarense recebeu e venceu o Pedroguense por três bolas a uma, relançando a luta pelo segundo lugar do campeonato.O Parque de Jogos Manuel Antunes Pintassilgo apresentou uma moldura humana apreciável e os jogadores empenharam-se em fazer um bom jogo, pleno de emotividade e a fazer relembrar outros clássicos do norte do distrito.Foi dos visitantes o primeiro ataque com algum perigo, mas a bola centrada da esquerda do ataque pedroguense, percorreu toda a pequena área do Avelarense sem que ninguém lhe chegasse.No entanto o golo inaugural chegou para a equipa da casa. Corria o minuto 9 quando Pedro Almeida aponta um livre directo de forma magistral, com a bola a sobrevoar Miguel e a anichar-se nas redes. Alguma surpresa para o guardião visitante, apanhado desprevenido pelo excelente mas longínquo e cruzado pontapé do capitão avelarense.O golo moralizou a equipa da casa e empertigou o Pedroguense, que teve de ir à procura do prejuízo. Mas nunca o conseguiu fazer de forma vincada, com Ricardo Silva a ter pouco jogo fruto da prestação defensiva exemplar dos homens da casa que raramente davam espaços. Numa das poucas ocasiões que isso aconteceu, Dani tentou de longe, mas a bola subiu imenso e não causou preocupação a Hélder. De bola parada também o Pedroguense teve alguns ensejos, mas a desinspiração era geral e os lances de golo nulos.Até que ao minuto 30 o Avelarense alcança o segundo golo. Novamente Pedro Almeida a bater um canto e o central Torrelhas a cabecear de forma fulgurante para o fundo da baliza pedroguense. Eficácia máxima da equipa local, ao contrário do que vinha acontecendo em outros jogos.O Pedroguense entrou na segunda parte em busca de reduzir o placar, mas a sua sorte mantinha-se. Novo lance de ataque local, com Rafael a aproveitar a hesitação de Miguel e a rematar para o terceiro da tarde. Cruel a eficácia dos da casa!Até final o Pedroguense arriscou mais com a colocação do central Toni na frente de ataque e começou a criar mais perigo. Aos 60’ Hélder Vaz faz a bola passar rente ao poste e aos 61 o avançado improvisado Toni cabeceia por cima quando estava em boa posição. Finalmente aos 70’ surge mesmo o golo do Pedroguense, com o capitão Hélder Vaz a rematar de ressaca de fora da área e a bola a passar pela floresta de pernas no interior da área avelarense e a entrar na baliza de Hélder.O golo não relançou o jogo e até final apenas aos 90 minutos Hélder Vaz, na sequência de livre, casou algum perigo.Vitória meritória do Avelarense, que soube aproveitar de forma implacável as oportunidades e gerir o jogo a seu bel-prazer. Do Pedroguense esperava-se mais, mas a sua unidade mais produtiva (Ricardo Silva) foi bem anulado pela defensiva contrária.Arbitragem regular de Rui Figueiredo e seus auxiliares.

MARCO MARQUES

terça-feira, abril 07, 2009

E a goleada ali tão perto

Parque de Jogos Manuel Antunes Pintassilgo, Avelar
ARBITRAGEM: Rudi Silva, auxiliado por David Alexandre e Luís Soares

AVELARENSE: Hélder; Paulo António (Rodolpho, 55’), Sardinha, Torrelhas e Paulo Miguel; Luís Borges, Pimenta (Sérgio, 76’) e Pedro Almeida; Pedro Moreira (Ferreira, 36’), Rafael e Normando.
TR: NUNO OLIVEIRA
Não utilizados: Miguel, Flávio, Neto e Flechas.
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CASEIRINHOS: Humberto; DD, Nuno, Miranda e Repolho; João, Bruno (Subtil, 79’) e Gil (Vítor, 69’); Marco, Jopinha e Valeiro (Filipe, 85’).
TR: PAULO SILAS
Não utilizado: Arlindo.
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GOLOS: Normando (21’) e Pedro Almeida (23’).
DISCIPLINA: Amarelo a Sérgio (90’).
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Avelarense e Caseirinhos defrontaram-se num duelo onde os anfitriões eram claramente favoritos. Favoritismo notório pelo fosso pontual entre as duas equipas, pelo momento de forma que ambas atravessam e também pelo facto do jogo ser em Avelar.Cedo deu para perceber que o jogo seria quase de sentido único, com o Avelarense a tomar conta da partida, gerindo a bola e atacando com tudo sobre o seu adversário. Adversário que se defendia como podia e ousava jogar com a defesa em linha, numa opção de risco que se veio a revelar acertada.O primeiro lance de golo iminente ocorreu aos 9 minutos, com Pedro Almeida a proporcionar a Humberto um bom golpe de rins. Um dos vários sinais de perigo dos homens da casa na primeira vintena de minutos, que contudo só ao minuto 21 fizeram alterar o marcador. Boa abertura de Paulo António a isolar Normando pela direita e o avançado a aproveitar a saída extemporânea de Humberto para lhe fazer um chapéu de belo efeito. Poucos segundos depois o mesmo Humberto efectua mal uma reposição de bola, o meio-campo avelarense ganha fácil e Pedro Almeida aumenta para 2-0, depois de contornar o guardião forasteiro.Até ao intervalo, Ferreira, que havia substituído Pedro Moreira por lesão, ainda teve dois bons ensejos para ampliar mas não foi eficaz.Em termos ofensivos pouco se viu do Caseirinhos, incapaz de perturbar o último reduto do Avelarense. Apenas Marco ia revelando alguns lampejos, mas mesmo assim muito ténues.Na segunda parte a história do jogo faz-se pelo sem número de oportunidades falhadas pela equipa da casa. Chegou a ser confrangedor, tal a ineficácia e falta de calma na concretização. Normando e especialmente Ferreira tiveram nos pés chances para elevar o marcador para números pouco habituais. Aos 46’, 47’ e 48’ os avançados locais, só com Humberto pela frente não conseguiram atinar com a rede e quando enquadraram a bola com a baliza o guardião e os ferros evitaram mais golos. Rafael aos 61’ num centro remate e Pimenta aos 74’ de cabeça levaram a bola a bater na trave do afortunado Humberto. Realce ainda para o número de vezes que os dianteiros avelarenses foram apanhados em fora-de-jogo e aí mérito para a linha recuada dos Caseirinhos, que incapaz de travar em velocidade o ataque contrário, optou e bem por este sistema.Com o jogo a caminhar para o final o ritmo local foi desvanecendo, também influenciado pelo desastre na finalização, mas o Caseirinhos nunca conseguiu mais do que algumas trocas de bola no meio-campo.Arbitragem tranquila de Rudi Silva e seus auxiliares.

Marco Marques- O Derbie

terça-feira, março 17, 2009

Avelarense goleia Pousaflores

Parque Desportivo das Pinheiras Mansas, Pousaflores
Arbitragem: José Pereira, auxiliado por Vítor Pinto e Gonçalo Nunes

GDR POUSAFLORES: Mica; Marcel, Rui Ferreira, Teixeira (cap.) (Ricardo, 78’) e Daniel; Tavares (Cafona, Int.), Emídio, Luís Simões (Ramalhal, 34’) e Teixeira Jr.; Cláudio e Pedro César.
TR: JORGE TOMÁS
Não utilizados: Eddy, Camisas, João Índio e Sérgio.
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AC AVELARENSE: Hélder; Paulo António (Paulo Miguel, 78’), Sardinha, Tito e Zé Miguel; Luís Borges (cap.), Boavida e Pedro Almeida; Pedro Moreira (P. Ferreira, 57’), Rafael (Pimenta, 75’) e Normando.
TR: NUNO OLIVEIRA
Não utilizados: Rodolpho, Torrelhas, Flechas e André Simões.
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GOLOS: 0-1, Pedro Almeida (22’); 1-1, Luís Simões (28’); 1-2, Marcel (39’, p.b.); 1-3, Normando (43’); 1-4, Pedro Almeida (56’) e 1-5, Normando (76’).
DISCIPLINA: Amarelos a Pedro César (55’), Cafona (57’) e Ramalhal (83’); Luís Borges (65’) e Normando (67’).
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Com ambos os conjuntos a efectuarem um agradável início de segunda volta no campeonato, esperava-se um bom derby do concelho de Ansião. E assim aconteceu de facto, com as equipas a corresponderem bem e a praticarem o jogo pelo jogo, sem grandes cuidados defensivos.Começou melhor o Pousaflores e o avançado Pedro César logo no segundo minuto enviou a bola à trave num grande remate de fora da área. Minutos volvidos Cláudio tem um bom lance pela esquerda e assiste Daniel, mas este remata torto. Dois avisos que espevitaram os visitantes e os levaram depois a equilibrar o desafio. O primeiro golo surgiu aos 22 minutos, com Pedro Almeida a converter com êxito um livre directo ainda bem distante da baliza de Mica. O Pousaflores ripostou e logrou o empate, com Luís Simões a corresponder bem a um bom centro de Cláudio, saindo pouco depois inferiorizado fisicamente. Ainda e sempre Cláudio a dar muito trabalho à defensiva visitante e a obrigar Hélder a defender com dificuldade aos 35’. Aos 39’ Marcel, na tentativa de cortar um centro de Pedro Almeida, introduz a bola na sua própria baliza, num lance que mudou por completo o cariz da partida.O Avelarense acertou atrás e começou a mandar no jogo conseguindo ampliar a vantagem ainda antes do intervalo. Lançamento primoroso de Pedro Almeida a isolar Normando, que com toda a calma do mundo contorna Mica e faz o golo.Na segunda parte acentuou-se o domínio do Avelarense, cada vez mais senhor do meio-campo. Pedro Almeida aos 56 minutos faz o 4-1 num centro-remate que apanha Mica desprevenido. Do outro lado Pedro César ia tendo alguns pormenores de classe, mas quase sempre inconsequentes. Aos 61’ trabalha bem mas remata sobre a trave.Com o jogo a caminhar para o final e o intenso calor a contribuir para uma maior fadiga dos jogadores, a partida foi decrescendo de qualidade, apesar das oportunidades de perigo se manterem. Foi o caso dos lances em que Normando e Pedro Ferreira se isolaram, valendo as boas saídas de Mica a negar mais golos. Pelo meio surgiu mesmo o 5-1 final, com Normando a desenvencilhar-se de dois adversários na área e a rematar forte para o fundo da baliza. Até final Pedro Almeida ainda levou a bola ao ferro num livre lateral. Do outro lado Rui Ferreira chegou tarde a um livre bem batido por Marcel.Vitória justa dos visitantes, num jogo onde o Pousaflores até entrou melhor, mas voltou a demonstrar muitas debilidades defensivas. Em termos individuais, Pedro Almeida teve um regresso em grande à competição com dois golos e duas assistências. Do lado do Pousaflores, bons pormenores de Cláudio e Pedro César, embora sem a devida eficácia.O árbitro José Pereira teve uma actuação irregular. Muitos equívocos com julgamentos contraditórios em lances aparentemente claros, embora sem interferência no resultado. O mais grave aconteceu ao minuto 67, quando transformou uma falta para penalti sobre Normando num cartão amarelo ao avançado.
Marco Marques - Jornal Horizonte

domingo, março 01, 2009

Avelarense vence derby do norte do distrito

Parque de Jogos Manuel Antunes Pintassilgo – Avelar
Arbitragem: Fernando Abrantes auxiliado por Nuno Silva e Sérgio Paiva

AVELARENSE: Hélder; Paulo António, Sardinha, Tito e Paulo Miguel; Luís Borges (cap.), Neto (Rodolpho, 90’) e Boavida (Pimenta, 80’); Pedro Moreira (Ferreira, 57’), Rafael e Normando.
TR: NUNO OLIVEIRA
Não utilizados: Miguel, Torrelhas, Flechas e André.
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CASTANHEIRA PÊRA: Jorge Silva; João Pereira (Fred, 64’), Chapa (Assa, 52’), Paulo Jorge e Hugo Mira; Paulinho (Ricky, 70’), Renato e Paulito; Márcio, Fábio Santos e Donizete.
TR: ANTÓNIO MARQUES
Não utilizados: Renato, André, Benny e Márcio Santos.
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GOLOS: 1-0, Sardinha (4’); 2-0, Rafael (84’).
DISCIPLINA: Amarelos a Paulo António (25’); Paulinho (3’) e Márcio (80’)
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Um golo madrugador de Sardinha lançou o Avelarense para mais uma vitória no seu reduto, numa partida mal jogada por ambos os conjuntos, com um futebol desgarrado e inúmeros passes errados.O líbero avelarense deu o mote logo aos 4 minutos, cobrando de forma irrepreensível um livre directo à entrada da área, sem hipóteses para Jorge Silva. Poderia ser o tónico desejado para a equipa da casa embalar, mas não foi...As equipas nunca conseguiram assentar jogo e raramente construíram jogadas com princípio meio e fim, tornando a partida algo fastidiosa para os muitos espectadores que se deslocaram a Avelar para um dos derbys mais apetecidos do norte do distrito.Rafael esteve duas vezes bem colocado na área, mas em ambas rematou mal. Já os visitantes só em cantos e livres levavam algum frissom ao último reduto avelarense.Na segunda parte o registo manteve-se mas o Avelarense, mesmo longe de jogar bem, ia conseguindo criar ocasiões de golo.Aos 48 minutos Normando assiste Boavida que, completamente sozinho no coração da área, falha incrivelmente enviando a bola ao lado. Dois minutos depois Rafael tenta um ‘chapéu de aba larga’ sobre o adiantado Jorge Silva, mas a bola bate caprichosamente na trave, já com o guardião batido.Crescia a ansiedade nos locais, com a escassez da vantagem ainda e sempre ameaçada em livres e cantos bombeados para a área que Hélder e a sua defensiva iam conseguindo resolver.Nos últimos minutos, com a Castanheira de Pêra a arriscar tudo com mais gente na frente, o jogo partiu-se e sobrou espaço para os velozes dianteiros locais fazerem a diferença. Primeiro Normando remata ao lado, quando estava completamente isolado e depois Rafael consegue finalmente o golo da tranquilidade, aproveitando uma enorme fífia do jovem guardião castanheirense que mediu mal a saída à bola e viu esta passar-lhe por cima.Até final Pedro Ferreira e Rafael ainda tiveram nos pés boas ocasiões mas o resultado não se alteraria.A arbitragem que veio de Castelo Branco realizou um trabalho algo irregular, apitando demasiado, mas não cometeu erros de monta que interferissem com o resultado.

MARCO MARQUES

terça-feira, fevereiro 24, 2009

João Ricardo foi o herói do apuramento

Jogo no Campo da Mata, Ansião
Arbitragem: Ricardo Martinho, auxiliado por Ricardo Morgado e Nuno Leal

CC ANSIÃO: Marco; Poquinha (João Ricardo, 105’), Palhais, Hugo Rosa e Jorge Fazenda (cap.); Pedro Neves, Linas (André Silva, 57’) e João Pedro (Pernadas, 80’); Ruizito, Eduardo e Bajedas.
TR: RICARDO SILVA
Não utilizados: Quaresma e Alexandre.
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GD JUNCALENSE: Igor; Nobre, Carlos Cruz, Eduardo e Bruno; Joel (cap.), Flávio, Mikael e Tigali; João Vieira e Pedro Vieira (Truz, 73’).
TR: PAULO VARELA
Não utilizados: Nelson, Baresi e Milo.
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GOLOS: 1-0, Eduardo (68’); 1-1, João Vieira (75’); 2-1, João Ricardo (117’).
DISCIPLINA: Amarelos a Poquinha (71’), Bajedas (80’), André Silva (118’), Pedro Neves (119’) e João Ricardo (120’); João Vieira (84’), Truz (93’) e Carlos Cruz (100’).
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O CC Ansião venceu o Juncalense por 2-1 e apurou-se para os quartos de final da Taça Distrital de Leiria. Foi uma vitória muito difícil, apenas conseguida já no final do prolongamento, depois de um jogo muito repartido e que poderia ter caído para qualquer um dos lados.Podemos dizer que o jogo se dividiu mesmo pelas duas equipas, com os visitantes a dominarem a primeira parte e os homens da casa a controlarem a segunda.Logo aos 5 minutos Pedro Neves teve nos pés o golo do Ansião, mas rematou contra Igor na pequena área, naquela que foi a única oportunidade de verdadeiro perigo dos homens da casa na primeira parte. A partir daí os visitantes impuseram o seu jogo e fruto da sua superioridade atlética foram ganhando a batalha do meio-campo e praticamente todas as bolas pelo ar. Aos 13 minutos reclamaram penalti sobre João Vieira, com Ricardo Martinho a levar o apito à boca mas a mandar jogar. Pouco depois enorme atrapalhação na área local com Marco a defender com dificuldade.Até final da primeira parte mais dois lances de frissom para o Juncalense, primeiro com Joel a cabecear à malha lateral e aos 42 minutos com Eduardo a proporcionar excelente golpe de rins a Marco, num livre directo.Na segunda parte Ricardo Silva fez deslocar Jorge Fazenda para o centro da defesa, fazendo subir Palhais para o meio-campo e a construção de jogo do Ansião melhorou a olhos vistos. Logo aos 50 minutos Ruizito isolado remata contra Igor e aos 54, Hugo Rosa com tudo para fazer o golo, remata ao lado. O Ansião estava com a corda toda e aos 62’ Palhais envia a bola à trave, após lançamento lateral longo de Eduardo.Este período de grande assédio dos da casa terminaria com o golo inaugural, num livre indirecto bem marcado por Eduardo. Pouco depois João Pedro teve nos pés o segundo, mas a bola bateu nas malhas laterais.O Juncalense chegaria ao empate aos 75 minutos, com João Vieira a aproveitar uma bola aliviada para a entrada da área, para desferir potente remate. Mais tarde Flávio salta mais do que toda a gente e de cabeça quase marca, com Bajedas a fazer o mesmo já sobre os 90’, valendo a atenção de Igor.No prolongamento, motivos de interesse só na segunda parte com o Juncalense a ameaçar por duas vezes o golo no mesmo minuto. Primeiro é Carlos Cruz num remate fortíssimo a levar a bola ao poste e depois é João Vieira, isolado, que remata ao lado.Mais eficaz foi o Ansião, que chega ao golo do apuramento aos 117 minutos. Primeiro desvio de Bajedas ao poste e a bola a sobrar para o júnior João Ricardo atirar a contar.Num jogo muito equilibrado, o Juncalense chegou a dar a ideia de que poderia surpreender, dado que está a fazer uma época fraca na distrital sul, perante um Ansião que apesar de algumas mexidas acabou por ser mais feliz.Arbitragem regular de Ricardo Martinho e seus auxiliares, com o lance da hipotética grande penalidade na área do Ansião a merecer benefício da dúvida.

MARCO MARQUES- O Derbie

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Quem porfia sempre alcança

Parque de Jogos Manuel Antunes Pintassilgo, Avelar
Arbitragem: Sandro Soares, auxiliado por Mauro Leal e Nuno Rodrigues.

AVELARENSE: Hélder; Paulo Miguel, Tiago Sardinha, Torrelhas e André Dias; Luís Borges (cap.), Neto e Boavida (Tito, 59’); Pedro Moreira (Flechas, 57’), Rafael e Normando (Pimenta, 74’).
TR: NUNO OLIVEIRA
Não utilizados: Miguel, Rodolpho, João Serra e André Simões.
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CASAL NOVO: André; Mel (Naf, int.), Simão (Marco, 77’), Hill (Vieira, 69’) e Vitorino; Cláudio, Jonas e Tiago Sapateiro; Miguel, Sobreira e Márcio.
TR: PEDRO RAMOS
Não utilizados: Viana, Yanick, Ruben e Zé.
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GOLOS: 0-1, Naf (49’); 1-1, Boavida (56’); 2-1, Rafael (77’).
DISCIPLINA: Amarelos a Boavida (30’), Normando (57’), Neto (90’+2’) e André Dias (90’+3’); Vitorino (25’), Cláudio (72’) e Márcio (90’+2’). Treinador e massagista do Casal Novo expulsos do banco.
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O Avelarense regressou às vitórias em casa e também às boas exibições, mas mesmo assim teve de sofrer e muito para conquistar os três pontos.Do outro lado apareceu um Casal Novo atrevido, a entrar no jogo a mandar e a conquistar vários cantos nos primeiros minutos. O Avelarense recompôs-se e apesar de não mostrar fio de jogo constante criou uma belíssima chance de golo aos 16 minutos. Normando ganha a linha e assiste Rafael, que solto no coração da área, remata ao lado. Aos 28 minutos foi Normando que teve bom ensejo mas não foi lesto a aproveitar a falha de André e permitiu o corte de um defesa.O Casal Novo tinha alguma primazia a meio-campo mas não conseguia criar lances de golo eminente. Aos 36 minutos reclama e quanto a nós com razão, um lance de pénalti de Hélder sobre Sobreira. O guardião sai a destempo da baliza e choca com o avançado não tocando na bola. Sandro Soares entendeu casual a disputa.Até final da primeira parte foram do Avelarense as melhores oportunidades. Primeiro foi Normando a cabecear por cima e depois Rafael, que após bom trabalho individual remata de fora da área, rente ao poste.Na segunda metade Pedro Ramos surpreende e faz entrar o possante Naf para ponta de lança. Uma aposta que se revelou certeira com o jogador do Casal Novo a marcar na primeira vez que tocou na bola. Canto batido ao segundo poste e um dos mais fortes cabeceadores do campeonato a surgir solto e a fazer o primeiro golo.Esperava-se uma reacção da equipa da casa e ela surgiu de facto. Neto aos 51 minutos teve tudo para fazer o golo, após defesa incompleta de André, mas demorou uma eternidade e rematou contra um defesa. Depois surgiu mesmo a igualdade. Lance de insistência na área com a bola a sobrar para Boavida rematar forte e certeiro fazendo o empate.Já com sangue novo no onze, o Avelarense continuava a porfiar em busca da vantagem mas as oportunidades eram constantemente desperdiçadas. Aos 58’ Normando isola-se mas permite a defesa de André, aos 68’ Torrelhas solto no coração da área remata à trave e aos 72’ é o júnior Flechas que se deslumbra com as facilidades e desvia também ao lado.Finalmente aos 77 minutos surge mesmo o golo do Avelarense. Rafael tem boa jogada de entendimento com Flechas e o veloz extremo ganha a linha de fundo e devolve a Rafael para um bonito e muito festejado golo.Depois surgiu a esperada resposta do Casal Novo, equipa que se empertigou perante algum défice físico do adversário. Aos 85 minutos Naf teve na cabeça o empate, mas a bola saiu muito por cima e aos 88’ foi Miguelito a rematar com perigo, mas a bola tomou a mesma direcção.Vitória justa da equipa da casa, que no entanto voltou a estar mal na finalização e a cometer erros de palmatória nas marcações defensivas. Quanto ao Casal Novo, começou muito cedo a defender a vantagem e acabou por ser dominado pela vontade de ganhar do seu antagonista.O árbitro Sandro Soares realizou um trabalho muito contestado por ambos os lados e de facto não teve uma actuação ao seu nível. A vista grossa que fez ao lance para pénalti na área do Avelarense foi o principal erro, mas a dualidade de critérios nas pequenas faltas chegou a ser gritante e enervar a equipa da casa. Teve um período de algum descontrolo em que não esteve com meias medidas e expulsou vários elementos do banco do Casal Novo e amarelou vários jogadores de ambas as equipas.
Marco Marques (www.jhorizonte.com)

domingo, janeiro 18, 2009

Pelariga vence Avelarense

Jogo no Parque Manuel Antunes Pintassilgo, Avelar
Arbitragem: Luís Cruz; Luís Máximo e Hugo Gomes (AF Castelo Branco)

AVELARENSE: Hélder; Paulo António (Ferreira, int.), Sardinha, Torrelhas (Tito, 28’) e Zé Miguel; Luís Borges, Neto e Boavida; Pimenta (André Simões, 58’), Rafael e Normando.
TR: NUNO OLIVEIRA
Não utilizados: Miguel, Paulo Miguel, Rodolpho e Pedro Moreira.
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PELARIGA: Pedro (Chipanga, 65’); Fábio, Nelson, Dani e Cenoura; André Junqueira (Mico, 88’), Filipe e Micael; Denis, Fifas e Jomi (André, 64’).
TR: PAULO JERÓNIMO
Não utilizados: Alex, Jimmy, Fernando e Pipoca.
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Golos: 0-1, Fifas (4’); 0-2, André (85’); 1-2, Normando (86’).
Disciplina: Cartão amarelo a Paulo António (33’), Luís Borges (45’) e Tito (48’); Denis (8’), André (68’) e Filipe (76’).
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A Pelariga conquistou uma preciosa vitória no reduto do Avelarense, equipa que confirmou o mau momento que atravessa, averbando a quarta derrota consecutiva.Foi um jogo onde se esperava uma reacção da equipa da casa depois dos últimos resultados negativos, mas o que se viu em Avelar foi mais do mesmo. O Avelarense voltou a sofrer um golo cedo e depois, obrigado a ir atrás do prejuízo, voltou a falhar em demasia.A Pelariga entrou bem no jogo e logo aos 4 minutos Fifas esgueirou-se rapidamente e beneficiando de uma falha de comunicação entre Sardinha e Hélder, apanhou o guardião a meio caminho e fez-lhe um “chapéu” de belo efeito.Depois o Avelarense reagiu bem mas voltou a pecar imenso na finalização. Boavida aos 7 minutos tem excelente oportunidade mas, completamente sozinho na pequena área, rematou contra o guarda-redes Pedro. Depois aos 12 Normando coloca a bola na baliza adversária mas o auxiliar anula por fora-de-jogo. O mesmo Normando, minutos mais tarde, tem nova oportunidade de cabeça mas falha na pontaria.Após este período de supremacia local, a Pelariga voltou a respirar e acaba a primeira parte equilibrando o jogo. Jomi isolado poderia ter ampliado mas faltou-lhe a força na hora do remate. Antes Tito parece tocar a bola com a mão em plena área, com os visitantes a reclamarem pénalti, mas o árbitro assim não entendeu.Na segunda parte o jogo prosseguiu equilibrado com o Avelarense a não ter capacidade para empurrar o seu adversário, sempre muito seguro na defensiva. O primeiro sinal de perigo foi mesmo de Fifas, mas Hélder defendeu bem. Neto ainda tentou alvejar a baliza de Pedro, mas o remate saiu torto. O Avelarense arriscava tudo e começava a abrir brechas na sua defensiva que o Pelariga explorava com perigo, o que trouxe uma última dezena de minutos bem interessante.Aos 84’ Hélder evita o golo de Denis e cede canto, mas na transformação do mesmo surge o 0-2. O golo é de André, completamente solto ao primeiro poste.Na resposta surge o 1-2. Normando, numa das poucas situações em que beneficiou de espaço na área, disparou rasteiro e certeiro. Até final nada a assinalar e a Pelariga acabaria por conquistar uma preciosa e justa vitória.A arbitragem da equipa vinda de Castelo Branco foi regular mas não esteve isenta de erros. O golo anulado por fora-de-jogo a Normando deixou muitas dúvidas, tal como o lance em que Tito toca a bola com a mão dentro da área. Fora isso tentou conduzir o jogo salomonicamente.
Marco Marques (www.jhorizonte.com)

domingo, janeiro 04, 2009

Golos de Gato selam apuramento para a 3ªeliminatória

Parque de Jogos Manuel Antunes Pintassilgo, Avelar
Arbitragem: Márcio Ferreira auxiliado por Nicolau e Jorge Gomes

AC AVELARENSE: Miguel; Paulo Miguel, Sardinha, Tito e Zé Miguel; Luís Borges (cap.), Rodolpho (João Boavida, 34’) e Pimenta; Paulo António (Rafael, 46’), Pedro Moreira (André Dias, 59’) e Normando.
TR: NUNO OLIVEIRA
Não utilizados: Hélder, João Serra, André Simões e Bruno.
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SCL MARRAZES: Cacola; Ruben (David Ribeiro, 62’), João André, Portugal e Sandro (cap.); Tiago Clemente, Parreira e Miguel (Diogo Jorge, 68’); Seco (Mauro, 59’), Diogo António e Gato.
TR: EDGAR PEREIRA
Não utilizados: Gonçalo, Nuno Sousa, Marco e Alberto.
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Golos: 0-1, Seco (13’); 0-2, Gato (37’); 0-3, Diogo António (49’); 0-4, Gato (54’).
Disciplina: Amarelos a Pimenta (68’), Normando (73’) e Luís Borges (85’); Sandro (35’), Mauro (75’) e Diogo António (88’).
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O Marrazes (2.º na Divisão de Honra) goleou o Avelarense (6.º na I Distrital) por 4-0 e carimbou a presença na terceira eliminatória da Taça Distrital.Foi um jogo típico de Taça com ambos os treinadores a promoverem muitas alterações nos seus conjuntos e a darem minutos de competição a jogadores menos utilizados.Ainda assim foi de boa qualidade o futebol praticado por ambas as equipas, com os marrazenses a revelarem-se no entanto superiores nos vários índices do jogo.Após um início repartido, o Marrazes chega ao golo ao minuto 13. Boa triangulação na esquerda, com Sandro a centrar muito bem, surgindo Seco liberto de marcação a desviar para a baliza. O golo foi um bom tónico para os visitantes, que dois minutos volvidos poderiam ter ampliado. Gato ganha no corpo-a-corpo com Sardinha, isola-se, mas Miguel defende bem com o pé.O Avelarense tentou então subir no terreno e durante bastante tempo conseguiu mesmo equilibrar as operações, embora sem conseguir criar situações de golo eminente. Por outro lado o Marrazes mostrava instinto ‘matador’ e Gato, num disparo cruzado aumentava para 2-0 aos 37 minutos, resultado com que as equipas recolheram às cabinas.No início da segunda parte o Avelarense voltou a entrar mal e nos primeiros dez minutos o Marrazes construiu a goleada. Muitas facilidades na defensiva avelarense, onde apenas Sardinha se exibia a um nível regular, com Diogo António e Gato a não terem problemas em marcar perante Miguel.Com o jogo a caminhar para o final, o ritmo foi decrescendo e a partida decaiu de qualidade. O Avelarense esteve perto do tento de honra aos 68 minutos, mas a bola cabeceada por Normando bateu no poste e caprichosamente ficou a saltitar na linha, surgindo um defensor do Marrazes a aliviar. Seria um prémio justo pela postura abnegada dos visitados.O Marrazes controlou até final, sendo um vencedor inteiramente justo, perante um Avelarense que fez o que pôde dadas as inúmeras lesões e a juventude do seu plantel.A arbitragem de Márcio Ferreira e seus auxiliares roçou a perfeição, num jogo muito correcto de parte a parte.

Marco Marques (www.jhorizonte.com)

segunda-feira, dezembro 29, 2008

Ansião passa teste de Avelar com distinção

Parque de Jogos Manuel Antunes Pintassilgo, Avelar
Arbitragem: Ricardo Martinho, auxiliado por Gracindo Vieira e David Alexandre

AC AVELARENSE: Hélder; Paulo António, Sardinha, Torrelhas (Tito, 15’) e André Dias; João Boavida, Pimenta e Pedro Almeida (cap.) (André Simões, 56’); Rafael (Pedro Moreira, 81’), Normando e Pedro Ferreira.
TR: NUNO OLIVEIRA
Não utilizados: Miguel, Rodolpho, Zé Miguel e Paulo Miguel.
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CC ANSIÃO: Quaresma; Poquinha, Palhais, Rogério Fazenda e Edu; Pedro Neves, Bajedas (cap.) e Pernadas; João Pedro (João Ricardo, 90’), André Silva (Alexandre, 88’) e Lima (Linas, 79’).
TR: RICARDO SILVA
Não utilizados: Marco, André, Jorge Fazenda e Ruizito.
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Golos: 0-1 e 0-2, Rogério Fazenda (7’ e 14’); 0-3, Lima (24’); 1-3, Normando (36’); 1-4, Bajedas (90’+4’, g.p.).
Disciplina: Cartão amarelo a Normando (57’) e Pimenta (74’); Bajedas (56’), Quaresma (68’) e Edu (79’).
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O derby concelhio mais aguardado do campeonato não defraudou as expectativas. Apesar do frio, foram muitos os adeptos de Avelarense e Ansião que se deslocaram ao Campo Manuel Pintassilgo.No jogo jogado, entrou de rompante a turma visitante, que teve a sorte, mas também a arte e o engenho para fazer três golos nos primeiros 25 minutos, nas únicas três bolas que enquadrou na baliza. Uma eficácia soberba da equipa de Ricardo Silva que quase sentenciou a partida no seu primeiro terço.O Avelarense entrou estranhamente abúlico, a conceder espaços a homens reconhecidamente perigosos nas bolas paradas. Aos 7 minutos, após um canto rechaçado o central Rogério Fazenda surge muito oportuno e desvia na pequena área, abrindo o marcador. Sete minutos volvidos, o mesmo jogador, aparece qual ponta-de-lança a desviar um canto do lado contrário, agora de cabeça para o 2-0. Facilidades incríveis da defensiva da casa que o Ansião não se fez rogado em aproveitar.Apenas aos 22 minutos surgiu o primeiro remate com esse nome do Avelarense, com Normando a proporcionar defesa fácil a Quaresma. Pouco depois Paulo António tentou de livre mas a bola subiu muito. Na resposta, o 3-0 para os visitantes. Espaço para André Silva que remata ao poste, com a bola a sobrar para Lima se estrear a marcar com a camisola do Ansião, depois da transferência do Sp. Pombal.Um resultado surpreendente, que era duro castigo para a jovem equipa da casa, a demonstrar neste jogo algumas fragilidades. Mas sairia dos pés de Normando a grande jogada da tarde, que daria ainda alguma esperança ao Avelarense. Corria o minuto 36 quando o dianteiro da casa inventou espaço na esquerda do seu ataque e disparou cruzado ao ângulo da baliza de Quaresma. Um golão!Na segunda parte o Avelarense assumiu as despesas ofensivas da partida, com o Ansião a resguardar-se e a apostar no contra-ataque. Mas a saída de Pedro Almeida por lesão foi mais um golpe nas intenções da equipa da casa. Mais perto do golo estiveram os ansianenses, com Lima e Bajedas a desperdiçarem boas oportunidades em plena grande área.O Avelarense tentava remar contra a maré, mas fazia-o mais com o coração que com a cabeça e a defensiva contrária não lhe dava grandes veleidades. Ao minuto 81 André Simões rematou por cima e aos 83 esteve muito perto de acontecer o 2-3, mas Pimenta falhou por centímetros a baliza, num cabeceamento após canto. Aos 89’ o Avelarense dispôs da melhor oportunidade para reduzir mas Pedro Ferreira, à entrada da pequena área, estourou para as nuvens.Já em descontos o árbitro considerou faltoso um pretenso toque em Linas e assinalou pénalti, que Bajedas converteu no 4-1 final.Vitória justíssima dos visitantes, embora por números algo pesados para a jovem equipa do Avelarense, que denotou alguma falta de experiência, apesar do grande potencial que tem. O CC Ansião esteve irrepreensível e conseguiu aliar um bom desempenho defensivo a uma grande eficácia atacante.A arbitragem de Ricardo Martinho e seus auxiliares merece nota positiva, até porque não teve lances complicados para julgar e os jogadores não se envolveram nas picardias de outras épocas.

MARCO MARQUES

domingo, dezembro 21, 2008

Ricardo Silva desequilibrou ‘derby’ nortenho

Campo de S. Mateus, Pedrógão Grande
Arbitragem: Sandro Soares, auxiliado por Pedro Neves e Nuno Rodrigues

PEDROGUENSE: Miguel; Rafael, Toni, Marco Ferreira e Sérgito; Tátá (cap.) e Madeiras (Edson, 56’); Nuno Aguiar, Hélder Vaz (Poeta, 76’), João Raposo e Ricardo Silva.
TR: JOÃO ALMEIDA
Não utilizados: Samuel, Tiago, Fábio, Chinoca e Filipe.
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AVELARENSE: Hélder; Paulo António, Sardinha, Torrelhas e André Dias; Luís Borges (cap.) (André Simões, 76’), João Boavida e Pedro Almeida; Pimenta (Ferreira, 50’), Rafael (Pedro Moreira, 88’) e Normando.
TR: NUNO OLIVEIRA
Não utilizados: Miguel, Rodolpho, Paulo Miguel e Zé Miguel.
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Golos: 1-0 e 2-0, Ricardo Silva (46’ e 49’).
Disciplina: Cartão amarelo a Sérgito (38’), Madeiras (48’), Hélder Vaz (73’) e Edson (88’); Luís Borges (27’) e Normando (73’).

O Pedroguense venceu o derby do norte do distrito frente ao Avelarense por 2-0 e cavou um fosso maior para o terceiro colocado, mantendo-se na perseguição ao líder Ansião.Os visitantes entraram muito bem na partida, com um pressing alto que surpreendeu o Pedroguense, incapacitado de colocar a bola nos seus quatro homens mais avançados. Uma atitude que ditou uma primeira parte sem oportunidades para a turma da casa, com os lances de maior perigo a ocorrerem na baliza de Miguel. Aos 8 minutos Rafael centrou largo e levou a bola a embater na trave e mais tarde aos 33 Boavida bem colocado podia ter feito melhor de cabeça. Finalmente aos 39’ foi Normando quem trabalhou bem e já dentro da área rematou torto. Do Pedroguense viu-se muito pouco para uma equipa que ostentava um ataque demolidor.Mas na segunda parte tudo foi diferente e em quatro minutos Ricardo Silva, a figura do campeonato, ganhou o jogo. Logo no primeiro minuto antecipou-se à defesa do Avelarense e concluiu cruzamento de Aguiar e aos 49’ beneficiou de uma magnífica simulação do mesmo Aguiar, para corresponder ao centro de João Raposo da melhor maneira, aumentando para 2-0. Bastou uma entrada mais adormecida da equipa do Avelarense, para o jogo virar diametralmente.Os visitantes esboçaram então uma reacção e Luís Borges teve perto de reduzir aos 56’, falhando à boca da baliza após um bom centro de Rafael. Mais tarde Normando também teve bom ensejo, mas rematou fraco para Miguel.O Avelarense tentava mas não conseguia e o Pedroguense ia explorando os espaços para sair em contra-ataques que cada vez aumentavam mais de perigosidade para a baliza de Hélder. Aos 65’ Aguiar teve espaço mas rematou torto e aos 78’ Ricardo Silva proporcionou grande defesa ao guarda-redes do Avelarense. O mesmo Ricardo Silva podia ter alcançado o hat-trick aos 87 minutos, mas preferiu assistir Aguiar, quando tinha tudo para fazer o golo, depois de ultrapassar Hélder e o lance perdeu-se com a intercepção de um defensor avelarense. No último suspiro, e quando as atenções já estavam mais viradas para a confusão que se vivia nas bancadas, o Avelarense esteve perto de reduzir mas Rafael aliviou já perto da linha de golo.Em resumo vitória justa da equipa mais eficaz, que dispõe de um jogador que faz a diferença, embora nesta partida o seu “brilho” se deva muito à acção decisiva de Aguiar.Arbitragem sem reparos de Sandro Soares, mas apenas no aspecto técnico. No capítulo disciplinar esteve muito aquém do exigido, permitindo dureza em excesso aos homens da casa e poupando alguns cartões de cor mais carregada.

MARCO MARQUES

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Ansião sai a sorrir do duelo de líderes

Jogo no Campo da Mata, Ansião
Arbitragem: Sandro Soares, auxiliado por Nuno Rodrigues e Paulo Ferreira

CC ANSIÃO: Quaresma; Poquinha, Zé António, Rogério Fazenda e Jorge Fazenda (cap.) (Edu, 62’); Palhais, Pedro Neves e Pernadas; João Pedro (Linas, 77’), André Silva (Diogo Neves, 89’) e Bajedas.
TR: RICARDO SILVA
Não utilizados: André, Alexandre, João Ricardo e Rui Valente.

CASAL NOVO: André; Mel, Simão, Jonas e Vitorino; Sapateiro (Vieira, 60’), Cláudio (Zé, 66’) e João; Miguel (Henrique, 87’), Rui Sobreira e Márcio.
TR: PEDRO RAMOS
Não utilizados: Viana, Renato e Ruben.

Golos: 1-0, Zé António (36’); 2-0, Pedro Neves (41’); 2-1, João (58’, g.p.).
Disciplina: Amarelos a Palhais (58’) e Jorge Fazenda (60’); Cláudio (33’), Mel (66’), Márcio (79’), Jonas (85’) e Zé (88

Ansião e Casal Novo protagonizaram um bom jogo de futebol à vasta assistência que se deslocou ao Campo da Mata, apesar do mau tempo. As equipas, que lideravam o campeonato em igualdade pontual, não defraudaram as expectativas e mostraram o porquê de ocuparem os lugares cimeiros.O facto de ambas jogarem assentes em esquemas de 4-3-3, levou a que os conjuntos se encaixassem tacticamente e por isso o equilíbrio foi a nota dominante.O primeiro sinal de perigo veio da cabeça de Bajedas, mas a bola saiu ao lado. Na resposta, João testou a pontaria de longe e Quaresma só conseguiu defender com dificuldade para a frente.Aos 27 minutos os homens da casa estão novamente perto do golo, mas o livre estudado sai a rasar o poste, por André Silva. Minutos depois surge mesmo o primeiro golo para os anfitriões, com Zé António a rematar sobre a linha uma bola ‘perdida’ na pequena área após livre.O golo foi um bálsamo perfeito para o Ansião, que passou a controlar melhor o jogo, ao passo que o Casal Novo se deixou abater. Como corolário do maior domínio dos da casa, João Pedro está perto do golo aos 39’ e aos 41’ surge mesmo o 2-0. O livre é de Pernadas e Pedro Neves eleva-se mais alto que toda a gente e com uma cabeçada certeira aumenta o placar.Na segunda metade surgiu mais afoito o Casal Novo, talvez optimizado pelo intervalo. Aos 47’ um mau atraso de Bajedas causa o pânico na defensiva local, mas Sobreira não é lesto e perde boa ocasião. Dois minutos volvidos o mesmo Rui Sobreira tem um bom trabalho e assiste Sapateiro, mas este cabeceia por alto.O CC Ansião aparece novamente na frente e André Silva, só com André pela frente, permite a defesa do guardião. No outro lado o árbitro assinala pénalti num lance em que João cai na grande área, com grandes protestos dos locais. Imune à pressão, João reduz para 2-1, relançando o jogo.Pensava-se então que o Ansião iria ‘tremer’, mas a equipa de Ricardo Silva mostrou as credenciais de maior candidato à subida, voltando a apoderar-se do comando da partida e criando as melhores oportunidades. Aos 64’ Bajedas remata às malhas laterais e aos 76’ Pernadas proporciona a defesa da tarde a André.O Casal Novo, apesar da grande velocidade dos seus homens mais adiantados, não tinha forças nem espaço para ultrapassar o meio-campo e defensiva adversárias e o melhor que conseguiu foi ameaçar por duas vezes com relativo perigo até final. Primeiro foi Rui Sobreira a disparar rasteiro mas fraco aos 77’ e já em descontos Simão surge na área e responde a um canto, mas a bola sobe demasiado.Vitória justa da equipa da casa, frente a um Casal Novo que mostrou estofo e credenciais para lutar até ao fim pelos lugares cimeiros.Arbitragem segura e sem problemas de Sandro Soares, regularmente contestado em lances de menor importância. Dúvidas apenas na grande penalidade, até porque o próprio juiz demorou bastante tempo a assinalar.

MARCO MARQUES

terça-feira, dezembro 02, 2008

Tranquilidade ao cair do pano

Parque de Jogos Manuel Antunes Pintassilgo, Avelar
Arbitragem: Ricardo José, auxiliado por Alexandre Peralta e Pedro Tomás (AF Castelo Branco)

AC AVELARENSE: Hélder; Zé Miguel, Tiago Sardinha, Torrelhas e André Dias; Luís Borges (cap.), João Boavida e Pimenta (André Simões, 80’); Paulo António (Pedro Ferreira, 46’), Rafael (Tito, 88’) e Normando.
TR: NUNO OLIVEIRA
Não utilizados: Miguel, Rodolpho, Paulo Miguel e Pedro Moreira.

AD RANHA: Arlindo; Jordão (Tito, 68’), Micoud, Carlos e Eurico (Tiago Leal, 78’); Cobra, Gonçalo e Daniel; Vítor (Cláudio, 78’), Aníbal e Peruzzi.
TR: PAULO BORGES
Não utilizados: Luís, Cordeiro e Paulo.

Golos: 0-1, Peruzzi (44’); 1-1 e 2-1, Rafael (45’ e 53’); 3-1, Normando (90’+3’).
Disciplina: Cartões amarelos a Vitor (28’), Cobra (39’), Aníbal (44’), Gonçalo (49’), Carlos (51’); Paulo António (29’) e Pedro Ferreira (68’).

O Avelarense venceu a Ranha por 3-1, num jogo onde a equipa da casa voltou a revelar-se perdulária na finalização e acabou o jogo a sofrer, obtendo o golo da tranquilidade já nos descontos.Foram mesmo os forasteiros a começar melhor, aproveitando alguma tremedeira dos locais e por duas vezes levaram o perigo às redes de Hélder. Primeiro foi Vítor a rematar por cima e depois Peruzzi que, em boa posição, cabeceou por alto.Reagiu o Avelarense, que começou a pegar no jogo e até à meia hora desfrutou de uma mão-cheia de oportunidades. Aos 16’ Normando cabeceou rente ao poste, aos 19’ o mesmo jogador em frente a Arlindo remata para as nuvens e aos 20’ falhanço em dose dupla com André Dias e Boavida a falharem o mais fácil em plena pequena área. Para completar o lote de desperdício, Torrelhas solto cabeceia ao lado e Paulo António vê Arlindo desviar para o poste um potente livre directo.Para cúmulo e fazendo jus ao provérbio da bola, “quem não marca sofre”, aos 44’ surge Peruzzi completamente ‘plantado’ na pequena área e faz o golo da Ranha, perante a estupefacção geral da equipa da casa, a pedir fora-de-jogo.Na reposta, o Avelarense chega ao empate. Rafael remata em arco da esquerda da área e obtém um golo de belo efeito, embora Arlindo pudesse fazer mais.Na segunda parte o Avelarense continuou a assumir as despesas ofensivas e a entrada da Pedro Ferreira veio trazer mais força ao último reduto local. Aos 52’ surge o 2-1 para a equipa da casa, com Rafael a concluir brilhante assistência de Pimenta, rematando sem hipóteses para Arlindo.Em situação de desvantagem a Ranha empertigou-se e tentou estender-se mais no terreno. Aníbal aos 62’ podia ter feito bem melhor quando se conseguiu isolar, mas rematou ao lado. Do outro lado a pontaria estava mais afinada mas não chegava para golo. Normando num cruzamento enviou a bola ao poste e Boavida já dentro da área acertou no outro.Crescia a intranquilidade do Avelarense que tardava em chegar ao terceiro golo, ao passo que os visitantes iam acreditando no empate. Prova disso é o lance de Cláudio aos 84’, que bem posicionado rematou muito por alto. Finalmente, já em descontos surgiu o 3-1 final, com Normando a corresponder da melhor maneira a primorosa assistência do júnior André Simões.Em suma resultado certo da equipa que criou mais oportunidades, perante uma Ranha que a espaços criou dificuldades ao último reduto local.Arbitragem certinha do árbitro de Castelo Branco, com a única dúvida a recair no lance do golo da Ranha, em que Peruzzi parece aproveitar-se de um posicionamento irregular para chegar ao golo.

Marco Marques - O Derbie

domingo, novembro 09, 2008

Avelarense 'deixa' dois pontos em Ramalhais

Parque de Jogos do Ramalhais
Arbitragem: Leandro Siopa, auxiliado por Paulo Nuno e Ruben Ribeiro.

RAMALHAIS: Diogo; Zé Carlos, Rui Ferreira (Bruno Simões, 63’), Tomé (Tiago, int.) e David; Rodrigo, Diogo Silva e Daniel; Piaf (cap.) (Anthony, int.), Marco e Fábio Roxo.
TR: JOSELITO PEREIRA
Não utilizados: Andersson, Pedro, Fred e Nuno Gomes.

AVELARENSE: Hélder; Paulo António, Sardinha, Torrelhas (Tito, 87’) e Zé Miguel; Luís Borges (cap.), Neto e Pimenta (André Simões, 78’); André Dias (Flechas, 66’), Rafael e Normando.
TR: NUNO OLIVEIRA
Não utilizados: Miguel, Rodolpho, Pedro Moreira e Paulo Miguel.

Golos: 0-1, Normando (10’); 1-1, Daniel (55’); 2-1, Marco (80’); 2-2, Flechas (87’).
Disciplina: Cartões amarelos a Marco (57’) e Fábio Roxo (68’); Neto (68’) e Flechas (89’).
Ramalhais e Avelarense repartiram pontos num jogo muito disputado até ao último apito, mas onde os forasteiros foram castigados pela sua falta de pontaria.Depois de um início equilibrado, Normando colocou o Avelarense na frente aos 10 minutos, rematando com frieza frente a Diogo. Os locais acusaram o golo e o Avelarense controlou toda a primeira parte com pelo menos três ocasiões flagrantes para aumentar a marcar. André, Rafael e Normando tiveram frente a frente com o guardião contrário mas não tiveram arte para finalizar com êxito. Quem pôs a bola no fundo das redes foi Torrelhas, mas o golo foi invalidado. A equipa da casa apenas por ocasião esteve perto do golo, mas Fábio Roxo viu Hélder defender com o pé o seu remate, após lance individual.Na segunda parte entrou melhor o Ramalhais, começando a superiorizar-se ao nível do meio-campo e chegou mesmo à igualdade. Hélder não segura um cruzamento e a defesa fica estática, aparecendo Daniel, muito oportuno a igualar a contenda.O Avelarense ripostou, mas André tem nova perdida flagrante. Depois é Normando, que num par de iniciativas seguidas erra o alvo completamente isolado. Do outro lado a pontaria estava melhor calibrada e Rodrigo por pouco não marca, com a bola a bater caprichosamente no poste. Igual sorte teve Normando, que ultrapassou Diogo mas acertou no ferro.O Ramalhais castigava os falhanços do seu adversário e Marco colocava pela primeira vez os homens da casa na frente, concluindo no coração da área um centro da direita.Já o Avelarense voltava a falhar um golo feito com Rafael a assistir Pimenta, que à entrada da pequena área errou por milímetros o cabeceamento.Nuno Oliveira, com o plantel dizimado por lesões, colocava em campo dois juniores e estaria aí a chave do empate. Bom trabalho de André Simões na esquerda, que descobre Flechas solto ao segundo poste para um golo fácil.Até final ainda ouve tempo para nova oportunidade para os visitantes mas Diogo esteve muito bem na saída dos postes e anulou o remate de Rafael.Estava esgotado o tempo e o empate era o resultado final. Um resultado terrivelmente penalizador para o Avelarense, que falhou oportunidades que nem a este nível se podem perder, frente a uma equipa com bons executantes, mas algo permeável a defender.Leandro Siopa fez uma arbitragem irregular, sobretudo no critério disciplinar e não teve a melhor ajuda dos seus auxiliares que erraram demasiadas vezes, nunca se entendendo com a velocidade de Normando, a quem cortaram pelo menos três ataques limpos.

Marco Marques - Jornal Horizonte

segunda-feira, outubro 27, 2008

Avelarense vence Pousaflores atrevido

Jogo da 6ªJornada - 1ªDistrital/Norte
Árbitro: Artur Louceiro (AF.Leiria)

AVELARENSE: Hélder; Zé Miguel (P. António, 70’), Sardinha, Tito e André Dias; Neto (c), Boavida (Pedro Moreira, 81’) e Pimenta (Luis Borges, 46’); Rafael, Normando e Pedro Ferreira.
TR: NUNO OLIVEIRA
Não utilizados: Mika, Paulo Miguel, Rodolpho e Sérgio.

POUSAFLORES: João Simões; Teixeira Jr (c), Toni, Sérgio e Cafona; Eddy, Ramalhal e Luis Simões; Emídio (Daniel, 72’), Cláudio (Branquinho, 60’) e Nuno Cruz (Marcel, 76’).
TR: JORGE TOMÁS
Não utilizados: Micael, Camisas, Ricardo e Teixeira.

Golos: Pedro Ferreira (36’ e 75’) e Rafael (51’ e 65’); Luís Simões (33’ e 90’+4’).
Disciplina: Amarelos a Tito (35’) e Boavida (76’); Eddy (28’), Nuno Cruz (34’), Toni (75’) e Cafona (79’).
O Atlético Clube Avelarense recebeu e venceu o Grupo Desportivo e Recreativo de Pousaflores por 4-2 naquele que foi o primeiro derby oficial da época. Os visitantes até começaram a vencer, mas na segunda parte a equipa da casa deu a volta ao jogo. Com ambas as equipas a apresentarem esquemas tácticos parecidos, não foi de estranhar um encaixe inicial entre ambos os conjuntos, o que levou a um mau começo de jogo. Com poucos espaços, a solução passava pelo jogo directo e assim estava facilitada a tarefa dos defensores, que resolviam todos os intentos ofensivos. O jogo arrastava-se numa toada de sofreguidão, quase mesmo mediocridade, com ambas as formações muito apáticas até que ao minuto 14 surge o primeiro lance de registo. Cláudio passa bem por Zé Miguel mas frente a Hélder não consegue melhor que colocar-lhe a bola nas mãos. Os visitantes ganharam algum ânimo e passaram a dominar mais a meio-campo, ganhando invariavelmente a ‘segunda’ bola, enquanto o Avelarense tinha dificuldades em armar o seu jogo. Depois de um livre de André Dias que passou por cima da baliza de João Simões, o Pousaflores voltou a assustar por Luís Simões, mas a cabeçada saiu alta. Mas o mesmo Luís Simões haveria de inaugurar o marcador num grande remate do meio da rua, que ainda assim deixa mal na fotografia Neto, que lhe amorteceu involuntariamente a bola e Hélder, que estava muito adiantado na baliza.Os visitantes mereciam o golo, porque realmente estavam melhor em jogo. Mas estiveram em vantagem pouco tempo já que minutos volvidos Pedro Ferreira aproveita uma bola ‘perdida’ na grande área e faz o empate.Ao intervalo o empate castigava o mau futebol praticado.Na segunda parte Nuno Oliveira colocou Luís Borges no meio-campo avelarense e a equipa da casa ganhou imenso com isso, já que passou a dominar aquele sector. O Pousaflores entrou algo retraído e logo aos 5 minutos sofreu o segundo. Boa assistência de André Dias e Rafael, estranhamente solto à entrada da pequena área, a rematar à meia volta para o golo.O Pousaflores sentiu muito este golo, começando a abrir demasiados espaços na sua defensiva, enquanto o Avelarense melhorava e começava a causar mais problemas sempre que atacava. Aos 63 minutos Boavida marca na sequência de canto, mas o árbitro descortina uma qualquer infracção da qual não nos apercebemos, mas pouco depois isola Rafael com grande passe e o dianteiro bisa na partida, aumentando para 3-1. O Pousaflores ainda reagiu mas Branquinho, na melhor oportunidade, proporcionou boa defesa a Hélder. Do outro lado o Avelarense dilatava a marca, com Pedro Ferreira também a bisar, depois de um bom trabalho individual sobre o guarda-redes contrário.Já nos últimos suspiros o Pousaflores consegue reduzir para 4-2, com Luís Simões muito oportuno à boca da baliza a aproveitar defesa incompleta de Hélder.Artur Louceiro fez uma arbitragem tranquila e correcta, apesar dos pequenos erros. Apenas no lance do golo invalidado a Boavida parece ter errado com maior gravidade. Os seus auxiliares também fizeram trabalho regular.
Marco Marques (www.jhorizonte.com)

domingo, outubro 19, 2008

No duelo entre candidatos Ansião merecia mais

Pedroguense 3 - CC Ansião 3


Jogo no Campo de S. Mateus – Pedrógão Grande
Arbitragem: Ricardo Martinho

PEDROGUENSE: Fernando; Rafael, Marco Ferreira, Toni e Sérgito; Caló, Tátá (cap.) e Dani; Hélder Vaz (Tiago, 84’), João Raposo (Chinoca, 60’) e Ricardo Silva.
TR: JOÃO ALMEIDA
Não utilizados: Samuel, Filipe, Fábio, Luís António e Madeiras.

CC ANSIÃO: Quaresma; Linas, Samuel, Zé António e Jorge Fazenda (cap.); Palhais, Pernadas e Pedro Neves; André Silva (Rui Valente, 87’), João Pedro (Rogério Fazenda, 78’) e Bajedas (Ruizito, 66’).
TR: RICARDO SILVA
Não utilizados: Marco, Poquinha, Alexandre e Diogo Neves.

Golos: 0-1, Bajedas (24’); 0-2, João Pedro (32’); 1-2, Marco Ferreira (42’); 2-2, Ricardo Silva (44’, g.p.); 2-3, Bajedas (52’); 3-3, Marco Ferreira (64’).

Disciplina: Cartão amarelo a Chinoca (65’), Marco Ferreira (69’), Rafael (72’), Sérgito (79’) e Tátá (90’); Zé António (43’), Bajedas (43’) e Jorge Fazenda (85’). Vermelho directo a Toni (86’).
Pedroguense e Ansião dividiram os pontos no jogo da jornada da I Distrital Norte. Apontados como os principais candidatos à subida, ambas as formações mostraram argumentos convincentes, mas o conjunto ansianense funcionou melhor.O equilíbrio inicial de forças durou até aos 24 minutos, quando surgiu o golo inaugural. João Pedro ganhou a linha e centrou para a boca da baliza, surgindo Bajedas a encostar facilmente para o fundo das redes.O Pedroguense reagiu e aos 31’ Ricardo Silva rematou para golo, mas há muito havia indicação de fora-de-jogo. Na resposta 2-0 para os visitantes e com os mesmos protagonistas, mas em ‘papéis’ diferentes. O centro é de Bajedas e a conclusão de João Pedro, num bom golpe de cabeça.Estava por cima a equipa de Ricardo Silva, com uma exibição muito segura a nível defensivo e bastante sagaz em termos de finalização, mas dois minutos bastaram para inverter o cenário.Aos 42 minutos Marco Ferreira reduz para 1-2, com um excelente golpe de cabeça. Um golo bastante contestado e que parece ferido de ilegalidade, já que para ganhar posição o central derruba ostensivamente o seu marcador directo.Dois minutos volvidos, novo lance polémico. Ricardo Silva recupera uma bola na área e aparece estatelado no chão, com Ricardo Martinho a assinalar de pronto grande penalidade. Os visitantes protestaram bastante, mas o avançado pombalense, alheio à discussão, acabou por converter o castigo máximo.Na segunda metade voltou a entrar bem o CC Ansião com Bajedas a bisar aos 52 minutos, no melhor golo da tarde. Uma ‘bomba’ de pé esquerdo!Pouco depois o ‘keeper’ local perde a cabeça e depois de agarrar a bola pontapeia André Silva, valendo-lhe a incrível ‘distracção’ do árbitro. Seria expulsão e pénalti.João Almeida retirou um apagado Raposo para colocar um mexido Chinoca e o Pedroguense cresceu, conseguindo nova igualdade aos 64 minutos. Ricardo Silva centra para a área e a bola entra na baliza depois de alguma confusão, parecendo tocada em último lugar por Marco Ferreira.Do outro lado Bajedas saía visivelmente desgastado e o Ansião perdia fôlego, mas no Pedroguense a bola também não chegava ao desequilibrador Ricardo Silva.Até final acabou por ser do Ansião a melhor oportunidade, mas o livre de Samuel saiu ligeiramente ao lado.Ricardo Martinho, que nunca teve a vida facilitada pelos jogadores, acabou por expulsar directamente Toni, numa entrada faltosa rude, mas que não justificaria punição tão pesada.No final de contas a igualdade sabe melhor aos homens da casa, enquanto o CC Ansião pode queixar-se de alguma falta de sorte e de duas decisões muito questionáveis do árbitro da partida.

Marco Marques - Jornal Horizonte

segunda-feira, outubro 06, 2008

Avelarense massacra Simonenses

Jogo no Parque de Jogos Manuel Antunes Pintassilgo, Avelar
Arbitragem: Paulo Marques, auxiliado por Vítor Pinto e Susana Sousa.

AVELARENSE: Hélder; Neto, Sardinha, Tito (Rodolpho, 62’) e Zé Miguel; Góis (cap.), João Boavida e Pedro Almeida; André Dias (Paulo Miguel, 49’), Rafael e Normando (Pedro Moreira, 32’).
TR: NUNO OLIVEIRA
Não utilizados: Miguel, Paulo António, Pimenta e Ferreira.

SIMONENSES: André; Rui, David (cap.), Tonel (Ricardo, 73’) e Diodoro; Petinga (Thierry, 84’), Jorge, Vítor e Ravi (Filipe, 37’); João e Cristóvão.
TR: HELDER DIAS
Não utilizado: Gonçalo.

GOLOS: 1-0, Normando (30 seg.); 2-0, Rafael (1’); 3-0, André Dias (5’); 4-0, Pedro Almeida (8’, g.p.); 5-0 e 6-0, Rafael (13’ e 14’); 7-0, Normando (25’); 8-0, André Dias (34’); 9-0, Rafael (55’); 10-0 e 11-0, Pedro Moreira (61’ e 64’) e 12-0, Rodolpho (82’).

Disciplina: Amarelos a André Dias (38’); Diodoro (8’) e David (10’ e 38’). Vermelho por acumulação a David (38’).
Que dizer de um jogo que no final do primeiro minuto regista uma vantagem de dois golos para uma das equipas e que com menos de um quarto de hora decorrido já assinala 6-0 no marcador? De facto, as palavras deste texto podiam ser trocadas pelos números...Apesar de se tratar da última divisão do nosso futebol, ainda são gritantes as diferenças entre algumas equipas. É o caso do Avelarense, recém despromovido da Divisão de Honra, e do Simonenses, habitualmente ‘dono’ dos últimos lugares da tabela.Pelo facto do Avelarense estar em renovação e do Simonenses nem sequer ter sido último na temporada transacta, não se esperava tamanha desigualdade. Foi um espectáculo quase confrangedor, aquele que assinalou o primeiro aniversário do sintético do Avelarense. A equipa da casa entrou com tudo e fez o que quis da frágil defensiva visitante. Os três homens da frente marcaram e deram a marcar e só aos oito minutos falharam o primeiro remate, mas mesmo assim no seguimento da jogada foi penálti e... golo.Apesar de tudo os briosos jogadores de S. Simão de Litém jogaram o jogo pelo jogo e mesmo quando aos 38 minutos, a perder por 8-0, ficaram reduzidos a 10, mantiveram sempre três homens na frente.O Avelarense, a rodar a equipa e ciente das facilidades, tirou literalmente o pé do acelerador e começou a adornar os lances em demasia, falhando golos atrás de golos na segunda metade. Ainda assim facturou mais quatro vezes e fechou a ‘loja’ na ‘dúzia’. Realce para o ‘poker’ de Rafael e para os ‘bis’ de Normando, André Dias e Pedro Moreira.Ah... Sobra ainda espaço para referir a grande oportunidade do Simonenses alcançar o tento de honra. Foi aos 18 minutos, mas Petinga com tempo para tudo, dentro da área, acabou por rematar frouxo e ao lado.Paulo Marques deve ter realizado das arbitragens mais fáceis da sua carreira. Os assistentes tiveram bastante trabalho, sobretudo quando acompanharam o ataque do avelarense, mas fora alguns percalços normais de um jogo desta natureza, estiveram em bom plano.

Marco Marques (www.jhorizonte.com)

quinta-feira, setembro 04, 2008

Pousaflores quer surpreender

O Pousaflores tem estado muito activo na pré-época. Apesar de ter perdido dois titulares, tem surpreendido nas aquisições e o 'filão' de Alvaiázere para ser a aposta. Depois de já contar nas suas fileiras com alguns alvaiazerenses como Sérgio, Ramalhal e Branquinho, chegam agora João Simões e Luís Simões, dois jogadores muito experientes e de qualidade reconhecida. Toni e Eddy também são destaques e poderão finalmente catapultar a equipa para outros objectivos. O treinador Jorge Tomás ainda espera um avançado para fechar o plantel mas mesmo assim aponta para metas ambiciosas. "Queremos fazer o máximo de pontos possível e aponto a meta do 5.º lugar", afirma confiante depois de "ter conseguido reforçar a equipa com elementos muito experientes para lugares deficitários". Será talvez um dos plantéis mais equilibrados de sempre do clube e o treinador não ignora esse facto, predispondo-se a "colocar o Pousaflores em busca de outros objectivos".Instado a pronunciar-se sobre os favoritos à subida, Tomás aponta três nomes: "Pedroguense, Ansião e Arcuda". "O Pedroguense reforçou-se muito, o Ansião manteve toda a equipa e o Arcuda também terá uma palavra a dizer", finalizou.O Pousaflores fará os seguintes jogos-treino: Fig. Vinhos (6 Set., casa), Proença (7, fora), Fig. Vinhos (9, fora) e Juniores Pombal (18 Set.).

Marco Marques (www.jhorizonte.com)

terça-feira, agosto 05, 2008

Ansião aposta na continuidade

O CC Ansião pretende manter a esmagadora maioria do plantel que terminou a última época. Revoltados com a dramática descida, dirigentes e jogadores apostam em devolver o Ansião à Divisão onde se vinha impondo nos últimos anos. Para já os ansianenses só se podem lamentar da saída de Nuno Aguiar, a única peça importante que não continua. O guarda-redes, que também se destaca como avançado, preferiu mudar de ares e deixou um problema para a turma de Ansião resolver. Os dirigentes ansianenses depositam no entanto grande confiança na aquisição Bruno Quaresma, proveniente da equipa júnior da Académica e têm sempre à mão, o prestável Marco Duarte.Na defesa não há registo de saídas e ainda vem André Silva, mais um jovem do viveiro do Sp. Pombal, onde o Ansião se tem abastecido todos os anos. André é um lateral muito rápido e raçudo, que têm a particularidade de ser irmão do treinador Ricardo Silva.No meio campo o panorama também é animador e só a interrogação em torno do futuro profissional de Bajedas causa alguma apreensão. Na frente de ataque há muitas soluções, mas as permanências de Bispo e Rui Valente estão em 'xeque'.Segundo Adriano Bonito, director técnico do Ansião, "é com este plantel que o Ansião conta" e "só se houver alguma saída é que nos reforçaremos para esse lugar".Ricardo Silva conta então com um plantel curto, mas de grande qualidade. Se o futebol fosse linear, poderíamos alvitrar um regresso sem mácula à divisão maior. Mas este ano a I.ª Distrital terá seguramente uma competitividade extra. Pedroguense e Alvaiázere estão a reforçar-se com nomes sonantes e há sempre os candidatos do costume... Enfim, muitos 'galos' para apenas dois 'poleiros'...

Marco Marques (www.jhorizonte.com)

quarta-feira, maio 28, 2008

UD Batalha vence 1ªdistrital de Iniciados

Jogo no Campo das Cabecinhas, Guia
Arbitragem: Rui Figueiredo; Pedro Figueiredo e Sérgio Querido

AC AVELARENSE: Mika; Carlos, João Canhoto (cap.), Tiago Simões e Diogo; Ricardo, João Pedro e Gonçalo; Fábio Martins (André Pires, 57’), Miguel e Estanqueiro.
TR: LIONEL PEIXOTO
Não utilizados: Gauthier, Nélson, Miguelito, André Gomes, Tiaguito e Zé Pedro.

UD BATALHA: Ricardo (Tiago Silva, 68’); Denis, André, David e Luís; Bernardo (cap.), Casaca e Filipe; João Sousa, Rodrigo (Rui Silva, 45’) e Rafa.
TR: RUI BARROS
Não utilizados: Almeida, Monteiro e Pedro.
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Golos: 1-0, Estanqueiro (25’); 1-1, Rui Silva (56’).
Penaltis: Marcaram pelo Avelarense: Gonçalo, André Pires e João Pedro. Falhou João Canhoto. Marcaram pela Batalha: Bernardo, André, Rafa, João Sousa e Filipe.
Disciplina: Amarelo a João Pedro (45’).

A UD Batalha sagrou-se campeã distrital da I.ª Divisão de Iniciados ao bater na final o AC Avelarense no desempate por grandes penalidades, após uma igualdade a uma bola no tempo regulamentar.O sintético da Guia recebeu um jogo que se revelou bem agradável de seguir, com ambas as equipas a procurarem a baliza contrária e a proporcionarem bons momentos de futebol às largas dezenas de pessoas que desafiaram a chuva para assistir à partida.Ainda não estavam decorridos os primeiros 5 minutos e já o Avelarense poderia estar na frente do marcador. Miguel isola-se pela esquerda e remata cruzado, com a bola a passar a rasar o poste da baliza de Ricardo. A resposta não se fez esperar e ao minuto 7 é Casaca que dispara em plena área após um canto, valendo a atenção de Mika.Num jogo de parada e resposta, é novamente o Avelarense a criar frissom. João Pedro ganha espaço na esquerda, mas erra por muito pouco na pontaria. Do outro lado Bernardo cobra um canto traiçoeiro, levando a bola a embater de raspão na trave.Após este início alucinante de parte a parte, o Avelarense começou a tomar conta do meio-campo, circulando a bola com maior a propósito, enquanto a Batalha apostava mais em saída rápidas pelas laterais. Até que ao minuto 25 o Avelarense inaugura o marcador. Abertura primorosa de Miguel e Estanqueiro, rápido como uma flecha, isola-se e remata colocado. Um golo que era o corolário do melhor período dos avelarenses.Até final da primeira parte o jogo continuou na mesma toada. Mais bola para o Avelarense, com o Batalha a tentar contra-atacar. Quase no dealbar na primeira metade, Rafa ainda assustou de longe, mas Mika defendeu.Ao intervalo o treinador da Batalha mexeu no xadrez da sua equipa, fazendo recuar o possante Rafa para o miolo e fazendo entrar Rui Silva para a frente de ataque. Uma alteração que seria decisiva, já que Rafa veio tornar mais forte aquela zona nevrálgica, ganhando superioridade à medida que o mesmo sector do adversário ia perdendo fulgor. Depois da igualdade ter estado perto de acontecer por Filipe aos 48’, a quem se opôs Mika de forma brilhante, o empate surgiu mesmo aos 56’ por Rui Silva. O golo foi um prémio justo para a Batalha, mas no entanto foi obtido de forma ilegal. Bernardo bombeou para a área, onde Rui Silva estava completamente ‘acampado’ em posição de fora-de-jogo. Assim não entendeu o auxiliar, que validou o tento.O jogo baixou depois de produção, com os jovens de ambas as equipas já bastante fatigados. Ainda assim eram da Batalha as melhores oportunidades, nomeadamente em lances de bola parada que levavam sempre algum perigo às redes da baliza exemplarmente defendida por Mika. Do outro lado João Pedro teve belo ensejo para marcar aos 62 minutos, quando estava em posição privilegiada, mas rematou ao lado.Aos 68 minutos Ricardo remata de muito longe com o seu homónimo guarda-redes a complicar e quase a deixar escapar a bola para dentro da baliza. Neste lance aconteceria novo lapso gritante da equipa de arbitragem. O jovem guarda-redes terá ficado magoado, mas reteve a bola na sua posse por um período muito extenso de tempo. Rui Figueiredo não interrompeu o jogo nem assinalou a infracção e foram os colegas que acabaram por pontapear a bola para fora, perante a passividade do ‘juiz’. O guardião foi mesmo substituído e para a baliza foi Rafa, que após ter passado pelo ataque e meio-campo acabou a defender as redes. E fê-lo bem, pois no desempate por penaltis parou o remate do capitão do avelarense e decidiu o título para a sua equipa.Em suma, foi um belo jogo entre duas boas equipas, que se equivaleram. O Avelarense melhor na primeira parte, a Batalha melhor na segunda.Sinal negativo apenas para os dois erros graves da equipa de arbitragem, que acabaram por ter interferência directa no resultado. Ambas as equipas mereciam melhores ‘juizes’...

MARCO MARQUES-O Derbie

segunda-feira, abril 07, 2008

Ansião goleia Avelarense

Jogo no Campo da Mata, em Ansião
Árbitro: Sandro Soares

CC ANSIÃO: Aguiar; Pokinha, Zé António, Rogério Fazenda (cap.) e Edu; Palhais, Pedro Neves e Bajedas (Jorge Fazenda, 84’); Pernadas, João Pedro (Ruizito, 68’) e Bispo (Robson, 70’).
TR: RICARDO SILVA
Não utilizados: Marco, Telmo, Linas e Dádá.

AC AVELARENSE: João Pedro; Estarola, Góis, Eduardo (cap.) (Boavida, 50’) e Laranjas (Normando, 50’); Torrelhas, Luís Borges e Neto (Tito, 61’); Silveiro, Rafael e Pedro Jacob.
TR: FERNANDO SILVA
Não utilizados: Michael, Sardinha, Eddy e Sérgio.

Golos: Bispo (40’ e 67’) e Bajedas (60’, g.p. e 75’).
Disciplina: Amarelos a João Pedro (52’) e Pokinha (56’); Eduardo (31’), Laranjas (49’) e Silveiro (73’).
O CC Ansião venceu o derby concelhio frente ao rival AC Avelarense por quatro golos sem resposta. Uma vitória clara e justa como indica o marcador, embora por números exagerados.Contrariando as expectativas de que seria um jogo muito fechado, logo aos três minutos Bispo foge à marcação de Eduardo e dispara um míssil que ainda tirou tinta à trave da baliza de João Pedro. Aos 6 surge a resposta num lance idêntico, desta feita com Silveiro a disparar forte mas ligeiramente por cima do travessão de Aguiar. Foram dois lances fortuitos, pois a partir daí as equipas acertaram as marcações e o jogo não saiu da luta estéril a meio-campo, com raríssimas jogadas de mais de três passes seguidos.Na primeira jogada com princípio, meio e fim, aos 40 minutos, o Ansião adiantou-se no marcador. Bom envolvimento e Pernadas a deixar Bispo isolado. O avançado roda e remata colocado, sem hipóteses para João Pedro.Depois do intervalo o Avelarense surgiu mais empertigado e logo aos 47 minutos Rafael trabalha bem na área, mas remata à figura de Aguiar, quando se exigia muito melhor. Respondeu o Ansião e aos 49’, em duelo de João Pedros, levou a melhor o guardião forasteiro.Fernando Silva mexeu em seguida, lançando dois juniores para os lugares dos defesas Eduardo e Laranjas já ‘amarelados’. Normando mal entrou testou logo o pontapé e obrigou Aguiar a esticar-se bem e defender para a frente o potente remate do jovem avelarense. O Avelarense estava melhor e canalizava todo o jogo pelo flanco direito, onde Normando ia dando ‘dores de cabeça’ a Edu. Mas aos 60 minutos num contra-ataque local, Neto comete falta dentro da área sobre Bajedas. Penalti claro, que o próprio Bajedas transforma com êxito.Este golo foi um duro golpe para os visitantes, que baixaram animicamente, enquanto o CC Ansião transpirava confiança e ia trocando a bola com melhor clarividência. Ainda assim, aos 65 minutos Pedro Jacob cai na área em disputa com Rogério Fazenda, que lhe acerta com o cotovelo. O árbitro entendeu que foi sem intencionalidade, mas os visitantes protestaram e muito.Aos 67 minutos surge o 3-0. Pokinha vai muito bem à linha e cruza, surgindo Bispo como uma flecha, a encostar de cabeça para o fundo das redes. O Avelarense estava ‘desnorteado’ e no minuto seguinte Pernadas tem tudo para fazer o quarto, mas João Pedro brilha a grande altura. Aos 75 minutos surge mesmo o quarto golo da equipa de Ricardo Silva. Canto de Pernadas e Bajedas, completamente solto ao segundo poste, a subir bem alto e cabecear com êxito.Depois o CC Ansião deu-se ao ‘luxo’ de tirar os homens do jogo para o aplauso, enquanto do Avelarense deu a réplica possível, sempre com Normando a ser o mais esclarecido, conseguindo várias boas jogadas à linha, mas sem a melhor finalização dos seus colegas.Destaques no Ansião para a segurança defensiva de Rogério Fazenda e as tremendas exibições de Bispo e Bajedas, que bisaram. No Avelarense saliência para Góis, pelo espírito de luta, e Normando, pelo que espevitou na frente.Como dissemos no início a vitória do CCA não sofre a mínima contestação, embora o ACA não merecesse os números tão pesados do score.Sandro Soares fez uma exibição irregular, tal como os seus auxiliares. Sem interferência no resultado, acabou por cometer uma série de pequenos erros, que irritaram sobremaneira, especialmente os visitantes.

Marco Marques

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