Mostrar mensagens com a etiqueta Décio Vigia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Décio Vigia. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, outubro 28, 2010

Golo nos descontos trouxe alguma justiça ao "derby"

Um golo nos descontos de Rúben Santos evitou, no passado domingo, que o Ginásio perdesse o segundo “derby” consecutivo na temporada, na recepção ao Pataiense.
A ineficácia e os postes foram penalizadores para a equipa de Walter Estrela, que fez uma 1ª parte de excelente nível, à qual só faltou mesmo o golo.oportunidades não faltaram para que a turma da casa inaugurasse o marcador. Primeiro Bruno Novo (16’) falhou completamente isolado, atirando ao lado da baliza de Emanuel, depois Tiago Lopes, de cabeça, atirou à barra. O domínio ginasista era por demais evidente e o primeiro remate do Pataiense só surgiu perto da meia-hora. O primeiro tempo de excelente nível fez os adeptos da casa acreditar que era possível chegar ao golo, mas um golpe certeiro de João Costa (52’) deu vantagem aos visitantes. O golo do criativo do Pataiense causou mesmo mossa, pois os jogadores do Ginásio foram completamente abaixo animicamente. Era altura de Walter Estrela mexer na equipa e o técnico não hesitou em lançar Davide Gonçalves passado para um 4x3x3. Era o tudo por tudo, ao qual respondeu Tógui com a entrada de Vinhas, passando ao 4x4x2 losango e anulando a criatividade ginasista. Nascimento (59’) poderia ter fixado o resultado em 0-2, mas falhou sozinho perante o guarda-redes ginasista e, aos poucos, começou a suceder-se uma avalanche de bolas bombeadas para a área do Pataiense. Até que o golo viria a surgir já nos descontos e já depois Bruno Novo ter atirado ao poste (61’). Vítor Maranhão subiu no terreno para executar o livre indirecto, bateu exemplarmente e Rúben Santos fez o golo do Ginásio, que, diga-se, veio repor a justiça no marcador. A equipa da casa conseguiu, assim, anular a vantagem adversária e terminar o jogo com 1 ponto conquistado. Outro resultado seria uma penalização demasiado excessiva para a falta de pontaria do Ginásio, que parece acusar a pressão nos “derby’s” em casa.

Décio Vigia - Região de Cister

domingo, outubro 10, 2010

Nazarenos quebra Ginásio num derbie aceso

Estádio Municipal de Alcobaça
GC Alcobaça 0 - GD Nazarenos 1



Ginásio: Bruno Estrelinha, Nuno Sousa (Davide, 84'), Bula, Silva, Carlos Fernandes (Hélio, 66'), Fábio Rosado (Hugo Pereira, 61'), Nuno Coelho, Tiago Lopes, Fabinho, Bruno Novo e Rúben (cap.)
Treinador: Walter Estrela
.
Nazarenos: Edy, Bruno Vidinha, Rui Hilário (cap.), Ricardo Vieira, Élio, Mesquita, Álvaro, Carlos Carapau (Morgado, 54'), Duarte Vivo (Vilaça, 76'), Joãozinho e Henrique (Daniel Novo, 88')
Treinador: Wilson Estrela
.
É caso para dizer que o “derby” entre Ginásio e Nazarenos está vivo! Talvez até demais. E isto porque? Pelo sangue quente. As bancadas voltaram a viver um "derby" à moda antiga, com pancadaria da grossa, com a policia a actuar mesmo com gás pimenta, o que deixou alguns jogadores combalidos do Nazarenos que estavam nas bancadas. Dentro do relvado, o jogo começou praticamente com o golo da vitória do Nazarenos (0-1). Se Rúben não conseguiu aproveitar logo aos 2’ uma falha de Ricardo Vieira para abrir o marcador, o mesmo não se pode dizer de Duarte Vivo que volvido um minuto abriu o activo, após um cruzamento da direita de Bruno Vidinha, dando a vitória ao Nazarenos (0-1).
Após este momento, que diga-se, abona em favor do futebol, assistiu-se precisamente ao contrário. Demasiadas picardias, muitas paragens de jogo, muita perda de tempo. Jogo que diga-se muito difícil de arbitrar mas que o árbitro esteve sempre com pulso firme.Depressa chegaria o intervalo sem grandes notas a registar do jogo, já que a luta a meio-campo era por demais evidente. Num relvado pesado era dificil jogar e as bolas pelo ar eram cada vez mais frequentes. Neste espaço do terreno ambos os técnicos apostaram num maior número de jogadores. O nervosismo começava a atingir patamares elevados e resultado disso, Wilson Estrela, viria a ser expulso após aviso do fiscal de linha ao árbitro principal, assim como Fabinho, que ao intervalo não voltou, mas não por opção técnica, já que recebeu ordem de expulsão por alegada agressão a Carlos Carapau.
Na segunda-parte com um elemento a mais, os alvi-negros controlaram naturalmente a partida e podia ter acabado com o jogo por duas ocasiões (66’ e 68’). Não o fizeram e poderiam mesmo acabar penalizados, não fosse uma estrondosa defesa de Edy ao minuto 85, num remate de Hugo Pereira, que fora lançado no segundo tempo.
O Nazarenos não fez um grande jogo, mas o Ginásio também esteve uns furos abaixo do normal. O golo madrugador acabou por ser a chave do encontro para a equipa de Wilson Estrela, que acabou com uma tradição de mais de 30 anos sem vencer em Alcobaça. Em suma, ganhou a formação que se mostrou mais eficaz, e aí, não há nada a fazer.

Décio Vigia

domingo, setembro 26, 2010

GC Alcobaça vence derbie

Biblioteca 1 - 2 GC Alcobaça
Campo da Biblioteca

Biblioteca: Nuno Saraiva, Nuno Gala, Rui Macatrão, Telmo, Mourato (André ), Pombinha (cap.) Betuca (Ivan ), Hugo, Vítor, José Cibreiros e Tropa.

Ginásio Alcobaça: Vítor Maranhão, Nuno Sousa, Bula, Silva, Carlos Fernandes (Fabinho,), Hélio, Tiago Lopes (Fábio Rosado, ), Nuno Coelho (Hugo Pereira) , Davide, Bruno Novo e Rúben.

O Ginásio aproveitou a 1ª parte do "derby" frente à Biblioteca (1-2) para alcançar uma importante e decisiva vantagem no encontro da 2ª jornada da Divisão de Honra.
O jogo até começou atrasado por falta de policiamento, mas isso não impediu que ambas as defesas se apresentassem bastante compactas e bastante atentas às movimentações dos avançados. O jogo esteve equilibrado em grande parte da 1ª parte, pois é de facto muito difícil tentar jogar bom futebol num campo pelado, em que a bola está mais vezes no ar do que no chão.Nesse sentido a luta a meio-campo era por demais evidente. Os esquemas tácticos de ambas as equipas eram parecidos com o 4x3x3 na Biblioteca com dois médios defensivos e no Ginásio apenas com um médio mais recuado.
O primeiro golo da partida apareceu aos 33 minutos, quando o capitão Rúben conseguiu fugir a Rui Macatrão (polícia de serviço do avançado) para a linha de fundo e cruzar para Nuno Sousa que apareceu completamente sozinho na pequena área a cabecear para golo. Um golo que de certa forma beneficiou a equipa que mais procurava o golo. Até então a equipa da casa não tinha efectuado qualquer remate, facto que se manteve até final da 1ª parte: zero remates à baliza de Vítor Maranhão. Pelo contrário num livre superiormente executado por Bruno Novo (40 minutos) chegaria o 0-2. Tento que deixava uma tranquilidade maior à equipa de Walter Estrela, que deveria ficar jogar com um a menos depois da agressão de Hélio a Tropa que foi apenas punida com cartão amarelo.
Na 2ª parte, a equipa azul entrou em campo demasiado tranquila e foi a Biblioteca a aproveitar para ir para cima. E se na primeira parte os remates valadenses foram zero desta feita por 10 vezes os homens de Paulo Ganau chegaram à baliza ginasista. Walter Estrela não perdeu tempo e reforçou o meio-campo com a entrada de Fábio Rosado por Tiago Lopes. Contudo, depois das ameaças de Betuca e Vítor este último viria a marcar (82 minutos) num golo de belo efeito num pontapé à meia volta. Golo que foi insuficiente, mas que poderia ter assustado a equipa do Ginásio, que controlou a vantagem até ao apito final.

Fica no entanto o registo da incompetência da fiscal de linha que parecia saber tudo menos as regras de futebol. Continua a ser triste ver a Biblioteca jogar num campo pelado, o que dificulta jogar bom futebol, não só à equipa da casa, mas a todos os que lá vão jogar.

Décio Vigia

sexta-feira, setembro 24, 2010

GD Nazarenos contrata médio Vilaça

Gorada a contratação do polivalente Nuno Robalo ,  o Nazarenos já garantiu mais um reforço para a nova temporada. Trata-se do médio Vilaça, de 28 anos, que na época passada ajudou o Bombarralense a sagrar-se campeão da Divisão de Honra distrital, ao apontar 3 golos no campeonato. O jogador assegura a posição de trinco e tem grande experiência nos campeonatos distritais, dado que representou durante quatro temporadas o Gaeirense, sendo titular indiscutível.

Décio Vigia - Região de Cister

segunda-feira, agosto 30, 2010

Biblioteca já trabalha

O plantel da Biblioteca já iniciou os trabalhos de preparação para o ataque à Divisão de Honra. Como vem sendo habitual o clube não faz qualquer tipo de contratação, preferindo dar oportunidade a quem aparece para treinar. Nesse sentido, KT (ex-júnior Nazarenos), Batatinha (ex-júnior SL Marinha), Ivan (ex-Nazarenos), Evandro (ex-futsal Planalto), Nando, Barra e Ferraz (ex-júnior Biblioteca) estão ao serviço do técnico Paulo Ganau, a quem terão de convencer para ficar no plantel. O clube foi promovido à Honra devido a desistências de outros emblemas.

Décio Vigia (Região de Cister)

quinta-feira, agosto 26, 2010

Walter Estrela promete lutar pelos primeiros lugares

O Ginásio fez a sua apresentação na passada sexta-feira e no mesmo dia começou os trabalhos no campo. A equipa de Alcobaça conta com um plantel mais equilibrado e esta temporada pode, de novo, almejar os lugares cimeiros da tabela classificativa. Andar pela parte de cima da tabela é precisamente o que o técnico Walter Estrela espera da sua equipa. “Um clube como o Ginásio e jogando um campeonato distrital tem que jogar sempre para os primeiros lugares da tabela. A Direcção pediu-me para fazer o melhor possível sem receios e sem stress, somos jovens e ambiciosos e, como tal, temos que querer mais, sempre mais, mas sabendo que estamos num campeonato equilibrado e com equipas bem apetrechadas. Apenas prometo uma equipa ambiciosa, com muito querer e determinação”, declarou o jovem técnico. Apesar de muito agradado com o plantel que já tem ao dispor, o treinador admite que pode chegar mais algum reforço nos próximos dias: “Nós, treinadores, queremos sempre mais alguma coisa. Posso dizer que estou muito agradado com os jogadores que fazem parte do plantel, mas se vier alguém é um homem com características específicas, ou seja um homem de área que se fixe na frente de ataque e jogue bem de cabeça”. Também provenientes do Pataiense, tal como o seu treinador, Bruno Novo, Bruno Estrelinha e Hugo Pereira reforçaram o Ginásio, sinal de confiança de Walter Estrela nos seus pupilos. O técnico afirma que os três “têm valor para jogar” no clube . “O Bruno Novo é um regresso ao Ginásio, o Hugo também, apenas o Bruno Estrelinha é que está no clube pela primeira vez e tem muito valor. Eu não dou nada a ninguém de mão beijada, quem quer recompensa tem que trabalhar e muito...”, avisa Walter Estrela, que também contratou o central Bula ao Bombarralense, o lateral Carlos Fernandes ao Beneditense, o médio Tiago Lopes ao Nazarenos e o avançado Fabinho ao Alq. Serra. Permanecem no plantel Vítor Maranhão, Serginho, Nuno Sousa, Hélio, Silva, Fábio Rosado, Bruno Daniel, Petra, Helder Landim, Sabry, Rúben Santos, Rúben Silva, Bruno Novo, Nuno Coelho, Fabinho e Davide. O Ginásio tem já agendado um jogo de cariz particular frente ao Marrazes no próximo dia 4 de Setembro.

Décio Vigia - Região de Cister

sábado, agosto 14, 2010

Beneditense com mais mexidas no plantel

Gonçalo Santos (ex-Ginásio) é reforço no Beneditense. Com a saída de Carlos Fernandes precisamente para o clube de Alcobaça, Mauro Pulquério ficou com uma vaga para preencher na defensiva, composta agora por Gonçalo Santos. Entretanto, Quim está de saída do clube beneditense. O avançado vai jogar no Cartaxo. O plantel da equipa da Benedita está ainda muito incerto e tal como na temporada passada o Beneditense está a sentir dificuldades para formar o plantel.

Décio Vígia - Região de Cister

segunda-feira, agosto 09, 2010

Paulo Ganau mantém-se

Paulo Ganau vai entrar na terceira época consecutiva como técnico da Biblioteca. O jovem treinador ainda nem sabe em que divisão irá competir, pois há uma forte possibilidade de vir a disputar a Honra, mas esse aspecto não é impeditivo de construir uma forte equipa seja qual for a divisão. Apenas diferem os objectivos. “Estamos à espera que oficialmente nos façam o convite (para participar na Divisão de Honra). Se o convite chegar já ponderámos que vamos aceitar. Quanto a objectivos, se ficarmos na 1ª Divisão vamos querer ficar nos primeiros lugares da tabela. Se, de outro modo, disputarmos a Honra, vamos querer manter”, esclarece Paulo Ganau. Antigo jogador da Biblioteca, Nazarenos, Ginásio e Beneditense, Ganau iniciou a carreira de treinador em 2008/09, quando o clube de Valado dos Frades regressou à 1ª Divisão distrital. Contudo, a carreira da equipa deixou algo a desejar, com um modesto 12º lugar na zona sul da 1ª Divisão distrital a 27 pontos de distância dos lugares de subida à Divisão de Honra. Na época passada, tudo correu pelo melhor, com a Biblioteca a terminar a competição na 3ª posição do campeonato, a 11 pontos do 2º classificado, SL Marinha, que acabou por festejar a promoção.Entretanto, após a tramsferência de Carapau para o Nazarenos, não se avizinha mais saídas no plantel de Valado dos Frades, pois “a maioria do plantel já disse que ia continuar”. Facto este que deixa o “mister” mais descansado, não descurando contratar “um ou dois reforços”. Caíca, que tem sido o adjunto de Paulo Ganau, continua a ser o braço direito do técnico. Ambos têm feito um bom trabalho ao serviço da Biblioteca. Resta agora “esperar”, como diz o “mister”, e poderá ser que a Divisão de Honra conte com ainda mais “derbys” para a próxima época...

Décio Vígia - Região de Cister

quinta-feira, agosto 05, 2010

" A minha saída poderia ter acontecido de forma diferente"

Há jogadores que ainda jogam pelo amor à camisola, em detrimento de melhores condições financeiras. Marquinho esteve 10 épocas no Ginásio de Alcobaça, tendo realizado quase 300 jogos pelo clube e marcado 55 golos só em jogos do campeonato. Conquistou dois títulos da Divisão de Honra (2000/2001) e 2004/2005) e uma Taça do Distrito de Leiria (2004/2005), mas resolveu terminar a carreira, segundo diz, por vontade própria.
Nesse sentido, o extremo não se sente dispensado, embora para a Direcção as coisas sejam um pouco diferentes, o que torna de certo modo a saída do extremo direito algo.. azeda. "Não me considero dispensado, visto ter tido uma reunião com a Direcção, na qual comuniquei que iria abandonar a minha carreira. Só acho lamentável, dias depois, e quando estava a recuperar de uma intervenção cirúrgica ao joelho, provocado ao serviço do clube, receber um telefonema a dizerem que eu estava dispensado." explica.
Apesar de se achar com capacidade para continuar a jogar " no Ginásio ou noutro clube qualquer", o jogador terminou a carreira, não tendo a ver com a condição física mas por "motivos pessoas e profissionais."
Marquinho explica que em " onze anos no Ginásio" foi sempre utilizado e "os números falam por si", pelo que tinha condições para continuar a jogar futebol, mas optou por não o fazer, apesar de "convites de outros clubes" E, de facto, basta um olhar atento para os dados estatísticos para perceber a importância do extremo, que se estreou como sénior ao serviço da Biblioteca, foi quase sempre imprescindível para os vários treinadores que passaram pelo Municipal de Alcobaça nos últimos anos. Contabilizando apenas os jogos do campeonato, foram 285 os jogos de Marquinho no serviço do Ginásio, números poucos habituais no futebol moderno, mesmo ao nível amador.
Após uma dezena de temporadas a jogar pelas cores do Ginásio o veloz jogador só tem pena da saída "não ter sido tratado de forma diferente". No entanto, e denotando um amor enorme pelo emblema alcobacense, não deixou de recordar grandes momentos que viveu.
"Em 11 anos há muitas histórias que ficam para contar. As mais marcantes a nível desportiva são as três subidas de divisão, uma Taça Distrital, uma Supertaça Distrital, fui duas vezes finalisto vencido da Taça Distrital e uma vez finalista vencido da Supertaça Distrital.
Como recordação mais negativa é a minha lesão no joelho a acabar a época, que me impossibilitou de participar na final da Taça Distrital no final da época. A nível pessoal não posso de deixar de frizar os amigos que fiz ao longo destes 11 anos e como cresci como pessoa e como jogador", observa o ex-atleta de 30 anos.

Décio Vigia - Região de Cister

quinta-feira, julho 29, 2010

Tógui treina o Pataiense

António Guilherme, mais conhecido no mundo do futebol por Tógui, é o novo treinador do Pataiense. O jovem técnico, filho do mítico treinador Velhinha, vai ter a sua primeira experiência como treinador de uma equipa sénior. Mas essa questão é para o ex-técnico das camadas jovens da Academia do Sporting na Marinha Grande completamente normal. Foi o “desafio” e o “projecto sólido” do Pataiense que levaram Tógui a aceitar o convite. O novo treinador da formação vencedora da última edição da Taça Distrito de Leiria acredita que vai encontrar uma equipa “recheada de bons jogadores”, com “qualidade” e com vontade de trabalhar. O novo “mister” pensa estar à altura deste novo desafio e acredita poder melhorar o 7º lugar na Divisão de Honra da época transacta. Um lugar na final da Taça Distrito de Leiria é outros dos objectivos da Direcção, que é agora presidida por Nuno Ricardo, mas também de Tógui, que gostava de ver novamente o Pataiense na final. Para além dos já conhecidos reforços, o novo técnico do clube de concelho de Alcobaça tem já garantido no plantel 2010/11, Matos (ex-SL Marinha), que chega para ser mais uma opção para o ataque. Antigo jogador do Marinhense, Tógui terminou a carreira ao serviço do SL Marinha, clube no qual iniciou o percurso de treinador, nas camadas jovens.

Décio Vigia - Região de Cister

Muitas dúvidas para a próxima temporada

A Associação de Futebol de Leiria tem um problema bicudo para resolver. Com a provável desistencia do GD Valcovense, fica um lugar disponível na Divisão de Honra, que terá de ser obrigatoriamente preenchido.
Depois da subida do Grap/Pousos e do SL Marinha, ambos representantes da Zona Sul da 1ªDivisão, a escolha era fácil: subiria o GDR Bidoeirense. Mas a equação não está assim tão fácil de resolver, já que o GDR Bdoeirense também abandonou o futebol.
Como os dois principais concorrentes por hieirarquia não podem subir, o convite foi endereçado pela AF Leiria ao Arcuda, que está a analisar a proposta. Em caso de não aceitação da mesma, a próxima formação a ter a oportunidade de aceitar será a Biblioteca, e posteriormente o GD Pelariga e o GD Atouguiense.
Depois da passagem pela Divisão de Honra em 2007-2008 no qual ficou em 12ºlugar, descendo á 1ªDivisão Distrital, a equipa de Valaldo dos Frades aguarda com tranquilidade este desfecho, que ainda poderá ser benéfico para a formação do concelho da Nazaré.

Décio Vigia - Região de Cister

quinta-feira, julho 22, 2010

Wilson Estrela substitui José Carlos no Nazarenos

O ex-defesa central e capitão do Belenenses e do Ginásio de Alcobaça. Wilson Estrela, vai seguir um novo rumo na sua carreira desportiva, assumindo o comando técnico do Nazarenos, clube da sua terra, mas que curiosamente nunca representou enquanto futebolista.
A direcção do Nazarenos, através do seu presidente Carlos Delgado, explicou que a saída de José Carlos se deveu apenas "por problemas pessoais do próprio", aos quais os dirigentes do emblema nazareno não se opuseram.
O plantel 2010-2011 ainda está em preparação, mas estão já garantidos alguns reforços: o lateral-esquerdo Élio (ex-GC Alcobaça), o avançado Duarte Vivo (ex-CD Pataiense) e o médio Hugo Meca (ex-SL Marinha).
Depois de sete temporadas e mais de uma centena de jogos ao serviço do Ginásio, o defesa-esquerdo Élio vai dar mais experiência ao plantel de Wilson Estrela. O lateral já jogou tanto pelo Ginásio como pelo GDR Bidoeirense na 3ªDivisão Nacional e no AC Marinhense na 2ªDivisão.
Depois de conhecida a contratação do goleador Henrique (37 golos pela Biblioteca, 28 pelo Nazarenos e 9 pelo Ginásio nas últimas épocas), o sector ofensivo contará também com Duarte Vivo, autor de dois golos em 2009-2010 pelo CD Pataiense.
Já Hugo Meca é um jovem que chega para o meio do terreno, juntando-se a Carlos Carapau (ex-Biblioteca).

Décio Vigia - Região de Cister

terça-feira, junho 22, 2010

“As finais são para erguer a Taça e o resto é conversa”

De saída do Pataiense, onde esteve duas épocas, tendo conquistado a Taça Distrito de Leiria, Walter Estrela vai abraçar um novo projecto no Ginásio. Não se cansa de elogiar os seus jogadores e com eles criou laços de amizade que vão perdurar durante uma vida. Honesto e directo não tem problemas de dizer o que pensa acerca dos vários assuntos. Não esquece o seu pai, a quem prestou uma sentida homenagem no jogo do seu primeiro título como treinador.
.
REGIÃO DE CISTER (RC) > Que balanço faz da época 2009/10?
WALTER ESTRELA (WE) > Positivo. Muito positivo.Atendendo ao clube que estávamos, às dificuldades que tivemos durante a época, à juventude do plantel, ao facto de alguns jogarem pela primeira vez na Divisão de Honra, atendendo a estarmos num clube que todos os dias tinha uma situação para resolver, não posso estar mais satisfeito. Poderiamos ter feito mais alguma coisa no campeonato, pois tinhamos condições para isso, mas no cômpeto geral, excelente.
.
RC > Quer dizer então que os objectivos foram atingidos?
WE > Sim e não. Para quem é ambicioso e quem se rodeou de jogadores novos e com ambição, para eles não pode chegar. Podem estar felizes pela época que fizeram mas têm que exigir mais. Poderíamos ter subidos uns três lugares na tabela classificativa. Na Taça não há muito a dizer, fizemos o pleno.
.
RC > O Pataiense melhorou o registo pontual em relação a 2008/09. Depois de um 10.º lugar, um 7.º posto. O que mudou de uma temporada para a outra?
WE > É um 7.º posto com os mesmos pontos que o 6.º e a um ponto do 5.º classificado. Perdemos pontos onde não perviamos, nomeadamente nas Meirinhas e nesta parte final em que perdemos um ou dois jogos que nos dariam a possibilidade de ficar num 5.º lugar. O que mudou foi os jogadores, a sua qualidade, a sua mentalidade. O treinador começou a conhecer melhor as outras equipas, o modo como os treinadores desenrolavam os jogos e rodeou-se de gente capaz e de gente que já conhecia. O conjunto de todas estas coisas e quando há qualidade e vontade é muito mais fácil e foi isso que aconteceu.
.
RC > Foste a par do treinador do Pedroguense o único a bater o Bombarralense no campeonato. No seu caso também os venceu na Taça. Teve um sabor especial?
WE > Tinha se tivessemos sido campeões. Ou seja, de uma das vezes teve mais sentido especial como diz, do que no campeonato. Foi apenas um jogo. Gánhamos, tudo bem... Estávamos a preparar a Taça. No jogo da Taça teve um sentimento forte. Em conversa com os jogadores disse que se passássemos o Bombarralense tinhamos metade do caminho feito, ou mais de metade. Depois com muita classe e muita calma eliminámos o Outeirense e depois as finais é para erguer a Taça e o resto é conversa.
.
RC > Acha que o Pataiense tem a estrutura necessária para poder aspirar ao título na Divisão de Honra?
WE > Para já penso que não. Mas se continuar a ter a mesma dinâmica, as mesmas pessoas que querem e têm alguma ambição secalhar podemos dizer que daqui a três ou quatro anos o Pataiense possa lutar por outros lugares. Têm é que manter a mesma dinâmica, a mesma estrutura, as mesmas pessoas. Os jogadores que forem para o clube não podem ir só porque é bom, têm que confiar no trabalho que se realiza lá. E o próprio treinador que for para lá tem de manter tudo isto que foi feito nos últimos três/quatro anos.
.
RC > Está a dizer, portanto, que está de sáida?
WE > Sim, estou de saída.
.
RC > Já tem o futuro definido?
WE > Assinei esta manhã (quinta-feira) pelo Ginásio de Alcobaça. Garantimos a minha ida por volta do meio-dia.
.
RC > Foram-lhe pedidos objectivos mínimos?
WE > Não vale a pena a Direcção dizer que os objectivos são x. Comigo é sempre o melhor possível. Se no Pataiense ganhei a Taça gostaria de o repetir em Alcobaça. Pelo menos ir novamente à final. O campeonato logo se vê. Nesta divisão todas as equipas devem ter ambição. Se eu estou a treinar o Alcobaça, o Alcobaça deve ter ambição. Se vai subir a conversa é outra. Agora, que vamos lutar em cada jogo para ter os três pontos isso as pessoas que fiquem cientes de que isso vai acontecer. Vamos vender caro as situações negativas que nos aparecerem. Vou lançar um desafio aos jogadores: Tentar repetir a presença na final da Taça, até porque eu adorei aqueles momentos assim como os meus jogadores.Os jogadores do Alcobaça não terão memórias tão positivas, mas pode ser que para o ano vivam mais alegrias.
.
RC > Continuando. Na sua opinião das equipas que defrontou na Honra, qual a que praticou melhor futebol?
WE > Nós a espaços praticámos bom futebol. Mas há equipas como o Bombarralense, que na parte inicial da época foi fortíssimo, porque tinha condições para o fazer. O Guiense também praticou bom futebol. As equipas que ficam em cima ou são muito experientes ou praticam bom futebol. Mas há equipas da segunda metade da tabela que também tinham qualidade. Lembro-me do caso do Marrazes, que era uma equipa extremamente rápida, com uma frente de ataque muito boa e que fez um campeonato abaixo das possibilidades. Isto muitas vezes não é como nós queremos, é como as coisas acontecem e temos de dar tempo ao tempo. Há várias que jogaram bom futebol e uma mais experiente que as outras todas, que era o Bombarralense.
.
RC > Arrisca-se a estruturar o onze ideal da Divisão de Honra?
WE > Para mim o melhor 11 é o do Pataiense. Era injusto para uma equipa tão jovem eu retirar o brilhantismo que o Pataiense teve esta época. Se puderia e deveria ser reforçado? Deveria. Na zona central do meio-campo e da defesa. Nós tinhamos de ter soluções quando elas nos faltaram. Essencialmente na zona do meio-campo. Porque tivemos um jogador que fez um campeonato brilhante, muito acima da média, que foi o Pedro Morais. Tivemos outro que apareceu no 11 pelo trabalho que desenvolveu, que foi o Picamilho e há um jogador que em termos de meio-campo, que é o João Costa, que é jogador de 1.ª Liga, mas por várias razões está a demorar a afirmar-se. Porque se o João Costa meter tudo o que tem em campo não fica muito tempo nestas divisões, porque tem muita qualidade!
.
RC > Vencer a Taça Distrito de Leiria foi até ao momento o ponto alto da sua carreira como treinador?
WE > Se estamos a falar de títulos é evidente. Em dois anos como treinador principal de uma equipa sénior posso-me orgulhar de dizer que ganhei a Taça da Associação de Futebol de Leiria. A melhor equipa que treinei vai ser sempre a primeira. Que foi a equipa de juniores do Nazarenos. Vai ficar marcada, porque foi a primeira vez que me deram hipótese de treinar, foi a primeira vez que entrei num balneário como treinador e foi uma equipa que foi construída um pouco à imagem desta segunda época no Pataiense, com esforço, suor, lágrimas. Foi uma equipa que me foi dada para descer de divisão e acabámos num 4.º lugar.
----
“Queria que o meu pai  estivesse ao pé de mim... e estava”
Segundos antes do final da partida da Taça, Walter Estrela mostrou para o público onde estava também a sua mãe uma t-shirt com a imagem do seu pai. Uma homenagem que quis prestar ao seu ente querido e que relembra como um momento espontâneo: “É um momento que não é pensado. Porque eu dois dias antes estava na minha loja e olhei para uma t-shirt que estava a arrumar e tinha uma imagem à frente e pensei: Vou arranjar uma t-shirt e vou por uma imagem do meu pai para usar na final. Mas como eu sei que a maior parte das pessoas neste mundo criticam pelo bem e pelo mal, resolvi ter a t-shirt sempre por baixo do fato de treino. Era uma homenagem minha para o meu pai independentemente de qual fosse o resultado. Queria que ele estivesse ao pé de mim... e estava. Segundos antes eu senti que o jogo estava ganho e tentei que a claque do Pataiense apoiasse a nossa equipa, quando deparei com a minha mãe e além do gesto de vitória que ela teve vi na cara dela que faltava ali alguém. Tudo o resto já se sabe. Foi uma explosão que saíu. Tou feliz pelo que aconteceu e pelo meu pai ter sido lembrado naquele campo.

Décio Vigia - Região de Cister

quinta-feira, maio 06, 2010

Fair-play é uma treta

NAZARENOS 0
Pistolas, Bruno Vidinha, Rui Hilário (cap.), Álvaro, Mendes, Mesquita, Rodolfo, Tiago Lopes, Nelinho (Nunito, 68'), André (Edy, 88') e Leandro.
Treinador: José Carlos
.
ALCOBAÇA 1
Vítor Maranhão, Serginho, Juvenal, Nuno Sousa, Élio, Fábio Rosado, Gonçalo, Henrique (Marco Alves, 67'), Nuno Coelho, Caracol (Sabry, 74') e Rúben (cap.).
Treinador: Gonçalo Raimundo
.
Amarelos: Rodolfo, Juvenal, Marco Alves e Álvaro
.
Vermelhos: Pistolas, Diogo Vieira (banco de suplentes) e dirigente do Ginásio
.
Os adeptos que assistiram no passado domingo ao “derby” entre Nazarenos e Ginásio de Alcobaça (0-1) tão depressa não se esquecerão dos nomes de Hugo Pires e Marco Alves. O primeiro é árbitro e o segundo avançado do Alcobaça. Ambos ficam ligados de forma negativa ao jogo que contou para a jornada 26 Divisão de Honra.
E não será demais começar pelo minuto 85. Mas relembrar antes que o “Fair-play” significa muito mais do que o simples respeitar das regras. Cobre as noções de amizade, de respeito pelo outro, e de espírito desportivo, um modo de pensar, e não simplesmente um comportamento.
Posto isto, o jogo até àquele momento decorria dentro das normalidades, com rivalidade sadia, embora nem sempre bem jogado, até que… chegou o lance que ficará na memória de muitos adeptos que se deslocaram ao Estádio Municipal da Nazaré: Bruno Vidinha ao ver o colega do sector defensivo Rui Hilário lesionado mete a bola fora e, o guarda-redes Pistolas prontamente vai ajudar o central, que está deitado junto à linha lateral. Inacreditavelmente, o árbitro mandou prosseguir o lance. Primeiro erro. O jogador do Ginásio mete a bola em jogo para Marco Alves e quando todos esperavam que este devolvesse a bola, o antigo jogador do Nazarenos devolveu-a… para dentro da baliza. Acto contínuo, gerou-se uma enorme confusão entre os jogadores das duas equipas, que resultaram nas expulsões de Pistolas e Diogo Aveiro. O caldo entornou até nas bancadas, fazendo relembrar “derby’s” de outros tempos.
“O Fair-play é uma treta” disse um dia Jorge Jesus, treinador do Benfica. O certo é que a treta desta vez foi bem feia. E embora o Ginásio de Alcobaça tenha ganho (0-1), será que soube a vitória? Só eles podem responder. Relativamente ao jogo? Nada a acrescentar.
Contactado pelo REGIÃO DE CISTER, Marco Alves não quis prestar declarações.
 
Décio Vigia (Região de Cister)

quinta-feira, abril 15, 2010

“Os talentos no futebol surgem com naturalidade”


Paulo Ribeiro tem o desporto presente no seu coração a cada hora que passa e esteve sempre ligado a alguma modalidade, tanto como praticante ou treinador. A Biblioteca entusiasma-o. No emblema de Valado dos Frades foi jogador, dirigente e, como treinador, esteve nas melhores épocas de sempre na Divisão de Honra.
.
REGIÃO DE CISTE R (RC) > Que funções tem como coordenador de gabinete técnico da Associação de Futebol de Leiria (AFL )?
PAULO RIBEIRO (PR) > Como o próprio nome indica, os coordenadores são os organizadores, dinamizadores e responsáveis pelo gabinete técnico de cada associação distrital. Além de responsáveis pela formação das selecções distritais de todas as variantes do futebol de onze, futsal e futebol de sete, masculino e feminino, são responsáveis pela cooperação na organização de provas, na realização de cursos e acções de formação para treinadores, são um elemento de ligação ao departamento de futebol e formação da FPF, onde por vezes são chamados a cooperar ou a participar em grupos de estudo e outras actividades, como observação de jogadores.
.
RC > O cargo que ocupa é para si, até ao momento o ponto alto da sua carreira?
PR > No caminho que temos para percorrer ao longo da nossa vida seja social, este é apenas mais um passo dessa longa caminhada. Iniciei a minha actividade como treinador de futebol em 1988. Para mim, este é apenas mais um passo dessa longa caminhada mas um grande desafio, talvez o de maior responsabilidade.
.
RC > Levou Ricardo Esgaio ao Sporting, onde ainda permanece. Vê mais atletas da região com valor para singrar nos nacionais jovens?
PR > Ele está no Sporting porque as invulgares capacidades que revelou fizeram dele um potencial talento, que captou desde cedo a nossa a atenção e a dos observadores. Porque foi bem acompanhado no percurso escolhido, planeado e seguido nos treinos de captação no Sporting, o caso do Ricardo tornou-se de sucesso pela sua dedicação, vontade e acompanhamento dos pais. Este trilho que foi reaberto não é um caminho fácil e muitos são os pais e familiares que se iludem e provocam ilusões em jovens jogadores que mais cedo ou mais tarde abandonam a prática desportiva desiludidos com “falsos pagadores de promessas”. Ele é a excepção e não a regra. A regra é dar aos jovens a possibilidade de praticarem o futebol com prazer, em boas condições, que hoje, com excepção do campo da Biblioteca no Valado, já há na região. Os talentos surgem com naturalidade e não na produção de uma qualquer “cantera”, onde por vezes muitos jovens talentos são trucidados pela ânsia exacerbada de maus lideres e falsos treinadores. O Ricardo Esgaio é a excepção de uma geração que tem desde as escolas bons jogadores como o Edi Milhazes, Jordan Santos, Hugo Carvalhido, Cláudio Veríssimo, Daniel Novo, Carlos Silva ou Lauro entre outros, todos escolas do Nazarenos em 2001/2002, todos potenciais jogadores, alguns com experiências em clubes de referência nacional e regional e todos começaram na Nazaré.
.
RC > Esteve nos melhores anos da Biblioteca. Segue os resultados do clube?
PR > A Biblioteca é a minha paixão. Na Biblioteca fui jogador, treinador, dirigente, colaborador ou apenas sócio. É evidente que acompanho e estou sempre que posso com os dirigentes, jogadores e equipa técnica. A época passada foi ingrata porque teve um inicio pouco normal, muitas lesões graves, e alguns grãos que continuaram a emperrar a engrenagem, mas esta época a equipa está
bem, tem um plantel curto mas de qualidade, amador, sem ervas daninhas e que têm em comum duas coisas, gostar de futebol e o prazer de poder conviver num espaço “aberto” onde a obrigação não é uma devoção.
.
RC > Custa-lhe ver a Biblioteca jogar nos dias de hoje num campo pelado?
PR > O que mais nos custa não é ver a equipa jogar num pelado, mas sim ver que muitos jovens não querem jogar futebol porque as péssimas condições do campo são uma vergonha para todos nós. Quando começaram a surgir e despontar os campos sintéticos na região, na BIR entre responsáveis e jogadores germinou a ideia de que a última equipa da Divisão de Honra a ter um sintético iríamos ser nós, infelizmente fomos apanhados naquela descida excessiva de clubes e caímos na 1.ª Distrital, mas agora apostamos que vamos ser os últimos a ter um sintético no distrito. Nunca nos iludimos com as promessas dos presidentes da Câmara e não me refiro só a este, que não é nem mais nem menos “Pinóquio” que os seus antecessores. Infelizmente o desenvolvimento desportivo do Valado tem sido ao longo de muitos anos, obstruído por quem o deveria ter respeitado e desenvolvido com infra-estruturas que servissem os interesses de quem pratica e não outro tipo de interesses paralelos. Mais uma vez tudo no Valado vai ficar dividido, a
sede social, pouco produtiva, num lado, o bar social junto ao actual campo noutro lado, o pavilhão num canto e o futuro campo de futebol sintético, se vier a ser construído, noutro canto. Dividir para reinar tem sido e vai ser mau porque já há muitos anos que defendemos que a BIR unida e com uma sede social no mesmo local das actividades desportivas iria ser um clube muito forte!
.
RC > Sente falta detreinar diariamente uma equipa?
PR > Mentiria se dissesse o contrário. Nasci quase no treino e para o treino. Não é por acaso que tireitodos os cursos de treinador de futebol (UEFA-PRO) e basquetebol (III Nível – LIGA) que permitem treinar equipas das ligas profissionais. Mas foi uma opção ponderada esta de estar a coordenador técnico da AFL. Continuo com o bichinho do treino e procuro ficar sempre todas as épocas com uma selecção onde sou o treinador. Por exemplo esta época treinei os sub-15, com o apoio de vários treinadores e terei de assumir a selecção feminina de sub-17 e, ainda serei treinador da selecção sub-15 “Manuel Quaresma – no Campeonato Nacional Inter-Associações de Futebol, que se vai realizar em Abril, em Lisboa e, onde encontro alguns jogadores da região, como por exemplo o Tiago Esgaio entre outros. Não treinando diariamente faço-o muitas vezes, quase semanalmente, satisfazendo o ego.
.
RC > Gostava de voltar ao Valado ou espera convites de clubes de outros patamares?
PR > Há muitos anos, quando iniciei a minha vida de treinador de basquetebol sonhava conquistar o mundo e ser um grande treinador! Depois quando comecei a treinar futebol e me perguntaram se ambicionava a altos voos respondi que ninguém me conhecia como jogador e o futuro como treinador seria uma incógnita. Tornei-me mais realista. Hoje sou muito mais pragmático, a vida ensina-nos. Como os interruptores nem sempre estão para cima e quando estão ninguém sabe quem somos. Alguns nascem sob um bom “karma” outros não! Não acredito no “pai natal” nem que o “sol quando nasce é igual para todos”. O amanhã será um novo dia. O voltar ou não voltar ao Valado não é uma questão importante mas para minha terra estarei sempre disponível, desde que achem que os meus préstimos são bem vindos. Nunca me ofereci nem mendiguei lugares ou posições, acho que as pessoas devem estar onde gostam delas e onde se sentemacarinhadas e apoiadas. Não há nada mais gratificante que sabermos que nos reconhecem capacidade de trabalho e mérito no que sabemos fazer. No futuro hei-de estar onde
a minha capacidade e competência me levar, onde for desejado e eu também queira estar. Agora gosto muito do que estou a fazer.
Texto e Foto - Décio Vigia - Região de Cister

domingo, abril 04, 2010

Fernando Soares: O nazareno que estagiou com os galácticos de Madrid

Pode até não singrar como treinador de elite no mundo do futebol, mas, pelo menos, Fernando Soares já teve o privilégio de estagiar entre os galácticos do Real Madrid. Tudo aconteceu em Abril de 2004, no âmbito do estágio dos alunos com especialização em futebol, da Escola Superior de Desporto de Rio Maior, onde José Peseiro adjunto de Carlos Queiroz no clube da capital espanhola, era docente. Ronaldo, Figo e Zidane eram alguns dos craques que jogavam no Santiago Bernabéu. Fernando Soares ficou surpreendido com muitas das coisas que aprendeu e com a qualidade de jovens que viu. Um dos objectivos do técnico nazareno era observar os escalões de formação na sua “estrutura técnica, táctica e psicológica”, confessou. “Acompanhar a evolução dos escolinhas até à equipa profissional B do Real Madrid” era outro das suas funções.
Depois de todo o processo, não deixou de ficar fascinado com tamanha estrutura e organização de alto nível do clube madrileno. Deixa mesmo uma frase, no mínimo, surpreendente: “A qualidade dos miudos era tão elevada que, para os pôr a jogar, nem é preciso ser um grande treinador”... Nos dias de hoje, o jovem “mister” treina os juvenis do clube da sua terra, a Nazaré. Tem aplicado muito do que aprendeu no seu estágio, mas com as devidas diferenças. “Aplico o que aprendi de acordo com os recursos humanos que tenho à disposição”, explica. Para o jovem técnico, as condições do clube da Nazaré são quase perfeitas, desde as instalações até ao apoio do presidente. Sente-se bastante feliz e vontade de ganhar não lhe falta: “O Nazarenos está bem apetrechado a nível de espaços físicos para treino. Faltam algumas condições essenciais não directamente ligadas ao futebol, para desenvolver capacidades que começam a ser importantes nestas idades jovens. Como treinador e com a chegada do Carlos Delgado à presidência do clube, o qual me dá imenso apoio”. Os juvenis comandados por Fernando Soares estão, até ao momento, a realizar um campeonato de grande nível. Encontram-se a um ponto da liderança na Divisão de Honra e o técnico não esconde que o seu objectivo é “ser campeão distrital e ganhar a Taça do distrito!”. A confiança que denota nos seus pupilos é inabalável e, é com esse aspecto, que os quer levar à conquista, de modo a conseguir o que foge há tempo demais ao Nazarenos. “A presença de uma equipa nazarena nos nacionais já não acontece há vários anos. Mas tenho muita confiança nos meus jogadores e quero com eles chegar ao topo para no fim dár-mos essa alegria a todos os adeptos. Queria deixar-lhes essa prenda”, atira. A humildade e o “fair-play” são parte do vocabulário do “galáctico”. Chega a ordenar aos seus jogadores que beijem o adversário. “Quando há uma entrada mais forte sobre o adversário digo aos meus jogadores para pedirem desculpa e darem um beijo ao colega!” Apesar de nunca ter treinado uma equipa sénior, o jovem técnico tem já larga experiência no currículo. Já foi, inclusive, prospector do Benfica.
Sente-se “tranquilo” com o seu trabalho e “preparado para assumir uma equipa sénior”, quando chegar a oportunidade. O português José Mourinho, técnico do Inter
de Milão, é a sua referência a nível táctico, enquanto que em aspectos físicos gosta do trabalho de Jens Bangsbo. Humildade, organização e trabalho são imperiais para o jovem “mister”. Agora é esperar que a sorte acompanhe o técnico nazareno que um dia observou as movimentações de Zidane...

Texto e Foto - Décio Vigia - Região de Cister

segunda-feira, março 22, 2010

Derby termina empatado

Estádio Municipal da Nazaré
GD Nazarenos 0 - Beneditense 0

GD NAZARENOS: Pistolas, Bruno Vidinha (Vieira, 65’), Rui Hilário (cap.),Álvaro, Mendes, Mesquita, Rodolfo, Tiago Lopes (Félix, 45’), Nelinho,Nunito (André, 68’) e Leandro
.
BENEDITENSE: Paulo Dias, Carlos Fernandes, Alex, Alex Pereira, Danny,Samuel Matias, Cristiano (Tiago Patrício, 68’), Batuto, Leandro (PauloFonseca, 75’), Quim e Ricardo Jorge (Nélson, 60’)
.
Disciplina: Amarelos a Paulo Fonseca, Carlos Fernandes, Quim e Alex Pereira
.
O Nazarenos apesar de se ter esforçado bastante não conseguiu quebrar a série de 22 anos sem vencer no seu terreno o Beneditense em jogos para o campeonato. O último triunfo foi na longínqua temporada de1987/88, na 3.ª Divisão nacional. Na altura o resultado ficou no 1-0 com um golo de Rui Codinha, que ainda está no activo ao serviço do CD Pataiense. Relativamente ao jogo o equilíbrio foi constante de inicio a final dapartida. Embora a formação ao comando de José Carlos tivesse“carregado” um pouco mais a espaços, a defensiva da Benedita tevesempre controlo das acções atacantes alvi-negras e anulou a construçãode jogo do Nazarenos, embora por vezes tivesse recorrido demasiado à falta. Ambas as formações apresentaram-se com o 4x3x3 como esquema táctico.Os homens da casa, desta vez sem efeito, tentaram manter a posse debola, com as movimentações e trocas constantes entre jogadores, mas,desta feita, alguns deles não estiveram no seu melhor e essa vertente de jogo não conseguiu ser imposta, como em partidas anteriores. Pelo lado da turma de Francisco Mota o contra-ataque era a arma mais perigosa, além de centros para a área, onde a sua equipa tentava criar perigo fruto da elevada estatura dos seus jogadores. Com tudo isto o primeiro remate do encontro surgiu apenas ao minuto 10’ para a Benedita, enquanto o Nazarenos só o conseguiu fazer à passagem dos 25’através de Nelinho. Rui Hilário foi quem esteve mais próximo de abriro marcador com um cabeceamento à barra. Foi mesmo o melhor que a equipa da casa conseguiu fazer. José Carlos apercebia-se que a sua equipa jogava muito longe da baliza adversária e ao intervalo com o nulo, retirou Tiago Lopes e fez entrar o ponta de lança Félix. As mexidas não vieram a surtir efeito, embora na segunda metade o Nazarenos conseguisse chegar com mais perigo àárea de Paulo Dias. Francisco Mota respondeu sempre com mexidas a refrescar os seus sectores e o nulo com que começou a partida imperou até final, mantendo-se uma certa tradição de o Beneditense vender cara a derrota na Nazaré. O empate final ajusta-se pelo que se passou no terreno, num jogo bem disputado, por vezes rijo demais, mas em que o empenho dos jogadores foi evidente, embora não tivessem havido golos…

Décio Vigia

domingo, fevereiro 28, 2010

Nem São Pedro parou o Nazarenos

Estádio Municipal da Nazaré
Árbitro: Nuno Rodrigues (AF.Leiria)


NAZARENOS: Edy, Bruno Vidinha, Hilário (cap.), Álvaro, Mendes, Mesquita, Rodolfo, Nunito (Nelinho, 66’), André (Vieira, 80’), Tiago Lopes (Félix, 80’) e Leandro.
Treinador: José Carlos
.
GAEIRENSE: Marco, Hermes, Rijo (Aguiar, 52’), Rosário, Oliveira, Rui (cap), Dani, Manzaga, Marcelo (Ricardo, 41’), João e Joãozinho
Treinador: Eduardo Silva
.
Marcadores: 1-0 Leandro, 2-0 Mesquita, 2-1 Ricardo e 3-1 Félix
.
O mau tempo que tem assolado o país não deixou descansar o domingo e, São Pedro brindou Nazarenos e Gaierense com uma forte chuvada durante grande parte do jogo. Os holofotes por incrível que pareça tiveram que ser acendidos às 16:30 horas, tal era a escuridão a meio da tarde. No sentido da tragédia da Madeira foi prestado um minuto de silêncio em honra de todos aqueles que perderam a vida.
O Nazarenos confirmou que atravessa um grande momento de forma e venceu o Gaeirense por 3-1. O resultado até parece ter sido de forma fácil, mas a equipa da casa teve mesmo de sofrer para garantir os 3 pontos.Como vem sendo habitual a formação ao comando de José Carlos liderou as primeiras investidas do encontro e chegou ao golo com alguma naturalidade por intermédio de Leandro (18’). As trocas de posições entre jogadores e constante troca de bola de pé para pé dos nazarenos foi forte demais para a defesa do Gaeirense (muito recuada) que sucumbiu de novo: livre de Bruno Vidinha e Mesquita encarregou-se de desviar para o 2-0.
Na segunda parte e como seria de esperar o Gaeirense teve de dar muito mais do que tinha mostrado no primeiro tempo e conseguiu subir a espaços no terreno. O relvado que diga-se de passagem deixa inveja a muitos da 1.ª Liga aguentou o jogo todo. O terreno foi no entanto, ficando muito pesado. Nesse sentido foram os visitantes com maior poderio físico a retirarem mais proveito chegando mesmo ao 2-1, num cabeceamento de Ricardo a dar seguimento ao centro de Joãozinho.
Carlos viu-se forçado a reforçar o meio-campo e teve mesmo de sofrer até bem perto do final para garantir o triunfo. Quando o Gaeirense fazia tudo para empatar, Félix num lance de contra-ataque da equipa da casa encarregou-se de matar o jogo.Vitória que acaba por ser sofrida, mas justa, da equipa que procurou desde início amealhar os 3 pontos e somar mais uma vitória na Divisão de Honra.


Décio Vigia

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Nazarenos goleia Pedroguense

O Nazarenos confirmou o bom momento de forma que atravessa, ao golear o Pedroguense por 5-0. A equipa orientada por Ricardo Silva somou a segunda derrota consecutiva no campeonato. No estádio Municipal da Nazaré a melhor equipa foi sempre a de José Carlos, pois procurou a vitória desde o inicio. Os alvio-negros entraram praticamente na frente do marcador já que abriu o marcador por intermédio de Rodolfo. Num jogo alegre houve varias oportunidade de parte a parte mas os guarda-redes de ambas as formações interviram bem sempre que necesessário. Até que surge o 2-0, num lance de Nelinho. Já perto o intervalo foi a vez de Rodolfo bisar, na execução de um livre directo e os nazarenos foram para descanso mais tranquilos. Até final, o Nazarenos não retirou o pé do acelerador e logrou a ontenção de mais dois golos, da autoria de Leandro e Fary. Vitória justa do Nazarenos, numa tarde para esquecer por parte do Pedroguense.
Décio Vigia - O Derbie

segunda-feira, dezembro 14, 2009

Alcobaça dá prenda antecipada aos adeptos

Jogo da 11ªJornada Divisão de Honra
Árbitro : Carlos Amado
GC Alcobaça 3 - GD Nazarenos 0
GC ALCOBAÇA: Maranhão, Gonçalo, Bruno, Silva, Élio, Fábio Rosado, Hélio, Marquinhos (Bruno Daniel, 70’), Nuno Coelho, Davide (Serginho, 86’) e Rúben (cap) (Sabry, 81’)
.
GD NAZARENOS: Pistolas, Bruno Vidinha, Hilário (cap) (Félix, 28’), Álvaro, Pedro JJ, Mesquita, Rodolfo, Leandro, Tiago Lopes, Nelinho e André (Ivan, 74’)
.
O Ginásio voltou a vencer no “derby” sobre o Nazarenos, tal como havia feito na temporada passada, mas desta feita, por números diferentes.O jogo foi muito faltoso, com muito equilíbrio inicial, fruto do estudo mútuo de ambas as equipas. Os esquemas tácticos utilizados pelas duas formações não fugiram à regra, sendo que Gonçalo Raiumundo optou pelo 4x2x3x1, enquanto que José Carlos voltou a utilizar o 4x3x3, sem um ponta de lança de raiz.Até à altura em que Fábio Rosado (21’), após pontapé de canto, pôs o Ginásio em vantagem no marcador, nada de relevante se tinha passado e nem mesmo até ao intervalo houve lances dignos de registo… O Nazarenos tentava jogar, mas os lances eram sempre cortados em falta pelos jogadores alcobacenses. Contudo, os homens da Nazaré estiveram abaixo do que podem fazer, apresentando um futebol com pouca objectividade e sem lances aparentes de perigo.Até ao intervalo o 1-0 premiava a equipa da casa, que tirando um remate de Davide, teve no golo a único chance, aproveitando-a ao máximo.Na segunda metade o jogo foi um pouco ou nada mais agradável. Pistolas adiou o 2.º golo ginasista enquanto pode, com duas defesas estrondosas num livre directo de Nuno Coelho (68’) e num cabeceamento no minuto seguinte de Rúben.No entanto, estes mesmos dois jogadores viriam a marcar na partida. Nuno Coelho (73’) após uma jogada de insistência da ofensiva da casa, marcaria numa recarga e Rúben, que sofreu uma grande penalidade algo duvidosa, viria a converte-la em golo (76’). O resultado de 3-0 acaba por ser algo pesado para o que se passou na partida. No entanto, a vitória do Ginásio é inteiramente justa.

Décio Vigia - O Derbie

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails

Wook