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quinta-feira, janeiro 12, 2023

Paulo Ribeiro

Nome Completo:  Paulo Fernando Ferreira Gaspar Ribeiro  
Nacionalidade: Portuguesa
Data de Nascimento: 13 de Julho de 1956
Formação Académica: Licenciado em Treino Desportivo
Função Actual: Coordenador Técnico da AF Leiria
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Percurso:
2019-2020: Coordenador Técnico da Associação de Futebol de Leiria. 
2018-2019: Coordenador Técnico da Associação de Futebol de Leiria. 
2017-2018: Coordenador Técnico da Associação de Futebol de Leiria. 
2016-2017: Coordenador Técnico da Associação de Futebol de Leiria. 
2015-2016: Coordenador Técnico da Associação de Futebol de Leiria. 
2014-2015: Coordenador Técnico da Associação de Futebol de Leiria. 
2013-2014: Coordenador Técnico da Associação de Futebol de Leiria. 
2012-2013: Coordenador Técnico da Associação de Futebol de Leiria. 
2011-2012: Coordenador Técnico da Associação de Futebol de Leiria. 
2010-2011: Coordenador Técnico da Associação de Futebol de Leiria. 
2009-2010: Coordenador Técnico da Associação de Futebol de Leiria.
2008-2009: Biblioteca Instrução e Recreio - Seniores / Infantis. Coordenador Técnico Seniores.
2007-2008: Biblioteca Instrução e Recreio - Seniores / Infantis.   Coordenador Técnico Seniores. 
2006-2007: Biblioteca Instrução e Recreio - Seniores / Infantis.   Coordenador Técnico Seniores. Finalista da Taça Distrital.
2005-2006: Grupo Desportivo "Os Nazarenos" - Infantis / Juvenis. Coordenador da Formação. 
2004-2005: Grupo Desportivo "Os Nazarenos" - Infantis / Iniciados. Coordenador da Formação. 
2003-2004: Grupo Desportivo "Os Nazarenos" - Escolas / Infantis. Coordenador da Formação.
2002-2003:  União Desportiva de Turquel - Seniores. 
2001-2002: União Desportiva de Turquel / Seniores. Grupo Desportivo "Os Nazarenos" / Escolas - Infantis.
2000-2001: União Desportiva de Turquel - Seniores.
1999-2000:
1998-1999: Ginásio Clube de Alcobaça - Seniores. 
1997-1998: Ginásio Clube de Alcobaça - Seniores. 
1996-1997: Ginásio Clube de Alcobaça - Seniores. 3ªDivisão Nacional.
1995-1996: Ginásio Clube de Alcobaça - Seniores. Campeão da Divisão de Honra.
1994-1995: Ginásio Clube de Alcobaça. Seniores / Juniores/Coordenador da Formação.
1993-1994: Grupo Desportivo "Os Nazarenos". Juvenis - Campeonato Nacional.
1992-1993: Sport União Alfeizerense - Seniores.
1991-1992:  Biblioteca Instrução e Recreio - Seniores. 
1990-1991:  Biblioteca Instrução e Recreio - Seniores / Juniores. Finalista da Taça Distrital de Leiria. 
1989-1990: Biblioteca Instrução e Recreio - Seniores / Juvenis /Infantis. 
1988-1989: Biblioteca Instrução e Recreio - Seniores / Juvenis /Infantis.

terça-feira, maio 05, 2020

Clubes preparam nova temporada, mas ainda sem grandes certezas sobre o futuro

Vários emblemas do distrito que se dedicam ao futebol e futsal já apresentaram os treinadores para a época 2020/21 e estão a contactar jogadores, mesmo sob um clima de indefinição sobre o que será o futuro de modalidades colectivas. Questões relacionadas com a higiene dos balneários e dos praticantes preocupam os dirigentes. Momento é de reflexão para os agentes desportivos.
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Vários clubes do distrito estão a preparar activamente o regresso à competição, nomeadamente nos escalões jovens de futebol e futsal. Alguns já anunciaram os treinadores e estão a contactar jogadores, mas subsistem ainda muitas dúvidas sobre o momento em que as provas serão retomadas. E, sobretudo, em que moldes se voltará a praticar modalidades desportivas colectivas.
Na região, apenas a AD Alvorninha, que se dedica ao futsal, já procedeu à apresentação das equipas técnicas, mas outros clubes começam também a tomar decisões.
No Caldas SC, o presidente Jorge Reis tranquiliza os adeptos. “O clube não está parado. Estamos a tratar de várias questões. O plantel sénior está praticamente definido e a maior parte dos atletas vai ficar. Quanto ao futebol juvenil, temos tido reuniões e está tudo a ser alinhavado”, assevera o dirigente, que se mostra, sobretudo, “preocupado” com as questões relacionadas com a segurança dos atletas, treinadores e dirigentes.
Na época passada, o clube teve mais de 400 atletas e 80 treinadores na formação, o que leva os dirigentes a tomar todas as precauções. “Ainda não sabemos quando voltaremos à competição, nem quando, nem que condições vão ser necessárias. Mas só voltaremos com todas as garantias. Sem condições de higiene e segurança não voltaremos ao futebol”, adverte Jorge Reis.
Outro dos clubes das Caldas que se dedica ao futebol é a Areco, que divide com a Escola Académica a utilização do Campo Luís Duarte. O coordenador-técnico, Victor Cordeiro, mostra-se tranquilo em relação à próxima época e acredita que “ainda será possível regressar aos treinos” esta época.
“Estamos a trabalhar na nova época desde que parámos. A nossa ideia é que possamos voltar aos treinos em Junho e Julho e que manteremos as dez equipas que tínhamos esta época”, diz o antigo jogador, que lidera um projecto iniciado em 2004 e que conta com cerca de duas centenas de atletas.
Também neste clube, as questões relativas à higiene e segurança também preocupam o treinador. “Só temos dois balneários e, por isso, vai ser difícil assegurar toda a logística, mas acreditamos que a Câmara está disponível para ajudar os clubes”, frisa Victor Cordeiro.
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AF Leiria em reflexão
O director-técnico da AF Leiria, Paulo Ribeiro, vê “com bons olhos” o facto de os clubes “organizarem-se para o futuro”. “Quando vai ser esse futuro é que será uma incógnita”, adverte o treinador, que acredita que o desporto “vai estar muito dependente da reabertura das escolas”.
 “Por mais força que o futebol profissional esteja a fazer para voltar, a pandemia traz problemas acrescidos, sobretudo na formação. Enquanto a escola não começar, ninguém vai para a rua”, considera Paulo Ribeiro, alertando para a possibilidade de a competição “apenas poder começar em Outubro ou Novembro”. “Ninguém tem certezas”, frisa.
Sendo esta uma paragem inédita, a AF Leiria vai direccionar a formação dos treinadores para o debate em torno do pós-Covid-19, através de cursos on-line. “Queremos debater como será o futuro com treinadores do distrito. O que é importante fazer nesta fase? Como é que os jogadores vão chegar aos clubes após vários meses sem competir? Uma coisa é certa: o futebol não mais voltará a ser o mesmo”, afirma Paulo Ribeiro, que deixa, ainda, outra interrogação.
 “Será que as Câmaras vão continuar a ceder as instalações desportivas, sabendo que, após cada utilização é preciso desinfectar os balneários. Isto vai dar uma despesa acrescida e há muitas dúvidas para responder, sendo que o importante é as pessoas”, remata.

Joaquim Paulo - Gazeta das Caldas

quinta-feira, abril 15, 2010

“Os talentos no futebol surgem com naturalidade”


Paulo Ribeiro tem o desporto presente no seu coração a cada hora que passa e esteve sempre ligado a alguma modalidade, tanto como praticante ou treinador. A Biblioteca entusiasma-o. No emblema de Valado dos Frades foi jogador, dirigente e, como treinador, esteve nas melhores épocas de sempre na Divisão de Honra.
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REGIÃO DE CISTE R (RC) > Que funções tem como coordenador de gabinete técnico da Associação de Futebol de Leiria (AFL )?
PAULO RIBEIRO (PR) > Como o próprio nome indica, os coordenadores são os organizadores, dinamizadores e responsáveis pelo gabinete técnico de cada associação distrital. Além de responsáveis pela formação das selecções distritais de todas as variantes do futebol de onze, futsal e futebol de sete, masculino e feminino, são responsáveis pela cooperação na organização de provas, na realização de cursos e acções de formação para treinadores, são um elemento de ligação ao departamento de futebol e formação da FPF, onde por vezes são chamados a cooperar ou a participar em grupos de estudo e outras actividades, como observação de jogadores.
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RC > O cargo que ocupa é para si, até ao momento o ponto alto da sua carreira?
PR > No caminho que temos para percorrer ao longo da nossa vida seja social, este é apenas mais um passo dessa longa caminhada. Iniciei a minha actividade como treinador de futebol em 1988. Para mim, este é apenas mais um passo dessa longa caminhada mas um grande desafio, talvez o de maior responsabilidade.
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RC > Levou Ricardo Esgaio ao Sporting, onde ainda permanece. Vê mais atletas da região com valor para singrar nos nacionais jovens?
PR > Ele está no Sporting porque as invulgares capacidades que revelou fizeram dele um potencial talento, que captou desde cedo a nossa a atenção e a dos observadores. Porque foi bem acompanhado no percurso escolhido, planeado e seguido nos treinos de captação no Sporting, o caso do Ricardo tornou-se de sucesso pela sua dedicação, vontade e acompanhamento dos pais. Este trilho que foi reaberto não é um caminho fácil e muitos são os pais e familiares que se iludem e provocam ilusões em jovens jogadores que mais cedo ou mais tarde abandonam a prática desportiva desiludidos com “falsos pagadores de promessas”. Ele é a excepção e não a regra. A regra é dar aos jovens a possibilidade de praticarem o futebol com prazer, em boas condições, que hoje, com excepção do campo da Biblioteca no Valado, já há na região. Os talentos surgem com naturalidade e não na produção de uma qualquer “cantera”, onde por vezes muitos jovens talentos são trucidados pela ânsia exacerbada de maus lideres e falsos treinadores. O Ricardo Esgaio é a excepção de uma geração que tem desde as escolas bons jogadores como o Edi Milhazes, Jordan Santos, Hugo Carvalhido, Cláudio Veríssimo, Daniel Novo, Carlos Silva ou Lauro entre outros, todos escolas do Nazarenos em 2001/2002, todos potenciais jogadores, alguns com experiências em clubes de referência nacional e regional e todos começaram na Nazaré.
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RC > Esteve nos melhores anos da Biblioteca. Segue os resultados do clube?
PR > A Biblioteca é a minha paixão. Na Biblioteca fui jogador, treinador, dirigente, colaborador ou apenas sócio. É evidente que acompanho e estou sempre que posso com os dirigentes, jogadores e equipa técnica. A época passada foi ingrata porque teve um inicio pouco normal, muitas lesões graves, e alguns grãos que continuaram a emperrar a engrenagem, mas esta época a equipa está
bem, tem um plantel curto mas de qualidade, amador, sem ervas daninhas e que têm em comum duas coisas, gostar de futebol e o prazer de poder conviver num espaço “aberto” onde a obrigação não é uma devoção.
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RC > Custa-lhe ver a Biblioteca jogar nos dias de hoje num campo pelado?
PR > O que mais nos custa não é ver a equipa jogar num pelado, mas sim ver que muitos jovens não querem jogar futebol porque as péssimas condições do campo são uma vergonha para todos nós. Quando começaram a surgir e despontar os campos sintéticos na região, na BIR entre responsáveis e jogadores germinou a ideia de que a última equipa da Divisão de Honra a ter um sintético iríamos ser nós, infelizmente fomos apanhados naquela descida excessiva de clubes e caímos na 1.ª Distrital, mas agora apostamos que vamos ser os últimos a ter um sintético no distrito. Nunca nos iludimos com as promessas dos presidentes da Câmara e não me refiro só a este, que não é nem mais nem menos “Pinóquio” que os seus antecessores. Infelizmente o desenvolvimento desportivo do Valado tem sido ao longo de muitos anos, obstruído por quem o deveria ter respeitado e desenvolvido com infra-estruturas que servissem os interesses de quem pratica e não outro tipo de interesses paralelos. Mais uma vez tudo no Valado vai ficar dividido, a
sede social, pouco produtiva, num lado, o bar social junto ao actual campo noutro lado, o pavilhão num canto e o futuro campo de futebol sintético, se vier a ser construído, noutro canto. Dividir para reinar tem sido e vai ser mau porque já há muitos anos que defendemos que a BIR unida e com uma sede social no mesmo local das actividades desportivas iria ser um clube muito forte!
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RC > Sente falta detreinar diariamente uma equipa?
PR > Mentiria se dissesse o contrário. Nasci quase no treino e para o treino. Não é por acaso que tireitodos os cursos de treinador de futebol (UEFA-PRO) e basquetebol (III Nível – LIGA) que permitem treinar equipas das ligas profissionais. Mas foi uma opção ponderada esta de estar a coordenador técnico da AFL. Continuo com o bichinho do treino e procuro ficar sempre todas as épocas com uma selecção onde sou o treinador. Por exemplo esta época treinei os sub-15, com o apoio de vários treinadores e terei de assumir a selecção feminina de sub-17 e, ainda serei treinador da selecção sub-15 “Manuel Quaresma – no Campeonato Nacional Inter-Associações de Futebol, que se vai realizar em Abril, em Lisboa e, onde encontro alguns jogadores da região, como por exemplo o Tiago Esgaio entre outros. Não treinando diariamente faço-o muitas vezes, quase semanalmente, satisfazendo o ego.
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RC > Gostava de voltar ao Valado ou espera convites de clubes de outros patamares?
PR > Há muitos anos, quando iniciei a minha vida de treinador de basquetebol sonhava conquistar o mundo e ser um grande treinador! Depois quando comecei a treinar futebol e me perguntaram se ambicionava a altos voos respondi que ninguém me conhecia como jogador e o futuro como treinador seria uma incógnita. Tornei-me mais realista. Hoje sou muito mais pragmático, a vida ensina-nos. Como os interruptores nem sempre estão para cima e quando estão ninguém sabe quem somos. Alguns nascem sob um bom “karma” outros não! Não acredito no “pai natal” nem que o “sol quando nasce é igual para todos”. O amanhã será um novo dia. O voltar ou não voltar ao Valado não é uma questão importante mas para minha terra estarei sempre disponível, desde que achem que os meus préstimos são bem vindos. Nunca me ofereci nem mendiguei lugares ou posições, acho que as pessoas devem estar onde gostam delas e onde se sentemacarinhadas e apoiadas. Não há nada mais gratificante que sabermos que nos reconhecem capacidade de trabalho e mérito no que sabemos fazer. No futuro hei-de estar onde
a minha capacidade e competência me levar, onde for desejado e eu também queira estar. Agora gosto muito do que estou a fazer.
Texto e Foto - Décio Vigia - Região de Cister

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