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segunda-feira, junho 25, 2012

“O mérito desta temporada é totalmente dos jogadores”

Quem o diz é o mister nazareno, excelente registo no recente campeonato da divisão de honra, acedeu falar ao nosso jornal sobre aquilo que considera ter sido um feito tremendo do clube na competição.



Região da Nazaré - Que balanço faz da temporada da sua equipa nesta temporada?
Wilson Estrela – Faço um balanço extremamente positivo, fizemos uma época extremamente excepcional, ninguém nos seus melhores sonhos poderia pensar ter um registo tão bom, uma performance tão boa como esta equipa teve, e tudo devido ao espirito e ao empenho e á dedicação e ambição dos jogadores, nunca é mais de ressalvar, isto só foi conseguido com total mérito dos atletas, o que só enche de orgulho as pessoas que estiveram á frente da equipa nesta temporada.
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R.N – Em relação ao plantel, e pelo facto de este não ser tão vasto, qual o segredo para uma coesão defensiva eficaz por parte do seu grupo de trabalho?
W.E - Todos os treinadores de que tive o prazer de ser treinado e posso mencionar, quatro deles: Bernardino Pedroto, Vítor Oliveira, Marinho Peres, e Manuel José, o cunho que eles davam às suas equipas era primeiro, perceber o plantel que tinham na mão, e que tipo de estratégias e de táctica poderiam implementar nos jogadores às suas ordens. Sempre ouvi dizer que uma equipa constrói-se de trás para a frente, no primeiro ano em que estive cá e vi o plantel que tinha, estava com outras ideias, não vou mentir era minha intenção pôr a equipa a jogar um futebol muito mais ofensivo, mas vi que em termos defensivos poderia passado algum tempo ser a chave do sucesso desta equipa de “Os Nazarenos”, senti que tinha muita qualidade do meio campo para trás, não que para o sector avançado não existisse qualidade mas esta era claramente mais escassa, e isso ficou provado neste ano em que no plano ofensivo tive poucas soluções. Este foi um dos pontos no meu regresso ao clube que tentei rectificar, se repararem no início desta temporada tínhamos sete jogadores em termos ofensivos e acabamos a época com apenas um.
Tivemos que recorrer a três juniores, não é fácil, pois no futebol a vida dá muitas voltas, e não havia tanta experiência no plantel, como havia de juventude. Ao falar de experiência podemos falar de cinco, no máximo seis jogadores que tínhamos e que acabaram a temporada connosco. E por falar em juventude gostaria de salientar que superaram todas as expectativas de quem ia ver jogar o GDN uma vez por mês ou nem tanto, mas para quem trabalhava com eles diariamente, a mim não me surpreendeu o empenho e dedicação que eles demonstravam no treino, transportavam para o jogo o espírito de grupo, num balneário que foi construído com respeito mutuo pelo colega, o ficar satisfeito apesar de estar de fora, sabendo eles que eu nunca os enganei, das limitações que tinham, mas também estando ao corrente das suas qualidades, e isso foi um factor que explorei ao máximo fazendo com que eles por vezes superassem as suas próprias expectativas. Penso que tudo o que falei atrás foi sem dúvida a chave do sucesso desta temporada.
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R.N - A aposta na formação é no seu entender a aposta certa! Não tem receio de chamar qualquer jogador da equipa júnior?
W.E - Ai a honra seja feita, quando peguei na equipa, quem fez o plantel e ai o mérito tem de ser dado á direcção e ao presidente. Não vou ser hipócrita ao dizer que os conhecia a todos (jogadores), porque estaria a mentir, quem estava dentro desta realidade era o Wagner, foi e é uma peça muito importante neste ponto, pois conhecia-os todos, já que esteve mais ligado à Nazaré do que eu durante muitos anos, e conhecia todos os futebolistas que a direcção estava a tentar disponibilizar. Lembro- me de nos primeiros dias que estive no clube pela primeira vez, dizer ao Wagner, “mas onde é que nós nos vamos meter”, em jeito de brincadeira (risos), e ele respondeu, “tem calma que os miúdos têm qualidade, isto é o inicio, nós vamos conseguir passar a mensagem que queremos”. E como tal fomos dando um cunho pessoal a esta equipa, penso que este grupo de trabalho hoje em dia, e não são só os adeptos do GDN que o dizem, também os treinadores das equipas adversárias, muitas pessoas ligadas ao futebol, dizem que a equipa tem um cunho pessoal, preferem ver só a parte defensiva, porem, eu não estou de acordo, eu vejo a equipa como um todo, e doa a quem doer “Os Nazarenos” não viviam só em termos defensivos, sabia até onde poderíamos ir, quando os jogadores pensavam que já tinham dado tudo, ou que já estava tudo feito, era quando eu exigia mais deles, era importante eles perceberem que viver de uma base sólida era meio caminho andado para o sucesso. Os meus jogadores sabiam que se estivéssemos a ganhar (1-0), esse resultado era o que interessava, valia três pontos, estávamos ali para vencer não estávamos em campo para bater recordes, não estávamos lá para sermos a melhor equipa para marcar muitos mais golos, porque sabíamos as limitações que tínhamos do meio campo para a frente. Seguramente quem estiver mais atento ao futebol, ou quem gostar de estatísticas e não gostar só de falar mal porque “Os Nazarenos” só defendiam quando estava em vantagem no marcador, se pegar na tabela classificativa, é de ver que o Guiense que ficou atrás de nós, marcou 80 golos tendo sido o melhor ataque o que não lhe valeu de nada, teve os melhores marcadores da competição (divisão honra) não lhes valeu rigorosamente de nada, enquanto nós com a nossa performance fizemos mais golos que a temporada transacta, tivemos um bom registo a nível defensivo, temos vindo a melhorar no global, a equipa vai ganhando maturidade, confiança e era importante não esquecer, que as pessoas que nos criticam por sermos defensivos que no ultimo jogo do campeonato, jogamos com 9 juniores. Entre eles, um guarda-redes, dois laterais, um trinco, dois avançados e ainda colocámos três ex. – juniores a jogar, portanto as pessoas deveriam ser mais comedidas nos comentários que fazem, e enaltecer a aposta que foi feita pela direcção, mais pelo presidente. O mérito desta temporada vai inteiramente para os jogadores, não encontro adjectivos para agradecer e enaltecer todo o trabalho realizado por eles, foram apenas fantásticos.
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R.N - Em relação ao futuro imediato do Wilson, passa por ficar como treinador do GDN, que existe de concreto?
W.E- O presidente do clube, Carlos Delgado, já disse no final desta época a outro órgão de comunicação social, que nas próximas semanas, iríamos conversar e tínhamos tempo para falar acerca disso. A minha conversa desde o primeiro dia que tive com o presidente, quando aceitei vir para o GDN, tanto eu como ele, sempre assumimos que eu poderia ficar um mês, como meses como anos, isso não é importante, importante é “Os Nazarenos”, e se o clube se sentir satisfeito comigo e achar que me pode dar condições para eu puder continuar, ai eu ficarei, encantado da vida puder continuar, se eu achar que não é aquilo que procuro e ambiciono, não haverá problemas acerca disso, pois a amizade e o respeito vai continuar a existir porque foi esta direcção que me deu oportunidade de treinar e por isso eu vou ser eternamente grato.
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R.N - Num resumo, como viu o seu regresso ao clube, depois de ter saído do mesmo no decorrer da época transacta, e que gostaria de dizer aos seus mais directos colaboradores?
W.E -Sei que quando retornei ao clube, nem todos os sectores da massa associativa estariam todos de acordo que eu regressasse, mas todos eles acabaram por se render, por verem o excelente trabalho realizado por todos (jogadores) nesta temporada incluindo os meus colaboradores mais directos. João Brimbote (treinador de guarda-redes) e o Wagner (treinador adjunto/ preparador físico), gostaria neste aspecto de realçar e enaltecer o excelente contributo e fazer uma vénia ao Wagner, ele foi e é uma pedra angular em termos de balneário, como de transição no elo com os jogadores, tanto a mostrar-me a realidade do futebol distrital, pois eu vinha de uma realidade totalmente diferente, soube como prepararmos o grupo de trabalho, tanto a nível físico, como na postura dentro do campo, a equipa sabia o que estava a fazer lá dentro, e para mim o Wagner foi fundamental para o sucesso desta temporada, um agradecimento especial para ele.

Joaquim José Paparrola - Região da Nazaré

quinta-feira, março 22, 2012

Wilson Estrela faz história no Grupo Desportivo Nazarenos


O GD "Os Nazarenos" foi ganhar a Alvaiázere (1-0), com um golo solitário de Tiago Domingos (50’), e igualou um recorde do clube que durava há 21 anos: está há 16 jogos consecutivos sem perder na Divisão de Honra distrital.

A equipa de Wilson Estrela está invicta desde 23 de outubro, quando perdeu no terreno do Guiense (0-1), tendo somado nos últimos cinco meses um total de 10 vitórias e 6 empates.
Este registo só tem paralelo com o arranque de campeonato de 1991/92, quando a equipa então orientada por António Maranhão encaixou o primeiro desaire à 17ª jornada da Honra, após 12 vitórias e 4 empates.
Se empatarem ou vencerem o dérbi do próximo domingo com o CD Pataiense, os alvi-negros entram para a história do principal campeonato da AF Leiria com a mais longa série de jogos sem perder do clube na Honra.
O recorde absoluto do campeonato pertence a AD Portomosense e UD Caranguejeira, que cumpriram uma série de 24 jogos sem perder nas épocas 1994/95 e 1998/99, respetivamente. Orlando Rousseau e Armando Velhinha eram os treinadores.
Joaquim Paulo - Região de Cister

quinta-feira, agosto 18, 2011

"Não somos candidatos"

Wilson Estrela está de regresso ao Nazarenos depois de treinar o clube durante a primeira metade da época passada. O técnico fala do que espera para a próxima temporada na Divisão de Honra distrital, dos reforços e sobre a carreira do irmão.
Região de Cister (RC) - A subida do Ginásio e do Beneditense facilitam um pouco a vida do Nazarenos na Divisão de Honra?
Wilson Estrela (WE) - Penso que não. Não vejo nenhuma razão para que o Nazarenos possa beneficiar com isso. São apenas alguns pontos durante a época, na teoria não muda muito.

RC - Durante os meses que trabalhou como técnico, o Nazarenos teve a melhor defesa do campeonato e venceu o Ginásio na casa do rival. Qual destes dois feitos lhe deu mais prazer?
WE - Nem um nem outro. O mais importante era fazer um campeonato tranquilo. Até àquela altura estávamos a conseguir cumprir os objectivos, que era preparar o Nazarenos para uma fase de transição e fazer um campeonato tranquilo. Jogámos com muitos jogadores da formação e queríamos era que eles entrassem numa nova realidade sénior. Muitos deles nem sequer tinham participado nessa realidade. Queríamos que eles crescessem como jogadores mas também como homens. E isso foi cumprido. O próprio Bruno Vidinha foi um desses casos. Evoluiu como homem e futebolisticamente.

RC - A política de apostar nos jovens é para continuar na época que se avizinha?
WE - Daquilo que me foi dado a entender e pelo que já falei com a Direcção, não podemos fugir muito desta filosofia. Todos sabem que financeiramente não temos muita margem de manobra, tal como acontece a todos os clubes desta divisão. E felizmente nos últimos anos esta política tem dado sucesso. Posso dar dois exemplos recentes: o Tiago Lopes e o Bruno Vidinha. Acabaram por seguir para outros clubes, o que demonstra que o trabalho destes jogadores tinha qualidade. E nós também gostámos de chegar ao final do ano com as contas em ordem, por isso temos que seguir esta filosofia.

RC - Este ano o Nazarenos assume-se como um dos candidatos à subida?
WE - Nem pouco mais ou menos. Quem pensar assim pensa erradamente. O Nazarenos vai partir com os mesmos objectivos que o ano passado que é ficar perto dos seis primeiros lugares. Tenho que fazer acreditar a este grupo de trabalho que é possível fazer coisas boas. Mas é claro que, com o desenrolar do campeonato, se virmos que estamos próximos da liderança, aí podemos lutar pelo título. Mas só nesse caso.

RC - Como vê a carreira do seu irmão, Walter? Sente-se orgulhoso?
WE -  Claro que sim. Espero sinceramente que ele continue a subir. Em termos de carreira quem me dera ter já os títulos que ele tem... Fico muito satisfeito por ele crescer com passos curtos e bem dados. Sei do que ele é capaz, que é uma pessoa ambiciosa, humilde e gente séria. Ele não fica a viver do passado e a recordar o que já ganhou, mas sim do que pode vir a ganhar. Foi esta educação que os nossos pais nos deram.

Entrevista concedida ao Jornal Região de Cister de 11/8/2011. Pode ver a entrevista completa na edição impressa do jornal.

quinta-feira, julho 21, 2011

Wilson Estrela regressa ao comando do GD "Os Nazarenos"

Carlos Delgado assumiu, na passada sexta-feira, a liderança da Comissão Administrativa que vai gerir os destinos do Nazarenos, na sequência do não surgimento de listas concorrentes ao acto eleitoral do clube.
O ex-presidente do Nazarenos faz-se acompanhar de outros elementos que pertenciam à anterior direcção.
Entretanto, em declarações à Rádio Nazaré, Carlos Delgado revelou que Wilson Estrela vai ser o treinador da equipa sénior dos alvi-negros na próxima temporada. Trata-se, assim de um regresso do jovem técnico, que na época passada dirigiu o Nazarenos, com sucesso desportivo até ao mês de Janeiro, quando resolveu abandonar o cargo. Wagner Estrela também voltará ao clube, para a função de treinador-adjunto.

Fonte : Região de Cister

quinta-feira, janeiro 06, 2011

Nazarenos tem defesa de betão

Enquanto jogador, um dos pontos-fortes de Wilson Estrela era o seu rigor táctico e defensivo. E na curta experiência como treinador, o antigo capitão do Belenenses e do Ginásio já deixou evidente que pretende preservar essas características, pois o Nazarenos exibe uma verdadeira defesa de betão. Decorridas 12 jornadas da Divisão de Honra, a equipa da Nazaré encaixou apenas 4 golos na competição, o que a coloca no quarto lugar do “ranking” das defesas menos batidas dos principais campeonatos nacionais e distritais. No campeonato, os alvi-negros apresentam, de resto, uma média de 0,33 golos sofridos por partida, ligeiramente melhor que a média do FC Porto, embora se acentuem as devidas diferenças competitivas.. Apesar dessa grande capacidade defensiva, a verdade é que o Nazarenos não iniciou a época da melhor maneira nesse aspecto, ao sofrer dois golos na 1ª jornada, frente ao Alvaiázere. O guarda-redes Pistolas ainda se manteve na baliza na ronda seguinte, mas à 3ª jornada foi o ex-júnior Edy a assumir as redes nazarenas no “derby” com o Ginásio. Desde então, o jovem guardião só foi batido duas vezes em dez jogos. Na história da Divisão de Honra da AF Leiria poucas equipas se podem orgulhar de apresentar tão bons argumentos defensivos. O recorde de menos golos sofridos num campeonato pertence ao Portomosense, que encaixou somente dez golos na temporada 1994/95, época em que o Nazarenos sofreu 15 golos,o melhor registo do clube.

Joaquim Paulo - Jornal de Leiria

Fernando Soares é o novo treinador do GD "Os Nazarenos"

Confirmada a saída de Wilson Estrela do GD "Os Nazarenos", devido a motivos profissionais e o clube já encontrou o seu sucessor. Trata-se de uma alternativa interna, uma vez que será Fernando Soares a assumir o cargo de treinador dos séniores, ele que até agora era o técnico da equipa de juniores do GD "Os Nazarenos".
Esta vai ser assim a primeira experiência deste jovem técnico a trabalhar com seniores, ele que tem trabalhado ao longo dos anos com as camadas jovens do GD "Os Nazarenos" e teve também uma temporada ao comando dos infantis e iniciados da Biblioteca. Paralelamente, foi também prospector de jovens para as camadas jovens do SL Benfica.

quinta-feira, julho 22, 2010

Wilson Estrela substitui José Carlos no Nazarenos

O ex-defesa central e capitão do Belenenses e do Ginásio de Alcobaça. Wilson Estrela, vai seguir um novo rumo na sua carreira desportiva, assumindo o comando técnico do Nazarenos, clube da sua terra, mas que curiosamente nunca representou enquanto futebolista.
A direcção do Nazarenos, através do seu presidente Carlos Delgado, explicou que a saída de José Carlos se deveu apenas "por problemas pessoais do próprio", aos quais os dirigentes do emblema nazareno não se opuseram.
O plantel 2010-2011 ainda está em preparação, mas estão já garantidos alguns reforços: o lateral-esquerdo Élio (ex-GC Alcobaça), o avançado Duarte Vivo (ex-CD Pataiense) e o médio Hugo Meca (ex-SL Marinha).
Depois de sete temporadas e mais de uma centena de jogos ao serviço do Ginásio, o defesa-esquerdo Élio vai dar mais experiência ao plantel de Wilson Estrela. O lateral já jogou tanto pelo Ginásio como pelo GDR Bidoeirense na 3ªDivisão Nacional e no AC Marinhense na 2ªDivisão.
Depois de conhecida a contratação do goleador Henrique (37 golos pela Biblioteca, 28 pelo Nazarenos e 9 pelo Ginásio nas últimas épocas), o sector ofensivo contará também com Duarte Vivo, autor de dois golos em 2009-2010 pelo CD Pataiense.
Já Hugo Meca é um jovem que chega para o meio do terreno, juntando-se a Carlos Carapau (ex-Biblioteca).

Décio Vigia - Região de Cister

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