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quarta-feira, junho 01, 2011

Ginásio de Alcobaça: O regresso de um clube histórico aos Nacionais !

Plantel Ginásio de Alcobaça 2010/2011 – Foto: Ricardo Graça / Texto : Miguel Sampaio – Correio Sport


Uma temporada imaculada valeu a promoção do Ginásio Clube de Alcobaça aos campeonatos nacionais. Uma boa notícia para um clube que já militou na 1ª Divisão na década de 80. Em 1981/2, o Ginásio, como é conhecido na cidade, então liderado por Guerra Madaleno – esse mesmo, o que foi candidato à presidência do Benfica – subiu à 1ª Divisão e colocou Alcobaça no mapa do desporto português, após ter vencido a Zona Centro da 2ª Divisão sob o comando técnico de Dinis Vital.
No entanto, a passagem pelo patamar mais alto do futebol português foi efémera. O clube desceu de imadiato, mas ficou o marco de ser a terceira equipa do distrito de Leiria a militar entre os grandes, depois do Caldas SC e da União de Leiria. Uma primeira volta sem qualquer vitória deixou o Alcobaça nos últimos lugares, de onde nunca conseguiu sair. Ainda assim uma coroa de glória. O Benfica, de Eriksson, cedeu um empate a uma bola no primeiro jogo em que perdeu pontos na temporada, à 12ª jornada. Os problemas financeiros levaram o clube a entrar em queda e nas últimas décadas o clube oscilou entre a 3ª Divisão e o futebol distrital. Por isso, o feito agora alcançado é de relevo para a história recente da instituição. O capitão Rúben, de 32 anos, um homem feito na casa, não considera este título – conseguido com 11 pontos de vantagem sobre o Beneditense – uma supresa. “Somos quase uma família e os poucos que chegaram de novo adaptaram-se rapidamente.” Por isso, “a subida de divisão era quase uma obrigação.”
Altura de comemorar, mas as preocupações subsistem. Agora, a equipa que evitar o sobe e desce das últimas presenças na 3ª Divisão e o treinador Walter Estrela admite que a cidade “está dividida” quanto a esta participação nas competições nacionais. “Só organizar um jogo custa 750 euros. É muito dinheiro. Se nos final da temporada descermos, vão dizer que foi um erro. Se correr tudo bem, já vão achar que uma boa opção.”

quinta-feira, dezembro 16, 2010

União Desportiva da Caranguejeira quer sair da lama

“ São as crianças, os seniores, as chuvas, os temporais. O campo está uma lástima.” A União Desportiva da Caranguejeira pensa em deixar para trás o seu relvado natural e apostar num sintético.
O facto de ter cerca de 150 atletas provoca um desgaste que faz com que o tapete mais pareça um batatal. “ Um artificial resolvia o problema”, garantem os responsáveis. O problema é a falta de dinheiro... “ O clube até tem um campo pelado, mas a direcção quer dar o melhor à formação”, afirma Carlos Rosário, vice-presidente e director desportivo do clube.
Por isso, só em ultimo caso é que as crianças que dão os primeiros chutos na Caranguejeira são impedidas de pisar o relvado. No entanto, a utilização é “demasiado intensiva”,o que deteriora o tapete, que se apresenta mais castanho do que propriamente verde.
A verdade é que o problema do relvado tem vindo a agravar-se nos últimos anos. Com a reactivação de todos os escalões de formação, há um ‘mundo de gente’ a utilizar o Estádio. São sete equipas, mais a de veteranos, que de vez em quando lá vai dar uns remates. “Se houvesse condições, mais equipas havia”, garante o coordenador do futebol de formação, Álvaro Oliveira.
Só que chega o Inverno e com ele a chuva, a humidade e a falta de sol. Por isso, segundo Carlos Rosário, “ por muito que a manutenção seja feita, o desgaste é grande”. A construção do campo de apoio, pelado, disfarçou o problema mas não o resolveu, pois não tem balneários, iluminação e nem sequer está homologado para jogos oficiais. Por isso, o clube quer avançar, tudo para dar continuidade à aposta que a actual direcção fez na formação.
A conservação do relvado da Caranguejeira, tal como da Bidoeira, é da responsabilidade da Leirisport. Esta actividade custa uma verba a rondar os 22 mil euros anuais à autarquia. Ora, um relvado sintético custa uma verba a rondar os 200 mil euros. O clube tem poucas condições para investir, e dá prioridade a pôr as contas em dia, mas estará a surgir uma hipótese de acordo?
Segundo Carlos Rosário, a direcção “já falou” com a Câmara de Leiria para procurar encontrar uma solução para este problema que, garante “com um sintético ficava resolvido”.

Texto Miguel Sampaio / Foto Ricardo Graça (Jornal de Leiria)

Joel Pedrosa, o Chilavert da Bajouca

É com frequência que do futebol da América Latina surgem notícias de guarda-redes absolutamente ‘loucos’, sem medo de abandonar a baliza e pôr à prova os seus dotes com os pés. Neste plano está José Luis Chilavert, internacional paraguaio que já arrumou as luvas. Noutro, menos folclórico, está Rogério Ceni, guardião brasileiro que já atingiu os 91 golos na carreira. Nos distritais de Leiria há quem lhes siga o exemplo. Joel Pedrosa, número 1 do Alegre e Unido, marcou o quarto golo da carreira no sábado,em mais uma execução de se tirar o chapéu.
Aos 22 anos, Pedrosa já não é nenhum novato na arte de marcar golos de livre directo. O de domingo, que valeu o empate no reduto do Ranha (1-1), foi o terceiro da sua conta pessoal – ainda tem outro de grande penalidade, já esta época, frente ao Caseirinhos. O primeiro foi em 2008/9, frente ao Pousaflores (3-4). O segundo em 2009/10 contra o Avelarense (4-5). Como não há duas sem três, lá surgiu mais um golo, que desta vez teve outro sabor, pois valeu pela primeira vez a conquista de um ponto.
Tudo aconteceu sábado, em jogo a contar para a 11ª jornada da 1ª Divisão distrital de Leiria, Zona Norte. O Ranha recebia o Alegre e Unido e o insólito aconteceu. Ao minuto 90, Joel Pedrosa sai de entre os postes, percorre o campo e marca a bola parada, em zona frontal à baliza adversária. Golo! “A barreira era muito alta e por isso optei por rematar para o lado do guarda-redes.
Como estava um bocado tapado, deu um passo para o outro lado e, já não foi a tempo de defender a bola.” Se ficou curioso pode ver o lance no youtube.
“ Depois dos treinos fico a bater livres com os colegas. Vai outro para a baliza, imagino a barreira e tento fazer a bola passar-lhe por cima.” Apesar de sentir que “tem jeito” para marcar livres, Joel Pedrosa não é a primeira opção da equipa para esta tarefa. Só quando se sente “inspirado” é que pede autorização ao treinador Manuel Domingos. Sábado saiu-lhe o prémio que valeu um ponto. Apesar de achar que tem “jeito” com os pés, Pedrosa não pensa em trocar as balizas por terrenos mais adiantados, até porque o seu sonho foi sempre estar entre os postes. Curiosamente, o seu ídolo não é nem Ceni, nem Chilavert, muito menos, Jorge Campos ou Higuita. É um grande, mas discreto guarda-redes chamado Casillas, que não marca golos como ele, mas que os sofre de igual maneira.

Texto Miguel Sampaio / Foto Ricardo Graça (Jornal de Leiria)

quinta-feira, setembro 23, 2010

Bancadas da Aldeia do Desporto sem assentos há um ano

A estrutura de uma bancada amovível colocada há 14 meses na Aldeia do Desporto permanece sem poder ser utilizada porque não tem sítio para as pessoas se sentarem.
A bancada põe, segundo Carlos Valente, presidente do Sport Clube Leiria e Marrazes, em causa a segurança das pessoas que se deslocam ao campo de futebol. Um esqueleto de metal continua a ocupar o melhor local da Aldeia do Desporto para e poder ver um jogo de futebol.
Cadeiras, não há. Tábuas corridas, também não. Segundo Isabel Afonso, presidente da Junta de Freguesia de Marrazes, entidade gestora das instalações, a situação “vai ser resolvida até ao final de 2010”.
A estrutura colocada naquele espaço desportivo, inaugurada em Setembro de 2008 ainda com Sofia Carreira à frente da autarquia de Marrazes, pertence à Leirisport. Nos primeiros meses de utilização tinha, segundo Isabel Afonso, “uma tábuas velhas para as pessoas se sentarem”. No entanto, como na opinião da edil “ofereciam perigo de queda”, acabaram por ser retiradas e a bancada deixou de ter qualquer tipo de utilização.
Por saber da “importância da Aldeia do Desporto para os cidadãos de Marrazes”, Isabel Afonso afirma que o problema vai ser resolvido “até ao fim do ano”. Lamenta, contudo, “as dificuldades financeiras da junta”. “O projecto foi muito ambicioso, mas a Aldeia do Desporto é toda ela um problema. Era suposto ter uma
bonita bancada mas, como não temos capital, optámos por aquela estrutura amovível.” Apesar de Isabel Afonso considerar que foram tomadas “medidas de protecção”, o presidente do Leiria e Marrazes, considera que a situação actual “representa perigo” para todos aqueles que se deslocam à infra-estrutura. No entanto, Carlos Valente salienta que o o Leiria e Marrazes “já manifestou ao executivo que quer ajudar e fazer parte das soluções e não dos problemas da Aldeia do Desporto”.
in "Miguel Sampaio - Jornal de Leiria , Foto Ricardo Graça"

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