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sábado, março 21, 2009

Jogo do título em Alcobaça

A liderança do Porto­mosense está pela primeira vez ameaçada. Os resultados desta jornada deram nova emoção ao campeonato da divisão de Honra distrital de Leiria. O Alcobaça venceu e aproveitou o deslize caseiro do líder Portomosense e diminuiu para três pontos a distância entre os dois. Tudo isto na ronda anterior ao encontro entre os dois candidatos. O conjunto de Porto de Mós não conseguiu ultrapassar o Nazarenos e não foi além de uma igualdade a uma bola. O Alcobaça, por seu turno, levou a melhor sobre o Meirinhas e recolocou-se na rota do título. Na próxima ronda, as duas equipas encontram-se em Alcobaça. Se o Portomosense vencer, o título de campeão fica, praticamente, entregue. Caso a vitória sorria ao conjunto de Gonçalo Raimundo, a luta até ao final da prova vai ser intensa. Ambas as equipas têm 15 vitória no campeonato. O Portomosense soma, contudo, apenas duas derrotas, enquanto o Alcobaça apenas empatou por uma vez. O conjunto de Gonçalo Raimundo marcou nos últimos 12 jogos e ganhou os últimos nove encontros em casa, evidenciando uma clara subida de forma. Pelo contrário, o Portomosense, que obteve golos nas últimas 18 partidas, não conseguiu vencer nas duas jornadas anteriores. A formação de Porto de Mós tem o segundo ataque mais concretizador e a segunda defesa menos batida, enquanto o Alcobaça está no terceiro lugar do pódio em termos ofensivos e defensivos. Na primeira volta do campeonato, o conjunto de Gonçalo Raimundo foi o primeiro a travar a caminhada do Portomosense, ao empatar (1-1) em Porto de Mós Na próxima jornada, as atenções recaem ainda no encontro entre Bombarralense e Nazarenos.

Mário Rui Nicolau (www.regiaodeleiria.pt)

sexta-feira, março 13, 2009

Árbitros sem pagamento

Um problema informático deixou os árbitros da Associação de Futebol de Leiria (AFL) sem receber ajudas de custo desde Dezembro de 2008. A situação, de acordo com o presidente da AFL, Júlio Vieira, já terá sido resolvida e o pagamento referente a Janeiro será processado na próxima semana. Para os juízes já seguiu uma missiva a informar do problema, de forma a evitar que existam faltas a jogos neste fim-de-semana. O vice-presidente do Núcleo de Árbitros do Oeste, Carlos Frazão, explica que os juízes estariam dispostos a fazer greve se a situação não for resolvida. “Demos como prazo limite o fim-de-semana que se aproxima. Estamos perante um problema grave. Há muitos árbitros que são estudantes e que têm de estar a avançar dinheiro para pagar as deslocações e não têm condições de continuar assim”, afirma Carlos Frazão. Júlio Vieira garante que na próxima quarta-feira serão realizados os pagamentos referentes a Janeiro e “no dia 25 de Março serão pagas as ajudas de custo de Fevereiro”. “O sistema informático funciona em rede com a Federação Portuguesa de Futebol. Quando o problema foi detectado, solicitámos de imediato ajuda para o resolver, mas a federação não nos deu uma resposta rápida como pretendíamos”, refere Júlio Vieira.
Mário Rui Nicolau (www.regiaodeleiria.pt)

sexta-feira, maio 16, 2008

Seniores : Desastre nos nacionais arrasta equipas da Honra


Foi uma época desastrosa para o futebol da região. Depois da queda da União de Leiria para a Liga de Honra e da descida do Fátima à II divisão, confirmou-se a despromoção do Caldas. Mas nada fazia antever a “catástrofe” que se abateu para as formações do distrito que militam na III divisão. Das cinco que disputavam os grupos de permanência, só o Sp. Pombal conseguiu ficar no mesmo escalão. As restantes foram despromovidas, obrigando a que a divisão de Honra distrital sofra uma pequena revolução na próxima temporada. Afinal, foram sete os conjuntos despromovidos para a I divisão distrital.Portomosense, Alcobaça, Bombarralense e Caranguejeira, todos caíram para a divisão de Honra distrital. Se as duas últimas já estavam praticamente condenadas quando iniciaram a segunda fase da III divisão, as equipas de Porto de Mós e Alcobaça tinham uma vantagem confortável sobre parte dos adversários, mas não conseguiram fazer valer esse factor.Com estas quatro despromoções, o lote de equipas filiadas na Associação de Futebol de Leiria (AFL) no nacional tem uma quebra bastante acentuada. Passa de nove para seis. Uma diferença muito grande. Basta lembrar que só na III divisão existiam sete conjuntos do distrito. A descida de quatro formações obrigou a que, além das quatro equipas que normalmente desceriam da divisão de Honra distrital, fossem despromovidos mais quatro conjuntos. O que provocou alguma sensação de injustiça entre dirigentes e técnicos. Vidreiros, Pedroguense, Avelarense e Maceirinha ficaram abaixo da linha de água, mas com a “catástrofe” que se abateu sobre as equipas dos campeonatos nacionais, Ansião (36 pontos), Alvaiázere (36) e Biblioteca (33) caíram também à I divisão distrital. Em comunicado, os dirigentes do Alvaiázere pedem que “em futuras análises, planeamentos e decisões da AFL seja tida em conta o descontentamento” do clube, para que a actual situação não se mantenha nas próximas temporadas.Ricardo Silva, treinador do Ansião, lamenta a situação. Afinal, como afirma, a sua equipa ficou “a apenas três pontos do sexto classificado”. “Embora soubéssemos que isto podia acontecer, penso que é injusto. As equipas da divisão de Honra distrital não podem viver tão condicionadas. Isto tem de ser revisto”, diz. Em contrapartida, Paulo Ribeiro, técnico da Biblioteca, considera que “todos conheciam as regras do jogo”. “Isto já estava previsto e não há necessidade de mudar o quadro competitivo”, salienta.


Mário Rui Nicolau - Região de Leiria

sexta-feira, maio 09, 2008

Márcio bate recorde

Márcio, avançado do Peniche, tornou-se o melhor marcador da divisão de Honra distrital das últimas dez temporadas. Ao apontar três golos frente ao Figueiró dos Vinhos, o jogador ultrapassou Ricardo Silva, que na época 2000/01, ao serviço do Ansião, tinha rematado 29 vezes de forma certeira. Há cerca de 20 anos no Peniche, esta foi a temporada em que Márcio conseguiu um marca pessoal tão grande. Desde os nove anos que o atleta “veste” a camisola” da formação do sul do distrito. Chegou à equipa sénior com 16 anos, pelas mãos de Gabriel Mendes. No entanto, só começou a jogar com maior regularidade duas épocas depois. Disputou as II e III divisões nacionais. Conseguiu quase sempre chegar aos 15 golos por campeonato, embora tenham existido alguns em que atingiu os 20. Porém, nunca tinha conseguido um número tão elevado.“É sempre especial fazer uma época destas, mesmo sendo num campeonato distrital. Mas isto também é fruto do trabalho de toda a equipa. Penso que não facilitámos”, afirma Márcio. Com 29 anos, o jogador não espera dar o salto para uma equipa profissional. Acredita, contudo, que ainda pode dar muito ao Peniche. “Na próxima época voltamos à III divisão. Seria bom voltar a marcar mais de 20 golos. Era uma forma de ajudar a equipa”, salienta.
O ponta-de-lança dos novos campeões distritais, tem uma média 1,07 golos por jogo e ainda pode melhorar, uma vez que falta disputar uma jornada do campeonato. Nas 29 partidas fez dois “hat-trick” (frente ao Figueiró dos Vinhos e Pedroguense) e apontou quatro golos numa só partida, em Novembro último, quando defrontou o Vidreiros.

Mário Rui Nicolau (www.regiaodeleiria.pt)

sábado, maio 03, 2008

Um ano e sete meses sem vitórias

O campeão da “liga dos últimos” do distrito de Leiria “mora” no concelho da Marinha Grande. O Moitense é a única equipa que ainda não conseguiu vencer esta época nos campeonatos seniores organizados pela Associação de Futebol de Leiria. Aliás, a sequência de jogos sem vencer teve início na época passada. Desde a primeira jornada da época 2006/07, a 24 de Setembro, que o Moitense não consegue uma vitória. O primeiro e único triunfo deu-se frente ao 22 Junho/Amor. Ao todo são 54 jogos sem ganhar. Mas engane-se quem pensa que os jogadores da Moita entram em campo desmotivados. Pelo contrário. Os 85 golos sofridos até ao momento no presente campeonato apenas servem para incentivar os atletas e os adeptos também não esmorecem.Afinal, segundo o presidente do clube e treinador da equipa, Hélio Moleiro, em média, há cerca de uma centena de pessoas a assistir aos jogos. Aliás, o REGIÃO DE LEIRIA pôde comprovar que apoio é o que não falta aos jogadores do Moitense. No dia em que esta reportagem foi feita, apesar da chuva, do vento forte e do frio, perto de meia centena de simpatizantes não arredaram pé. “Força! Vai Catalino, não desistas. Não é assim sr. Árbitro. Está mal, não pode [o árbitro] fazer isso, é injusto”. Estas eram algumas das palavras de incentivo aos jogadores e de algum desagrado pela actuação da equipa de arbitragem que se ouviu no jogo da 26ª jornada, quando o Moitense recebeu o Outeirense.Aliás, para Hélio Moleiro parte da culpa do historial de desaires da formação da Moita pertence aos árbitros. O presidente-treinador não tem dúvidas; o conjunto que orienta “foi empurrado para o fundo da classificação”. “Sabemos que houve factores externos que contribuíram para a nossa situação, nomeadamente certas arbitragens que não nos deixaram ganhar no início da época. Depois, a equipa, como é inexperiente, acusou a falta de vitórias”, salienta. E acrescenta: “São estas injustiças que nos deixam motivados”.As lesões e os castigos exagerados – mais uma vez a arbitragem – complicam, constantemente, a vida ao treinador. Nas últimas jornadas, Hélio Moleiro teve apenas um jogador no banco de suplentes. E para que tal fosse possível, o seu adjunto, José Ferreira, teve de ser inscrito. Aos 43 anos, o técnico e guarda-redes dos veteranos do Moitense foi obrigado a jogar como médio defensivo para, pelo menos, haver uma alternativa, caso o técnico principal fosse obrigado a fazer alguma alteração.

Mário Rui Nicolau-Região de Leiria

sábado, março 01, 2008

Fim da linha no futebol feminino no distrito

Reportagem do Região de Leiria sobre o actual estado do futebol distrital feminino
O futebol 11 feminino não morreu no distrito de Leiria, mas está moribundo. A equipa mais representativa da região, o Monte Real, terminou com a modalidade no início da época. O Belenenses, onde jogam as últimas resistentes, não se inscreveu no campeonato nacional da II divisão por dificuldades financeiras. A solução foi encontrada fora das fronteiras do distrito, em Santarém. Tempos houve em que o número de futebolistas femininas inscritas na Associação de Futebol de Leiria (AFL) chegava às centenas. Na última época, eram só 36. Actualmente não há nenhuma atleta sénior inscrita. Em Monte Real, a pré-época ainda teve início. Mas, segundo Clara Pires, ex-jogadora e dirigente do clube, as dificuldades para formar uma equipa competitiva para o campeonato nacional determinaram o fim do futebol feminino, após mais de uma década de actividade. “Grande parte das nossas jogadoras com maior experiência está a estudar ou a trabalhar fora da região e era difícil disputar uma prova só com atletas muito jovens e inexperientes”, esclarece. Sem dinheiro para participar nas provas nacionais e sem equipas “vizinhas” para disputar um campeonato distrital em Leiria, os dirigentes do Belenenses, da Marinha Grande, depararam-se com um situa­ção difícil. “Podíamos ter acabado com o futebol feminino. Mas esta modalidade existe há cerca de 30 anos no clube. Procurámos um solução e encontrámo-la em Santarém”, explica Amadeu Bernardino, presidente da colectividade marinhense. Neste momento, adianta “a nossa equipa disputa o torneio de abertura em futebol 7, mas em Março o campeonato distrital de Santarém [em futebol 11] tem início e nós vamos participar”. Júlio Vieira, presidente da AFL, lamenta o fim do futebol feminino no distrito. Porém, lembra que não foi por falta de apoio da associação. Reunimos com os clubes que tiveram a modalidade para que a reactivassem. Oferecemo-nos mesmo para pagar bolas e equipamentos, mas não resultou”, diz, avançando que parte da resolução do problema passa pelo aparecimento de mais mulheres no movimento associativo. No entanto, Júlio Vieira recorda que, em contrapartida, o número de praticantes de futsal tem crescido. “Há um fenómeno contrário. As equipas de futsal aumentam todas as épocas e o número de atletas também”, refere.

Trocar o pó dos pelados pelo “conforto” do pavilhão
Um década depois Rita Alexandra “trocou” as botas com pitons, a lama e o pó dos pelados por uns sapatos desportivos mais apropriados aos pisos de futsal. O final do futebol 11 em Monte Real assim o determinou. Desde o início da época que treina e joga pelo Carreirense, da I divisão distrital. “Tinha duas opções: deixava de jogar ou encontrava outra solução. Foi isso que fiz.”, conta. No entanto, Rita Alexandra, quando questionada sobre se voltaria a jogar futebol 11 caso tivesse oportunidade, não tem dúvidas. “Se fosse na região não olhava para trás”.Rita Alexandra não foi a única jogadora do Monte Real a optar pela versão “indoor”. Pelo menos duas companheiras, segundo a própria atleta, seguiram o mesmo caminho. “Tal como eu, também gostam de jogar e a solução foi a mesma, o futsal”, diz. A jogadora considera que a falta de apoios foi determinante para o fim da modalidade no distrito de Leiria. “Não há apoios e os clubes sozinhos não conseguem manter a situação”, afirma.

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

O Guardião goleador

É o guarda-redes com mais golos marcados na divisão de Honra distrital de Leiria e, em simultâneo, o avançado com mais minutos a defender a baliza na mesma prova. Chama-se Nuno Aguiar, tem 24 anos, fez toda a formação no futebol como o jogador mais defensivo em campo. Mas a necessidade do Ansião, equipa que representa, levou-o a jogar mais à frente no final da época 2005/06. Esta temporada já apontou dois golos e está entre os jogadores mais concretizadores da equipa do norte do distrito.Natural de Pombal, Nuno Aguiar fez toda a formação futebolística no Sporting local. Teve como treinador Paulo Neves, que mais tarde o levou para Ansião. E foi o técnico que lhe reconheceu aptidão para o ataque. “Sempre quis ser guarda-redes. E nas camadas jovens joguei nessa posição. Mas o Paulo Neves chegou a colocar-me a jogar como avançado em alguns torneios”, recorda. E adianta: “Também costumo jogar como atacante em jogos entre amigos e sempre tive alguma capacidade para fazer golos”. Na época 2006/07, Nuno Aguiar não jogou futebol em Portugal, os estudos – o atleta está a tirar uma licenciatura em Ciências do Desporto - levaram-no à Universidade de Belo Horizonte, no Brasil. Aí foi integrado na equipa da instituição de ensino que disputava o campeonato universitário, onde conheceu uma nova posição em campo. O treinador brasileiro reconheceu-lhe qualidade para actuar como médio-ofensivo. Nuno Aguiar jogou com regularidade e apontou alguns golos. “Foi uma boa experiência”, lembra.De regresso a Portugal, reingressou no Ansião esta temporada, mas não foi recrutado para actuar como guarda-redes e sim como avançado. Lesionou-se e esteve parado entre Setembro e Dezembro de 2007. Regressou em Janeiro e apontou dois golos.No entanto, a saída dos dois guarda-redes do Ansião levaram a que o técnico Ricardo Silva voltasse a colocar Nuno Aguiar na baliza. Estreou-se no passado domingo com um empate frente ao Vidreiros.
Ricardo Silva, treinador do Ansião, garante que não terá qualquer reserva em utilizar Nuno Aguiar como avançado se o rumo de um jogo assim o exigir. “O Nuno tem condições para jogar nas duas posições e se for necessário faço entrar o outro guarda-redes e coloco-o na frente. Quando ele passou para a baliza essa possibilidade foi discutida”, afirma o técnico.

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