À segunda foi de vez. Depois de ter perdido na edição de há dois anos para o Bombarralense, o Portomosense conseguiu levantar a Taça Distrital ao vencer, por 3-1, o Guiense.
Num jogo equilibrado mas nem sempre bem jogado, as oportunidades de golo foram repartidas começando melhor o Guiense que, aos 6 minutos, por João Leal e aos 17, por Félix, criaram perigo junto da baliza de Maké.
No entanto, a resposta foi mortífera com Juliano a cobrar um livre a mais de 35 metros da baliza, apanhando desprevenido o guardião Nuno Aguiar que não conseguiu reagir enquanto a bola se encaminhava para o fundo das redes.
O golo premiava o maior tempo de construção de jogo do Portomosense mas castigava um Guiense atrevido e que fora, até então, a única equipa a criar perigo.
Na primeira parte apenas registo para um pontapé de bicicleta de Joel, aproveitando um ressalto à entrada da área, com a bola a sair pouco por cima da baliza. Corria o minuto 39.
Logo após o descanso, a partida entrou num período frenético com ambas as equipas a disporem de oportunidades de golo e a colocar maior velocidade nas acções ofensivas.
Fruto disso mesmo, surgiu o golo do Guiense logo aos 48 minutos. Após cruzamento da esquerda, Joel domina a bola dentro e serviu de bandeja para Félix à entrada da área, rematar sem hipóteses para Maké. Estava restabelecida a igualdade e alguma justiça no marcador.
Um minuto volvido e o Portomosense respondeu com uma grande oportunidade, com Afonso a rematar após centro da direito mas com Nuno Aguiar a opor-se numa grande defesa.
A partida voltaria então a entrar num período monótono com o Portomosense a encarregar-se de tomar as rédeas da partida aproveitando a falta de frescura física que se ia apoderando dos jogadores do Guiense.
Obrigado a fazer duas alterações por lesão, José Godinho via-se privado desde cedo de algumas peças importantes do seu 'xadrez' mas acabaria mesmo por ser o Guiense, aos 90 minutos, a criar a melhor situação de golo já que Joel apareceu em excelente posição, à entrada da área com o avançado a não ter o discernimento necessário para passar a Chico que estava completamente isolado na esquerda. O avançado tentou o remate e a bola passou ao lado.
Após 90 minutos de futebol tudo estava empatado e foi preciso chegar ao prolongamento para se voltarem a ver os golos.
Mas a primeira equipa a criar perigo foi o Guiense com Canas a atirar pouco ao lado do poste da baliza de Maké na marcação de um livre aos 93 minutos.
Aos 104 minutos surgiu o caso do jogo com Fábio Piló a assinalar uma grande penalidade a castigar falta de Hugo Monteiro sobre Vindima que custou ao jogador do Guiense o segundo amarelo e a respectiva expulsão.
Na cobrança, Juliano atirou para defesa de Nuno Aguiar e, na recarga, o mesmo jogador atira à barra da baliza. Só à terceira é que Cedric, vindo de trás, ofereceu a dianteira do marcador ao Portomosense.
Até ao final da partida o Guiense tentou dar a resposta possível tendo em conta o facto de ter menos um homem em campo e de os seus jogadores estarem de rastos, mas o Portomosense limitou-se a controlar a pose de bola, gerindo o tempo e o resultado.
A estocada final foi dada em cima do apito final, já quando os homens da Guia tinham baixado os braços, com Chanoca a aparecer na cara de Nuno Aguiar que consegue travar o primeiro remate mas a ser impotente para travar a recarga fixando-se o resultado final para gáudio do muito público que se deslocou desde Porto de Mós para ver o capitão Hugo Almeida levantar a taça.
Trabalho irregular de Fábio Piló com alguns erros. Na grande penalidade dá-se o benefício da dúvida mas pareceu forçado.
José Roque e Tuna Caranguejeiro - Diário de Leiria









