Mostrar mensagens com a etiqueta Rafael Raimundo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Rafael Raimundo. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, julho 03, 2020

Hélder Nunes: "Vamos continuar a apostar na formação"

O presidente do Ginásio fez um balanço dos dois anos de mandato e em entrevista ao REGIÃO DE CISTER lançou os dados para uma nova candidatura. Hélder Nunes deverá recandidatar-se ao cargo na Assembleia-Geral, que deve realizar-se em julho.
.
REGIÃO DE CISTER > Vai recandidatar-se ao cargo de presidente?
Hélder Nunes > Estamos a reunir condições para preparar uma nova candidatura. Pretendemos fazer um trabalho de melhoria contínua a nível desportivo, formativo e social, para tornar o clube estruturalmente mais forte para chegar a patamares superiores.
.
RC > Que balanço faz dos dois anos em que lidera o clube?
HN > Foram quase dois anos de muita aprendizagem, muitas trocas de ideias e sobretudo muito consenso entre os elementos que comigo abraçaram este projeto, tais como funcionários do clube e os que não pertenceram aos orgãos sociais do clube, mas cuja participação foi determinante. Também os treinadores e jogadores foram sempre parte das soluções.    
.
RC > O que fica por fazer neste primeiro mandato?
HN > Dar melhores condições aos sócios, conseguir melhorar infraestruturas, redimensionar todo o projeto de clube, melhorar estatutos... Mas também tivemos grandes vitórias como a certificação da FPF, a Bandeira da Ética, o trabalho desenvolvido no âmbito do impacto social, a plataforma informática de gestão desportiva, a vertente formativa para pais, adeptos, jogadores, treinadores e dirigentes.  
.
RC > Duas épocas estáveis da equipa principal na Honra distrital. O Ginásio não ambiciona a subida aos nacionais?
HN > A Direção do Ginásio entende que não é proveitoso subir aos nacionais para voltar a descer no ano seguinte. A manutenção nos nacionais exige outro tipo de estruturas desportivas e financeiras que neste momento o clube não tem. Ambicionamos sempre os nacionais, mas se pudermos vamos ganhar tempo, criando estrutura para podermos permanecer no escalão.
.
RC > Quais os planos para a nova época?
HN > Pretendemos ter os mesmos escalões da época passada, ficando por definir o número de equipas a criar. Já há equipas técnicas e jogadores confirmados que brevemente vão ser apresentados.
.
RC > A aposta do clube vai passar pela formação?
HN > O Ginásio vai continuar a apostar na formação para integrar a equipa sénior. Nesta época a equipa principal teve 13 atletas cuja formação foi feita essencialmente no clube. Teremos sempre que recrutar alguns jogadores fora deste âmbito para conseguirmos ter equipas competitivas e para colmatar lugares específicos na equipa que não poderemos preencher com a formação. Não pela qualidade dos atletas, mas porque alguns deles vão para a universidade ou porque a vida laboral não permite continuar.
.
RC > Quais foram os maiores impactos da Covid-19 no clube?
HN > Não permitiu a realização da 20.ª edição do torneio da fúria, a festa de encerramento da época, a participação nos Santos Populares, o campo de férias, a participação na feira de São Bernardo. Estes são eventos nos quais o clube iria ter receitas para fazer face a dívidas contraídas. Falta ainda saber como vão decorrer as inscrições para a próxima época. O Ginásio iniciou esta época a atribuição de bolsas aos atletas cujas famílias têm dificuldades no pagamento das quotas de inscrição. Estamos a estudar possibilidade de alargamento desta atribuição a mais famílias talvez com parceria de outras entidades.
.
RC > O que falta para o Ginásio recuperar a mística de outros tempos?
HN > Os adultos, tirando honrosas exceções, limitam-se a ir ver os jogos do filho ou do neto e na segunda-feira perguntam qual foi o resultado dos seniores. Há condições que temos de melhorar mas estamos a trabalhar nesse sentido juntos das entidades competentes. Tem de ser mostrar às pessoas que o Ginásio é uma organização que pretende estar envolvida na sociedade nos planos desportivo, formativo, ético e social. Se conseguirmos que grande parte dos jovens passe na formação do clube seguramente teremos mais pessoas ligadas ao clube novamente.

Rafael Raimundo - Região de Cister

Um recorde de longevidade

Depois de cumprir o sonho de ser jogador profissional, “Borrego”, como é conhecido no mundo do futebol, desafiou as probabilidades e aos… 72 anos ainda joga na equipa de veteranos do Ginásio.
 “Enquanto tiver pernas para jogar é certo que vou continuar a dar o meu contributo”, garante José António ao REGIÃO DE CISTER, revelando que neste tempo de pandemia sente a falta dos fins de semana desportivos. “Faz-me falta jogar à bola para me manter ativo”, confessa o capitão de equipa. 
Apesar da idade, o esquerdino nota que não tem medo de disputar cada lance com a intensidade de outros tempos. “Umas vezes aleijo-me, mas também ainda faço tremer alguns adversários”, nota o jogador, natural de Vila Viçosa, que joga agora ao lado de João Alegrias, o filho mais velho. “Ele é central e chegamos a jogar muitas vezes juntos e é engraçado porque muitos adversários ficam surpreendidos quando digo que ele é meu filho devido à diferença de idades”, brinca o lateral.
“Borrego” foi um dos fundadores da Associação de Veteranos do Ginásio Clube de Portugal há 30 anos e ainda hoje “joga os seus 45 minutos com muita qualidade”, confirma Rui Alexandre, presidente dos veteranos alcobacenses.
O lateral esquerdo sublinha que estes jogos entre veteranos são um “escape” na sua reforma, considerando ser um jogador que não tem receio de tentar um lance individual. “Se tiver espaço vou no 1x1 com o adversário”, afirma o ex-jogador do Ginásio, confessando ficar  “um pouco triste quando não ganha”. Mas, “no final o que interessa é o convívio”, graceja.
José António tornou-se profissional de futebol ao serviço da U. Leiria, rumando depois ao Marinhense e ao Rio Maior antes de ingressar no Ginásio, em 1979/1980. “Era profissional e sabia que tinha de arranjar um emprego para compatibilizar com o desporto. Então arranjei um emprego numa empresa e vim jogar para o Ginásio”, recorda, contando que o amor ao clube e à esposa, natural de Alcobaça, fez com que se mudasse em definitivo para a cidade.
Em Alcobaça jogou a primeira época orientado pelo nazareno José Adelino, que viria a sair do comando a meio da época, sendo substituído por Artur Santos. “Na época do Artur Santos era capitão de equipa e era o único jogador do plantel que trabalhava e jogava ao mesmo tempo”. “Treinava logo de manhã e ao fim do dia sozinho e à quinta-feira o patrão dava-me folga para ir fazer o treino conjunto com a equipa”, explica o calipolense, que vive há várias décadas em Alcobaça.
“Houve um jogo no municipal que foi do outro mundo. Era um clássico entre Ginásio e Nazarenos (1-0) e de repente apenas vejo os adeptos de ambos os clubes a invadirem o campo, tal era a rivalidade”, relembra o lateral, que representou o clube na 2.ª Divisão nacional (1979 até 1981) e que orientou os azuis à subida à 2.ª Divisão, na época 1989/1990. O ex-técnico comandou a equipa no segundo escalão, e também na 3.ª Divisão e nos distritais.
Nessas equipas estavam atletas com que joga agora, notando ser “um privilégio” ainda hoje jogar com os meninos que treinou. A avaliar pela dedicação e condição física do alentejano de gema, não é de admirar que continue a cumprir os seus 45 minutos. 
.
“Borrego” não esquece o duelo com Chalana
Durante as duas temporadas em que Borrego jogou em Alcobaça, o Ginásio recebe o Benfica no municipal e o lateral tem a difícil tarefa de marcar Fernando Chalana, um dos jogadores portugueses mais emblemáticos e com um “jogo de cintura” que fazia tremer os adversários.
“Num lance individual o Chalana veio na minha direção com a bola e eu fiz uma entrada mais agressiva para roubar a bola”, relembra. “No exato momento apenas oiço o técnico Artur Santos (ex-Benfica) a gritar comigo para não fazer entradas daquelas sobre os adversários”, conta “Borrego”, revelando que respondeu de imediato.

Rafael Raimundo - Região de Cister

domingo, junho 28, 2020

Manuel Nunes: "A aposta passa pelos jogadores formados localmente"

A temporada 2019/2020 fica marcada pelo cancelamento dos campeonatos distritais devido à Covid-19. Ao REGIÃO DE CISTER, o presidente da Associação de Futebol de Leiria explica o impacto que a pandemia teve nos clubes e na competição, antevendo o regresso à nova normalidade.
.
REGIÃO DE CISTER (RC) > Já há data para o regresso das competições?
Manuel Nunes (MN) > A Associação de Futebol de Leiria está a seguir as normas da Federação Portuguesa de Futebol e só vai avançar para as datas de regresso quando estiverem reunidas todas as condições impostas pela Direção Geral de Saúde.
.
RC > Algumas associações distritais estão a implementar subidas de divisão e alargamento dos campeonatos. É um cenário em cima da mesa na AFL?
MN > Assim como a FPF, a AF Leiria decidiu cancelar os campeonatos e não aplicar regimes de subidas e descidas porque não haveria verdade desportiva. Ainda faltavam cumprir-se algumas jornadas e não seria justo atribuir vencedores ou descidas de divisão precocemente.
.
RC > Mas há clubes, como o Bombarralense, que vão subir à Divisão de Honra Lizsport…
MN > São casos excecionais em que há equipas do distrito que foram convidadas a participar nas competições nacionais. Desta forma, as vagas são ocupadas pelas equipas com o melhor coeficiente de pontos nas divisões inferiores. Uma vez que o GRAP ac
eitou o convite para integrar o Campeonato de Portugal, a vaga terá de ser ocupada por uma equipa da 1.ª distrital. Foi feita uma proposta de reajustamento que não alterou os critérios de desempate e neste sentido o Bombarralense  poderá vir a subir de divisão por ser a equipa com melhor coeficiente de pontos na Desportiva 1.ª Divisão distrital. No futsal a situação é idêntica caso se confirme a inscrição do NS Pombal na 2.ª Divisão nacional.
.
RC > Desta forma, os juniores do Nazarenos também sobem à Divisão de Honra…
MN > Os critérios são claros e face à desistência de uma equipa no escalão principal justifica-se a subida de outra. Se a equipa tem o melhor coeficiente na 1.ª Divisão distrital vamos dar cumprimento ao que está estabelecido nos regulamentos.
.
RC > Que medidas estão a ser estudadas para apoiar os clubes para a próxima temporada?
MN > A AFL recebeu um empréstimo de 90 mil euros da Federação Portuguesa que vão ser aplicados de forma idêntica a todos os clubes do distrito. A estratégia passa por subtrair esse valor no pagamento das inscrições de jogadores na próxima época, reduzindo o custo de inscrições aos clubes. Da mesma forma estamos a preparar uma carta aos municípios para que possam fazer um financiamento extraordinário às entidades desportivas que permita a continuidade da prática desportiva federada.
.
RC > Já houve clubes a desistir das competições federadas?
MN > Oficialmente não. Há sim a preocupação com o futuro financeiro dos clubes, dado que a grande maioria deles é financiado pelos patrocinadores. As empresas dos ramos da construção civil, da restauração, entre outros, foram fortemente afetadas por esta pandemia e por isso muitos clubes questionam a possibilidade de continuarem a formar jovens jogadores e a potenciar outros. Não se avizinham tempos fáceis.
.
RC > O impacto da pandemia vai acelerar a aposta dos clubes nos jogadores formados localmente…
MN > Tenho essa convicção. Com as dificuldades financeiras que se já se fazem sentir, os clubes vão ficar obrigados a recrutar dentro de portas e a potenciar os seus jovens para mais tarde também serem opções nas equipas seniores. A aposta passa pelos jogadores formados localmente e acredito que no futuro muitas equipas vão beneficiar com isso. Talvez haja até muito bons jogadores ou jogadoras a jogarem menos minutos porque há muita escolha.
.
RC > Como antevê o regresso aos treinos e à competição?
MN > Neste momento já há clubes a fazer treinos ao ar livre cumprindo as normas de segurança, embora seja uma fase muito primordial do regresso. Os exercícios são individuais e para manter a forma física dos atletas. Os espaços desportivos certamente vão sofrer alterações, nomeadamente no horário de treinos, e no caso do futsal é necessário ter em conta as outras modalidades que também utilizam as mesmas infraestruturas. Numa fase inicial recomendar-se-á aos atletas que não utilizem os balneários e que haja um maior controlo da limpeza e higienização dos espaços entre cada sessão de treino.
.
RC > Ainda existe a possibilidade de cumprir a época de futebol de praia?
MN > É uma possibilidade, mas teremos que aguardar indicações da Direção Geral de Saúde, do Governo e da FPF. A compatibilidade com os campeonatos de futebol também é um tema que estamos a analisar.
.
RC > Os concelhos de Alcobaça e da Nazaré já têm três equipas certificadas com a Bandeira da Ética (Ginásio, Alfeizerense e Sótão). É um selo de qualidade…
MN > Naturalmente, é uma certificação em que cada vez mais clubes estão a apostar. Um clube que garante a certificação cumprindo uma série de requisitos está mais apto a receber jovens talentos e tem uma vantagem relativamente aos outros clubes que não têm. Um encarregado de educação que esteja recetivo entre dois clubes tem neste certificado mais um importante critério de escolha. A Associação de Futebol de Leiria tem mais de meia centena de clubes certificados, o que nos motiva mas também obriga a querer que mais clubes reúnam todas as condições para obter a Bandeira da Ética. Na temporada 2019/2020 houve mais 200 clubes certificados, o que demonstra a importância deste projeto junto dos agentes desportivos e dos clubes.
.
RC > Vê nesta região de Cister (Alcobaça, Nazaré e Porto de Mós) uma das referências da AF Leiria?
MN > Pelo histórico nas competições da AF Leiria é notório. Apesar de Leiria, Caldas da Rainha e Pombal terem uma forte presença nas competições distritais, não é demais recordar estes três concelhos. O Ginásio com uma história muito rica, por exemplo, e  também por algumas das maiores rivalidades do distrito acontecerem entre alcobacense e nazarenos. O contributo destes três concelhos na dinamização do futebol distrital tem sido muito relevante e no futebol de praia não podemos esquecer a aposta do município da Nazaré. A vila é um dos pontos privilegiados da modalidade e prova disso é ser  uma das referências para a organização de provas europeias.

Rafael Raimundo - Região de Cister

terça-feira, maio 19, 2020

Danny Esteves assina pelo Fontinhas

Danny Esteves (ex-Fátima) é reforço do Fontinhas no Campeonato de Portugal. O alcobacense chega ao novo clube após uma época conturbada em que iniciou nos romenos do Academia Clinceni, rumando depois até Fátima, emblema pelo qual ainda marcou 4 golos no último escalão nacional.
Este é o décimo clube da carreira do avançado, que se iniciou no Ginásio e que passou pela formação do Sporting e U. Leiria.A época mais eficaz de Danny Esteves foi em 2018/2019 quando marcou 17 golos ao serviço do Praiense, com o emblema dos Açores a estar muito perto da subida à Liga PRO.

Rafael Raimundo - Região de Cister

quinta-feira, abril 02, 2020

Amor à camisola

Esta história podia ser a de Francesco Totti (Roma), Valter Neves (Benfica), João Matos (Sporting) ou tantos outros jogadores que marcaram a história dos seus clubes, mas é a de Vasco Luís (HC Turquel), Bruna Santos (Cister SA), Hugo Santos (GD Martingança), Bruno Daniel (Ginásio) e Espanhol (CCRD Burinhosa). Em modalidades que se praticam de formas tão diferentes há um denominador comum: o amor à camisola.
“Isto é como uma relação amorosa, uma vez dá-se a mão e outra vez recebe-se, e no fim quem ganha é o amor”, foi esta a forma que Espanhol, capitão da Bury, utilizou para descrever ao REGIÃO DE CISTER a década em que está ao serviço do clube da aldeia de futsal. “Nestas 10 temporadas vivi na primeira pessoa o fantástico trajeto até à 1.ª Liga”, conta o fixo/ala, que é o único jogador do plantel burinhosense a ter participado nesta subida “alucinante”. “Tinha 19 anos quando o mister Kitó Ferreira me convidou para integrar o projeto do clube e desde então o sentimento pelo clube foi crescendo cada vez mais”.
”Quando reuni pela primeira vez com o técnico e presidente do clube perguntaram-me quanto é que pretendia auferir e a minha resposta foi ‘nada’”, confessa o leiriense, que à parte do futsal gere um ginásio na Marinha Grande. “Não é o dinheiro que me move pelo que dificilmente iria sair do Burinhosa”, afirma o líder do balneário.
Mas se Espanhol está “só” há dez temporadas no clube o mesmo não podem dizer Vasco Luís e Bruno Daniel, que representam os Brutos dos Queixos e os azuis, há 28 e 21 anos, respetivamente.
“Tinha quatro anos quando calçei pela primeira vez os patins para treinar, não foi a melhor experiência, mas fui ganhando o jeito com o tempo”, relembra Vasco Luís, que nunca conheceu outro amor que não o do HC Turquel. “Nasci aqui, cresci aqui e é aqui que sou feliz”, destaca o capitão turquelense, que no início nem era dos mais habilidosos com os patins e com o stick. “Não era muito versátil mas consegui desenvolver as minhas capacidades e chegar à equipa sénior com apenas 18 anos”, conta o turquelense.
Apesar de no final de cada temporada os adeptos lhe pedirem camisolas, e até os stick e joelheiras… o goleador turquelense nota que o desporto já não se vive da mesma forma. “Quando eu era dos mais novos da equipa sentia-me nervoso quando jogava com os mais experientes, mas agora as coisas são diferentes”, realça. “Quando sobem do escalão de juniores a seniores os meninos já estão muito mais à vontade”, diz o experiente jogador relembrando alguns momentos. “Houve meninos que tinham de se equipar noutro balneário porque os capitães pediam que assim fosse. Era praxe”.
Este à vontade é também apontado por Bruno Daniel que iniciou a formação no Ginásio com 7 anos. “Já não existe a mística de outros tempos, o desporto mudou muito e hoje troca-se um clube por mais uns trocos ou por objetivos um bocadinho superiores”, desabafa o capitão dos azuis. “Há uns anos os jogadores que jogavam pela equipa do escalão acima eram muito mais contidos e por vezes nem falavam muito nos treinos” descreve o médio, acrescentando que apesar da timidez “via-se que estavam muito felizes por estar ali”.
O líder do balneário no Municipal de Alcobaça é experiente em jogar nos escalões acima, não raras as vezes o fez, e hoje, aos 29 anos, já não pensar em subir na carreira. “Quero apostar na minha formação profissional”, afirma, revelando que todos as épocas recusa propostas para deixar o Ginásio. “O dinheiro não é tudo e prefiro jogar ao lado daqueles com quem me sinto realmente bem e feliz”, destaca Bruno Daniel.
Mais complicada é a vida de Bruna Santos, jogadora das seniores do Cister SA e que veste de amarelo e azul há 11 épocas consecutivas. A menina, de apenas 19 anos, frequenta o curso de Bioquímica em Coimbra, mas não abdica de regressar a Alcobaça todos os fins de semanas para representar o clube do coração. “É um esforço que vou continuar a fazer enquanto me sentir bem a jogar”, conta a jovem, acrescentando que no clube há muito companheirismo e ainda se “respira” o símbolo que se enverga ao peito.
A central que tinha como referência a jogadora Adriana Raimundo partilha agora a quadra com a conterrânea alcobacense e nota que jogar pelo clube proporcionou-lhe amizades para a vida.
O sentimento é partilhado por Hugo Santos, jogador que se iniciou no voleibol do GD Martingança há cinco épocas, mas que já tinha representado o clube no escalão de infantis em futsal…”Representar o GD Martingança é ter ao peito o símbolo da minha terra e do clube do meu coração”, reitera o distribuidor, de 21 anos, que estuda Ciência Farmacêuticas em Covilhã e que só treina uma vez por semana.  “Nem sempre sou a primeira opção do técnico, mas nem isso me faz abdicar deste esforço semanal”, assevera o martingancense. “Alguns dos melhores amigos fiz naquele clube e só posso retribuir com dedicação e empenho”.
Se Espanhol desse a “stickada final” e Vasco Luís pisasse os relvados, se Bruno Daniel jogasse com as mãos enquanto Bruna Santos serve para fechar o set e Hugo Santos marca o livre de 10 metros, é garantido que o fariam como exemplos de amor à camisola. Afinal, numa relação uma vez tem de se dar uma parte de nós para que noutra se receba. Só assim nasce um verdadeiro amor.

Rafael Raimundo - Região de Cister

domingo, março 22, 2020

A gloriosa temporada de 1988/1989 do Mirense

A época de 1988/1989 será para sempre recordada na história da UR Mirense e pelas gentes de Mira de Aire. O clube bateu o Famalicão (4-2) na final que decidia o campeão da 3.ª Divisão nacional, num jogo em que a equipa orientada pelo técnico Vítor Manuel até partia com menor dose de favoritismo.“Lembro-me de o presidente do Famalicão me dar os parabéns pelo nosso campeonato antes do encontro, dizendo que só era pena termos encontrado o Famalicão na final”, conta ao REGIÃO DE CISTER Mário Cruz, presidente do Mirense entre 1980 e 1990, recordando que no fim do encontro foi mesmo o clube do distrito de Braga que acabou por ceder as garrafas de champanhe para os mirenses fazerem a festa. 
“Como o Famalicão tinha começado a temporada na 1.ª Divisão nacional, da qual baixou à 3.ª Divisão por uma situação administrativa, nunca pensaríamos que fosse possível vencer aquela final”, confessa o ex-dirigente, que naquela época viu a equipa alcançar um registo histórico. O Mirense sagrou-se campeão de série D com 24 vitórias e 10 empates e até ao título viria ainda a eliminar Samora Correia e Lusitano de Vila Real de Santo António.
Naquela época, o plantel era formado por apenas três jogadores naturais da vila, mas Mário Cruz ressalva que o grupo era como uma família. “Em relação à anterior temporada na 2.ª Divisão nacional, apenas contratamos três jogadores, entre os quais o nazareno José Rui, que acabaria por ser o nosso capitão”, lembra o antigo dirigente, acrescentando que o plantel era constituído por jogadores de localidades próximas e que alguns dos quais representaram o clube dos distritais aos nacionais: Albertino, Rui Gaivoto e Fernando Mateus. Fernando Mateus foi, aliás, um dos artilheiros de serviço na gloriosa temporada, com 20 golos apontados.
O ex-jogador destaca as “qualidades futebolísticas e humanas” do grupo de 1988/1989, mencionando que aquela equipa tinha “qualidade para discutir a divisão acima”. O avançado, no entanto, não esquece a época 1985/1986, em que a equipa também festejou a subida ao segundo escalão com apenas uma derrota. “O plantel contava apenas com jogadores amadores”, completa.
Já Jorge Casquilha foi o melhor marcador dos mirenses em 1988/1989, com 42 golos em todas as provas, e marcou no emblemático jogo com o Famalicão no estádio Mário Duarte, em Aveiro. “Foi uma sensação fantástica marcar na final. Lembro-me que aproveitei um ressalto à entrada da área e rematei colocado”, conta Jorge Casquilha, que assinou no final da época pelo Benfica e se afirmou na 1ª Divisão no Gil Vicente.
No final da temporada 1987/1988, Mário Cruz anunciara a saída da presidência do clube na época seguinte, mas não sem antes fazer uma promessa. “Vou voltar a colocar o clube na 2.ª Divisão nacional”. Meses depois a promessa tornou-se real e o Mirense voltava, assim, a disputar a 2.ª Divisão. Para mais tarde recordar.

Rafael Raimundo - Região de Cister

sexta-feira, maio 24, 2019

Hélio Aurélio termina a carreira pelo Ginásio de Alcobaça

Hélio Aurélio despediu-se dos relvados, este domingo, na vitória do Ginásio sobre o Fig. Vinhos, por 2-0, a contar para a última jornada da Lizsport Divisão de Honra.
No último jogo, o defesa, de 36 anos, envergou a braçadeira de capitão e foi substituído nos últimos minutos da partida para ser aplaudido no municipal de Alcobaça.
O alcobacense, que durante a carreira atuou diversas vezes como trinco, jogou 11 temporadas com o símbolo do Ginásio ao peito, às quais somou toda a formação realizada no clube.

Rafael Raimundo - Região de Cister

sexta-feira, maio 10, 2019

Nazarenos assegura playout de subida à Divisão de Honra

O Nazarenos venceu, este domingo, o Atouguiense, por 3-0, e assegurou a presença no playout de acesso à Divisão de Honra distrital.
Os brasileiros Gabriel Fraga (5' e 40') e Vavá (73') foram os autores dos golos dos alvinegros, que se deslocam ao reduto da U. Serra na última jornada da zona sul da Desportiva 1.ª Divisão distrital, mas já com o 2.º lugar assegurado.
A formação de Francisco Mota garantiu, assim, a presença no encontro em que se discute a subida de divisão. No playout de subida, o Nazarenos pode encontrar Moita do Boi ou Alegre e Unido.

Rafael Raimundo - Região de Cister

Ginásio de Alcobaça garantiu manutenção na Divisão de Honra

O Ginásio Clube de Alcobaça derrotou no domingo, o CC Ansião, por 5-3, e garantiu assim a manutenção na Divisão de Honra distrital.
Os azuis quebraram um período de seis meses sem ganhar no Municipal, ciclo no qual averbaram quatro empates e quatro derrotas, mas chegaram aos 32 pontos no campeonato e estão a salvo da descida.
A equipa de Leandro Santos concluiu, por outro lado, o registo de 11 jogos sem ganhar na Divisão de Honra, um novo recorde negativo do clube.
Entretanto, o Beneditense empatou, 2-2, na recepção ao vice-líder GRAP e continua a sonhar com a permanência.
A duas jornadas do fim do campeonato, a turma de Catarina Lopes está a 3 pontos da primeira equipa acima da "linha de água", o Mirense, sendo que na próxima jornada as duas equipas se encontram na Fonte da Senhora para uma autêntica "final".

Rafael Raimundo - Região de Cister

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails

Wook