Estádio: Municipal de Pombal
Assistência: Perto da centena e meia
Árbitro: Paulo Marques (AF.Leiria)
Avelarense: João Pedro; Eduardo (Nandão, 50’), Chapa, Rui Ferreira (Pedro Ferreira, 77’) e Laranjas; Torrelhas, Neto e Pedro Almeida (Góis, 30’); Estarola, Luís Silveiro e Pedro Jacob.
Treinador: Fernando Silva
Maceirinha: João Ramusga; André Monteiro, Gigas, Vareta e Márcio; Santana, Nélio e Hélder; Botelho (Pedro Monteiro, 85’), Peugeot (Nelsinho, 93’) e Marco Alves (Renato Videira, 95’)
Treinador: Fernando Luz
Acção disciplinar: Amarelos: Eduardo, 30’), Laranjas, (32’), Estarola (44’), Neto (45’), Vareta (56’) e Marco Alves (65’).
Vermelhos: Gigas (80’) e Góis (80’)
Marcadores: Gigas (32’) e Peugeot (87’).
Ontem desloquei-me ao Estádio Municipal de Pombal, na companhia do amigo Tanque Silva, como observadores independentes, para visualizar a final da 1ª Divisão da Distrial.
Eram umas 16:20 quando chegamos e cá fora já muitos adeptos, de ambos os lados, esperavam impacientes para entrar no estádio.
Entramos quando faltavam 15 minutos para a hora marcada, já estava bastante gente, e deu logo para reparar que havia mais espectadores adeptos do Maceirinha que do Avelar, tanto que muitos deles tiveram de se sentar no lugar "reservado" aos avelarenses.
O pior foi a escolha dos balnearios para cada uma das equipas, porque os que estavam reservados à Maceirinha eram perto dos adeptos do Avelar e vice-versa. Mau sinal e mais à frente verão porquê.

Sem desprimor para nenhuma das equipas, sento-me e ao olhar para os jogadores vejo de um lado, uma equipa de azul e branco em que os jogadores me parecem jogadores de futebol, principalmente pela compleição fisica. Do outro está também uma equipa de amarelo e azul/roxo mas reparo que 3 ou 4 teem uma barriga nada condizente com quem pratica um desporto federado, seja em que escalão for. Estranhei, porque se tratavam dos campeões da Zona Norte.
Com o inicio do jogo apercebi-me que a defesa "amarela" era demasiado permeavel, mas tambem pudera, aqueles rapazes da barriguita saliente eram defesas!!! Fiquei com a clara noção que se a Maceirinha forçasse marcaria golos, cedo.
O jogo correu normalmente com as dificuldades habituais dos jogadores, restringidos a pelados, e no relvado é um pouco diferente. Tanto que no inicio a bola andou muito pelo ar e so passado algum tempo se começou a jogar e bem pelo chão.
A primeira parte foi de dominio Maceirinhense e não estranhou o golo à meia-hora, num cruzamento para a área, Giga aparece de rompante e de cabeça a marcar ao angulo, grande golo, já merecido.
O Avelarense também conseguiu empurrar a Maceirinha para trás e principalmente por causa do guarda-redes adversário, causou muito perigo, talvez até com as melhores situações. Muitas saidas em falso e fraco no jogo aéreo, num remate em chapéu e com João Ramusga em cima da linha, se a bola não tem batido na barra tinha levado um "frango".
Do outro lado estava talvez o melhor jogador da formação nortenha. O guarda-redes João Pedro é um jogador completamente desfazado desta divisão e da própria distrital. Muito seguro e bem colocado, defendeu tudo o que lhe era possível, bem a sair e bem entre os posts, nunca fez uma defesa incompleta. Se alguém do Sp. Pombal esteve a ver a partida aconcelho-o a po-lo á experiência na pré-época, ainda para mais agora que o Sp. Pombal está na III Divisão Nacional.

Ao intervalo vencia a melhor equipa, em termos de futebol praticado. Na bancada e do lado Avelarense gritava-se que o árbitro era "isto e aquilo" e que estava tudo feito para os azuis e brancos ganharem. Mais tarde um adepto mais exaltado comentou que até os apanha-bolas eram da Maceirinha.
Para a segunda parte, as equipas entraram diferentes na atitude. O Avelar carregou e muito contribuiu a entrada de Nandão. Bom em desmarcações e também com os pés, isto enquanto a equipa teve descernimento. Mas assistiu-se a 20, 25 minutos quase só no meio-campo da Maceirinha, em que a defesa muitas vezes apostando no fora-jogo e outras com categoria e alguma sorte no remate final adversário, conseguiu manter as redes invioláveis.
Para o final o jogo começou a ficar mais equilibrado, e o Avelarense estava todo balanceado na frente à excepção de dois defesas para segurar um avançado "azul". Mas que defesas? O capitão do Avelarense era um rapaz mais baixo que eu e com uma barriga em dobro superior à minha, para travar um rapaz "azul" com alcunha de carro e que faz da velocidade a sua maior arma? Só podia correr mal tal opção e cada contra-ataque do Maceirinha era um caso serio com o defesa sempre nas covas. A sorte é que muitas das vezes acabou por faltar discernimento no ataque e muitos falhanços principalmente pelo número 17 azul, Marco Alves.
Aos 80 minutos o caso do jogo. Um jogador "amarelo" aparece estatelado no terreno, agarrado à cara, no meio da confusão e talvez por palavras o jogador Gois do Avelarense é expulso directamente. Depois de semi-sanada a confusão o árbitro foi conferenciar com o seu auxiliar que lhe informa que Gigas terá agredido o adversário, o tal que estava no chão. Outra expulsão directa.
No caminho para o balneário Gigas, fez questão de cumprimentar os adeptos e também os adversários, mas esquece-se que quando os adversários estão a chamar-nos nomes convém não dizer nada e as palmas do jogador acabaram por soar a ofensa para os adeptos do Avelar. De tal modo que se gerou muito burburinho à entrada do balneário com os adeptos a tentarem tirar de esforço com o defesa, o que levou a uma reacção pronta de alguns Maceirinhenses que foram acorrer ao local "invadindo" o espaço dos adeptos "amarelo-roxos". Então gerou-se uma pequena confusão com muita troca de palavras mas sem se chegar a vias de facto. E assim estiveram durante algum tempo, mesmo depois de recolherem ao seu lugar ainda foi preciso segurar alguns elementos de ambos os lados. Os animos só serenaram passado 5 a 7 minutos, em que se previu o pior, de tal modo que foi chamado um reforço da policia, mas que não foi necessário.
No campo o jogo decorria, embora quase sem ser notado, e aos 85 minutos um avançado Avelarense correu isolado pela esquerda, entrou na área e sozinho frente a João Ramusga que inexplicavelmente não saiu a fazer a mancha nem cobriu o poste mais perto, (estava situado quase no poste contrário), deixou a baliza completamente à merce do adversário que fez o mais dificil, não marcou nem atirou para fora, acertou no poste!!!
Assim ficaram 3 ou 4 jogadores do Avelarense caidos no chão e de mãos na cabeça, e num contra-ataque, Pegeout pega na bola desde o meio campo, finta um, dois, três defesas "pesadotes" e à entrada da área remata cruzado para um grande golo. Foi o delirio nas bancadas e o desalento do adversário.
O jogo terminava pouco depois com a merecida festa e com a vitória daquela que foi a melhor equipa em campo.
