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terça-feira, setembro 10, 2013

Clubes acusam AC Marinhense de dizer “inverdades”

O impedimento de utilização do relvado do Estádio Municipal da Marinha Grande ao Marinhense por parte da autarquia vidreira conheceu mais um episódio que promete fazer correr muita tinta já que quatro clubes do concelho acusam a direcção do Marinhense de proferir “inverdades”.
Depois de na semana passada o Atlético Clube Marinhense ter promovido uma conferência de imprensa onde se dizia “revoltado” com a atitude da autarquia, os restantes clubes do concelho também promoveram uma conferência de imprensa que teve lugar terça-feira rejeitando as acusações que foram feitas por parte do presidente do Marinhense, Delfim Duarte, nomeadamente quando este referiu que a Câmara Municipal da Marinha Grande “cedeu às pressões colocadas pelos restantes clubes da cidade”.
Com a presença de responsáveis do GD Vidreiros, EA Sporting Marinha Grande, FC 'Os Belenenses' e SL Marinha, o presidente deste último emblema, Hélder Serra, diz rejeitar “linearmente” a acusação de que os clubes andariam a pressionar a Câmara. “Jamais estes clubes mexeram uma palha. O Marinhense procura confundir as pessoas. O que está em causa é um regulamento que há 20 tem sido utilizado e nunca o Marinhense se opôs. Agora que desceram para os distritais, já levantam problemas”, disse.
Recorde-se que o regulamento diz que a utilização do estádio municipal está condicionado a equipas que militam nos campeonatos nacionais, algo que agora só acontece com os iniciados do SL Marinha, os juvenis do Marinhense e as seniores do FC OS Belenenses.
“O Marinhense não tem a mínima razão de queixa. É o único clube que treina todos os dias em espaços municipais, é o único clube que utiliza uma secretaria no estádio permanentemente e o seu auditório. Foi o único clube a quem foi concedido um relvado sintético [campo da Portela] sem ter que pagar um tostão. Além disso, recebeu milhares de euros para a construção da vedação e do muro na Portela”, referiu Hélder Serra.
Em relação ao argumento do Marinhense em se considerar o clube mais representativo do concelho, o presidente do SL Marinha recorda que o clube está agora nos campeonatos distritais, nas mesmas circunstâncias que todos os outros emblemas. “O Marinhense tem a mania do quero, posso e mando. Agora eles estão a ver as dificuldades que os outros clubes sempre sofreram ao longo dos anos com a falta de espaços para treinar e todas as dificuldades”, sublinhou.
Por último, Hélder Serra esclarece mais uma “inverdade” ao referir que o Marinhense poderá utilizar o estádio municipal nos jogos da Taça de Portugal e que os clubes estão disponíveis a “rever os regulamentos” de utilização daquele espaço.

 
Texto: José Roque (Diário de Leiria)
Foto: Jornal da Marinha

sexta-feira, agosto 02, 2013

AC Marinhense não sabe em que campo vai jogar

Por ter descido aos campeonatos distritais, AC Marinhense deixa de poder usar o estádio municipal.
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A equipa sénior masculina do AC Marinhense não sabe em que campo vai disputar a próxima época, onde a equipa está inserida na Divisão de Honra Distrital, isto porque existirá um regulamento da Câmara Municipal da Marinha Grande (CMMG) em que apenas as equipas que participam em campeonatos de âmbito nacional podem disputar os seus jogos no Estádio Municipal.
Como o Marinhense desceu este ano para o principal escalão do futebol distrital, terá perdido o direito de utilização daquele recinto, o que está a gerar uma onda de preocupação na direcção do clube. “Estamos num impasse. Um vereador da CMMG chamou-nos a atenção para essa questão. Contudo, soubemos por outras fontes que esse regulamento permite ao clube mais representativo do concelho poder utilizar o Estádio Municipal. Já pedimos à Câmara esse regulamento e maiores esclarecimentos, mas continuamos à espera para realizarmos uma reunião”, esclareceu o director da formação e competição do clube, Roberto Fernandes.
O responsável não percebe as barreiras que se estão a levantar para a não utilização de um espaço que foi desde sempre utilizado pelo Marinhense, sublinhando que a hipótese de a equipa jogar num campo anexo ao estádio, em relvado sintético, não é favorável. “Isto é mais uma jogada política e de interesses que está por trás disto tudo. Devem querer dar cabo dos clubes. Quanto à possibilidade de jogar no campo anexo não nos parece bem já que nem sequer têm balneários de apoio. Mas vamos aguardar”, frisou Roberto  Fernandes.
O Diário de Leiria tentou contactar a vereadora do desporto da CMMG, Cidália Ferreira, mas até ao fecho da edição não obtivemos resposta às perguntas colocadas.
 
José Roque - Diário de Leiria

 

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