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quarta-feira, fevereiro 27, 2019

ACR Maceirinha revoltada com arbitragem de Rafael Marques no jogo com o CC Ansião

O jogo do passado domingo entre a ACR Maceirinha e o CC Ansião, e que terminou com uma derrota da equipa da casa por 1-2, ficou marcado por vários casos de arbitragem, com a equipa da ACR Maceirinha a contestar a arbitragem do trio comandado por Rafael Marques.
A ACR Maceirinha acabou o jogo com apenas 8 unidades, sendo que também Walter Estrela teve ordem de expulsão, logo nos minutos iniciais da partida. O jogo decorreu numa toada equilibrada, sendo que aos 90' a equipa da casa se colocou em vantagem no jogo. No momento dos festejos, o árbitro da partida deu a indicação que seriam jogados mais quatro minutos, no entanto já depois de o CC Ansião fazer o 1-1, aos 93', o árbitro da partida acabou por prolongar a partida até aos 100', sendo que aos 99', a equipa do CC Ansião consumou a reviravolta e acabou por vencer por 1-2. Para além das expulsões, e do prolongamento exagerado do jogo sem qualquer motivo para isso, a equipa da casa queixa-se ainda de um critério sempre bastante discutível, numa partida em que para além das 4 expulsões, a ACR Maceirinha acabou também por ver um atleta com um maxilar deslocado, João Gomes, num lance em que o árbitro da partida nada assinalou.

quarta-feira, outubro 11, 2017

Paulo Encarnação


segunda-feira, maio 30, 2016

GDR Boavista critica postura de Gonçalo Carreira no jogo frente ao Portomosense

Em carta aberta enviada à Associação de Futebol de Leiria, e divulgada na sua página oficial, o GDR Boavista mostra o seu descontentamento com a postura do árbitro Gonçalo Carreira no jogo do passado domingo frente à AD Portomosense. Entre criticas a arbitragem de uma forma geral "e aqui entra a arbitragem que se destaca todo neste processo, pois julgam ser os iluminados e os déspotas...", o clube critica de uma forma mais concisa Gonçalo Carreira, o qual acusam de "quando esse árbitro sai do seu balneário, se dirige aos dirigentes do Boavista, percorrendo 100m e ofende grosseiramente a instituição, jogadores e os dirigentes, este senhor não merece nada...nem o futebol."

quinta-feira, novembro 19, 2015

No futebol do distrito pouco mais há além de água para oferecer aos árbitros

A União de Leiria oferece à equipa de arbitragem “café, água, chocolate, bananas e bolachas com marmelada”.
A discussão já dura há mais de um mês e parece não baixar de tom. Os presentes oferecidos pelo Benfica aos elementos das equipas de arbitragem em jogos no Estádio da Luz continuam a fazer escrever muitas linhas, sobretudo nos jornais desportivos.
A troca de galhardetes vai continuar e a redacção do JORNAL DE LEIRIA, curiosa, foi perceber como é que as coisas funcionam à nossa escala.
A UEFA tem um valor máximo estipulado para as ofertas – cerca de 183 euros – mas segundo Bruno de Carvalho, presidente do Sporting, aquilo que as águias oferecem – uma caixa com a cara de Eusébio, uma camisola retro do Benfica, um voucher com quatro entradas no Museu Cosme Damião e quatro refeições no Museu da Cerveja – ultrapassa os limites definidos.
São presentes que ficam a anos-luz daqueles que os emblemas do futebol do distrito de Leiria oferecem. União de Leiria, Peniche e Caldas militam no Campeonato de Portugal, o terceiro escalão da modalidade. Segue-se a principal competição da Associação de Futebol de Leiria, a Divisão de Honra, disputada por 16 equipas.
Fomos saber o que é que cada um destes 19 emblemas deixa no balneário dos árbitros antes de cada partida começar. Uma coisa podemos garantir, não é com estas ofertas que vão enriquecer. Comecemos pelos clubes mais próximos do topo.
A União de Leiria segue invicta na liderança da série F do Campeonato de Portugal. Desde o início da temporada que o regresso às competições profissionais é a meta estipulada e, por isso, nada é deixado ao acaso.
A estrutura da nova SAD, liderada por Alexander Tolstikov, quer ser reconhecida pela organização, método e pelo trabalho sério, para não haver espaço a comparações com um passado não tão distante assim.

Jornal de Leiria

terça-feira, setembro 22, 2015

AF Leiria dá prémios a quem arranjar árbitros

O Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Leiria está a promover o programa Embaixador com o objectivo de contribuir para solução do problema da falta de árbitros e envolver todos os agentes do futebol na solução do problema da falta de árbitros.
Nesse sentido, vai ser criada a figura de Embaixador da Academia de Arbitragem para aqueles que a título individual e sendo árbitro em actividade ou outro agente desportivo, inscreva um ou mais candidatos para o curso de Árbitros de Futebol e Futsal. Por cada candidato que inscreva e que conclua o respectivo curso, o Embaixador da Academia de Arbitragem tem direito a receber um prémio. Por outro lado, cada candidato inscrito tem direito a receber um kit de árbitro no início da frequência do curso.
O kit de árbitro é constituído por um cartão amarelo, um cartão vermelho, um cartão branco, um apito e um livro das Leis de Jogo da variante respectiva.
O árbitro que for designado Embaixador da Academia de Arbitragem receberá um equipamento completo de árbitro, composto por camisola, calção e meias. Os outros agentes designados Embaixadores da Academia de Arbitragem receberão um fato de treino e um pólo.

sábado, fevereiro 22, 2014

Luciano Gonçalves termina a carreira

Devido a um problema de saúde, um dos melhores árbitros do nosso distrito, Luciano Gonçalves, viu-se obrigado a interromper a sua carreira na arbitragem. Ao longo destes anos, e para além do seu reconhecido valor como árbitro, teve também sempre uma abordagem bastante positiva sobre o futebol, sendo sempre bastante prestável para todos quanto se movimentam no futebol distrital. Da nossa parte, Luciano, é um até já, e que as gerações vindouras, que tu também ajudas a formar, saibam seguir o teu exemplo de humildade, dentro e fora de campo. 

P.S. Em baixo transcrevemos na íntegra um pequeno artigo publicado pelo Luciano no Diário de Leiria de hoje.
ERA  UMA VEZ

Era uma vez, um jovem com 23 anos amante de futebol, que defendia o seu clube com a mesma paixão que defendia a sua família, gostava imenso de futebol,  já tinha jogado a bola no Alqueidão da Serra, Pataiense e na altura era jogador de futsal num modesto clube de Alcanadas, mas de jogador tinha pouco, marcar golos só no computador e pouco resumindo: bola, pés , correr… ups tudo ao mesmo tempo era fiasco.
 Estava conformado que a  paixão dele não passava de uma utopia, então começou a acumular cargos para ver se tinha jeito e em algum, jogador/diretor, certo dia o clube recebe um comunicado da AFLeiria em que cada clube tinha de indicar uma pessoa  para tirar o curso de árbitro.
Pensou resta aqui uma chance para trabalhar no mundo do futebol sem ter que conduzir a bola nos pés. Julgando se melhor que os que lá estavam pensou, ” se aqueles gajos só fazem besteira e não veem nada, eu serei melhor que eles”, não sendo um bom exemplo pois era muito agressivo e contestatário, o treinador  
Martinho Franco incentivou intensamente para ir experimentar de certo porque se queria ver livre dele (não certamente ).
Assim foi tirou o curso e desde cedo levou uma lição de falta de humildade, pois não fez diferente dos outros errou tal e qual e viu que a arbitragem é muito mais que arbitrar é uma paixão.
Mas durante os 11 anos que lá andou esse jovem sempre defendeu a arbitragem com “unhas e dentes” tudo fez para valorizar o futebol distrital e nacional respeitando todos os seus agentes desde o senhor que marca o campo ao presidente passando pelo publico que tanta vez provocou a sua querida mãe.
A todos eles um muito obrigado por terem feito parte deste capitulo da minha história.


Luciano Gonçalves

sexta-feira, novembro 01, 2013

AF Leiria procura novos árbitros

André Franco, Carlos Amado, Fábio Piló, Marco Gomes, Fábio Veríssimo, Jorge Faustino, António Nobre, Luciano Gonçalves, Inês Freitas e Vânia Roque são alguns dos árbitros que foram promovidos na última época. São também, a par do internacional Olegário Benquerença, membros do quadro de arbitragem da Associação de Futebol de Leiria (AFL).Prestes a começar mais um curso para “homens de negro”, a AFL gostaria de ver o “tal” quadro mais concorrido. “Temos no ativo, 112 árbitros de futebol e 51 no futsal. Não são suficientes e a variante mais problemática é o futsal”, explica Carlos Brites, presidente do Conselho de Arbitragem da AFL, justificando com o crescimento do número de equipas de futsal.
Entre as principais razões para a falta de elementos de arbitragem, Carlos Brites aponta a má imagem que comentadores e dirigentes criam ao falar da atividade. “Enquanto não se mudar esta mentalidade e se continuar a ouvir falar mal dos árbitros, de domingo a quarta-feira, vai ser difícil chamar os jovens para a atividade”, lamenta.
Mas o dirigente encontra vantagens na atividade: “Estão em contacto com a modalidade, praticam desporto duas vezes por semana – no caso dos distritais -, mais os jogos, e recebem uma compensação financeira, que pode ajudar a pagar as despesas dos estudos e não só. Um árbitro de 1ª categoria [campeonatos nacionais profissionais e camadas de formação] pode ganhar por jogo mil euros”, adianta.
Com a profissionalização do árbitros portugueses a ser cada vez mais uma realidade, Carlos Brites vê no apito “uma oportunidade de carreira”.
A AFL inicia no próximo dia 2 de novembro o curso de arbitragem de futebol e futsal, com 40 horas de formação teórica, e 100 horas de formação teórico-prática com arbitragens de jogos de futsal e futebol. As inscrições decorrem até dia 2 pelo email arbitragem.afleiria@fpf.pt.
Marina Guerra (www.regiaodeleiria.pt)

quinta-feira, maio 23, 2013

Arbitragem: Eduardo Brites irá participar na final da Taça de Portugal.

Árbitro de Leiria na final da Taça de Portugal

No próximo domingo, dia 26 de maio, Eduardo Brites, árbitro de Leiria, irá acompanhar a equipa de arbitragem liderada por Jorge Sousa na final da Taça de Portugal, que será disputada entre o S.L. Benfica e o Vitória de Guimarães no Estádio do Jamor com início às 17h15.
Este jovem árbitro, de 16 anos de idade, tirou o curso de árbitro de Futebol na época passada e foi escolhido na sequência da sua participação no encontro nacional do árbitro jovem organizado pela APAF no passado mês de outubro. Esta oportunidade de participar na final da Taça de Portugal partiu de uma iniciativa da APAF em conjunto com a F.P.F.

sexta-feira, março 15, 2013

Arbitragem : Luciano Gonçalves reeleito director da APAF

No passado dia 8 de Março,  o Presidente do Núcleo de Árbitros de Futebol de Porto Mós,   Luciano  Gonçalves,   foi reeleito para director da APAF para o triénio 2012/2015,   onde irá representar a arbitragem de Leiria e defender a arbitragem  nacional. Luciano defende " uma arbitragem equitativa desde o  árbitro do distrito ao internacional ", " Leiria tem grandes  jogadores, tem competentes treinadores , tem dirigentes com grande  competência , temos grandes clubes,  mas também temos dos melhores árbitros do pais"  "Portugal tem os melhores árbitros do mundo " .
Luciano Gonçalves irá acumular a presidência do Núcleo com a de  director da APAF onde irá desempenhar a função de secretário.

quarta-feira, junho 20, 2012

Arbitragem : Rudy Silva e André Moreira promovidos aos nacionais

Os árbitros Rudy Silva e André Moreira da AF Leiria foram promovidos à 3ªCategoria Nacional. Também Rui Freire foi promovido, mas á 2ªCategoria Nacional de assistentes. Parabéns !

sexta-feira, setembro 30, 2011

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA CURSOS DE ÁRBITROS DE FUTEBOL 11

Se quer ser árbitro de Futebol 11 e/ou Futsal inscreva-se já na Escola de Arbitragem da A.F. Leiria. As inscrições só serão aceites até ao fim do mês de Outubro e os cursos terão início no mês de Novembro.

Condições de Admissão:
- Ser nacional de um País comunitário ou beneficiar de estatuto de dupla nacionalidade;
- Ter preferencialmente mais de 16 anos e no máximo 31 anos de idade;
- Residir no Distrito de Leiria;
- Não sofrer de incapacidade civil, interdição ou inabilitação;
- Não ter sido condenado, por sentença com trânsito em julgado, por crime doloso com pena de prisão efectiva;
- Não ter sido penalizado disciplinarmente em qualquer outra modalidade desportiva, com pena igual ou superior a noventa dias de suspensão;
- Não ser portador de doença ou defeito físico incompatível com a prática da arbitragem;
- Ter, no mínimo, 1,60 m de altura;
- Ter a habilitação literária mínima nacional ou equivalente;
- O Conselho de Arbitragem pode admitir, a título excepcional, devidamente justificado, a inscrição de candidatos: que tenham a idade máxima de trinta e cinco anos, no caso de terem sido praticantes de Futebol e que tenham disputado campeonatos oficiais de seniores; que possuam pelo menos o quarto ano do ensino básico, mas demonstrem ter cultura e desenvolvimento intelectual equivalente à habilitação mínima nacional ou equivalente.

sexta-feira, junho 24, 2011

NAF Porto de Mós venceu torneio da APAF

O Núcleo de Árbitros de Porto de Mós venceu o torneio de futsal da APAF. Na final da competição, o conjunto do distrito de Leiria venceu Viana do Castelo por 4-2. Até ao encontro decisivo, o Núcleo de árbitros de Porto de Mós começou por vencer a fase de grupos, depois goleou Lisboa por 5-0, nos quartos-de-final.
Seguiu-se as meias-finais, em que o NAF Porto de Mós venceu o Fafe por 9-2, garantido assim a passagem para as meias-finais.
A formação B do NAF Porto de Mós também rubricou uma boa prestação, mas acabou eliminado nos quartos-de-final.A equipa do NAF de Porto de Mós foi constituída por Luciano Gonçalves (director), Célio Ferreira (treinador), David Alexandre, Márcio Ferreira, Fábio Santos, Nuno Mendes, António Santos (director), José Luís Costa, Hélder Correia, Nélson Dias, Artur Louceiro (treinador-adjunto), Henrique Jesus, José Oliveira, Nicolau Rodrigues, Marco Coelho e Jéssica Meira.

O Derbie

quarta-feira, novembro 03, 2010

Árbitros voltam atrás na intenção de greve a nível nacional e distrital

Na sequência de reunião entre o Secretário de Estado da Juventude e Desporto, Laurentino Dias, e a Confederação das Associações de Juízes e Árbitros de Portugal (CAJAP), a ameaça de greve do árbitros a nível nacional e distrital ficou sem efeito.
No encontro foi comunicado à CAJAP a assinatura do despacho que regula as Bolsas de Formação Desportiva para Juízes e Árbitros Desportivos, que contempla todos os juízes e árbitros com idade até aos 30 anos, que, deste modo, ficam isentos do pagamento de impostos e Segurança Social, desde que os valores por si auferidos não ultrapassem a quantia de 2.095 euros por ano.
Reconhecendo que não é a solução pretendida para a problemática da fiscalidade e segurança social que afecta o sector da arbitragem, a APAF salientou que este é "um pequeno passo, no sentido positivo, da caminhada que ainda é necessário percorrer para alcançar a tão desejada taxa liberatória, que, há muito definimos como sendo o instrumento jurídico-fiscal adequado para resolver os problemas fiscais e contributivos que afectam os árbitros".
A APAF registou ainda com agrado a disponibilidade demonstrada por parte do Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, em continuar, com brevidade, a desenvolver esforços para, em conjunto com a CAJAP, encontrar as soluções que melhor se adeqúem à especificidade do sector da arbitragem e do ajuizamento desportivo.
Assim, a direcção da APAF confessa que estão criadas as condições mínimas, para que os árbitros, possam retirar o seu pedido de indisponibilidade que, em devido tempo fizeram, para desempenhar as suas funções desportivas nos dias 6 e 7 de Novembro de 2010.
“A APAF não pode deixar de realçar e enaltecer o grande espírito de mobilização em todo o País por parte dos árbitros, árbitros assistentes, observadores e cronometristas, dando um sinal inequívoco da sua união, demonstrando que quando estão em causa questões essenciais para o exercício da sua actividade, não hesitarão em tomar as medidas, que entendam mais adequadas em cada situação”, disse em comunicado a Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol.

Diário de Leiria

sexta-feira, outubro 29, 2010

A luta dos homens de ‘negro’

O Diário de Leiria quis saber como é que os árbitros que apitam nos campos futebol no distrito de Leiria reagem aos insultos, suportam 0 ‘fardo’ de serem constantemente os culpados das derrotas e o que pensam da mentalidade dos jogadores e dirigentes desportivos nos tempos que correm
É verdade que já é raro vê-los pelos campos de futebol vestidos de negro mas a denominação já vem de há muito tempo e ganhou raízes na cultura desportiva nacional. Falamos dos árbitros de futebol, que muitas vezes são vistos como os bodes expiatórios para explicar as derrotas de uma qualquer equipa de futebol e estão sempre sob o olhar atento de jogadores, treinadores, dirigente e, especialmente, dos adeptos, onde os insultos são uma constante.
Uma ‘tradição’ enraizada na cultura desportiva portuguesa com que os árbitros têm que lidar ao mesmo tempo que é necessário manter a concentração no que se passa dentro das quatro linhas.
"De um modo geral os insultos passam-me ao lado, mas existem situações pontuais em que não consigo ignorar como, por exemplo, actos de racismo. Nos tempos que correm, devia de existir um pouco mais de bom-senso”, esclareceu David Alexandre, árbitro da Associação de Futebol de Leiria, acrescentando que, certos adeptos, “só vão aos campos para provocar alterações ao nível emocional daqueles que trabalham em prol do futebol", frisou.
Opinião diferente tem Luís Soares, também árbitro da AFL, já que vê os insultos como algo até positivo para o futebol. "Passam-me completamente ao lado os insultos. E para ser sincero até gosto de ouvir, pois é sinal que estamos lá, que há público a ver o jogo, coisa cada vez mais rara na nossa sociedade", explicou.
Na mesma linha segue Sandro Soares a quem os insultos são "indiferentes". "Para se ser árbitro tem de se ser capaz de abstrair desses insultos, não vou dizer que não ouvimos, sim ouvimos, mas para decidir bem dentro de campo não se pode ligar", referiu.
A opinião é partilhada por João Mendes, que admite não ter qualquer tipo de reacção quando ouve insultos, algo que tanto acontece nos campos do distrito como um pouco por todo o País. “Não tenho qualquer reacção, pois na verdade, 99% deles eu não os oiço, o nosso foco atencional não é esse, e quando é, isso não é positivo”, assumiu.

Sempre os culpados pelos maus resultados

Muitas vezes os dirigentes e jogadores culpam os árbitros pelos maus resultados desportivos, algo a que os árbitros já estão habituados mas que repudiam. "É fruto da nossa mentalidade. Na verdade, na vida como no desporto, a maior parte de nós vive desculpando-se de tudo e de todos para justificar o insucesso", explicou João Mendes.
Já Jorge Faustino salienta que é sempre "mais fácil" escolher os culpados do que procurá-los. "Lidar com a situação será sempre mais fácil estando de consciência tranquila e seguro do seu trabalho", esclareceu. Para Jorge Gomes é nestes momentos que "o árbitro tem de saber dar uso da sua psicologia".
Segundo David Alexandre, os árbitros estão conscientes de que podem errar e que o objectivo é melhor a cada semana. "Sei que cada vez que termino um jogo estou sujeito a críticas, algumas vezes até antes. Gosto de falar com os responsáveis e dirigentes para ver o seu ponto de vista, pois cada cabeça sua sentença. A cada jogo, trabalho para ser cada vez melhor, pois, são únicos, não existem jogos iguais. É preciso gostar muito do que se faz para aguentar certas coisas que acontecem no futebol. Existem pessoas que não interessam a ninguém, mas também existe muito boa gente neste meio", sublinhou.
Para Luís Soares, o erro faz parte do jogo. “É certo que todos erramos, os árbitros tomam más decisões mas os jogadores também erram, os técnicos fazem más opções técnicas, mas o mais fácil e que caiu em hábito é culpar quem é de fora, neste caso os árbitros”, concluiu.

Diário de Leiria, 30-10-2010

quarta-feira, outubro 27, 2010

Árbitros prometem greve contra regime fiscal

No dia 22 de Outubro, no auditório da Associação de Futebol de Leiria (AFL), realizou-se uma reunião com todos os Conselhos de Arbitragem Distritais. O objectivo do encontro foi a discussão sobre as novas alterações ao regime fiscal e código da Segurança Social que será aplicado aos árbitros a partir do próximo ano. "O novo regime revela-se muito injusto para a classe da arbitragem", declarou a Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) em comunicado .
Na reunião ficou decidido, por unanimidade que, se o Governo não criar outras condições para que a arbitragem possa exercer a sua actividade sem ser prejudicada, os árbitros nacionais e distritais estarão indisponíveis para actuar nas jornadas das competições que se realizam nos próximos dias 6 e 7 de Novembro.
"Solicitamos a todos os árbitros que peçam dispensa junto dos serviços da AFL", pode ler- -se num comunicado do Núcleo de Árbitros de Futebol de Porto de Mós a que o Diário de Leiria teve acesso, onde se junta o motivo para a greve geral: "Uma série de obrigações fiscais a que estão sujeitos os árbitros dos escalões jovens e distritais, nomeadamente o pagamento, a partir do próximo ano, de 183 euros à segurança social, entre outras", são algumas das razões que levam os árbitros a insurgirem-se contra as medidas do Governo.



Medidas tomadas terão contornos a nível nacional



Segundo a APAF, os árbitros da 1.aLiga mostraram-se solidários com esta tomada de posição. "Através da Confederação das Associações de Juízes e Árbitros de Portugal, outras modalidades tomarão igualmente medidas, para denunciar a injustiça que se pretende instituir", anunciou a APAF.
Pelo que o Diário de Leiria conseguiu apurar são já vários os árbitros, a nível nacional e distrital, que pediram dispensa para os dias mencionados pelo que a situação poderá já não ter retrocesso.
"Não vamos estar a trabalhar para aquecer. É uma situação incorportável e alguma coisa tem que ser feita", sublinhou um árbitro leiriense que quis manter o anonimato.
Entretanto a AFL convocou árbitros, cronometristas e observadores para uma reunião sobre fiscalidade e Segurança Social a ter lugar amanhã, às 21h30, no Estádio Municipal de Leiria.

José Roque - Diário de Leiria

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